{"id":124712,"date":"2019-01-15T11:53:43","date_gmt":"2019-01-15T11:53:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=124712"},"modified":"2019-01-22T12:06:58","modified_gmt":"2019-01-22T12:06:58","slug":"a-cruz-escondida-38","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-38\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Apaixonada, Warda Masihiya fugiu de casa. E at\u00e9 mudou de religi\u00e3o<!--more--><\/p>\n<h3><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-124713 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/iraque.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Verdadeiro amor<\/strong><\/h3>\n<p>A hist\u00f3ria de Warda Masihiya daria um filme. Talvez mesmo uma novela. Nasceu em Mossul, no Iraque, numa tradicional fam\u00edlia mu\u00e7ulmana com regras bem definidas. E apertadas. A tal ponto que, aos 17 anos, lhe deram a conhecer o homem com quem iria casar. A sua vida mudou nesse instante\u2026<\/p>\n<p>Warda \u00e9 bonita, tem uns espantosos olhos verdes e uma hist\u00f3ria que daria um filme ou mesmo uma telenovela. Warda nasceu numa fam\u00edlia mu\u00e7ulmana tradicional de Mossul. O pai, im\u00e3 numa mesquita, \u00e9 o chefe indiscut\u00edvel da fam\u00edlia. Warda por mais que procure na sua mem\u00f3ria n\u00e3o tem grandes recorda\u00e7\u00f5es da inf\u00e2ncia. Praticamente passou o tempo todo fechada em casa, como se o mundo exterior a pudesse contagiar de algum v\u00edrus perigoso. Warda s\u00f3 sa\u00eda para frequentar a escola prim\u00e1ria. Apesar de ter sido excelente aluna, foi for\u00e7ada a deixar as aulas aos 11 anos. Tinha aprendido a ler e a escrever. Warda estava destinada a casar cedo. At\u00e9 haver um pretendente, iria ajudar a m\u00e3e no restaurante da fam\u00edlia at\u00e9 que um dia o seu olhar se cruzou com o de um jovem cliente, soldado do ex\u00e9rcito iraquiano. \u201cEle era sorridente e encantador.\u201d Foi assim que a sua mem\u00f3ria fixou esse primeiro encontro. O jovem soldado passou a frequentar o restaurante e Warda descobriu o seu nome: Bechara. Entre os dois estabeleceu-se logo uma qu\u00edmica. Praticamente n\u00e3o trocaram palavras, mas os sorrisos que ofereceram um ao outro dizem mais do que muitas cartas de amor. E, num domingo, numa ousadia que s\u00f3 um cora\u00e7\u00e3o sobressaltado consegue explicar, Bechara entrega-lhe discretamente uma folha de papel. \u00c9 um poema de amor. Proibida de lhe falar, como a qualquer cliente, como a qualquer outro homem, Warda descobre, aflita, que ele \u00e9 crist\u00e3o. Como se n\u00e3o bastasse tudo o resto, havia ainda esse fosso intranspon\u00edvel da barreira da religi\u00e3o. Mas Bechara, tamb\u00e9m j\u00e1 infectado pelo v\u00edrus do amor, insiste com ela. E um dia Warda toma a decis\u00e3o mais arrojada da sua vida. Sai de casa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Convers\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Bechara tem um pequeno apartamento em Bagdade. \u00c9 l\u00e1 que ela se refugia. Bechara apresenta-a \u00e0 sua fam\u00edlia. Ela \u00e9 acolhida com ternura mas tamb\u00e9m com algum receio. No Iraque \u00e9 muito dif\u00edcil para um crist\u00e3o casar com uma mulher mu\u00e7ulmana. E se ela se convertesse ao Cristianismo? Oferecem-lhe uma B\u00edblia e aos poucos um mundo novo come\u00e7a a revelar-se perante os seus olhos. Com o entusiasmo dos rec\u00e9m-convertidos, Warda inscreve-se na catequese e, um ano depois, decide ser baptizada. H\u00e1 semanas, Warda contou a sua hist\u00f3ria \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. Hoje, ela vive no estrangeiro, com o filho, numa casa de acolhimento da Igreja. A sua morada \u00e9 secreta, pois teme a vingan\u00e7a da fam\u00edlia. Em Maio de 2017, Bechara morreu numa opera\u00e7\u00e3o militar para a liberta\u00e7\u00e3o de Mossul e isso foi not\u00edcia em todo o pa\u00eds. Falaram dele como \u201cm\u00e1rtir do ex\u00e9rcito\u201d. E a hist\u00f3ria da sua vida passou a ser conhecida. Ainda com medo de repres\u00e1lias por parte da sua fam\u00edlia, Warda decide fugir de casa. Novamente. O padre que agora a acolhe fala dela com admira\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 sempre a primeira a chegar para a Missa\u2026\u201d Warda voltou \u00e0 escola. Estuda para ser auxiliar de enfermagem. Um dia, talvez venha mesmo a ser enfermeira. At\u00e9 l\u00e1, a crist\u00e3 Warda Masihiya vai cuidando do seu filho que todos os dias lhe faz lembrar o jovem soldado que entrou no restaurante e que a sobressaltou logo no primeiro olhar. Um jovem soldado que a fez descobrir o verdadeiro amor.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apaixonada, Warda Masihiya fugiu de casa. 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