{"id":126772,"date":"2019-02-01T13:00:32","date_gmt":"2019-02-01T13:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=126772"},"modified":"2025-03-14T16:54:17","modified_gmt":"2025-03-14T16:54:17","slug":"vida-consagrada-ser-consagrado-na-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vida-consagrada-ser-consagrado-na-saude\/","title":{"rendered":"Vida Consagrada: Ser consagrado na sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><em>Abra\u00e7ar duas paix\u00f5es que se complementam: cuidar a sa\u00fade f\u00edsica e a espiritual. Ser consagrado e, ao mesmo tempo, trabalhar na \u00e1rea da sa\u00fade, da enfermagem \u00e0 medicina, dos cuidados continuados \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o, nas alegrias e no sofrimento\u2026 Testemunhos de \u2018vida consagrada na sa\u00fade\u2019.<\/em><!--more--><\/p>\n<h4>\u00abN\u00e3o me imaginei a trabalhar na \u00e1rea da sa\u00fade\u00bb<\/h4>\n<p>Natural da zona de Barcelos a irm\u00e3 Fernanda Caetano rapidamente se apressa a esclarecer que sonhou ter a sua fam\u00edlia mas, um dia, colocou tudo em causa e sentiu que algo a chamava.<\/p>\n<p>\u201cNo ano internacional do voluntariado, em 2001, tive uma experi\u00eancia em tempo de f\u00e9rias, atrav\u00e9s da juventude hospitaleira e fiz um campo de trabalho na casa dos irm\u00e3os S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, em Barcelos, e aquela dedica\u00e7\u00e3o aos doentes e a alegria teve um impacto na minha vida, que n\u00e3o soube explicar\u201d, conta \u00e0 Ecclesia a Irm\u00e3 Hospitaleira do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>No ano a seguir fez nova experi\u00eancia, desta vez na comunidade das Irm\u00e3s Hospitaleiras, em Condeixa, onde \u201cestava diretamente com os doentes\u201d e sentiu que foram as \u201ctr\u00eas semanas melhores\u201d da sua vida, que a \u201cajudaram a ter interroga\u00e7\u00f5es e a procurar respostas.<\/p>\n<p>Depois de um ano de discernimento e acompanhamento espiritual \u201carriscou\u201d no ano seguinte e ingressou na congrega\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, \u00e9 animadora s\u00f3cio-cultural, e atualmente integra a equipa da Casa de Sa\u00fade da Idanha, das Irm\u00e3s Hospitaleiras.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o me imaginei a trabalhar na \u00e1rea da sa\u00fade e n\u00e3o tenho forma\u00e7\u00e3o na sa\u00fade\u201d mas sempre houve exemplos de caridade na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>No seu dia-a-dia a religiosa, de sorriso f\u00e1cil, \u201cprocura dar alguma coisa ao doente que fa\u00e7a a diferen\u00e7a, tamb\u00e9m como irm\u00e3 hospitaleira\u201d, quer na sa\u00fade mental, na reabilita\u00e7\u00e3o, cognitiva e f\u00edsica.<\/p>\n<p>Apresenta-se como \u201cirm\u00e3 Fernanda\u201d e os doentes j\u00e1 n\u00e3o estranham, uma vez que est\u00e1 numa casa de sa\u00fade de religiosas.<\/p>\n<p>A religiosa \u201cn\u00e3o consegue separar o sofrimento\u201d que vive a cada dia com os doentes, leva o sofrimento e as viv\u00eancias de f\u00e9 para si e ajudam-na \u201cenquanto irm\u00e3 hospitaleira\u201d.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o experi\u00eancias e vidas de f\u00e9 muito fortes e de entrega do seu pr\u00f3prio sofrimento, os doentes ensinam-nos muito e ajudam-me a viver a minha vida de consagrada\u201d, conclui.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-126772-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.fernandacaetano_agencia.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.fernandacaetano_agencia.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.fernandacaetano_agencia.mp3<\/a><\/audio>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fernanda_caetano.jpg\" \/><\/p>\n<h5><strong>\u201cNa minha aldeia havia casos de idosos sozinhos e a minha madrinha fazia de \u2018bom samaritano\u2019, dava ajuda aos doentes, cheg\u00e1mos a acolher um pobre\u2026 eu muitas vezes resmungava mas agora penso que tinha ali um exemplo do bom samaritano, o lema que encontrei na congrega\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong><\/h5>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/casa_saude_Idanha.jpg\" \/><\/p>\n<h5><strong>\u201cPode haver alguma pessoa mais incomodada mas h\u00e1 outras que nos procuram por isso, independentemente da experi\u00eancia de f\u00e9 ou de encontro com Deus, temos de respeitar a diferen\u00e7a e n\u00e3o fazemos distin\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/h5>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ana_luisa_castro_alianca_santa_maria.jpg\" \/><\/p>\n<h5><strong>\u201cOs dois (ser m\u00e9dica e religiosa) n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis, quando entrei para a congrega\u00e7\u00e3o vim completamente livre, era consoante o que fosse poss\u00edvel e desej\u00e1vel mas sabia que n\u00e3o era incompat\u00edvel\u201d.<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A religiosa foi m\u00e9dica de fam\u00edlia em v\u00e1rias unidades de sa\u00fade e sentiu muitos casos de solid\u00e3o que tentava colmatar com a escuta.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas hoje em dia sofrem muito de solid\u00e3o e perturba\u00e7\u00f5es depressivas e muitas vezes s\u00f3 precisam de ser ouvidas\u2026\u201d defende.<\/p>\n<p>Atualmente colabora com o santu\u00e1rio de F\u00e1tima, onde integra a respetiva comunidade, e quando sente que h\u00e1, por parte do doente, uma abertura para abordar a dimens\u00e3o espiritual aproveita a oportunidade.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas v\u00e3o sabendo que sou religiosa e v\u00e3o abordando a quest\u00e3o , h\u00e1 uma vontade de incentivar a desenvolver esta rela\u00e7\u00e3o com Deus, que \u00e9 o que d\u00e1 sentido \u00e0 vida\u2026<\/p>\n<p>Ser m\u00e9dica \u00e9 uma profiss\u00e3o e ser irm\u00e3 \u00e9 constante, faz parte da minha identidade, portanto sou sempre irm\u00e3!\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>\u00abM\u00e9dica \u00e9 uma profiss\u00e3o, eu sou sempre irm\u00e3\u00bb<\/strong><\/h4>\n<p>Tamb\u00e9m de sorriso f\u00e1cil \u00e9 a irm\u00e3 Ana Lu\u00edsa Castro, natural de Guimar\u00e3es, desde pequena sonhava ser m\u00e9dica para ir para outros pa\u00edses ajudar, pois \u201cvia na televis\u00e3o\u201d a ajuda que era precisa.<\/p>\n<p>\u201cEu era muito jovem, via o notici\u00e1rio com os meus pais, e mostravam cenas dos campos de refugiados e de guerra e eu sempre sonhei ir como m\u00e9dica para estes campos para ajudar\u2026\u201d, contou \u00e0 Ecclesia.<\/p>\n<p>Quando frequentava o 12\u00ba ano sentiu precisar de uns dias para estar sozinha em reflex\u00e3o, \u201cnum convento\u201d e foi ali que nasceu a voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto Ana Lu\u00edsa Castro entrou na faculdade de Medicina e foi fazendo o discernimento, se a vida consagrada podia ser uma possibilidade.<\/p>\n<p>\u201cOs tempos foram de muita ora\u00e7\u00e3o e vida de faculdade intensa, onde fiz muito voluntariado\u201d, no Porto onde estudou.<\/p>\n<p>O tempo de discernimento trouxe-lhe a certeza da complementaridade das duas paix\u00f5es e tornou-se religiosa da Alian\u00e7a de Santa Maria.<\/p>\n<p>A irm\u00e3 Ana Lu\u00edsa Castro foi percebendo que \u201ccomo m\u00e9dica ajudava ao n\u00edvel f\u00edsico&#8221; e, como consagrada, era uma presen\u00e7a diferente e &#8220;que procuro que transporte Deus\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/estetoscopio.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-126794 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/estetoscopio.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"612\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/estetoscopio.jpg 960w, 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class=\"alignnone wp-image-126798 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias.jpg 720w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias-195x260.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>\u201cPara mim \u00e9 uma gra\u00e7a de Deus ter esta oportunidade de ser consagrado e d\u00e1-me muita alegria; tenho uma forma de estar e de ser que \u00e9 levar a esperan\u00e7a e alegria a cada fragilidade, a cada sofrimento que est\u00e1 dentro daquela pessoa e isso torna-me mais pr\u00f3ximo e mais convertido\u201d.<\/strong><\/h5>\n<p>Ao lidar com o sofrimento, em muitas e variadas circunst\u00e2ncias da vida, o irm\u00e3o Jorge Dias, de olhar bem profundo, diz que a &#8220;vida ganha outro significado&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar de se sentir mais \u201cenriquecido como pessoa\u201d o religioso considera-se \u201cum barro fr\u00e1gil\u201d que se \u201cemociona muito e \u00e0s vezes tem de se esconder\u201d, por exemplo, o final do dia \u00e9 reservado ao seu quarto e a um exame de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao terminar a conversa com o irm\u00e3o Jorge Dias ainda houve tempo para um apelo aos mais novos, uma sensibilidade que demonstra preocupa\u00e7\u00e3o pelo futuro.<\/p>\n<p>\u201cOs jovens t\u00eam de experimentar estas casas, estas \u201ccatedrais de sofrimento\u201d, porque s\u00e3o uma universidade em que se aprende a ser mais e mais pessoa\u201d, apelou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi de h\u00e1bito negro que Jorge Dias, irm\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, apareceu para falar com a Ecclesia. De voz grave e calma come\u00e7ou por contar que aos sete anos trabalhava o barro, como os seus irm\u00e3os, na zona de Barcelos, de onde \u00e9 natural.<\/p>\n<p>\u201cVia os meus irm\u00e3os mais velhos a trabalhar no barro e eu tentava tamb\u00e9m manipular mas, tinha \u00e0 mistura um sonho que n\u00e3o partilhava em fam\u00edlia, sonhava ser enfermeiro\u201d, conta o religioso.<\/p>\n<p>Tinha o exemplo da av\u00f3 que era parteira, \u201cenfermeira daquelas aldeias, chamada de noite e dia\u201d para ajudar as mulheres que iam dar \u00e0 luz e sentia admira\u00e7\u00e3o. E, numa madrugada, resolveu deixar tudo para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cCom 16 anos fui convidado a ir \u00e0 casa de sa\u00fade de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, l\u00e1 em Barcelos, para animar uma tarde com os doentes e quando entrei vi os irm\u00e3os enfermeiros, animados e acolhedores, e, de imediato, fiquei cativado\u201d, recorda.<\/p>\n<p>A inquieta\u00e7\u00e3o de seguir uma vida de religioso foi dando lugar \u00e0 certeza, queria entregar-se \u201caos doentes como enfermeiro, noutro sacerd\u00f3cio\u201d e, de madrugada, saiu de casa dos pais para ir ao encontro dos irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 religioso h\u00e1 25 anos e atualmente divide o seu dia-a-dia entre a presta\u00e7\u00e3o dos cuidados de enfermagem no Instituto S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, em Lisboa, e o estudo na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa onde est\u00e1 a tirar a especializa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade mental e psiquiatria.<\/p>\n<p>\u201cSou mais religioso que enfermeiro, o enfermeiro est\u00e1 dentro do religioso\u2026 Eu apresento-me sempre como irm\u00e3o, aquele que est\u00e1 pr\u00f3ximo, e a pessoa doente sente-se bem\u201d, explica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias_habito.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-126800 size-full alignnone\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias_habito.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias_habito.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias_habito-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias_habito-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jorge_dias_habito-1024x683.jpg 1024w, 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congrega\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio de uma irm\u00e3 sua e fez um retiro que lhe trouxe muitas quest\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es mas, o que queria mesmo, era ser professora de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-126821 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-126772-4\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.conceicaobarbosa_agencia.mp3?_=4\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.conceicaobarbosa_agencia.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.conceicaobarbosa_agencia.mp3<\/a><\/audio>\n<h5><strong>\u201cQueria seguir desporto, foi a \u00e1rea escolhida no secund\u00e1rio mas na altura os pais n\u00e3o gostaram\u2026 E uma amiga mais velha levou-me a conhecer a \u00e1rea da fisioterapia, virou-me a cabe\u00e7a e mudei para a \u00e1rea da sa\u00fade\u201d.<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o desejo de se tornar religiosa foi pensando na \u00e1rea da enfermagem, uma tradi\u00e7\u00e3o existente na congrega\u00e7\u00e3o, que lhe come\u00e7ou a fazer mais sentido.<\/p>\n<p>E, a uns meses de fazer 18 anos, \u201carriscou\u201d entrar para o noviciado e depois tirou o curso de enfermagem. Passou por v\u00e1rios locais como religiosa e enfermeira mas est\u00e1 h\u00e1 sete anos no IPO de Lisboa, onde entrou atrav\u00e9s de um \u201cconcurso normal\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTrabalho por turnos como qualquer enfermeira e isso exige coordena\u00e7\u00e3o entre a vida comunit\u00e1ria, a enfermagem e a pastoral, mas exige um esfor\u00e7o, h\u00e1 um grande desgaste e cansa\u00e7o que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de gerir\u201d, confessa a religiosa.<\/p>\n<p>O quotidiano naquele hospital n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e a irm\u00e3 Concei\u00e7\u00e3o tenta ser \u201cum pedacinho de Deus no meio do sofrimento&#8221;, no entanto deixa muitas vezes tudo aquilo \u201cdentro do carro\u201d e partilha com a sua comunidade as alegrias, como forma de se reservar.<\/p>\n<p>Esta religiosa \u00e9 a \u00fanica a trabalhar fora na comunidade de Lisboa das Franciscana Mission\u00e1rias de Maria e tem de gerir o seu tempo.<\/p>\n<p>De sorriso e conversa f\u00e1cil esta Franciscana Mission\u00e1ria de Maria tem ainda um sonho por realizar: partir em miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cGostava de partir em miss\u00e3o para um pa\u00eds mais longe, para poder ajudar com a enfermagem, ainda n\u00e3o se concretizou, mas n\u00e3o est\u00e1 fora de quest\u00e3o\u201d, aponta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/conceicao_barbosa_citacao.png\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQuando estou no turno da noite fa\u00e7o por participar na missa de manh\u00e3 na par\u00f3quia de F\u00e1tima (Lisboa), onde tamb\u00e9m estou integrada na pastoral da juventude\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/antonio_nunes_fundo.jpg\" \/><\/p>\n<h4><strong>\u00abEu n\u00e3o distingo o irm\u00e3o e o enfermeiro\u00bb<\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h4>\u201cO exemplo dos irm\u00e3os cativou-me, o evangelizar atrav\u00e9s do exemplo, participar com as pessoas e faz\u00ea-las ver que Deus as amava e queria o melhor para elas\u201d.<\/h4>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4><\/h4>\n<p>Ant\u00f3nio Nunes \u00e9 natural de Vila do Conde e mission\u00e1rio comboniano, uma voca\u00e7\u00e3o que foi nascendo \u201catrav\u00e9s da leitura das revistas combonianas, nomeadamente a \u2018Aud\u00e1cia\u2019\u201d, que o seu irm\u00e3o assinava.<\/p>\n<p>Endere\u00e7ou uma carta para os contactos que apareciam nessa revista e foi sendo acompanhado por um sacerdote comboniano, &#8220;\u00e0s escondidas dos pais&#8221;, mas n\u00e3o se via a ser sacerdote.<\/p>\n<p>\u201cEu trabalhava numa f\u00e1brica t\u00eaxtil e aquela inquieta\u00e7\u00e3o estava l\u00e1, mas n\u00e3o me via padre, mas ser mission\u00e1rio, dizia-me muito, enchia-me o peito de ar, fazia sentido\u201d, recorda o irm\u00e3o Ant\u00f3nio Nunes.<\/p>\n<p>Participou de um retiro e chamou-o \u00e0 aten\u00e7\u00e3o a voca\u00e7\u00e3o e o exemplo dos irm\u00e3os, uma outra forma de consagra\u00e7\u00e3o que depois concretizou.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou o curso de enfermagem com 30 anos, em Viseu, j\u00e1 depois de estar nos combonianos e como forma de servir melhor nas miss\u00f5es; assim que terminou o curso partiu para o Sud\u00e3o e trabalhou em v\u00e1rias \u00e1reas da enfermagem.<\/p>\n<p>\u201cFui para o Sud\u00e3o, h\u00e1 12 anos, para um hospital no meio do mato, que n\u00e3o estava no mapa, l\u00e1 fiz de tudo\u2026 Uma das coisas que fazia era num programa para os leprosos e tinha de ir a aldeias distantes levar a medica\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p>De olhar sereno conta as muitas dificuldades que viveu primeiro no Sud\u00e3o, depois na altura dos bombardeamentos e em que o pa\u00eds ficou dividido. Nos \u00faltimos tempos esteve na capital do Sud\u00e3o do Sul e deu aulas de enfermagem uma \u201cexperi\u00eancia que lhe exigia dar o exemplo a cada dia\u201d e \u201caprender a cultura deles\u201d.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o Ant\u00f3nio Nunes n\u00e3o consegue distinguir o enfermeiro e o irm\u00e3o, considera-se o \u201cenfermeiro irm\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mission\u00e1rio comboniano, de 47 anos, est\u00e1 agora de regresso a Portugal, para ajudar alguns dos seus colegas da congrega\u00e7\u00e3o \u201cos que est\u00e3o idosos e doentes\u201d, na casa de Viseu.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7o a sentir estranho quando regresso ao meu pa\u00eds e os idosos s\u00e3o postos de parte, a juventude n\u00e3o pode ter medo da velhice, \u00e9 uma realidade que nos toca a todos e ser velho \u00e9 uma riqueza\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-126772-5\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.ant_.nunes_agencia.mp3?_=5\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.ant_.nunes_agencia.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/ir.ant_.nunes_agencia.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/antonio_nunes.jpg\" \/><\/p>\n<h5><strong>\u201cNaquela zona identificam o enfermeiro como irm\u00e3o, assim como as enfermeiras s\u00e3o irm\u00e3s, por causa da tradi\u00e7\u00e3o inglesa das enfermeiras serem freiras; a n\u00f3s chamam-nos irm\u00e3os\u201d.<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/antonio_nunes_enfermeiro.jpg\" \/><\/p>\n<p>Todos estes testemunhos d\u00e3o mote \u00e0 conversa do Programa Ecclesia, na Antena 1 da r\u00e1dio p\u00fablica, de 04 a 08 de fevereiro, \u00e0s 22h45.<\/p>\n<p><em>SN<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abra\u00e7ar duas paix\u00f5es que se complementam: cuidar a sa\u00fade f\u00edsica e a espiritual. Ser consagrado e, ao mesmo tempo, trabalhar na \u00e1rea da sa\u00fade, da enfermagem \u00e0 medicina, dos cuidados continuados \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o, nas alegrias e no sofrimento\u2026 Testemunhos de \u2018vida consagrada na sa\u00fade\u2019.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":126861,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[58,3],"tags":[326],"class_list":["post-126772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-caixa1","category-nacional","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}