{"id":128447,"date":"2019-02-19T15:31:52","date_gmt":"2019-02-19T15:31:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=128447"},"modified":"2019-02-19T15:32:13","modified_gmt":"2019-02-19T15:32:13","slug":"a-cruz-escondida-43","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-43\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Sobreviver a oito anos de viol\u00eancia na S\u00edria, mesmo no cora\u00e7\u00e3o da guerra<!--more--><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-128448 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/siria_irma_Samia.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>O mais importante<\/h3>\n<p>Ao fim de oito anos de guerra as pessoas perderam a conta \u00e0s bombas que ca\u00edram, aos pr\u00e9dios que desabaram, aos que morreram ou ficaram feridos. Ao fim de oito anos de guerra h\u00e1 quem continue todos os dias a secar l\u00e1grimas, a curar feridas. A olhar pelos mais necessitados. Uma dessas pessoas \u00e9 a Irm\u00e3 Samia.<\/p>\n<p>A guerra na S\u00edria come\u00e7ou em Homs. A guerra foi de tal forma violenta nesta cidade que ainda hoje, oito anos depois de tudo ter come\u00e7ado, h\u00e1 vest\u00edgios dos combates como se fossem despojos do campo de batalha que ficaram por retirar. O entulho dos pr\u00e9dios que ru\u00edram \u00e9 a met\u00e1fora perfeita para uma guerra que ainda n\u00e3o acabou. Para a Irm\u00e3 Samia Jriej, a guerra s\u00f3 terminar\u00e1 quando conseguir secar todas as l\u00e1grimas de todas as pessoas que lhe batem \u00e0 porta. Muitas vezes, essas pessoas precisam apenas de dois dedos de conversa, de um abra\u00e7o amigo, de um sorriso contagioso. A Irm\u00e3 Samia n\u00e3o \u00e9 enfermeira mas passa os dias a curar feridas. A curar as feridas mais dif\u00edceis, as que se escondem no fundo da alma. A Irm\u00e3 Samia parece ter uma energia inesgot\u00e1vel. Quando ela sai de casa e atravessa a rua, parece que a guerra est\u00e1 prestes a explodir de novo. Por todo o lado, h\u00e1 cicatrizes dos tempos em que o c\u00e9u se escurecia com o rebentar das bombas e as pessoas, em fuga, tentavam salvar a pr\u00f3pria vida. Perto do centro da cidade de Homs, no chamado Bairro Velho, fica a igreja de Altip. \u00c9 a\u00ed, ao lado da igreja, que funciona uma escola dirigida a crian\u00e7as com defici\u00eancia mental. A Irm\u00e3 Samia \u00e9 a directora da escola. Aquelas crian\u00e7as e jovens n\u00e3o t\u00eam praticamente mais ningu\u00e9m. As irm\u00e3s, que os acolheram, s\u00e3o agora a sua fam\u00edlia. A guerra, todas as guerras, revelam o pior e o melhor das pessoas. Ao mesmo tempo que soldados varriam os c\u00e9us despejando bombas sobre Homs, outras pessoas afadigavam-se a socorrer feridos, a resgatar vizinhos encurralados nos escombros dos pr\u00e9dios, a acolher os que ficaram sem casa, sem fam\u00edlia, sem nada.<\/p>\n<h3>Gestos solid\u00e1rios<\/h3>\n<p>\u201cN\u00f3s temos de ajudar a curar as feridas nos cora\u00e7\u00f5es das pessoas. O mais importante de tudo \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o.\u201d Para Samia Jerij, que pertence \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 novos nem velhos, nem homens ou mulheres, nem amigos ou inimigos. H\u00e1 pessoas e feridas para curar. Foi assim nos dias mais tumultuosos da guerra e continua a ser assim no dia-a-dia. Para a Irm\u00e3 Samia, tudo se resume quase a uma palavra: cuidar. \u201cSou religiosa e a nossa miss\u00e3o \u00e9 cuidar dos mais necessitados.\u201d E entre os mais necessitados est\u00e3o aqueles jovens, aquelas crian\u00e7as com defici\u00eancia mental. A Irm\u00e3 Samia \u00e9 para eles mais do que uma irm\u00e3. \u00c9 m\u00e3e e pai ao mesmo tempo. \u00c9 a amiga. Eles sabem que ali est\u00e3o protegidos. Ao fim de oito anos de guerra h\u00e1 quem continue, todos os dias, a secar l\u00e1grimas, a curar feridas. Uma dessas pessoas \u00e9 a Irm\u00e3 Samia. Quando se lhe pergunta como consegue ter tanta energia, como consegue estar sempre sorridente, am\u00e1vel, dispon\u00edvel para os outros, a Irm\u00e3 Samia diz que \u00e9 muito simples, que \u00e9 muito f\u00e1cil. Tudo se consegue com a ora\u00e7\u00e3o. \u201cA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a parte mais importante.\u201d<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p>A CONGREGA\u00c7\u00c3O DAS IRM\u00c3S DO SAGRADO CORA\u00c7\u00c3O \u00c9 APOIADA DIRECTAMENTE PELA FUNDA\u00c7\u00c3O AIS. QUER AJUDAR A IRM\u00c3 SAMIA NESTA MISS\u00c3O JUNTO DAS POPULA\u00c7\u00d5ES MAIS NECESSITADAS DE HOMS, NA S\u00cdRIA?<\/p>\n<p>CARIMBO:<br \/>\nMULHERES EXTRAORDIN\u00c1RIAS<br \/>\nGRA\u00c7AS A DEUS<br \/>\nGRA\u00c7AS A SI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobreviver a oito anos de viol\u00eancia na S\u00edria, mesmo no cora\u00e7\u00e3o da guerra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-128447","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128447\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}