{"id":127602,"date":"2019-02-11T10:32:10","date_gmt":"2019-02-11T10:32:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=127602"},"modified":"2019-02-11T10:32:10","modified_gmt":"2019-02-11T10:32:10","slug":"terias-coragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/terias-coragem\/","title":{"rendered":"Terias coragem?"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Autor<\/a><\/em><!--more--><\/p>\n<p><em>No Domingo passado desactivei as contas que tinha em redes sociais como o Facebook e o Twitter. Terias coragem?<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IquitSM.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-127603 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IquitSM.jpg\" alt=\"\" width=\"1064\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IquitSM.jpg 1064w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IquitSM-395x260.jpg 395w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IquitSM-768x505.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/IquitSM-1024x674.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1064px) 100vw, 1064px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois artigos de opini\u00e3o que publiquei aqui na Ecclesia reflectia sobre um \u201c<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/minimalismo-digital-para-um-essencialismo-espiritual\/\">minimalismo digital para um essencialismo espiritual<\/a>\u201d e sobre \u201c<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-tecnologia-da-vida-espiritual\/\">a tecnologia da vida espiritual<\/a>.\u201d Esta decis\u00e3o expressa uma forma coerente de dar mais espa\u00e7o ao que tem mais significado na vida. Desde ent\u00e3o tenho notado em diversas coisas que me t\u00eam feito pensar na influ\u00eancia da tecnologia sobre a vida espiritual.<\/p>\n<h3>Missa<\/h3>\n<p>H\u00e1 25 anos quando \u00edamos \u00e0 missa lev\u00e1vamos o telefone? N\u00e3o. Se o fiz\u00e9ssemos seria um peso e n\u00e3o funcionaria porque tinha um fio. Por que raz\u00e3o \u00e9 hoje mais necess\u00e1rio levar um telem\u00f3vel (ou v\u00e1rios) do que h\u00e1 25 anos?<\/p>\n<ul>\n<li><em>\u201dPorque algu\u00e9m pode querer telefonar-me com urg\u00eancia.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Quantas vezes no \u00faltimo ano isso aconteceu?<\/p>\n<ul>\n<li><em>\u201dMas e se acontecesse?\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Este \u201ce se\u201d \u00e9 o que muitos diagnosticam como <a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2016\/03\/160330135623.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FOMO<\/a> (<em>Fear-Of-Missing-Out<\/em>) &#8211; o Medo-De-Perder-Algo. \u00c9 um resultado directo da ansiedade que traduz uma das mudan\u00e7as culturais introduzidas pelos telem\u00f3veis na vida social.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/PhoneBed.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-127604 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/PhoneBed-370x260.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/PhoneBed-370x260.jpg 370w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/PhoneBed-768x540.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/PhoneBed.jpg 968w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a>Que valor acrescenta \u00e0 nossa vida espiritual estar sempre na posse de um telem\u00f3vel quando dedicamos um tempo exclusivo a Deus, seja na missa, ora\u00e7\u00e3o pessoal ou comunit\u00e1ria?<\/p>\n<p>Eu sei que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entender, ou aceitar, o que estou a argumentar, sobretudo para os mais jovens que n\u00e3o viveram numa \u00e9poca sem <em>smartphones<\/em>. Alguns podem mesmo considerar um exagero. \u00c9 normal. Por isso, fa\u00e7o uma proposta simples. Durante um m\u00eas, quatro missas dominicais, n\u00e3o levem o telem\u00f3vel, ou numa fam\u00edlia, apenas um leva (aquele que o sabe colocar no sil\u00eancio), e gostaria muito de saber como foi a experi\u00eancia (podem enviar-ma, se quiserem, para <a href=\"mailto:miguel@miguelpanao.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">miguel@miguelpanao.com<\/a>).<\/p>\n<h3>Redes Sociais<\/h3>\n<p>Num excerto de um programa muito conhecido nos EUA, <em>60 minutes<\/em>, dedicado ao <em>hacking<\/em> do nosso c\u00e9rebro (<em>Brain Hacking<\/em>), muitos daqueles que trabalharam para os grandes do mundo digital como a Google, Facebook, entre outras, revelaram como o design das pr\u00f3prias apps est\u00e1 concebido para nos manter agarrados ao telem\u00f3vel. De todas as apps, as dedicadas \u00e0s redes sociais s\u00e3o as maiores consumidoras da nossa aten\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o fazia ideia.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_35021\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/awAMTQZmvPE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>Eu sa\u00ed das redes sociais porque essas n\u00e3o traziam valor acrescentado \u00e0 vida em geral, e especialmente, \u00e0 vida espiritual. H\u00e1 quem as utilize para espalhar a Boa Nova, mas estar\u00e1 ciente de que essa divulga\u00e7\u00e3o depende um <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evangelizar-os-algoritmos\/\">algoritmo<\/a>? \u00c9 claro que, Deus n\u00e3o se restringe aos meios que inventamos (algoritmos) para se revelar, incluindo as redes sociais. Esse n\u00e3o \u00e9 o problema.<\/p>\n<h3>Ser livre<\/h3>\n<p>Gradualmente tenho assistido \u00e0 dificuldade de estarmos a s\u00f3s com os nossos pensamentos, de estarmos diante dos outros e colocar de lado o telem\u00f3vel. Vejo a dificuldade em esperar sentado ou de p\u00e9 sem tirar do bolso o pequeno \u00e9cran que chama pela nossa aten\u00e7\u00e3o. Vezes sem contas. Vezes demais. N\u00e3o notas?<\/p>\n<p>N\u00e3o. \u00c9 suposto n\u00e3o notares. O consumo excessivo da nossa aten\u00e7\u00e3o, aprisionou as nossas m\u00e3os a uma tecnologia em que muitas companhias gastam milh\u00f5es para manter preso o nosso dedo (a fazer <em>scroll<\/em>, <em>swipe<\/em>, <em>touch<\/em>) e o nosso olhar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-127605 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom.jpeg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1004\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom.jpeg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom-388x260.jpeg 388w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom-768x514.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom-1024x685.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/NoLookButDown-Custom-1080x723.jpeg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Seremos livres?<\/p>\n<p>Sim. Seremos se alinharmos as novas tecnologias com os nossos valores humanos e espirituais. Se esse alinhamento incluir alguns servi\u00e7os das redes sociais, \u00f3ptimo, mas s\u00f3 saberemos isso de tomarmos cada vez mais e melhor consci\u00eancia do nosso comportamento e pensarmos bem nos nossos valores.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, tudo se joga a\u00ed, em tomarmos mais do nosso tempo para pensar naquilo que damos real valor na nossa vida e que nos faz mais livres e humanos, no servi\u00e7o, na entre-ajuda, na escuta atenta, na palavra que consola, no abra\u00e7o, no sorriso, no amarmos e sentirmo-nos amados. N\u00e3o h\u00e1 uma app para isso, mas n\u00e3o precisamos de uma porque, afinal, n\u00e3o chamamos a isso&#8230; vida?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-127602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127602"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127602\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}