{"id":12629,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/vinda-a-portugal-das-reliquias-de-santa-teresa-do-menino-jesus\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"vinda-a-portugal-das-reliquias-de-santa-teresa-do-menino-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vinda-a-portugal-das-reliquias-de-santa-teresa-do-menino-jesus\/","title":{"rendered":"Vinda a Portugal das rel\u00edquias de Santa Teresa do Menino Jesus"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa <!--more--> Entre os dias 28 de Outubro e 16 de Dezembro de 2005 ocorrer\u00e1 a visita das rel\u00edquias de Santa Teresa do Menino Jesus a todas as dioceses portuguesas A venera\u00e7\u00e3o das rel\u00edquias \u00e9 uma forma de apre\u00e7o por uma vida fiel a Cristo, verdadeiro tesouro das comunidades crist\u00e3s. Venerar a mem\u00f3ria dos seguidores do Mestre, na pobre materialidade do que resta do seu corpo \u00e9 ocasi\u00e3o de gra\u00e7a e alegria, momento de interpela\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica para a santidade e oportunidade de compromisso mission\u00e1rio. A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa deseja que a gra\u00e7a de acolher em todas as dioceses portuguesas a visita das rel\u00edquias de Santa Teresa do Menino Jesus, integrada no Congresso Internacional para a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, de Lisboa, aponte para a perspectiva din\u00e2mica e apost\u00f3lica da f\u00e9 crist\u00e3. A proximidade f\u00edsica destas rel\u00edquias, atrav\u00e9s da urna que cont\u00e9m os seus restos mortais em relic\u00e1rio de ouro, revestido de vidro, sustentar\u00e1 o olhar da f\u00e9 e mover\u00e1 os cora\u00e7\u00f5es. Ao estar perto de quem descobriu na sabedoria do Evangelho a for\u00e7a do amor misericordioso de Deus, o ardor da miss\u00e3o e a beleza da santidade, seremos impelidos a renovar essas atitudes na viv\u00eancia eclesial.  <b>1. For\u00e7a do amor misericordioso de Deus<\/b>  As rel\u00edquias mais preciosas que Teresa deixou s\u00e3o as palavras s\u00e1bias e santas dos seus escritos espirituais, tesouro da sua mem\u00f3ria para todos os crist\u00e3os. Uma das dimens\u00f5es a valorizar na venera\u00e7\u00e3o de Teresa de Lisieux \u00e9 o conhecimento da sua doutrina espiritual, simples e profunda, centrada na \u201cCi\u00eancia do Amor divino\u201d. Foi a esse t\u00edtulo que Jo\u00e3o Paulo II a proclamou Doutora da Igreja em 1997 (1) . Assim se propunha para toda a Igreja e se confirmava a actualidade do seu caminho de \u201cinf\u00e2ncia espiritual\u201d.  Todos podemos partir da nossa pequenez e debilidade para nos abandonarmos \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o do amor misericordioso de Deus e nos deixarmos modelar pela sua vontade. A Palavra de Deus \u00e9 para Teresa do Menino Jesus o sacramento de Jesus de Nazar\u00e9 que est\u00e1 vivo no Evangelho. Beber desta fonte viva iluminou os passos da sua vida. A Palavra de Deus foi fogo que lhe queimou o cora\u00e7\u00e3o, constituiu o p\u00e3o espiritual de cada dia. Assim acolhia, conservava e expressava em testemunho as palavras do Amado. O zelo do Amor contemplado devia abrasar o mundo. Jesus foi para Santa Teresinha o companheiro, o \u201clivro vivo\u201d, o Mestre onde aprender a \u201cCi\u00eancia do Amor\u201d ou conhecer o \u201ccar\u00e1cter de Deus\u201d. Foi no Evangelho que a Doutora da Igreja cimentou a via da clareza simples, humilde e atraente que somos convidados tamb\u00e9m a percorrer. Esta perita na \u201cci\u00eancia do amor\u201d viveu do inef\u00e1vel mist\u00e9rio da Eucaristia e alimentou em Jesus eucar\u00edstico a energia da sua caridade. Desejava nunca perder da sua vida a presen\u00e7a de Jesus, implorando \u201cFicai em mim, como no sacr\u00e1rio\u201d (2) . Comungar Jesus era o melhor rem\u00e9dio para curar a mis\u00e9ria humana e a for\u00e7a para comunicar a confian\u00e7a em Deus, para manter no cora\u00e7\u00e3o a sua presen\u00e7a paterna e materna.  <b>2. Evangelizar a partir do amor<\/b>  Da atrac\u00e7\u00e3o do amor de Deus contemplado em Jesus, do mergulhar no oceano infinito do seu amor, resulta, na espiritualidade de Teresa do Menino Jesus, a irradia\u00e7\u00e3o transparente, a necessidade interior de corrermos ligeiros, abrasados pelo Amor (3) . Da abertura radical a Deus partiu a largueza de horizontes apost\u00f3licos da Igreja, atenta a pessoas sem esperan\u00e7a e sem f\u00e9. Teresa de Lisieux, proclamada padroeira das miss\u00f5es em 1927, interpela a Igreja para uma evangeliza\u00e7\u00e3o que parta do amor, que se desgaste no an\u00fancio do Amor misericordioso de Deus, em abertura total \u00e0 confian\u00e7a nele e pelo m\u00e9todo de ardente comunh\u00e3o com os n\u00e3o crentes.  A forma como Santa Teresa \u00e9 padroeira das miss\u00f5es ajuda-nos a compreender o sentido profundo da obra mission\u00e1ria que n\u00e3o \u00e9 pura persuas\u00e3o, mas experi\u00eancia jorrante do cora\u00e7\u00e3o da Igreja que ama. Teresa do Menino Jesus captou que os ap\u00f3stolos n\u00e3o proclamariam o Evangelho, que os m\u00e1rtires n\u00e3o derramariam o seu sangue se este cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o ardesse. Bastou compreender que o amor \u00e9 tudo, que atravessa o tempo e os espa\u00e7os. Percebeu como na clausura de uma pequena cidade se pode estar presente por todo o lado. Porque ao amar com Cristo, ela estava no cora\u00e7\u00e3o da Igreja.  Na tarefa mission\u00e1ria, os temores s\u00e3o vencidos se \u201cnavegarmos nas ondas da confian\u00e7a e do amor\u201d. Se partirmos do amor n\u00e3o apenas avan\u00e7aremos, mas antes voaremos (4) . A liberdade do an\u00fancio, sem perturba\u00e7\u00e3o, \u00e9 voo destemido dos que se sabem amados e se lan\u00e7am confiantes nas vias altas de serem mensageiros do Reino.  Se Santa Teresa sonhou \u201cabrasar, abra\u00e7ar e levantar apost\u00f3lica e missionariamente o mundo\u201d, se tinha o desejo forte e largo de ser mission\u00e1ria \u201cdesde a cria\u00e7\u00e3o do mundo at\u00e9 \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos\u201d (5) , era gra\u00e7as \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o do Deus vivo, em Jesus.  <b>3. Beleza da santidade<\/b>  Contactar com os sinais de uma vida como a de Teresa do Menino Jesus \u00e9 interpela\u00e7\u00e3o para a santidade. Uma santidade que n\u00e3o nos afaste da vida concreta, mas encontre \u201cpequenas vias\u201d de abandono confiante \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de Deus em n\u00f3s. A interpela\u00e7\u00e3o contemplativa da Carmelita refor\u00e7a a nossa decis\u00e3o de encontrar uma arte da ora\u00e7\u00e3o na pedagogia da santidade, necess\u00e1ria para o novo mil\u00e9nio, como pediu Jo\u00e3o Paulo II (6) . O di\u00e1logo de amor filial com Deus Pai \u00e9 a forma de crescimento orante, assim descrito por Teresa: \u201cum impulso do cora\u00e7\u00e3o, um simples olhar lan\u00e7ado para o c\u00e9u, um grito de gratid\u00e3o e de amor, tanto no meio da tribula\u00e7\u00e3o como no meio da alegria\u201d (7) . Ser\u00e1 este compromisso orante que abrasar\u00e1 como fogo de amor os santos, os mission\u00e1rios, os doutores da Igreja e que levantar\u00e1 a mundo (8).  Agora, do c\u00e9u, em comunh\u00e3o de santos, partilha do trabalho permanente do Pai. \u00c9 um sinal para n\u00f3s neste in\u00edcio de mil\u00e9nio, que nos exige a irradiante beleza da santidade, verdadeiro e novo impulso para a miss\u00e3o.  <b>Conclus\u00e3o<\/b>  A visita das rel\u00edquias dever\u00e1 constituir momento para revigorar o sentimento religioso crist\u00e3o, atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o da visita em actos lit\u00fargicos pr\u00f3prios, adaptados a valorizar dimens\u00f5es espec\u00edficas do carisma teresiano, como meio de prolongar a vida lit\u00fargica da Igreja, ao proporcionar alimento de uma piedade centralizada na vida sacramental (9). Convidamos todos os crist\u00e3os a acolher este dom, estas \u201cp\u00e9talas de uma rosa desfolhada\u201d como vest\u00edgios luminosos de uma vida atra\u00edda totalmente por Deus, encantadora pela beleza da sua interioridade e atravessada pelo amor misericordioso de Deus. Vivendo e morrendo de Amor, qual cora\u00e7\u00e3o da sua voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o na Igreja, impelir\u00e1 pela visita, bem preparada em todas as dioceses, para que as comunidades crist\u00e3s se lancem a \u201cfazer amar o Amor, o Amor misericordioso\u201d, no cora\u00e7\u00e3o da n\u00e3o cren\u00e7a, na express\u00e3o de Pio XI.   Deus misericordioso e compassivo, que atrav\u00e9s da vossa serva Teresa de Lisieux nos oferecestes um exemplo vivo de abandono \u00e0 vossa vontade e de total disponibilidade para dar transpar\u00eancia ao vosso plano de salva\u00e7\u00e3o, permiti a cada um de n\u00f3s dar maior lugar \u00e0 dimens\u00e3o orante da vida crist\u00e3, suscitai nos cora\u00e7\u00f5es dos jovens desejo de optar pela vida contemplativa e fazei crescer a nossa consci\u00eancia mission\u00e1ria, neste in\u00edcio do novo mil\u00e9nio.   F\u00e1tima, 23 de Junho de 2005   <b><i>Notas<\/b><I> (1) Tinha sido beatificada em 1923 (26 anos ap\u00f3s a sua morte) e canonizada em 1925. (2) TERESA DO MENINO JESUS &#8211; Ora\u00e7\u00f5es 6. In Obras completas: Textos e \u00faltimas palavras. Marco de Canaveses: Ed. Carmelo, 1996. As cita\u00e7\u00f5es das obras teresianas seguem esta edi\u00e7\u00e3o. (3) Cf. Manuscrito C 36 r. (4) Cf. Manuscrito A 80 v. (5) Manuscrito B 3 r. (6) Cf. JO\u00c3O PAULO II &#8211; Novo  Millenio Ineunte, 32 (7) Manuscrito C 25 r. (8) Cf. Manuscrito C 36 v. (9) Cf. II CONC\u00cdLIO ECUM\u00c9NICO DO VATICANO &#8211; Sacrosanctum Concilium 13; Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1675 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[147,199,207,237,261,268,298],"class_list":["post-12629","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-espiritualidade","tag-fatima","tag-joao-paulo-ii","tag-missoes","tag-nova-evangelizacao","tag-santa-teresinha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12629"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12629\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}