{"id":125742,"date":"2019-01-24T11:00:40","date_gmt":"2019-01-24T11:00:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=125742"},"modified":"2019-01-24T10:33:48","modified_gmt":"2019-01-24T10:33:48","slug":"mensagem-do-papa-francisco-para-o-53-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-53-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Francisco para o 53.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais"},"content":{"rendered":"<p><strong>Das comunidades de redes sociais \u00e0 comunidade humana<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00abSomos membros uns dos outros\u00bb (Ef 4, 25)<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>Desde que se tornou poss\u00edvel dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar, mais uma vez, a refletir sobre o fundamento e a import\u00e2ncia do nosso ser-em-rela\u00e7\u00e3o e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de n\u00e3o ficar encerrado na pr\u00f3pria solid\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>As met\u00e1foras da \u201crede\u201d e da \u201ccomunidade\u201d<\/em><\/p>\n<p>Hoje, o ambiente dos mass-media \u00e9 t\u00e3o invasivo que j\u00e1 n\u00e3o se consegue separar do c\u00edrculo da vida quotidiana. A rede \u00e9 um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e rela\u00e7\u00f5es outrora impens\u00e1veis. Mas numerosos especialistas, a prop\u00f3sito das profundas transforma\u00e7\u00f5es impressas pela tecnologia \u00e0s l\u00f3gicas da produ\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados, destacam tamb\u00e9m os riscos que amea\u00e7am a busca e a partilha duma informa\u00e7\u00e3o aut\u00eantica \u00e0 escala global. Se \u00e9 verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordin\u00e1ria de acesso ao saber, verdade \u00e9 tamb\u00e9m que se revelou como um dos locais mais expostos \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o e \u00e0 distor\u00e7\u00e3o consciente e conduzida dos factos e rela\u00e7\u00f5es interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descr\u00e9dito.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se tamb\u00e9m a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano pol\u00edtico ou econ\u00f3mico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estat\u00edsticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes est\u00e1 envolvido em epis\u00f3dios de cyberbullying[1].<\/p>\n<p>Na complexidade deste cen\u00e1rio, pode ser \u00fatil voltar a refletir sobre a met\u00e1fora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A imagem da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e n\u00f3s que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hier\u00e1rquico, uma organiza\u00e7\u00e3o de tipo vertical, asseguram a sua consist\u00eancia. A rede funciona gra\u00e7as \u00e0 comparticipa\u00e7\u00e3o de todos os elementos.<\/p>\n<p>Reconduzida \u00e0 dimens\u00e3o antropol\u00f3gica, a met\u00e1fora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade \u00e9 tanto mais forte quando mais for coesa e solid\u00e1ria, animada por sentimentos de confian\u00e7a e empenhada em objetivos compartilh\u00e1veis. Como rede solid\u00e1ria, a comunidade requer a escuta rec\u00edproca e o di\u00e1logo, baseado no uso respons\u00e1vel da linguagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais n\u00e3o \u00e9, automaticamente, sin\u00f3nimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coes\u00e3o e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indiv\u00edduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por v\u00ednculos fr\u00e1geis. Al\u00e9m disso, nas redes sociais, muitas vezes a identidade funda-se na contraposi\u00e7\u00e3o ao outro, \u00e0 pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espa\u00e7o \u00e0 suspeita e \u00e0 explos\u00e3o de todo o tipo de preconceito (\u00e9tnico, sexual, religioso, e outros). Esta tend\u00eancia alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no pr\u00f3prio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando \u00e0s vezes por fomentar espirais de \u00f3dio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrina onde se exibe o pr\u00f3prio narcisismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A rede \u00e9 uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode tamb\u00e9m agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes \u00e9 que est\u00e3o mais expostos \u00e0 ilus\u00e3o de que as redes socias possam satisfaz\u00ea-los completamente a n\u00edvel relacional, at\u00e9 se chegar ao perigoso fen\u00f3meno dos jovens \u00aberemitas sociais\u00bb, que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta din\u00e2mica dram\u00e1tica manifesta uma grave rutura no tecido relacional da sociedade, uma lacera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o podemos ignorar.<\/p>\n<p>Esta realidade multiforme e insidiosa coloca v\u00e1rias quest\u00f5es de car\u00e1ter \u00e9tico, social, jur\u00eddico, pol\u00edtico, econ\u00f3mico, e interpela tamb\u00e9m a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamenta\u00e7\u00e3o legal para salvar a vis\u00e3o origin\u00e1ria duma rede livre, aberta e segura, \u00e9 responsabilidade ao alcance de todos n\u00f3s promover um uso positivo da mesma.<\/p>\n<p>Naturalmente n\u00e3o basta multiplicar as conex\u00f5es, para ver crescer tamb\u00e9m a compreens\u00e3o rec\u00edproca. Ent\u00e3o, como reencontrar a verdadeira identidade comunit\u00e1ria na consci\u00eancia da responsabilidade que temos uns para com os outros inclusive na rede online?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cSomos membros uns dos outros\u201d<\/em><\/p>\n<p>Pode esbo\u00e7ar-se uma resposta a partir duma terceira met\u00e1fora \u2013 o corpo e os membros \u2013 usada por S\u00e3o Paulo para falar da rela\u00e7\u00e3o de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. \u00abPor isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu pr\u00f3ximo, pois somos membros uns dos outros\u00bb (Ef 4, 25). O facto de sermos membros uns dos outros \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o profunda a que recorre o Ap\u00f3stolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obriga\u00e7\u00e3o de preservar a verdade nasce da exig\u00eancia de n\u00e3o negar a m\u00fatua rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o. Com efeito, a verdade revela-se na comunh\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, a mentira \u00e9 recusa ego\u00edsta de reconhecer a pr\u00f3pria perten\u00e7a ao corpo; \u00e9 recusa de se dar aos outros, perdendo assim o \u00fanico caminho para se reencontrar a si mesmo.<\/p>\n<p>A met\u00e1fora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunh\u00e3o e a alteridade. Como crist\u00e3os, todos nos reconhecemos como membros do \u00fanico corpo cuja cabe\u00e7a \u00e9 Cristo. Isto ajuda-nos a n\u00e3o ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os pr\u00f3prios inimigos como pessoas. J\u00e1 n\u00e3o tenho necessidade do advers\u00e1rio para me autodefinir, porque o olhar de inclus\u00e3o, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condi\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o e da proximidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma tal capacidade de compreens\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunh\u00e3o de amor entre as Pessoas divinas. Deus n\u00e3o \u00e9 Solid\u00e3o, mas Comunh\u00e3o; \u00e9 Amor e, consequentemente, comunica\u00e7\u00e3o, porque o amor comunica sempre; mais, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar connosco e comunicar-se a n\u00f3s, Deus adapta-Se \u00e0 nossa linguagem, estabelecendo na hist\u00f3ria um verdadeiro e real di\u00e1logo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).<\/p>\n<p>Em virtude de termos sido criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, que \u00e9 comunh\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o-de-Si, trazemos sempre no cora\u00e7\u00e3o a nostalgia de viver em comunh\u00e3o, de pertencer a uma comunidade. Como afirma S\u00e3o Bas\u00edlio, \u00abnada \u00e9 t\u00e3o espec\u00edfico da nossa natureza como entrar em rela\u00e7\u00e3o uns com os outros, ter necessidade uns dos outros\u00bb[2].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O panorama atual convida-nos, a todos n\u00f3s, a investir nas rela\u00e7\u00f5es, a afirmar \u2013 tamb\u00e9m na rede e atrav\u00e9s da rede \u2013 o car\u00e1ter interpessoal da nossa humanidade. Por maior for\u00e7a de raz\u00e3o n\u00f3s, crist\u00e3os, somos chamados a manifestar aquela comunh\u00e3o que marca a nossa identidade de crentes. De facto, a pr\u00f3pria f\u00e9 \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o, um encontro; e n\u00f3s, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente a comunh\u00e3o \u00e0 imagem da Trindade que distingue a pessoa do indiv\u00edduo. Da f\u00e9 num Deus que \u00e9 Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. S\u00f3 sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como \u00abrosto\u00bb, voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do car\u00e1ter individual ao car\u00e1ter pessoal; o caminho aut\u00eantico de humaniza\u00e7\u00e3o vai do indiv\u00edduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Do \u201clike\u201d ao \u201camen\u201d<\/em><\/p>\n<p>A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso das redes sociais \u00e9 complementar do encontro em carne e osso, vivido atrav\u00e9s do corpo, do cora\u00e7\u00e3o, dos olhos, da contempla\u00e7\u00e3o, da respira\u00e7\u00e3o do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetativa de tal encontro, ent\u00e3o n\u00e3o se atrai\u00e7oa a si mesma e permanece um recurso para a comunh\u00e3o. Se uma fam\u00edlia utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar \u00e0 mesa e olhar-se olhos nos olhos, ent\u00e3o \u00e9 um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade atrav\u00e9s da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, ent\u00e3o \u00e9 um recurso. Se a rede \u00e9 uma oportunidade para me aproximar de casos e experi\u00eancias de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, ent\u00e3o \u00e9 um recurso.<\/p>\n<p>Assim, podemos passar do diagn\u00f3stico \u00e0 terapia: abrir o caminho ao di\u00e1logo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho&#8230; Esta \u00e9 a rede que queremos: uma rede feita, n\u00e3o para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunh\u00e3o de pessoas livres. A pr\u00f3pria Igreja \u00e9 uma rede tecida pela Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica, onde a uni\u00e3o n\u00e3o se baseia nos gostos [\u00ablike\u00bb], mas na verdade, no \u00abamen\u00bb com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.<\/p>\n<p>Vaticano, na Mem\u00f3ria de S\u00e3o Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.<\/p>\n<p><em>FRANCISCUS<\/em><\/p>\n<p>________________________<\/p>\n<p>[1] Para circunscrever o fen\u00f3meno, ser\u00e1 institu\u00eddo um Observat\u00f3rio internacional sobre cyberbullying, com sede no Vaticano.<\/p>\n<p>[2] Grandes Regras, III, 1: PG 31, 917. Cf. Bento XVI, Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais (2009).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das comunidades de redes sociais \u00e0 comunidade humana \u00abSomos membros uns dos outros\u00bb (Ef 4, 25)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":109822,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[140],"class_list":["post-125742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-comunicacoes-sociais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125742\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}