{"id":128305,"date":"2019-02-18T12:55:30","date_gmt":"2019-02-18T12:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=128305"},"modified":"2019-02-18T12:56:18","modified_gmt":"2019-02-18T12:56:18","slug":"lusofonias-a-forca-da-radio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-a-forca-da-radio\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; A for\u00e7a da R\u00e1dio!"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves<\/em><!--more--><\/p>\n<p>As tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o a dar saltos enormes e ningu\u00e9m sabe onde isto vai parar. Talvez n\u00e3o pare nunca! E quando olhamos para todos as possibilidades que j\u00e1 temos de comunicar, ao longe e ao perto, come\u00e7amos a fazer escolhas. Escolher \u00e9 sempre uma atitude dram\u00e1tica, porque implica aceitar umas coisas e p\u00f4r de parte outras. Ora, no mundo complexo das comunica\u00e7\u00f5es, estas op\u00e7\u00f5es podem excluir alguns dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que nos habituamos a utilizar. Fa\u00e7o uma pergunta direta: a r\u00e1dio vai ser posta de parte, vai tornar-se dispens\u00e1vel?<\/p>\n<p>Se dermos uns passos atr\u00e1s na hist\u00f3ria, ficamos a saber que, durante muito tempo, havia quase s\u00f3 a comunica\u00e7\u00e3o oral, acompanhada de outros pequenos sinais, como o fumo. Multiplicavam-se as formas de utilizar o som, de o amplificar, de o fazer chegar mais longe. Utilizavam-se mensageiros, desde pessoas a pombos\u2026e as not\u00edcias l\u00e1 iam chegando aos destinat\u00e1rios ou perdiam-se pelo caminho, sempre que os mensageiros n\u00e3o conseguiam chegar ao seu destino. Depois inventou-se a escrita, a imprensa, a r\u00e1dio, o telefone, a televis\u00e3o, o sat\u00e9lite e, com a era da inform\u00e1tica, as tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pararam de evoluir. Hoje podemos, atrav\u00e9s da internet, dizer tudo e mais alguma coisa \u00e0 velocidade de um click. Parece ser tudo t\u00e3o simples e t\u00e3o r\u00e1pido que at\u00e9 nos esquecemos das formas simples e elementares da comunica\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso da comunica\u00e7\u00e3o pessoal assente no encontro. Impressiona muita gente entrar num autocarro ou num bar de uma escola e olhar \u00e0 volta e s\u00f3 ver as pessoas a tocar no seu telem\u00f3vel, incapazes de dirigir uma palavra a quem est\u00e1 ali ao lado! D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a escrevia, h\u00e1 tempos, que a internet ajuda a tornar os distantes mais pr\u00f3ximos e os pr\u00f3ximos mais distantes!<\/p>\n<p>Isto a prop\u00f3sito de qu\u00ea? Da r\u00e1dio\u2026 Tem ainda lugar no mundo das nossas comunica\u00e7\u00f5es ou est\u00e1 de morte anunciada? Acho que a r\u00e1dio nunca foi t\u00e3o forte como hoje. Claro que tem que se modernizar na tecnologia e nas linguagens, tem de se ajustar bem a um audit\u00f3rio preciso que \u00e9 necess\u00e1rio conquistar a cada momento. Tem que ser competente na forma como comunica e cativa. Mas continua a ter um lugar que \u00e9 seu, muito seu e ningu\u00e9m consegue roubar. \u00c9 um media de proximidade. Entra na vida e no cora\u00e7\u00e3o das pessoas. Traz not\u00edcias, m\u00fasica, estabelece rela\u00e7\u00f5es, anima. Ocupa noites e dias muitas vezes vazios na vida de muita gente. Permite conversa, di\u00e1logo, esclarecimento. Transmite valores, incentivos, promove comunh\u00e3o, solidariedade, sentido de perten\u00e7a.<\/p>\n<p>Por estas e muitas outras raz\u00f5es, a r\u00e1dio chegou h\u00e1 muito e veio para ficar. N\u00e3o vai sobreviver sozinha, mas em comunh\u00e3o com todas as outras plataformas de comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o a deixemos matar com a nossa incompet\u00eancia e com alguma incapacidade de fazer caminho com outros. A R\u00e1dio faz falta, pois a sua miss\u00e3o ainda n\u00e3o foi cumprida. Parab\u00e9ns a quantos d\u00e3o a vida \u00e0 R\u00e1dio, fazendo-a ou escutando-a.<\/p>\n<p>Sa\u00fado a Renascen\u00e7a por ser l\u00edder de audi\u00eancias em Portugal. Sa\u00fado a coragem da R\u00e1dio Ecclesia por tentar estender o sinal a Angola inteira. Sa\u00fado todas as R\u00e1dios Lus\u00f3fonas espalhadas pelo mundo. Sa\u00fado todos os ouvintes do Lusofonias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-128305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128305\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}