{"id":12481,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/premio-ibero-americano-de-excelencia-educativa-para-o-colegio-dos-carvalhos\/"},"modified":"2018-03-06T14:07:46","modified_gmt":"2018-03-06T14:07:46","slug":"premio-ibero-americano-de-excelencia-educativa-para-o-colegio-dos-carvalhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/premio-ibero-americano-de-excelencia-educativa-para-o-colegio-dos-carvalhos\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9mio Ibero-Americano de Excel\u00eancia Educativa para o Col\u00e9gio dos Carvalhos"},"content":{"rendered":"<p>O Col\u00e9gio Internato dos Carvalhos, orientado pela Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios Claretianos, acabou de ganhar o Pr\u00e9mio Ib\u00e9rico-Americano de Excel\u00eancia Educativa, pr\u00e9mio a ser entregue em Junho no Peru. O Conselho Ibero-Americano para a Qualidade Educativa atribui ainda ao Col\u00e9gio os seguintes pr\u00e9mios: T\u00edtulo Honor\u00edfico e Medalha Doctor Honoris Causa; T\u00edtulo Honor\u00edfico e Medalha Magister em Gest\u00e3o Educativa. Os Col\u00e9gios Claretianos programam a sua ac\u00e7\u00e3o em ordem a despertar e promover o desenvolvimento integral da pessoa humana. Al\u00e9m disso, reconhecem-se e declaram-se como escolas crist\u00e3s, dentro da miss\u00e3o da Igreja. Por isso, fundamentam o seu Projecto Educativo numa concep\u00e7\u00e3o crist\u00e3 do homem e do mundo; criam um ambiente que facilite a ac\u00e7\u00e3o evangelizadora; promovem o ensino religioso; estimulam o respeito e a promo\u00e7\u00e3o dos valores humanos, a educa\u00e7\u00e3o para a liberdade, a abertura ao mundo, o amor para com os outros e o acesso \u00e0 idade adulta na f\u00e9. Desde a sua funda\u00e7\u00e3o que o Col\u00e9gio dedica um especial carinho ao internato. \u00c9 uma forma de responder aos anseios de muitos encarregados de educa\u00e7\u00e3o que, vivendo longe dos grandes centros, t\u00eam dificuldades em poder dar a melhor forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica e o melhor acompanhamento aos seus filhos.  Com o evoluir dos tempos, a aposta do Col\u00e9gio deixou de ser as camaratas para os alunos do ensino b\u00e1sico e os quartos para os alunos do ensino secund\u00e1rio. Todos os alunos internos s\u00e3o alojados em quartos individuais: os do ensino b\u00e1sico no 5\u00ba andar e os do ensino secund\u00e1rio no 4\u00ba andar. O hor\u00e1rio dos alunos internos \u00e9 constitu\u00eddo por tempos para tudo: existem tempos fortes de estudo &#8211; esta \u00e9 a grande tarefa dos alunos -, mas tamb\u00e9m existem tempos de conv\u00edvio e de desporto. Hoje, todos os alunos internos s\u00e3o acompanhados pelo nosso Gabinete de Psicologia para al\u00e9m de terem igualmente uma actividade de enriquecimento curricular e todo o apoio dos sacerdotes e dos professores e prefeitos seus respons\u00e1veis. Os alunos internos do ensino b\u00e1sico realizam o seu estudo em conjunto, devidamente acompanhados por um Prefeito e por um Professor. Quer para os alunos do ensino b\u00e1sico, quer para os do secund\u00e1rio, o hor\u00e1rio de estudo individual ronda as tr\u00eas horas e meia por dia. Nessas horas, em casos devidamente autorizados, poder\u00e3o estudar a dois e, se houver algum trabalho que deva ser realizado em grupo, s\u00e3o devidamente acompanhados. Os momentos de lazer e recreio s\u00e3o passados em franco e s\u00e3o conv\u00edvio entre todos. Uns jogam, outros conversam e outros, ainda, convivem no bar. Todos os alunos internos usufruem, igualmente, de uma actividade de enriquecimento curricular na \u00e1rea do desporto ou da m\u00fasica.  <b>Hist\u00f3ria Col\u00e9gio Internato dos Carvalhos<\/b> Corria o ano de 1872 e algu\u00e9m, inspirado por Deus, teve um sonho. Havia a necessidade de criar espa\u00e7os novos para os jovens que queriam iniciar a experi\u00eancia de uma entrega plena e total a Deus. E nesse sonho do Cardeal D. Am\u00e9rico, tudo parecia claro: era preciso sair da cidade e ir para o campo onde o contacto com a natureza possibilitasse a esses jovens uma espiritualidade sadia. Onde poderia ser esse espa\u00e7o, era a quest\u00e3o que se levantava. Foi escolhida a freguesia de Pedroso e, mais propriamente, o lugar dos Carvalhos. Para al\u00e9m do bom ambiente campestre que a\u00ed se respirava, havia como raz\u00e3o abonat\u00f3ria a n\u00e3o grande dist\u00e2ncia a que ficava do Porto e as vias de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito dif\u00edceis. E o sonho tornou-se realidade. Um lindo edif\u00edcio &#8211; hoje, Lar Juvenil dos Carvalhos &#8211; nasceu rodeado de uma ampla propriedade onde os jovens, em contacto com a natureza podiam louvar e bendizer a Deus.  Mas, e os outros jovens que havia na zona e que n\u00e3o pretendiam entrar para o Semin\u00e1rio? Como dar resposta aos seus anseios de uma forma\u00e7\u00e3o humana, acad\u00e9mica e crist\u00e3? Um novo sonho surge: criar um Col\u00e9gio como depend\u00eancia do Semin\u00e1rio. E eis o Pe. Ant\u00f3nio Lu\u00eds Moreira a deitar m\u00e3os \u00e0 obra. Se este sonho surge na sua mente em 1899, apenas em 1907 p\u00f4de ser concretizado. Lindos sonhos, podem, por vezes, ser totalmente desfeitos devido \u00e0s crises que no caminho surgem. Foi o que aconteceu! Os ventos da Rep\u00fablica, em 1910, levaram ao encerramento do Semin\u00e1rio e posteriormente, do Col\u00e9gio (22\/12\/1912). Contudo, o Pe. Moreira nunca desanimou. Enfrentou os desafios ent\u00e3o lan\u00e7ados e conseguiu que rapidamente (Janeiro de 1913) o Col\u00e9gio novamente abrisse as portas para continuar a luta en\u00e9rgica em prol da educa\u00e7\u00e3o. E assim o Col\u00e9gio foi crescendo e, em muitas ocasi\u00f5es, foi considerado como um dos melhores estabelecimentos de ensino particular do Pa\u00eds. Qualquer dos Relat\u00f3rios do Col\u00e9gio desses tempos e a que tivemos acesso, nos permitem ver que tr\u00eas eram os seus objectivos fundamentais. Em primeiro lugar, ressalta a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. No relat\u00f3rio de 1932, podemos ler: &#8220;numa inquiri\u00e7\u00e3o r\u00e1pida \u00e0 vida colegial do ano findo, fica-nos esta s\u00famula da nossa obra respeitante \u00e0 boa forma\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos alunos: instala\u00e7\u00f5es escolares esplendidas, alimenta\u00e7\u00e3o sadia e forte, campos de recreio, campos de jogos, passeios bissemanais pelos montes circunvizinhos, exerc\u00edcios de gin\u00e1stica&#8230; Tudo isto foi met\u00f3dica e cientificamente aproveitado e comprovado no aspecto sadio e no \u00f3ptimo estado sanit\u00e1rio do Col\u00e9gio&#8221;. Um segundo objectivo prendia-se com a educa\u00e7\u00e3o moral. No mesmo relat\u00f3rio, podemos ler em jeito de s\u00edntese: &#8220;&#8230;fica-nos o direito de proclamar o INTENTO, insistente e obsediante, DE GRAVAR FUNDO NOS ESP\u00cdRITOS JUVENIS, como um proleg\u00f3meno de \u00edntimos estados de alma, o CONCEITO DE DEUS com todos os seus direitos de Revela\u00e7\u00e3o, com todo o seu poder de dom\u00ednio e luz sobre os passos hesitantes de quem assoma ao limiar da vida consciente&#8221;. Por \u00faltimo, e n\u00e3o menos importante que os dois anteriores, estava a educa\u00e7\u00e3o intelectual. No referido relat\u00f3rio dedicam-se v\u00e1rias p\u00e1ginas a tratar deste assunto. Uma ideia, contudo as percorre, e \u00e9 a de que o Col\u00e9gio de Santo Ant\u00f3nio dos Carvalhos estava solidamente preparado para ministrar o ensino com todas as garantias da mais perfeita valoriza\u00e7\u00e3o intelectual dos seus alunos. A aposta num ensino de qualidade continuava a nortear o Pe. Moreira bem como a Direc\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio e todo o seu corpo docente. Mas os anos iam pesando, e o Pe. Moreira, a meados do s\u00e9culo, j\u00e1 gasto pelos anos, sentia-se impotente para continuar a levar por diante o seu projecto. Custava-lhe, no entanto, ver esta obra morrer por falta de continuidade. Eram poucos os alunos que ent\u00e3o o frequentavam. Tudo parecia desmoronar-se! Mas eis que surge um novo sonho: havia uns padres mission\u00e1rios nas Termas de S. Vicente, que podiam ser continuadores desta obra. Os contactos t\u00eam in\u00edcio em 1947, n\u00e3o directamente em rela\u00e7\u00e3o ao Col\u00e9gio, mas \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de um Semin\u00e1rio nos Carvalhos. Acordadas as verbas com o Provincial dos Mission\u00e1rios, estes compram o terreno para implantar o Semin\u00e1rio. Mais tarde, a 23\/8\/1950 d\u00e1-se a compra do Col\u00e9gio. A popula\u00e7\u00e3o colegial era, na altura, de 50 alunos internos e 48 externos. O sonho parecia tornar-se novamente realidade. Uma lufada de ar fresco fazia com que o velho Col\u00e9gio do saudoso Pe. Moreira, voltasse aos tempos \u00e1ureos. Os folhetos que ent\u00e3o o Pe. Roberto Marques, novo Director do Col\u00e9gio, fez publicar e espalhar, mormente na zona centro e norte do Pa\u00eds, teve os seus resultados. Era, no entanto, preciso proceder a transforma\u00e7\u00f5es e melhoramentos. A pouco e pouco a confian\u00e7a foi aumentando e com ela, o n\u00edvel de frequ\u00eancia aumentou consideravelmente. N\u00e3o se podia parar! A exemplo do Fundador dos Mission\u00e1rios, Santo Ant\u00f3nio Maria Claret, era preciso deitar m\u00e3o de todos os meios para levar por diante esta obra. Um novo Director surge, o Pe. Rodrigues Parola. E com ele as transforma\u00e7\u00f5es sucedem-se. Do antigo Col\u00e9gio apenas ficaram as paredes exteriores. Tudo, no seu interior tinha sido modificado. E prova de que a confian\u00e7a se tinha reinstalado, \u00e9 a de que em 1961, a frequ\u00eancia colegial era j\u00e1 cinco vezes maior que em 1950. T\u00e3o poucos anos e tantas transforma\u00e7\u00f5es! Terrenos \u00e0 volta foram comprados para que os alunos encontrassem no Col\u00e9gio um aut\u00eantico ambiente familiar. O crescimento prosseguiu e um novo desafio se colocou: a necessidade de dar alguma privacidade aos alunos mais velhos. E \u00e9 assim que surgem, sob a direc\u00e7\u00e3o do Pe. Alfredo Esteves, os quartos individuais para os alunos do 3\u00ba ciclo. Sentiram os Mission\u00e1rios que os horizontes poderiam ser mais alargados. Foi o que aconteceu desde 1974, altura em que assume a Direc\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio, o Pe. Jo\u00e3o de Freitas Ferreira, ainda actual Director. O novo estilo de sociedade surgido com o 25 de Abril e, de modo particular, a ades\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, fizeram sentir a necessidade de uma forma\u00e7\u00e3o geral e cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica adequadas. A este prop\u00f3sito refere o Pe. Freitas: &#8220;Perante este quadro, o Col\u00e9gio dos Carvalhos come\u00e7ou a sentir, nos finais da d\u00e9cada de setenta, que um disfuncionamento crescente se instalava entre o sistema de ensino e a realidade social do Pa\u00eds. De imediato come\u00e7ou a manifestar (o Col\u00e9gio) a sua preocupa\u00e7\u00e3o e, ap\u00f3s laboriosos estudos, avan\u00e7ou com alguns cursos t\u00e9cnico-profissionais. A inexperi\u00eancia inicial e a falta de equipamentos foram, a pouco e pouco, ultrapassados e atingiu-se um ensino de alto n\u00edvel e de reconhecida qualidade. A credibilidade criada \u00e0 volta do ensino t\u00e9cnico-profissional tem sido tal, que os cursos complementares da via de ensino foram terminando para cederem o lugar aos cursos complementares t\u00e9cnico-profissionais. Podemos at\u00e9 afirmar que o Ensino T\u00e9cnico-Profissional \u00e9, hoje a \u00e1rea em que o CIC melhores servi\u00e7os presta \u00e0s comunidades circunvizinhas&#8221;. E tinha raz\u00e3o o Pe. Freitas ao vislumbrar esta nova modalidade de ensino. Lembremos que as Escolas Industriais e Comerciais, com o 25 de Abril, tinham terminado. O que acontecia era que t\u00ednhamos profissionais que, se no campo cient\u00edfico, estavam bem preparados, a n\u00edvel pr\u00e1tico e tecnol\u00f3gico, deixavam muito a desejar. Mais uma vez o sonho se tornou realidade. As mudan\u00e7as sociais que se fazem sentir no nosso mundo, vieram comprovar que os hoje chamados cursos cient\u00edfico-tecnol\u00f3gicos s\u00e3o a resposta cabal para os nossos jovens, queiram eles seguir para as Universidades, ou entrar no mundo do trabalho. \u00c9 que para al\u00e9m da prepara\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que adquirem e que os deixa ao mesmo n\u00edvel daqueles outros jovens que seguem a via de ensino, t\u00eam a seu favor, a pr\u00e1tica simulada em laborat\u00f3rios devidamente equipados, que lhes permitem uma forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica capaz de enfrentar os novos desafios. Mas n\u00e3o s\u00f3 de cursos cient\u00edfico-tecnol\u00f3gicos vive actualmente o Col\u00e9gio. Todo o ensino b\u00e1sico (2\u00ba e 3\u00ba ciclos) s\u00e3o ministrados por forma a que os jovens estudantes adquiram uma forma\u00e7\u00e3o humana e acad\u00e9mica capaz de lhes abrir novos horizontes para o futuro. Nunca, por isso, os tr\u00eas objectivos, que s\u00e3o referidos nos Relat\u00f3rios do Col\u00e9gio anteriores a 1950, foram descurados pelos Mission\u00e1rios. No que \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica diz respeito, um amplo complexo desportivo, com pavilh\u00e3o gimno-desportivo, campos de jogos e gin\u00e1sio, possibilitam aos jovens uma sadia forma f\u00edsica que lhe d\u00ea animo e coragem para enfrentar os estudos acad\u00e9micos com garra e valentia. T\u00e3o pouco a educa\u00e7\u00e3o moral \u00e9 deixada de lado. Ao n\u00edvel do ensino b\u00e1sico, \u00e9 ministrada a todos os alunos a disciplina de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica e aos do secund\u00e1rio, a disciplina de \u00c9tica. Para al\u00e9m disso, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o por que em todas as outras disciplinas exista a vertente humanista t\u00e3o necess\u00e1ria ao crescimento saud\u00e1vel dos nossos jovens. E \u00e9 bom ter tamb\u00e9m presente, nesta vertente, o Departamento de Anima\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 que procura junto dos jovens criar grupos de reflex\u00e3o e aprofundamento da f\u00e9. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o intelectual, nada est\u00e1 esquecido. O nosso corpo docente, bem preparado, tem-se mostrado \u00e0 altura dos novos desafios colocados pela Lei de Bases do Sistema Educativo. E porque s\u00e3o diferentes as realidades do Ensino B\u00e1sico e Secund\u00e1rio, hoje, no Col\u00e9gio, funcionam como que duas escolas. Coordenadas pelo mesmo Director Pedag\u00f3gico e pela mesma Administra\u00e7\u00e3o, t\u00eam contudo, vida pr\u00f3pria e respostas pr\u00f3prias. Por isso, cada uma delas est\u00e1 dotada de um Sub-Director que tenta dar resposta aos anseios e desafios que cada uma destas \u00e1reas coloca. O sonho n\u00e3o pode morrer. H\u00e1 a necessidade premente de se continuar a sonhar para que a realidade do Col\u00e9gio Internato dos Carvalhos continue a ser uma obra digna do seu fundador e d\u00ea respostas aos anseios e objectivos dos nossos jovens e da nossa sociedade. <i> Pe. Manuel Ant\u00f3nio Rocha F. Santos<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Col\u00e9gio Internato dos Carvalhos, orientado pela Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios Claretianos, acabou de ganhar o Pr\u00e9mio Ib\u00e9rico-Americano de Excel\u00eancia Educativa, pr\u00e9mio a ser entregue em Junho no Peru. 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