{"id":12867,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/santarem-30-anos-a-servir-a-esperanca-nas-terras-a-beira-tejo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"santarem-30-anos-a-servir-a-esperanca-nas-terras-a-beira-tejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santarem-30-anos-a-servir-a-esperanca-nas-terras-a-beira-tejo\/","title":{"rendered":"Santar\u00e9m &#8211; 30 Anos a Servir a Esperan\u00e7a nas terras \u00e0 beira Tejo"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA Igreja \u00e9 uma m\u00e3e que, \u00e0 semelhan\u00e7a de Maria, conserva no seu cora\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria dos seus filhos, assumindo como pr\u00f3prios todos os problemas que lhe s\u00e3o conaturais\u201d (Jo\u00e3o Paulo II, Mem\u00f3ria e Identidade, p.140).  A preocupa\u00e7\u00e3o de que os crist\u00e3os n\u00e3o vivam muito longe do Pastor a cujo cuidado est\u00e3o confiados foi a raz\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Santar\u00e9m e da nomea\u00e7\u00e3o do seu primeiro bispo, D. Ant\u00f3nio Francisco Marques, tal como consta das respectivas bulas emanadas em 16 de Julho de 1975. O ver\u00e3o \u201cquente\u201d de 1975 foi tempo de especial esperan\u00e7a nas terras \u00e0 beira Tejo, do distrito de Santar\u00e9m, pertencentes ao Patriarcado de Lisboa, tempo que culminou no dia 04 de Outubro com a Ordena\u00e7\u00e3o episcopal e tomada de posse do D. Ant\u00f3nio Francisco como Bispo de Santar\u00e9m.  Disc\u00edpulo de S. Francisco de Assis, o nosso primeiro bispo, pautou-se sempre por uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima e amiga no servi\u00e7o a todos quantos lhe foram confiados. Nas suas desloca\u00e7\u00f5es pelas par\u00f3quias da Diocese tinha o cuidado de procurar os sacerdotes, de parar o carro para cumprimentar, para dar uma palavra, para saber da sa\u00fade da pessoa ou da fam\u00edlia dos servidores do povo de Deus\u2026 O seu olhar directo e profundo interpelava, de um modo especial, os jovens. V\u00e1rios padres da Diocese ainda hoje se recordam do encontro convidativo com o D. Ant\u00f3nio. Encontrar colaboradores para ultrapassar a escassez de recursos humanos para o an\u00fancio do evangelho e a celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia era uma constante preocupa\u00e7\u00e3o do seu minist\u00e9rio. Ele pr\u00f3prio ia celebrar a eucaristia dominical a uma ou mais comunidades. Ia, sempre que poss\u00edvel, \u00e0s par\u00f3quias confiadas ao cuidado pastoral de religiosas e \u00e0quelas que ele sabia que n\u00e3o iriam ter missa por doen\u00e7a ou impedimento do sacerdote respons\u00e1vel. Uma diocese \u00e9 um organismo vivo, um corpo com membros e c\u00e9lulas. Tendo herdado as estruturas da regi\u00e3o pastoral de Santar\u00e9m, este organismo necessitou de um acompanhamento pr\u00f3ximo, sereno e forte para que se formasse um corpo de membros activos servindo a miss\u00e3o para que foi criado. A peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima no ano de 1987, com o lema: \u201cDiocese de Santar\u00e9m \u00e9 vida a crescer\u201d mostrou a visibilidade da caminhada realizada como Igreja particular.  D. Ant\u00f3nio Francisco, homem de esperan\u00e7a e de paz procurou sempre o bem de todos. A Igreja de Santar\u00e9m est\u00e1-lhe eternamente grata pelo servi\u00e7o prestado. A sua sepultura na S\u00e9 traduz a simplicidade e a humildade com que viveu. No entanto, creio que seria de justi\u00e7a assinalar, em lugar p\u00fablico, a sua passagem por esta cidade. O Ver\u00e3o, o Outono e o Inverno de 1997 colocaram a vitalidade da Diocese \u00e0 prova. A doen\u00e7a, a morte de D. Ant\u00f3nio, e a espera de um novo bispo, foi um tempo de sofrimento e de expectativa. Sofrimento pela perda do pastor que soube agir como um pai, expectativa pelo que um novo bispo numa diocese significa. A nomea\u00e7\u00e3o do D. Manuel Pelino foi um sinal claro de que a nossa esperan\u00e7a n\u00e3o tinha sido em v\u00e3o. Com especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da pastoral catequ\u00e9tica e a experi\u00eancia de 10 anos de bispo, apresentou-se como crist\u00e3o entre crist\u00e3os, assumindo a responsabilidade de bispo de um organismo vivo. Desde o in\u00edcio do seu minist\u00e9rio entre n\u00f3s que tem vindo a fomentar a forma\u00e7\u00e3o do povo de Deus e do clero, nomeadamente mandando alguns padres especializarem-se em \u00e1reas da teologia, consideradas essenciais para vida da Diocese. O livro \u201cAs Ora\u00e7\u00f5es de Sempre\u201d, bem como o Jornal \u201cPorta do Sol\u201d, a p\u00e1gina da Diocese na Internet, s\u00e3o instrumentos que considera essenciais para p\u00f4r ao alcance de todos os diocesanos para incentivar a ora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia, o conhecimento da vida desta Igreja particular e a partilha do que de bom vai acontecendo.  A peregrina\u00e7\u00e3o, por todas as par\u00f3quias da Diocese, de uma imagem de Nossa Senhora no ano do grande Jubileu \u2013 2000 &#8211; revelou-se um sinal gerador de comunh\u00e3o e de educa\u00e7\u00e3o para o sentido da Igreja M\u00e3e e da sua padroeira.  O livro \u201cDiocese de Santar\u00e9m \u2013 25 anos \u2013 Mem\u00f3ria, Vida e Projecto\u201d, elaborado nos 25 anos da cria\u00e7\u00e3o da Diocese, foi uma oportunidade para \u201cfazer o balan\u00e7o do caminho percorrido, solidificar a identidade da pr\u00f3pria Diocese e desenvolver algumas dimens\u00f5es deste organismo vivo\u201d.  O patrim\u00f3nio cultural, express\u00e3o dos valores, do sentido est\u00e9tico e dos pr\u00f3prios sentimentos dos povos ao longo dos tempos, o seu cuidado, valoriza\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com a fonte que lhe d\u00e1 vida, tem sido um assunto muitas vezes tratado pelo nosso actual bispo. As visitas pastorais, devidamente preparadas e organizadas pelos conselhos vicariais, s\u00e3o outro meio que o D. Manuel tem usado para a dinamizar a diocese e contactar directamente com as diversas realidades humanas e crist\u00e3s de cada comunidade.  Nos tempos de exalta\u00e7\u00e3o do colectivismo o Senhor concedeu-nos a gra\u00e7a de ter como pastor um homem de rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima, de trato simples e com paci\u00eancia para esperar o tempo oportuno para decidir. Numa \u00e9poca de exalta\u00e7\u00e3o do individualismo temos como pastor um homem habituado a trabalhar em equipa e com determina\u00e7\u00e3o para realizar, nesta terra \u00e0 beira Tejo, o projecto de Igreja apresentado pelo Conc\u00edlio Vaticano II.  A f\u00e9 conduz-nos a viver numa atitude de esperan\u00e7a e n\u00e3o nos faltam sinais de que n\u00e3o esperamos em v\u00e3o. Bendito sejas Deus. Aleluia.  Pe. An\u00edbal Manuel Vieira Julho de 2005  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Igreja \u00e9 uma m\u00e3e que, \u00e0 semelhan\u00e7a de Maria, conserva no seu cora\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria dos seus filhos, assumindo como pr\u00f3prios todos os problemas que lhe s\u00e3o conaturais\u201d (Jo\u00e3o Paulo II, Mem\u00f3ria e Identidade, p.140). 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