{"id":12519,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/75-anos-em-missao-com-ele-2\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"75-anos-em-missao-com-ele-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/75-anos-em-missao-com-ele-2\/","title":{"rendered":"\u00ab75 anos em miss\u00e3o com ELE\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Senhor Cardeal Crescenzio Sepe, Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos, Emin\u00eancia, Senhor D. Alfio Rapisarda, N\u00fancio Apost\u00f3lico em Portugal, Excel\u00eancia Reverend\u00edssima, Senhor D. Carlos Azevedo, Secret\u00e1rio da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, Excel\u00eancia Reverend\u00edssima,  Senhores Bispos presentes, Senhores Mission\u00e1rios, Padres, Irm\u00e3os e membros tempor\u00e1rios, da Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova, Senhoras e Senhores Colaboradores, Benfeitores e Amigos da Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova,   Car\u00edssimos Irm\u00e3os,  BEM-VINDOS! Bem-Vindo, Senhor Cardeal. Consigo \u00e9 toda a Igreja Mission\u00e1ria que est\u00e1 aqui connosco, hoje. Bem-Vindo, Senhor N\u00fancio Apost\u00f3lico. Consigo, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de Sua Santidade, o Papa, que pulsa em Portugal, que est\u00e1 aqui connosco, hoje. Bem-Vindo, Senhor Secret\u00e1rio da CEP. Consigo, \u00e9 toda a Igreja portuguesa que est\u00e1 aqui connosco, hoje. Bem-Vindos, Senhores Bispos. Bem-Vindos, Companheiros da SMBN. Bem-Vindos, Amigos.  1. A Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova est\u00e1 a celebrar 75 anos de vida, sob o lema: \u00ab75 anos em miss\u00e3o com ELE\u00bb. Fundada em 03 de Outubro de 1930 pela solicitude paternal do Papa PIO XI, que ent\u00e3o a dotou com as primeiras Constitui\u00e7\u00f5es e nomeou o seu primeiro Superior Geral, D. JO\u00c3O EVANGELISTA DE LIMA VIDAL, ao tempo Bispo de Vila Real, a SMBN sente, desde o princ\u00edpio, pulsar nas suas veias a solicitude paternal do Papa e impulso mission\u00e1rio da Igreja portuguesa, em que s\u00e3o de salientar algumas figuras de rara lucidez e invulgar estatura humana e eclesial: refiro-me a D. ANT\u00d3NIO JOS\u00c9 DE SOUSA BARROSO (1854-1918), mission\u00e1rio em Angola e Mo\u00e7ambique, e depois Bispo de Meliapor e do Porto; D. TEOT\u00d3NIO RIBEIRO VIEIRA DE CASTRO (1859-1940), Bispo de Meliapor (1899) e Superior dos Col\u00e9gios das Miss\u00f5es Portuguesas Ultramarinas de Tomar (1922), Cucuj\u00e3es (1923) e Cernache do Bonjardim (1927), depois Arcebispo de Goa e Patriarca das \u00cdndias Orientais (1929); D. JO\u00c3O EVANGELISTA DE LIMA VIDAL (1874-1958), Bispo de Angola e Congo (1909), Vig\u00e1rio Geral de Lisboa e Arcebispo de Mitilene, Procurador-Geral dos Padres Seculares (1920), Bispo de Vila Real (1922), Superior Geral da Sociedade Portuguesa para as Miss\u00f5es Cat\u00f3licas (1930), depois Administrador Apost\u00f3lico da rec\u00e9m criada Diocese de Aveiro (1938) e Bispo de Aveiro (1940). Estas tr\u00eas figuras gradas e insignes da Igreja portuguesa lutaram, cada um \u00e0 sua maneira, mas com a mesma intrepidez, nos dom\u00ednios da pol\u00edtica (Minist\u00e9rios), da cultura (D. Ant\u00f3nio Barroso na Sociedade de Geografia, 1889), e da vida eclesial (D. Teot\u00f3nio no Conc\u00edlio Plen\u00e1rio Portugu\u00eas, 1926), pela cria\u00e7\u00e3o de uma SOCIEDADE PORTUGUESA DAS MISS\u00d5ES CAT\u00d3LICAS que congregasse e desse maior efici\u00eancia ao esfor\u00e7o mission\u00e1rio do Clero Secular Portugu\u00eas.  2. Recordo aqui, por ser paradigm\u00e1tico, o mais not\u00e1vel foco mission\u00e1rio em Portugal nos tempos modernos: o Real Col\u00e9gio das Miss\u00f5es Ultramarinas, de Cernache do Bonjardim. Fundado por D. Jo\u00e3o VI, em 1791, \u00e9 dotado, em 1801, pela rainha D. Mariana de \u00c1ustria com uma renda para formar Padres para a China. \u00c9 encerrado, em 1834, com o decreto de extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas. Reabre em 1855, sob a depend\u00eancia do ent\u00e3o Minist\u00e9rio das Col\u00f3nias. \u00c9 novamente fechado em 1911, com a \u00abLei da Separa\u00e7\u00e3o\u00bb, para reabrir novamente como COL\u00c9GIO DAS MISS\u00d5ES em 24 de Outubro de 1927, com 104 alunos. Esta reabertura \u00e9 o fruto maduro de muitas lutas diplom\u00e1ticas, que levaram a que, em 1920, tenha aparecido o famoso decreto 6 322, que permitia a reorganiza\u00e7\u00e3o das Casas de forma\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria em Portugal. \u00c9 no seguimento desse decreto que abrem, em 01 de Outubro de 1922, o COL\u00c9GIO DAS MISS\u00d5ES, de Tomar, com 32 alunos, e, em 01 de Outubro de 1923, o COL\u00c9GIO DAS MISS\u00d5ES, de Cucuj\u00e3es, com 33 alunos. Sintom\u00e1tico \u00e9 que, entre 1855 e 1911, o ent\u00e3o Real Col\u00e9gio das Miss\u00f5es Ultramarinas, de Cernache do Bonjardim, tenha formado mais de 300 Padres, que levaram o Evangelho a \u00e1reas t\u00e3o diferentes e distantes como a Guin\u00e9, Cabo Verde, S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Angola, Mo\u00e7ambique, \u00cdndia, China e Timor.  3. Nasce neste ch\u00e3o e entronca neste, a todos os t\u00edtulos not\u00e1vel, esfor\u00e7o mission\u00e1rio das Igrejas Diocesanas Portuguesas, a SOCIEDADE PORTUGUESA PARA AS MISS\u00d5ES CAT\u00d3LICAS, depois SOCIEDADE PORTUGUESA DAS MISS\u00d5ES CAT\u00d3LICAS ULTRAMARINAS, SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA PORTUGUESA, e desde 08 de Outubro de 1996 SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA DA BOA NOVA, nome aprovado nessa data pelo Senhor Cardeal Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos, de cuja compet\u00eancia a nossa Sociedade Mission\u00e1ria passou a depender desde 17 de Novembro de 1975, tendo estado at\u00e9 a\u00ed, por motivo dos territ\u00f3rios ultramarinos, confiada aos cuidados do Conselho para os Assuntos P\u00fablicos da Igreja.  4. A nova SOCIEDADE PORTUGUESA PARA AS MISS\u00d5ES CAT\u00d3LICAS, fundada em 03 de Outubro de 1930, abriu as portas dos seus tr\u00eas COL\u00c9GIOS, Tomar, Cucuj\u00e3es e Cernache do Bonjardim, em 09 de Outubro do mesmo ano, com 255 alunos. Em 26 de Outubro de 1932 emitem o seu Juramento, segundo as Constitui\u00e7\u00f5es, os primeiros cinco membros da nova SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA. Em Abril de 1937 chegam os primeiros mission\u00e1rios a Mo\u00e7ambique. Em Janeiro de 1970 os nossos mission\u00e1rios chegam ao Brasil. Em Setembro do mesmo ano chegam a Angola. Em Julho de 1980 cheg\u00e1mos \u00e0 Z\u00e2mbia. Em Mar\u00e7o de 1998 entr\u00e1mos no Jap\u00e3o. J\u00e1 antes, em 1968, apoi\u00e1mos e estimul\u00e1mos as Mission\u00e1rias da Boa Nova \u2013 hoje \u00abAssocia\u00e7\u00e3o P\u00fablica de Fi\u00e9is\u00bb, mas que amanh\u00e3 desejamos ver \u00abSociedade de Vida Apost\u00f3lica\u00bb \u2013 a assumirem a sua missionariedade ad gentes por direito pr\u00f3prio, e em 1995 lan\u00e7\u00e1mos nos caminhos da miss\u00e3o ad gentes os Leigos Boa Nova. A Igreja \u00e9 por sua natureza mission\u00e1ria, e cada crist\u00e3o \u00e9-o tamb\u00e9m por direito e dever baptismal. A teoria sabe-se, mas n\u00e3o se saboreia: nenhuma teoria tem sabor. A pr\u00e1tica, essa sim, saboreia-se e faz-nos saber o sabor do Evangelho. Outra Sabedoria, outro saber, outro sabor. Despertar a consci\u00eancia mission\u00e1ria de Dioceses e par\u00f3quias, de Padres e Fi\u00e9is Leigos, tem estado e continuar\u00e1 a estar no centro das nossas inten\u00e7\u00f5es, aten\u00e7\u00f5es, ac\u00e7\u00f5es e ora\u00e7\u00f5es. Tivemos j\u00e1 a alegria de ver v\u00e1rias Dioceses de Portugal, com o est\u00edmulo e apoio dos seus Bispos, a enviar Padres Associados connosco para as Igrejas de Angola, do Brasil, de Mo\u00e7ambique e do Jap\u00e3o. E quantos jovens foram j\u00e1 tamb\u00e9m enviados, e viram e v\u00eaem nascer dentro de si e daqueles que os acolhem um mundo, um cora\u00e7\u00e3o novo, atitudes novas. \u00c9 assim que Deus vai fazendo nascer dentro de n\u00f3s e \u00e0 nossa volta, nos caminhos sinuosos do in\u00edcio deste terceiro mil\u00e9nio, o milagre de uma nova humanidade! A SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA \u00e9 hoje constitu\u00edda por 120 membros: 1 Bispo, 101 Padres, dos quais 4 Associados, 10 Irm\u00e3os Mission\u00e1rios e 08 membros tempor\u00e1rios. 40 est\u00e3o em Portugal, 28 em Mo\u00e7ambique, 27 no Brasil, 15 em Angola, 03 na Z\u00e2mbia, 03 no Jap\u00e3o, 04 fora das Comunidades. Desde aquele long\u00ednquo primeiro Juramento de 26 de Outubro de 1932, vincularam-se \u00e0 nossa SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA 357 membros, dos quais 175 cessaram o seu v\u00ednculo ou abandonaram, 62 faleceram no seu posto de trabalho, 05 dos quais dando testemunho at\u00e9 ao sangue. Hoje somo 120. Pequeno resto de Israel. Mas sentimos e sabemos que somos muitos mais. Eis-nos aqui.   5. SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA DA BOA NOVA, nesta hora jubilar, em que celebras 75 anos de hist\u00f3ria, que dizes de ti mesma? Come\u00e7a por dizer como Maria, tua Padroeira: \u00abO Senhor fez em mim maravilhas\u00bb (Lc 1,49). SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA DA BOA NOVA, n\u00e3o te equivoques. N\u00e3o celebras o que fizeste; celebras o que em ti foi feito pelo Senhor que te conduziu e te conduz pelos caminhos sempre novos da miss\u00e3o. Por isso, estamos aqui, hoje, neste Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de F\u00e1tima, para, com Maria e como Maria, darmos gra\u00e7as a Deus pelo amor com que nos cumulou ao longo destes 75 anos, pelos companheiros que nos deu, e que por amor nos levou, pelos irm\u00e3os de outras cores e de outras culturas que nos confiou, pelos caminhos que nos abriu.  6. SOCIEDADE MISSION\u00c1RIA DA BOA NOVA, nesta hora jubilar, que dizes de ti mesma? Dir\u00e1s como S. Paulo: \u00abAi de mim se n\u00e3o evangelizar!\u00bb (1 Cor 9,16). Queridos companheiros e amigos, n\u00f3s que recebemos a not\u00edcia do Evangelho e que vimos as maravilhas que Deus em n\u00f3s realizou, sentiremos, como Paulo e como Maria, a necessidade de anunciar o Evangelho e de relatar as maravilhas de Deus aos irm\u00e3os que encontrarmos no caminho. Digo mais: iremos mesmo procur\u00e1-los, porque levamos connosco uma not\u00edcia demasiado grande e uma hist\u00f3ria demasiado bela, que n\u00e3o vamos, com certeza, poder aguentar por muito tempo sozinhos e calados. N\u00e3o vamos sequer ficar satisfeitos com anunciar a not\u00edcia uma s\u00f3 vez e relatar a hist\u00f3ria uma s\u00f3 vez. Vamos ter de anunciar a not\u00edcia muitas vezes, e v\u00e3o ser sem conta as vezes que relataremos a nossa hist\u00f3ria. N\u00e3o nos sentiremos felizes se apenas evangelizarmos o outro. A nossa miss\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o consiste simplesmente em evangelizar o outro. \u00c9 importante evangelizar o outro. Mas se todo o evangelizado recebe o direito e o dever de evangelizar, ent\u00e3o a nossa miss\u00e3o s\u00f3 estar\u00e1 cumprida quando tivermos sabido fazer de cada evangelizado um evangelizador. S\u00f3 ent\u00e3o, queridos companheiros e amigos, a nossa miss\u00e3o estar\u00e1 cumprida e a nossa alegria ser\u00e1 completa.  7. Fica connosco, Senhor, neste ano de gra\u00e7a. Fica connosco. Preside-nos e precede-nos sempre. E que n\u00f3s estejamos l\u00e1 sempre atr\u00e1s de Ti, perto de Ti. Contigo. E com Maria, Tua M\u00e3e, que nos deste tamb\u00e9m como nossa M\u00e3e e Padroeira.  P. Ant\u00f3nio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Senhor Cardeal Crescenzio Sepe, Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos, Emin\u00eancia, Senhor D. Alfio Rapisarda, N\u00fancio Apost\u00f3lico em Portugal, Excel\u00eancia Reverend\u00edssima, Senhor D. 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