{"id":12765,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/mil-mulheres-candidatas-ao-nobel-da-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"mil-mulheres-candidatas-ao-nobel-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mil-mulheres-candidatas-ao-nobel-da-paz\/","title":{"rendered":"Mil mulheres candidatas ao Nobel da Paz"},"content":{"rendered":"<p>Doze das mulheres nomeadas s\u00e3o colombianas. Trabalham pelos direitos humanos e outras causas humanit\u00e1rias num pa\u00eds com uma realidade cruel <!--more--> Este ano 1000 mulheres como colectivo aspiram ao pr\u00e9mio Nobel da Paz, e 12 s\u00e3o colombianas representando propostas solid\u00e1rias e importantes para a garantia dos direitos pol\u00edticos, econ\u00f3micos, sociais e culturais. O jurado fez a selec\u00e7\u00e3o tendo em conta a contribui\u00e7\u00e3o para a paz desde a sua condi\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas, afro-descendentes, deslocadas, sindicalistas, acad\u00e9micas, defensoras dos direitos humanos e promotoras da qualidade de vida em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. A 4 de Outubro o comit\u00e9 de Oslo dar\u00e1 a conhecer os resultados.  <b>As 12 candidatas colombianas<\/b> A mulher ind\u00edgena nasa \u00e9 como a terra, \u00e9 a que pare os filhos e os mant\u00e9m, a que facilita as possibilidades de vida. Precisamente uma mulher ind\u00edgena estava na esquina de uma mesa que juntava intelig\u00eancia e for\u00e7a, com as outras colombianas nomeadas para o pr\u00e9mio Novel da Paz. Apresentaram-se a 29 de Junho no Hotel Bacat\u00e1, em Bogot\u00e1, \u00e0s 10 da manh\u00e3. \u00c0 mesma hora, em diferentes lugares do planeta, outras 987 mulheres de mais de 150 pa\u00edses, apresentavam os seus nomes numa nomea\u00e7\u00e3o que quer dizer ao mundo que n\u00e3o \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o ou uma esp\u00e9cie de Messias, mas uma for\u00e7a plural e multicultural que n\u00e3o quer a guerra e trabalha quotidianamente pela paz. Falta uma mulher para serem mil. \u00c9 o s\u00edmbolo de todas as que foram vulneradas nos seus direitos, representando a todas as mulheres em qualquer lugar do mundo.  \u201cH\u00e1 mais de 500 anos estamos a pedir que n\u00e3o acabem com os nossos recursos, com a riqueza cultural e espiritual dos nossos povos, que nos deixem em paz\u201d, disse Maria Beatriz Aniceto Pardo, l\u00edder da Associa\u00e7\u00e3o de Cabildos Nasa Chxachxa, s\u00edmbolo das muitas express\u00f5es da sociedade civil que reclamam autonomia e justi\u00e7a como pilares da constru\u00e7\u00e3o da paz. Cada uma das mulheres seleccionadas pela Col\u00f4mbia foi tomando a palavra. Hilda Maria Domic\u00f3 Bailar\u00edn, da etnia Katio da regi\u00e3o do Urab\u00e1 antioquenho, usou o seu idioma e depois reafirmou a sua identifica\u00e7\u00e3o com as imagens de mulher que partilham o mesmo interesse de lutar pela qualidade de vida das mulheres. Patr\u00edcia Buritic\u00e1 C\u00e9spedes tomou a palavra em nome das mulheres que como elas reivindicam os direitos das trabalhadoras e cada dia apostam na paz, n\u00e3o com conjecturas, mas com actos quotidianos e permanentes. Por seu lado, Beatriz Elena Rodr\u00edguez, emocionada, recordou os abusos que sofrem os seus conterr\u00e2neos quando o seu corpo se torna \u201ctrof\u00e9u dos autores da guerra\u201d. Com humildade e sem fazer gala da sua habitual coragem, Ana Teresa Bernal, membro da equipa coordenadora e porta-voz nacional da Rede de Iniciativas pela Paz, mostrou uma guacamaya (um tipo de papagaio multicolor) para significar esta ocasi\u00e3o multicultural que permitiu a nomea\u00e7\u00e3o, como uma proposta colectiva \u201ccom a esperan\u00e7a de construir um mundo onde todos e todas tenhamos lugar com as nossas diferen\u00e7as\u201d. Real\u00e7ou a proposta deste Novel com mil mulheres como \u201cum acontecimento pol\u00edtico para a Col\u00f4mbia e o mundo que tanto precisam de uma grande for\u00e7a de paz\u201d. S\u00e3o muitos os factores que afectam a vida p\u00fablica e privada das mulheres que, na Col\u00f4mbia, s\u00e3o 22 milh\u00f5es. A decis\u00e3o do j\u00fari nesta selec\u00e7\u00e3o real\u00e7a o aprofundamento da marginaliza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o devido \u00e0 \u201cluta pelos direitos, pela sua participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, pelas mudan\u00e7as das culturas tradicionais para formas mais horizontais e equitativas no processo de distribui\u00e7\u00e3o de bens e responsabilidades\u201d, assim como destacou o profundo conflito social e armado que estas mulheres puderam amenizar atrav\u00e9s da sua mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o. Deu-se destaque aos processos de resist\u00eancia civil, representados por mulheres do Madalena M\u00e9dio, Arauca, Choc\u00f3, Cauca, Bogot\u00e1, Barranquilla, C\u00f3rdoba e do Urab\u00e1 antioquenho, com diferentes tipos de organiza\u00e7\u00e3o: estrat\u00e9gias agro-alimentares, formas colectivas de alimenta\u00e7\u00e3o para combater a fome e neutralizar o aumento da exclus\u00e3o social; formas organizativas para fazer frente \u00e0 viol\u00eancia pol\u00edtica regional e local em fun\u00e7\u00e3o de construir espa\u00e7os colectivos a favor do di\u00e1logo e da paz; novas formas de fazer pol\u00edtica resgatando a autoridade feminina, dando relevo \u00e0s mulheres nos cen\u00e1rios de poder e na toma de decis\u00f5es. Enfim, o j\u00fari recuperou as experi\u00eancias na constru\u00e7\u00e3o de formas alternativas de cidadania e de consolida\u00e7\u00e3o da democracia. As vidas e as estrat\u00e9gias de paz de todas as nomeadas ser\u00e3o difundidas atrav\u00e9s de um filme e um livro, tornando-se uma pe\u00e7a importante para investiga\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es e coopera\u00e7\u00e3o.  <i>M\u00f3nica Vald\u00e9s, F\u00e1tima Mission\u00e1ria<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doze das mulheres nomeadas s\u00e3o colombianas. 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