{"id":12529,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/autonomias-no-governo-da-igreja-em-portugal\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"autonomias-no-governo-da-igreja-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/autonomias-no-governo-da-igreja-em-portugal\/","title":{"rendered":"Autonomias no governo da Igreja em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Perspectivas de D. Jorge Ortiga para os trabalhos da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa e respectivas Comiss\u00f5es <!--more--> <i>Ag\u00eancia Ecclesia \u2013 Que raz\u00f5es levaram a Confer\u00eancia Episcopal a rever a sua estrutura\u00e7\u00e3o interna? D. Jorge Ortiga <\/i>&#8211; \u00c9 do conhecimento da maioria dos crist\u00e3o que a CEP disp\u00f5e de comiss\u00f5es episcopais, ou seja, equipas de bispos que agregam a si outras personalidades, de harmonia com algumas especialidades ou com algumas problem\u00e1ticas a que, como Igreja, deveremos procurar responder.  J\u00e1 h\u00e1 muito tempo a esta parte, perante o numero de Bispos que somos, pareceu-nos que dever\u00edamos reduzir o numero dessas comiss\u00f5es episcopais, procurando agrupar os objectivos a que, no passado, as comiss\u00f5es episcopais procuravam responder. Se \u00e9ramos 13, pareceu-nos que poder\u00edamos agrupar os objectivos em 9 comiss\u00f5es.  <i>AE \u2013 S\u00f3 por causa do n\u00famero de Bispos ou tendo tamb\u00e9m em conta a efic\u00e1cia pastoral? JO <\/i>\u2013 As duas coisas. Cada comiss\u00e3o Episcopal tem, normalmente, um Bispo presidente, mais dois ou tr\u00eas vogais (o n\u00famero de Bispos aqui tamb\u00e9m conta). Por outro lado, verific\u00e1mos que h\u00e1 algumas quest\u00f5es que s\u00e3o afins. H\u00e1 qualquer coisa que interliga a finalidade de algumas comiss\u00f5es que ajuda a uma resposta global e integral.  <i>AE \u2013 Poderemos comparar o trabalho das Comiss\u00f5es aos Minist\u00e9rios? JO <\/i>\u2013 Poderei dizer que sim. Na estrutura\u00e7\u00e3o dessas comiss\u00f5es, olhamos muito para as Congrega\u00e7\u00f5es na Santa S\u00e9. No Vaticano existe o Papa e, depois, os diferentes assuntos s\u00e3o divididos para respostas imediatas que trabalham em fun\u00e7\u00e3o de diferentes objectivos.  <i>AE \u2013 As comiss\u00f5es t\u00eam autonomia suficiente para desenvolver um trabalho eficaz? JO <\/i>\u2013 Elas t\u00eam autonomia, e gostar\u00edamos que, a partir de agora, tivessem ainda uma autonomia maior.  At\u00e9 agora, as comiss\u00f5es episcopais reflectiam sobre determinados assuntos ou desenvolviam um conjunto de actividades de \u00edndole nacional. Quase sempre, as respostas em termos de documentos que essas comiss\u00f5es episcopais elaboravam, passavam pela Confer\u00eancia Episcopal. Creio que, neste momento, n\u00f3s temos que dar maior autonomia a essas comiss\u00f5es episcopais para que possam efectivamente pronunciar-se sobre determinadas quest\u00f5es, sabendo que h\u00e1 documentos que, partindo de uma comiss\u00e3o, passam pela Assembleia Plen\u00e1ria e s\u00e3o assumidos pelos Bispos do Pa\u00eds, e tamb\u00e9m haver\u00e1 outras quest\u00f5es a que uma comiss\u00e3o episcopal poder\u00e1 responder por si.  <i>AE \u2013 Ser\u00e1 tamb\u00e9m autonomia executiva? JO <\/i>\u2013 A grande finalidade das Confer\u00eancias Episcopais \u00e9 intensificar o afecto colegial dos Bispos entre si, que depois pode concretizar-se tamb\u00e9m em orienta\u00e7\u00f5es. A Confer\u00eancia Episcopal, na minha opini\u00e3o, tem raz\u00e3o de ser, produzindo ou n\u00e3o produzindo documentos.   <i>AE \u2013 A pr\u00f3pria Confer\u00eancia Episcopal n\u00e3o deveria ter mais autonomia, de acordo com a Igreja do Pa\u00eds? JO <\/i>\u2013 Ela tem autonomia. Mas a Confer\u00eancia Episcopal n\u00e3o destr\u00f3i a autonomia das dioceses, porque poderemos dizer que a plenitude da Igreja est\u00e1 em cada Diocese e cada Bispo\u2026  <i>AE \u2013 Cada Bispo ligado ao Papa\u2026 JO <\/i>\u2013 Cada Bispo ligado ao Papa. Depois, por raz\u00f5es pr\u00e1ticas e concretas, todos reconhecemos que \u00e9 fundamental que, em determinadas quest\u00f5es, haja uma resposta que seja uniforme. Em sociedades marcadas pela mobilidade, importa que em rela\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00f5es de \u00edndole disciplinar, o que acontece em determinada diocese aconte\u00e7a tamb\u00e9m noutra. \u00c9 por isso o C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico apela, em alguns dos seus c\u00e2nones, a que sejam as Confer\u00eancias Episcopais a determinar. Voltando \u00e1s comiss\u00f5es Episcopais parece-me que em termos de doutrina, de forma\u00e7\u00e3o, as comiss\u00f5es episcopais t\u00eam autonomia para determinados documentos. Mas podem tamb\u00e9m &#8211; e eu pessoalmente gostaria &#8211; que existisse uma maior interven\u00e7\u00e3o e maior autonomia. Quando se trata de chegar a determina\u00e7\u00f5es que afectam o comportamento e a disciplina de todas as dioceses, a\u00ed temos que chegar \u00e0 unidade entre n\u00f3s para podermos agir em comum e num testemunho verdadeiramente colegial.  <i>AE \u2013 O n\u00famero de comiss\u00f5es e a divis\u00e3o das tem\u00e1ticas foi pensada tendo em conta a realidade portuguesa. Por exemplo, teve presente a import\u00e2ncia crescente do turismo em Portugal? JO <\/i>\u2013 Aconteceu precisamente que, tentando reduzir o n\u00famero das comiss\u00f5es episcopais, pareceu-nos oportuno que tudo o que se relaciona com o fen\u00f3meno da mobilidade humana merecesse uma aten\u00e7\u00e3o particular: pelo acolhimento a prestar \u00e0s minorias \u00e9tnicas, como um fen\u00f3meno de pessoas que nos procuram para aqui encontrar o seu espa\u00e7o de trabalho (e teremos que nos organizar para isso, n\u00e3o s\u00f3 para uma resposta da Igreja Cat\u00f3lica mas tamb\u00e9m ecum\u00e9nica); \u00e0queles que nos procuram de uma maneira est\u00e1vel e permanente ou de passagem &#8211; como \u00e9 o fen\u00f3meno do turismo que est\u00e1 a aumentar e aumentar\u00e1 muito mais. \u00c9 uma \u00e1rea que nos merece uma considera\u00e7\u00e3o muito particular e \u00e9 por isso que existe uma comiss\u00e3o que, \u00e0 primeira vista, parece n\u00e3o ter muita import\u00e2ncia, mas \u00e9 uma caracter\u00edstica nossa, dos tempos que passam.  <i>AE \u2013 A comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, que import\u00e2ncia tem? JO <\/i>\u2013 Nessa \u00e1rea agrupamos tr\u00eas realidades que parecem distintas: os bens culturais, a cultura e a comunica\u00e7\u00e3o social. A comunica\u00e7\u00e3o social enquadra-se neste \u00e2mbito de olharmos para o patrim\u00f3nio que temos, patrim\u00f3nio em termos materiais e espirituais, olharmos e identificarmos a nossa cultura que teremos de preservar. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social est\u00e3o ao servi\u00e7o de preservar a nossa cultura, a sua verdadeira identidade, porventura de a promover e de a comunicar, anunciar como uma cultura que tem ra\u00edzes e, em certo sentido, quase se identifica com a matriz crist\u00e3 que dever\u00edamos ser capazes de preservar. Depois, h\u00e1 o an\u00fancio expl\u00edcito da mensagem crist\u00e3, que hoje passa pelas comunica\u00e7\u00f5es sociais, quer queiramos quer n\u00e3o. Hoje, a Igreja tem que se envolver muito mais neste mundo da comunica\u00e7\u00e3o social, naquilo que tem de tradicional e num conjunto de perspectivas novas \u00e0s quais n\u00e3o nos podemos fechar e alhear.  <i>AE \u2013 As empresas e as institui\u00e7\u00f5es investem fortemente na comunica\u00e7\u00e3o com o exterior de forma eficaz e qualificada. A Igreja Cat\u00f3lica em Portugal segue essa linha? JO <\/i>\u2013 Creio que deveremos apostar um pouco mais nisso. Talvez tenha que reconhecer, pelo que me diz respeito, que tenha que investir muito mais nesse aspecto. Todas as dioceses t\u00eam o seu departamento ou secretariado para as comunica\u00e7\u00f5es sociais. Talvez estejamos ainda num amadorismo e n\u00e3o tenhamos descoberto o caminho de uma linguagem nova para poder, atrav\u00e9s das nossas actividades multifacetadas e com muita vitalidade, comunicar com outra clarivid\u00eancia. Depois, o an\u00fancio expl\u00edcito a partir de cada uma das dioceses. Estou convencido que dever\u00edamos investir muito mais seja nas dioceses, seja na Confer\u00eancia Episcopal, que poderia desenvolver esta \u00e1rea como algo priorit\u00e1rio e fundamental para poder corresponder \u00e0s interpela\u00e7\u00f5es que hoje nos s\u00e3o lan\u00e7adas.  <i>AE \u2013 Bento XVI superou as expectativas, nos primeiros meses de pontificado? JO <\/i>\u2013 Eu n\u00e3o estou convencido que ele tenha superado as expectativas. Direi que, quando o an\u00fancio deste novo Papa coincidiu com este nome, houve talvez uma apreens\u00e3o, por o identificar com recente miss\u00e3o de Ratzinguer na Igreja. Efectivamente, quem conhece o actual Papa, v\u00ea que, com um temperamento caracter\u00edstico (e j\u00e1 n\u00e3o estou a olhar para a parte intelectual, que toda a gente reconhece), \u00e9 um homem acolhedor, aberto, que quer encontrar solu\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o se fecha, que quer chegar aos verdadeiros problemas da sociedade.  <i>AE \u2013 A situa\u00e7\u00e3o dos divorciados sem acesso \u00e0 comunh\u00e3o sacramental inclui-se nesses problemas? JO <\/i>\u2013 A Igreja debate-se hoje com alguns aspectos de caris disciplinar, e s\u00e3o variados.  <i>AE \u2013 Por exemplo? JO <\/i>\u2013 Quest\u00f5es que os jornalistas trazem permanentemente a debate p\u00fablico, como o casamento dos padres, etc, e que s\u00e3o determina\u00e7\u00f5es mais ou menos de ordem disciplinar. Isso exige que a Igreja seja capaz, n\u00e3o digo de alterar a sua disciplina de um momento para o outro, antes que v\u00e1 caminhando em termos disciplinares e, no momento oportuno, teremos aquela resposta mais conveniente e, por ventura, mais necess\u00e1ria e tamb\u00e9m de harmonia com a sabedoria \u2013 penso que esta \u00e9 palavra exacta \u2013 que a Igreja ao longo dos tempos foi demonstrando.  <i>AE \u2013 Nos dias de in\u00edcio do pontificado de Bento XVI falou-se na problem\u00e1tica dos recasados, nomeadamente do acesso \u00e0 comunh\u00e3o do membro do casal n\u00e3o culpado. \u00c9 um documento necess\u00e1rio? JO <\/i>\u2013 Eu n\u00e3o sei se ele estaria a ser preparado ou n\u00e3o \u2013 h\u00e1 quem diga que estaria mesmo em cima da mesa do ent\u00e3o Cardeal Ratzinguer! Evidentemente que um documento que procura reflectir os pr\u00f3s e os contras seria de extrema import\u00e2ncia para a hora que passa. Se ele vier, e devidamente integrado na teologia e na pastoral, ele ser\u00e1 sempre bem-vindo.  <i>AE \u2013 O di\u00e1logo da Igreja com o mundo acaba por ficar truncado em temas disciplinares? A Igreja ter\u00e1 a sabedoria necess\u00e1ria para lidar com estas quest\u00f5es? JO <\/i>\u2013 Eu tenho uma simpatia muito grande pelos jornalistas, uma amizade com muitos e uma compreens\u00e3o muito grande pela profiss\u00e3o e o trabalho que exercem, de extrema utilidade para a sociedade e para o mundo. Mas no que diz respeito \u00e0 Igreja, que tem uma mensagem t\u00e3o vasta e t\u00e3o positiva, portadora de um humanismo que assumido e vivido gera felicidade para todo e qualquer ser humano, tenho pena que pelas quest\u00f5es que nos colocam permanentemente d\u00ea impress\u00e3o que n\u00e3o h\u00e1 outros assuntos e outros problemas. Penso que o jornalista deveria confrontar a Igreja com a fidelidade ao mundo e ao Esp\u00edrito. E h\u00e1 tantas situa\u00e7\u00f5es em que a Igreja se tem que empenhar e comprometer \u2013 na linha da justi\u00e7a, da solidariedade, da igualdade, na defesa dos mais pobres \u2013 e onde os jornalistas nos poderiam at\u00e9 ajudar e alertar. Por vezes est\u00e1-se \u00e0 espera que um Bispo diga que o \u201caborto, mas\u2026\u201d (d\u00e1 para entender), quando toda a gente sabe que a Igreja defende a vida, e porque defende a vida est\u00e1 contra o aborto (\u00e9 quase desnecess\u00e1rio estar a fazer determinado tipo de perguntas).   <i>AE \u2013 Se em determinadas quest\u00f5es disciplinares, a afirma\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o quest\u00f5es n\u00e3o fechadas j\u00e1 \u00e9 uma resposta\u2026 JO <\/i>\u2013 S\u00e3o quest\u00f5es que nos ultrapassam. N\u00e3o \u00e9 por aquilo que eu penso, ou por aquilo que possa dizer uma Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa\u2026 n\u00f3s estamos em comunh\u00e3o com a Santa S\u00e9, para receber e para sugerir. Em Outubro come\u00e7a um s\u00ednodo, que \u00e9 uma express\u00e3o da colegialidade entre os bispos, onde o Santo Padre ter\u00e1 algo para dizer e onde n\u00f3s levamos estas preocupa\u00e7\u00f5es, sobre as quais importa reflectir e encontrar a resposta mais adequada que pode, por ventura, n\u00e3o ser a mais f\u00e1cil, no caminho consent\u00e2neo com a doutrina e a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja no respeito pela fidelidade aos princ\u00edpios de Jesus Cristo.  <i>AE \u2013 como observa a crise em Portugal? JO <\/i>\u2013 Penso que a principal \u00e9 a crise de valores. A todos os n\u00edveis. Expressa-se numa mentalidade de uma vida f\u00e1cil, que tem que ser pautada pelo comodismo. Acho que todos temos direito a uma vida digna, mas h\u00e1 muita coisa que \u00e9 sup\u00e9rflua. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que come\u00e7am a ser alarmantes: come\u00e7am a dizer-me que a regi\u00e3o de Braga est\u00e1 a chegar aos 10% de taxa de desemprego. \u00c9 um n\u00famero que inquieta.  <i>AE \u2013 O que estar\u00e1 a correr mal para que a crise n\u00e3o se consiga resolver: olham-se mais os n\u00fameros do que as pessoas? JO <\/i>\u2013 Talvez seja isso mesmo. N\u00e3o sei at\u00e9 que ponto se fazem demasiados estudos e depois n\u00e3o se chega efectivamente ao concreto; procura-se ver onde se pode ir buscar algum dinheiro em termos de receitas, e talvez n\u00e3o se olhe \u00e0 despesa, a conjuga\u00e7\u00e3o da despesa com a receita, que permita o bem-estar. Depois, situar as pessoas numa corresponsabilidade que \u00e9 de todos. Esta seria uma hora para alertar o nosso pa\u00eds que, na verdade o povo portugu\u00eas foi sempre um povo com uma for\u00e7a de vontade muito grande, que venceu diversos desafios, e que actualmente \u00e9 preciso tamb\u00e9m vencer este desafio e que o povo portugu\u00eas, se quiser, \u00e9 tamb\u00e9m capaz de o vencer trabalhando, pensando nos outros, cumprindo o seu dever de \u00edndole fiscal e todos os outros e com um governo que n\u00e3o seja capaz de agir simplesmente para cumprir um programa \u00e0 espera de outras solu\u00e7\u00f5es.  <i>AE \u2013 Estaremos cansados da classe dirigente? JO <\/i>\u2013 Pode acontecer. Ali\u00e1s d\u00e1-me a impress\u00e3o que estamos todos bastante alheios. Parece que esta crise diz respeito aos outros e n\u00e3o me diz respeito a mim. Mas ela diz respeito a cada um, e isto \u00e9 que nos temos que consciencializar. Pode ser por causa das muitas promessas, umas que se cumprem outras n\u00e3o\u2026 Parece-me que temos pol\u00edticos a mais e pol\u00edtica a menos\u2026 N\u00e3o somos capazes de nos sentar, na diversidade, mas colocando o bem comum acima do bem partid\u00e1rio.  <i>AE \u2013 Em tempo de crise, o que \u00e9 que os portugueses podem esperar da Igreja Cat\u00f3lica? JO<\/i> \u2013 Temos que estar atentos \u00e0s v\u00edtimas da crise. N\u00e3o poderemos enveredar por burocracias das respostas estatais, antes estar no terreno, nas nossas par\u00f3quias, atentos particularmente \u00e0 pobreza envergonhada. Depois, temos que dar o nosso contributo, pelo an\u00fancio da Doutrina Social da Igreja e pela publica\u00e7\u00e3o de documentos, pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, quando chegar a altura pr\u00f3pria, com pistas, sugest\u00f5es de resposta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que vivemos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perspectivas de D. 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