{"id":12570,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/igreja-esta-mais-atenta-aos-migrantes\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"igreja-esta-mais-atenta-aos-migrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-esta-mais-atenta-aos-migrantes\/","title":{"rendered":"Igreja est\u00e1 mais atenta aos migrantes"},"content":{"rendered":"<p>D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira apresenta balan\u00e7o da sua miss\u00e3o \u00e0 frente de comiss\u00e3o episcopal das migra\u00e7\u00f5es e turismo <!--more--> No termo de um percurso de servi\u00e7o, \u00e9 oportuno, mas sobretudo, \u00fatil, um olhar de avalia\u00e7\u00e3o sobre o que fomos e fizemos. De acordo com os estatutos da Confer\u00eancia Episcopal, o Bispo presidente de uma Comiss\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 prosseguir em fun\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o exerc\u00edcio de dois mandatos (6 anos). Sendo assim, cumpre-me exprimir as sauda\u00e7\u00f5es mais jubilosas e os meus votos de \u00eaxitos pastorais, ao novo Presidente deste sector, o Senhor D. Ant\u00f3nio Vitalino, bispo de Beja, com o qual trabalharei como vogal da Comiss\u00e3o da Mobilidade Humana , a partir desta nova fase, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia, em Abril passado. Avaliando o caminho andado, e a\u00ed inclu\u00eddos os meus naturais defeitos de vis\u00e3o, destaco:  1. Contacto com Comunidades portuguesas e capel\u00e3es.  Para al\u00e9m das visitas pessoais, fomos da opini\u00e3o que era fundamental termos um elo de comunh\u00e3o. Intitul\u00e1-mo-lo \u201cPontes\u201d, modesta publica\u00e7\u00e3o com o objectivo de criar la\u00e7os,  dar not\u00edcias e lembrar pessoas.  Na Sui\u00e7a, h\u00e1 seis anos, o Padre Joaquim Pinheiro, da diocese de Braga, lembrava-me o estado de solid\u00e3o dos padres. Respondi que, na impossibilidade de uma proximidade mais viva, tinha o prop\u00f3sito de lan\u00e7ar uma media\u00e7\u00e3o escrita entre todos. Assim nasceu o \u201cPontes\u201d.  2. Aspectos da mesma comunh\u00e3o. Tentou-se entrar em contacto com v\u00e1rios sectores espalhados pelo mundo atrav\u00e9s dos seus leigos. Quer no \u00e2mbito de pa\u00edses da Am\u00e9rica quer, sobretudo nos da Europa, alongando-nos at\u00e9 \u00e0 \u00c1frica do Sul, foi poss\u00edvel organizar encontros sectoriais, recolhendo experi\u00eancias e sensibilidades. Desta forma, n\u00e3o foi ut\u00f3pico sonhar com o I Encontro Mundial de Comunidades Portuguesas, realizado em Mar\u00e7o de 2005, no Porto. Dessa reuni\u00e3o magna ficaram conclus\u00f5es. N\u00e3o sei como ser\u00e1. Sei que devemos prosseguir. Continuo a pensar que, respeitadas as caracter\u00edsticas de cada sector do pa\u00eds, era fundamental a constru\u00e7\u00e3o de um plano pastoral para o mundo migrat\u00f3rio.  3. Responsabiliza\u00e7\u00e3o dos Secretariados Diocesanos Foi intuito que os Secretariados de cada diocese se encontrassem. Mas, para al\u00e9m dessa reuni\u00e3o anual, houve o cuidado de propor momentos de reflex\u00e3o em cada ano, congregando ora as dioceses de norte, ora as do sul do pa\u00eds.  4. Forma\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa De parceria com a Caritas, em cada Janeiro, em F\u00e1tima, uma sess\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito s\u00f3cio-caritativo, onde acorrem as v\u00e1rias dioceses. Aspectos como os da Comunica\u00e7\u00e3o Social, da habita\u00e7\u00e3o e outros, congregaram dezenas de pessoas para que a sua presen\u00e7a no campo migrat\u00f3rio possuisse uma fundamenta\u00e7\u00e3o exigente e renovada.  5. Imigra\u00e7\u00e3o \u00c9 indiscut\u00edvel que este tema foi emblem\u00e1tico. Pela sua densidade, tornou-se espelho de inquieta\u00e7\u00f5es e da miss\u00e3o que lhe correspondeu. Acentuo este aspecto, pois outros dom\u00ednios do nosso empenhamento n\u00e3o passaram com tanta notoriedade para a comunica\u00e7\u00e3o social e para o interior da Igreja. Releve-se a atitude normal, mas firme, longe de tibiezas e sem receios, na defesa da verdade dos direitos dos imigrantes, quer directamente quer atrav\u00e9s grupos e institui\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica. Exigiu-se justi\u00e7a e clamou-se por humanidade nas entradas; dialogou-se com as mais altas inst\u00e2ncias do poder pol\u00edtico e da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa; deram-se as m\u00e3os a cat\u00f3licos e a n\u00e3o cat\u00f3licos, unidos numa frente comum de solidariedade da sociedade civil, nunca nos afectando o desinteresse, a indiferen\u00e7a ou o mau ju\u00edzo, vindo de quem nunca deveria ter vindo. \u00c9 mais f\u00e1cil imitar de decis\u00f5es oficiais e o alinhar com medidas consensuais de dom\u00ednios identificados com certos poderes. Diga-se em abono da verdade, que apesar da timidez de certos meios, as nossas posi\u00e7\u00f5es tiveram a favor a opini\u00e3o un\u00e2nime de promotores da justi\u00e7a social e de analistas de primeira \u00e1gua. Muito se apregoa que a Igreja deve estar com os pobres. Mas, chegados \u00e0 hora, tenta-se conciliar opostos e assumir posi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o d\u00eaem muito nas vistas&#8230; O que impressiona \u00e9 n\u00e3o se querer ir mais al\u00e9m no \u00e2mbito da justi\u00e7a. A \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d bem deveria exemplificar esses \u201catrevimentos crist\u00e3os\u201d. Mas, crist\u00e3os a adjectivarem atrevimentos, s\u00e3o de outras eras&#8230; Prosseguiremos. Nada terminou. Restam problemas e inquieta\u00e7\u00f5es de aflitos. A quest\u00e3o de capel\u00e3es, para as comunidades, continuar\u00e1 a colocar-se. Tamb\u00e9m a de Igrejas de pa\u00edses, com dificuldades econ\u00f3micas e impossibilitadas de acorrer a pedidos concretos para que sejam nomeados mais mission\u00e1rios. \u00c9 fundamental di\u00e1logo e conson\u00e2ncia entre capel\u00e3es e representantes nacionais. Que a pastoral avance em criatividade. \u00c9 exig\u00edvel que o sil\u00eancio e a rotina n\u00e3o abafem o nosso entusiasmo e esp\u00edrito de entrega!  <i>D. Janu\u00e1rio Torgal Mendes Ferreira<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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