{"id":12762,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-ponte-para-a-total-dignidade-humana-em-cristo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-ponte-para-a-total-dignidade-humana-em-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-ponte-para-a-total-dignidade-humana-em-cristo\/","title":{"rendered":"A ponte para a total dignidade humana em Cristo"},"content":{"rendered":"<p>O fundador da Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre, o Padre Werenfried van Straaten, disse uma vez: \u201cOs direitos humanos n\u00e3o foram inventados pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas. Tamb\u00e9m n\u00e3o prov\u00eam do Iluminismo. Foram dados por Deus.\u201c Com esta palavras, ele exprimiu alegoricamente o que v\u00e1rias doutrinas religiosas j\u00e1 tinham tentado explicar.  Tom\u00e1s de Aquino viu na personalidade do homem, na sua concep\u00e7\u00e3o como um ser espiritual, em virtude da qual ele \u00e9 senhor dos seus pr\u00f3prios actos, a raz\u00e3o pela qual Deus disp\u00f5e de n\u00f3s com uma grande venera\u00e7\u00e3o. Mas Tom\u00e1s tamb\u00e9m pergunta: Como \u00e9 que a personalidade pode ser a \u00faltima raz\u00e3o, uma vez que at\u00e9 ela pr\u00f3pria n\u00e3o se baseia em si mesma? A resposta: o homem tem direitos inalien\u00e1veis, porque foi criado como pessoa atrav\u00e9s da imposi\u00e7\u00e3o divina, ou seja, livre de toda a discuss\u00e3o humana. O Homem tem, por \u00faltimo, direito a algo inalien\u00e1vel, porque ele \u00e9 \u201ccriatura\u201c e, como tal, o homem tem a obriga\u00e7\u00e3o absoluta de dar ao pr\u00f3ximo o que lhe pertence. Kant proferiu esta correla\u00e7\u00e3o de factos da seguinte forma: temos um dirigente sagrado e o que Ele deu aos homens como sagrado \u00e9 o direito dos homens.  Romano Guardini descreveu a dignidade do homem e a sua personalidade numa pequena publica\u00e7\u00e3o sobre o direito da vida humana por nascer: \u201cDe um modo geral, n\u00e3o depende da idade, nem do estado f\u00edsico-mental, nem do talento, mas da alma espiritual que reside em cada indiv\u00edduo. A personalidade pode ser inconsciente, como quando se dorme, mas, mesmo assim, ela est\u00e1 l\u00e1 e tem de ser tida em considera\u00e7\u00e3o. Pode n\u00e3o estar desenvolvida como numa crian\u00e7a, mas, mesmo assim, requer j\u00e1 a protec\u00e7\u00e3o moral. At\u00e9 pode acontecer que nem venha a actuar, porque lhe faltam as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e ps\u00edquicas para tal, como acontece com os doentes mentais ou os idiotas. Mas o homem civilizado distingue-se do b\u00e1rbaro pelo facto de a respeitar tamb\u00e9m neste velamento. Ela tamb\u00e9m pode estar oculta como no embri\u00e3o, mas j\u00e1 l\u00e1 est\u00e1 depositada e tem o seu direito. Esta personalidade d\u00e1 ao homem a sua dignidade&#8230;. O respeito pelo homem como pessoa faz parte das exig\u00eancias que n\u00e3o devem ser discutidas. A dignidade, mas tamb\u00e9m a caridade e, de forma definitiva, at\u00e9 a exist\u00eancia da humanidade dependem da condi\u00e7\u00e3o de tal n\u00e3o acontecer. Se ela, a dignidade, for questionada, tudo resvala para a barbaridade.\u201c O Padre Werenfried trabalhava contra esta barbaridade com projectos concretos. A sua ajuda teve sempre um car\u00e1cter pastoral, porque ela devia e deve continuar a fortalecer a dignidade do homem e, desta forma, a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus, o Criador. O Padre Werenfried exprimiu isto desta forma: \u201cPorque Deus nos destinou para sermos semelhantes \u00e0 imagem do Seu Filho, a nossa miss\u00e3o mais importante \u00e9 repetir a vida de Cristo\u201c. Isto acontece na evangeliza\u00e7\u00e3o ou em est\u00e1dios que a precedem. Como por exemplo, na forma\u00e7\u00e3o de padres, na qual a \u201cAjuda \u00e0 Igreja que Sofre\u201c coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de seminaristas, di\u00e1conos e religiosos os meios e os espa\u00e7os sagrados necess\u00e1rios.  Isto acontece atrav\u00e9s da ajuda que \u00e9, n\u00e3o raramente, uma ajuda \u00e0 subsist\u00eancia de irm\u00e3s, que possibilitam uma vida com dignidade a outras pessoas. Isto acontece atrav\u00e9s da Palavra do Evangelho sob a forma da B\u00edblia para as crian\u00e7as ou do catecismo, sobretudo em regi\u00f5es em que este livro \u00e9 o \u00fanico numa fam\u00edlia e as pessoas tamb\u00e9m aprendem a ler e a escrever com esta Palavra. Isto acontece tamb\u00e9m atrav\u00e9s da ajuda de escolas cat\u00f3licas em regi\u00f5es marcadamente isl\u00e2micas, uma vez que s\u00e3o locais da reconcilia\u00e7\u00e3o. Acontece em todo o lado onde esta organiza\u00e7\u00e3o de aux\u00edlio reconhece o rosto do Cristo sofredor nas dores e no sofrimento da Igreja e dos fi\u00e9is. A Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre\u201c, ao atenuar estas dores e ao \u201csecar as l\u00e1grimas de Deus\u201c (Padre Werenfried), estabelece novamente o respeito pelo direito dos fi\u00e9is enquanto criaturas de Deus e serve a dignidade do Homem. Mas n\u00e3o se trata apenas da dignidade das v\u00edtimas e dos que sofrem. O Padre Werenfried chamou frequentemente a aten\u00e7\u00e3o para o facto de tamb\u00e9m ser miss\u00e3o da \u201cAjuda \u00e0 Igreja que Sofre\u201c informar sobre o sofrimento de crist\u00e3os e, desta forma, mostrar aos benfeitores meios concretos do amor ao pr\u00f3ximo. Isto fortalece a comunidade dos fi\u00e9is e permite, ao mesmo tempo, aos benfeitores crescerem na dignidade dos Filhos de Deus atrav\u00e9s da pr\u00e1tica do amor. Tamb\u00e9m isto \u00e9 servi\u00e7o pastoral. Quem d\u00e1 de forma altru\u00edsta, ama. E, desta forma, assemelha-se a Cristo. O Padre Werenfried diz assim: \u201cO objectivo de todos os nossos esfor\u00e7os tem de ser formar santos, mulheres e homens que vivem realmente para Deus e para o pr\u00f3ximo, que seguem de forma coerente o Bom Mandamento de Jesus: amai-vos uns aos outros! Como Eu vos amei, amai-vos tamb\u00e9m uns aos outros\u201c: Isto tanto diz respeito a dadores como a contemplados, a benfeitores como a benefici\u00e1rios da ajuda. A \u201cAjuda \u00e0 Igreja que Sofre\u201c \u00e9 a ponte pastoral entre eles, \u00e9 uma ponte para a total dignidade do Homem em Cristo.   J\u00fcrgen Liminski,  Departamento de Informa\u00e7\u00e3o AIS &#8211; K\u00f6nigstein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fundador da Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre, o Padre Werenfried van Straaten, disse uma vez: \u201cOs direitos humanos n\u00e3o foram inventados pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas. Tamb\u00e9m n\u00e3o prov\u00eam do Iluminismo. Foram dados por Deus.\u201c Com esta palavras, ele exprimiu alegoricamente o que v\u00e1rias doutrinas religiosas j\u00e1 tinham tentado explicar. Tom\u00e1s de Aquino viu na personalidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[154,189,206,266],"class_list":["post-12762","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-crianca","tag-direitos-humanos","tag-familia","tag-nacoes-unidas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12762\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}