{"id":12450,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/um-ano-ao-servico-da-alegria\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"um-ano-ao-servico-da-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-ano-ao-servico-da-alegria\/","title":{"rendered":"Um ano ao servi\u00e7o da alegria"},"content":{"rendered":"<p>Em grande entrevista,  D. Ant\u00f3nio Marto, que no pr\u00f3ximo dia 20 de Junho completa um ano como Bispo de Viseu, faz um balan\u00e7o da sua nova miss\u00e3o e fala das quest\u00f5es mais discutidas na vida da Igreja <!--more--> <i>Qual o balan\u00e7o que faz deste primeiro ano? D. Ant\u00f3nio Marto &#8211;<\/i> Ao chegar ao fim do primeiro ano, recordo toda uma s\u00e9rie de actividades e contactos com as mais variadas representa\u00e7\u00f5es do povo e das institui\u00e7\u00f5es desta diocese de Viseu.  Os primeiros seis meses foram sobretudo preenchidos com audi\u00eancias aos movimentos, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, aos padres, \u00e0s pessoas mais simples\u2026 que quiseram cumprimentar o Bispo, apresentar-se e dialogar com ele. Isso ofereceu-me um primeiro panorama da riqueza da rela\u00e7\u00e3o humana acolhedora e calorosa desta gente de Viseu. O ano foi marcado, tamb\u00e9m, pela mobiliza\u00e7\u00e3o da diocese \u00e0 volta da Eucaristia. Deu-se a feliz coincid\u00eancia de o Papa, Jo\u00e3o Paulo II, ter proclamado um ano especial da Eucaristia. Pude assim tra\u00e7ar um plano pastoral para este ano e verifiquei tamb\u00e9m que toda a diocese viveu unida e convergiu para Cristo na Eucaristia, como escrevi na minha primeira Carta Pastoral, \u201cA Eucaristia, Cora\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d. Acresce ainda que todos os s\u00e1bados e domingos, foram ocupados em visitas \u00e0s par\u00f3quias, tanto para o sacramento do Crisma como para celebrar acontecimentos significativos da vida das comunidades. Al\u00e9m disso, visitei particularmente quase todos os arciprestados para conhecer a geografia das par\u00f3quias e os respectivos p\u00e1rocos.  Tudo isto deixou-me a ideia de uma igreja cheia de vida, em movimento, capaz de mexer com grande n\u00famero de crian\u00e7as, adolescentes e jovens e onde se encontra um laicado cheio de uma dedica\u00e7\u00e3o impressionante \u00e0 igreja e \u00e0 sua miss\u00e3o, homens e mulheres que vivem a santidade laical. Fiquei com uma imagem muito positiva da igreja diocesana que o Senhor me confiou.  <i>Partindo da realidade da diocese de Viseu e tendo em conta as exig\u00eancias e a complexidade da vida de hoje, quais as prioridades pastorais? AM &#8211;<\/i> Trago comigo um sonho, que \u00e9 uma resposta ao desafio que o Papa Jo\u00e3o Paulo II lan\u00e7ou: um projecto de Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, que procura ir ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 para redescobrir a sua novidade e a sua beleza e que eu intitularia: \u201crecome\u00e7ar a partir de Cristo\u201d. Exactamente porque na Europa se vive um tempo de f\u00e9 cansada que contagiou os ambientes crist\u00e3os. N\u00e3o sei se ser\u00e1 poss\u00edvel realizar este sonho, pois gostaria que fosse pensado, projectado e assumido juntamente com o presbit\u00e9rio e todo o povo de Deus. Vamos ver o que o futuro nos dir\u00e1. Como prioridade pr\u00e1tica mais urgente parece-me ser a pastoral vocacional. O nascer e o surgir das voca\u00e7\u00f5es \u00e9 algo que diz respeito a todos os crist\u00e3os e comunidades crist\u00e3s. A esta prioridade est\u00e1 aliada a pastoral dos jovens pois eles vivem, hoje, num mundo que se assemelha a uma grande feira ou supermercado, onde \u00e9 dif\u00edcil orientar a vida e ser capaz de grandes op\u00e7\u00f5es e de compromissos duradoiros. Outra prioridade \u00e9 tudo fazer para que o clero viva verdadeiramente a comunh\u00e3o fraterna e pastoral dentro do mesmo presbit\u00e9rio para que cada padre se sinta realizado, alegre e satisfeito na sua miss\u00e3o. Hoje n\u00e3o h\u00e1 miss\u00e3o eficaz sem esta comunh\u00e3o.  Todas estas preocupa\u00e7\u00f5es pastorais tornar-se-\u00e3o \u201cocupa\u00e7\u00e3o\u201d pastoral tamb\u00e9m nas visitas pastorais que iniciarei no pr\u00f3ximo m\u00eas de Novembro \u00e0 zona de Laf\u00f5es, que ocupar\u00e1 o Bispo durante dois anos pastorais. No pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 Oliveira de Frades e Vouzela e a seguir S.Pedro do Sul e M\u00f5es.  <i>Acabou de falar nos padres. A partir dos contactos pessoais e do trabalho pastoral, que avalia\u00e7\u00e3o faz do clero de Viseu? AM &#8211;<\/i> J\u00e1 tive a oportunidade e aproveito mais esta ocasi\u00e3o para deixar expresso ao clero o testemunho de gratid\u00e3o e reconhecimento pela sua fadiga apost\u00f3lica, pela sua colabora\u00e7\u00e3o bem como pela amizade e simpatia. Encontrei um clero ainda bastante numeroso, se compararmos com outras dioceses. Um clero dedicado, amigo, trabalhador, pr\u00f3ximo do povo, com sentido de igreja e com gente muito competente.  <i>Referiu tamb\u00e9m a urg\u00eancia vocacional. Que iniciativas pensa tomar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pastoral vocacional? AM &#8211;<\/i> J\u00e1 tive ocasi\u00e3o de nomear um novo Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional formado a partir das v\u00e1rias voca\u00e7\u00f5es que existem na igreja. A este secretariado confiei a dinamiza\u00e7\u00e3o da pastoral vocacional em toda a diocese e das comunidades em ordem a despertar a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e projectos v\u00e1lidos em todas as fases da vida sem faltar nunca a proposta da voca\u00e7\u00e3o sacerdotal. Os membros do secretariado est\u00e3o a elaborar um programa para sensibilizar toda a diocese e porventura, talvez, j\u00e1 neste pr\u00f3ximo ano o programa pastoral da diocese ser\u00e1 dedicado a esta vertente. Procuraremos sensibilizar as comunidades crist\u00e3s para a responsabilidade que t\u00eam no surgir das voca\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podemos esquecer que a quest\u00e3o vocacional se coloca, hoje, de maneira diferente de h\u00e1 alguns anos, que surgia como que atrav\u00e9s de uma esp\u00e9cie de contagio num ambiente prop\u00edcio. Hoje vivemos num mundo muito diferente e a voca\u00e7\u00e3o requer um chamamento pessoal a cada um e sobretudo um ambiente de f\u00e9 nas fam\u00edlias e nas comunidades crist\u00e3s. A voca\u00e7\u00e3o tem de ter um h\u00famus prop\u00edcio onde possa brotar. N\u00e3o haver\u00e1 voca\u00e7\u00f5es se n\u00e3o houver comunidades crist\u00e3s onde se viva o encanto, a alegria e a beleza da f\u00e9 em Jesus Cristo.  <i>\u00c9 importante e essencial o despertar vocacional. Fundamental tamb\u00e9m, e concretamente para a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal, a forma\u00e7\u00e3o. Como gostaria que fossem preparados os padres para a igreja do presente e do futuro? AM &#8211;<\/i> Vivemos um tempo novo, uma viragem cultural a que todos estamos a assistir e em que participamos. Est\u00e3o a surgir tra\u00e7os ainda gen\u00e9ricos de um mundo novo que coloca problemas muitos dif\u00edceis e completamente novos para a evangeliza\u00e7\u00e3o e o an\u00fancio da f\u00e9. De maneira que os novos padres t\u00eam de ser formados para este novo mundo. Ningu\u00e9m escolhe o mundo em que tem de viver e realizar a sua miss\u00e3o. Desejaria que os padres aprendessem a viver profundamente uma espiritualidade marcada pelo encanto por Jesus Cristo. Precisamos absolutamente de espiritualidade pois corremos o risco de nos tornarmos m\u00e1quinas que trabalham 24 horas por dia. Padres culturalmente bem formados, que conhe\u00e7am bem a cultura do mundo moderno para poderem dialogar com ele. Padres com solidez doutrinal e, por conseguinte, bem preparados pelo estudo da teologia para poder responder e corresponder aos problemas que est\u00e3o presentes no cora\u00e7\u00e3o das pessoas, na sua vida quotidiana e na vida da sociedade. Padres que tenham um grande sentido da comunh\u00e3o, que fa\u00e7am eles pr\u00f3prios esta experi\u00eancia no presbit\u00e9rio e ajudem a construir uma igreja casa e escola de comunh\u00e3o, que promovam a corresponsabilidade dos servi\u00e7os e minist\u00e9rios laicais. N\u00e3o \u00e9 um padre isolado que recebe a miss\u00e3o de Cristo e da Igreja, mas enquanto inserido num presbit\u00e9rio, com um Bispo. \u00c9 a\u00ed que encontramos el\u00e1n e impulso interior para trabalhar em comunh\u00e3o.  <i>Quais s\u00e3o os desafios que se colocam \u00e0 igreja no in\u00edcio do novo s\u00e9culo e do novo mil\u00e9nio? AM &#8211;<\/i> Como j\u00e1 acenei, estamos a viver uma \u00e9poca de transforma\u00e7\u00f5es profundas e vertiginosas que levantam grandes desafios \u00e0 igreja. O primeiro \u00e9 o desafio de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, porque alastra por toda a Europa a indiferen\u00e7a religiosa. Em termos mais cultos podemos falar em agnosticismo. \u00c9 esta a proposta quotidiana que \u00e9 feita hoje na cultura dominante e por isso, \u00e9 preciso despertar nas pessoas o apetite pela voz do Esp\u00edrito e pelo conhecimento de Jesus Cristo. O cora\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 hoje \u00e9 preenchido pelas \u201ccoisas\u201d, vivemos na chamada civiliza\u00e7\u00e3o do consumo ou consumismo. Esta nova evangeliza\u00e7\u00e3o tem de ter em conta, necessariamente, o di\u00e1logo ecum\u00e9nico e o di\u00e1logo inter-religioso.  Em segundo lugar, n\u00e3o se pode esquecer a quest\u00e3o dos valores. Vivemos na era do relativismo \u00e9tico e cultural, em que tudo se mete no mesmo saco e parece que tudo vale o mesmo. \u00c9 preciso recuperar os valores perenes e fundamentais para orientar a vida humana. Sobretudo colocam-se grandes quest\u00f5es que tocam a manipula\u00e7\u00e3o da vida humana, os problemas laborais que hoje se levantam com o mercado global, como o drama de muitas fam\u00edlias que perdem o emprego; o problema da educa\u00e7\u00e3o da liberdade, caracter\u00edstica que define a pessoa humana criada \u00e0 imagem de Deus. Hoje tem-se uma concep\u00e7\u00e3o de liberdade individualista que confunde liberdade com capricho, fazer o que d\u00e1 na real gana a cada um e n\u00e3o se tem o sentido da liberdade no amor e para o amor, para a comunh\u00e3o e para o bem da pessoa humana e da comunidade. Outro desafio novo \u00e9 o campo da afectividade e da sexualidade humana que hoje corre um risco grande de degrada\u00e7\u00e3o de modo a reduzir a sexualidade humana a algo meramente genital, ou no m\u00e1ximo a ser s\u00f3 uma quest\u00e3o de sa\u00fade, como prop\u00f5e o actual Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, tirando-lhe toda a dimens\u00e3o e conte\u00fado de espiritualidade. Confunde-se sexualidade apenas com o sexo genital e a mensagem dominante que passa pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 somente o sexo seguro \u201c do usa e deita fora\u201d como uma chiclete. \u00c9 um aspecto importante porque quando se degrada a sexualidade humana \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o do amor e da pr\u00f3pria dignidade da pessoa.  <i>V\u00e1rias vezes manifestou a alegria pela elei\u00e7\u00e3o do novo Papa Bento XVI. O que pode dizer como antigo aluno e algu\u00e9m que contactou de perto com o cardeal Ratzinger? AM &#8211;<\/i> Foi para mim uma surpresa, tendo em conta a idade. N\u00e3o estava a contar. Pensava que os cardeais escolheriam uma pessoa entre os 60 e 70 anos. Mas fiquei de facto satisfeito com a elei\u00e7\u00e3o de Bento XVI, porque \u00e9 uma pessoa de uma intelig\u00eancia rara, de uma cultura invulgar, de uma f\u00e9 ao mesmo tempo profunda e simples. Penso que depois de um grande pontificado como foi o de Jo\u00e3o Paulo II, inimit\u00e1vel, pois um papa nunca \u00e9 clone do outro, requeria-se uma pessoa capaz de dialogar com o mundo moderno e o cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI, \u00e9 daquelas poucas pessoas, que se contam pelos dedos que existem num s\u00e9culo ou numa \u00e9poca da hist\u00f3ria, que tenham um conhecimento t\u00e3o vasto e t\u00e3o profundo da cultura moderna, do mundo moderno e dos problemas da igreja. Por isso fiquei feliz pela sua elei\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o particular e amiga quando em 1975 fui seu aluno. Admirava-o j\u00e1. Era conhecido pelos alunos como o \u201cdoutor mel\u00edfluo\u201d, em virtude da voz melodiosa na comunica\u00e7\u00e3o e da beleza na exposi\u00e7\u00e3o dos assuntos. Depois, mais tarde, tive oportunidade de o trazer aqui a Portugal para fazer uma confer\u00eancia sobre a Europa, no Porto, perante um audit\u00f3rio de 600 pessoas e verifiquei como \u00e9 uma pessoa encantadora ao n\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o humana. Um homem simples e humilde que d\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o toda a cada um e transmite serenidade, paz e alegria interior que lhe brotam espontaneamente da sua maneira de ser e da viv\u00eancia da f\u00e9 e da cultura.  <i>Diaconado Permanente? AM &#8211;<\/i> Uma necessidade para a Igreja, para enriquecer a sua ministerialidade e corresponsabilidade e permitir que os padres se dediquem mais profundamente aos aspectos essenciais da evangeliza\u00e7\u00e3o.  <i>Ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal da mulher? AM &#8211;<\/i> Respondo com o exemplo de Maria, m\u00e3e de Jesus, que foi uma mulher por excel\u00eancia que desempenhou a maior miss\u00e3o na hist\u00f3ria da humanidade e por conseguinte da igreja, exemplo do g\u00e9nio feminino com tudo o que ele encerra de afecto, acolhimento, de rela\u00e7\u00e3o humana, que nos leva ao essencial do amor e da comunh\u00e3o que constitui a igreja e n\u00e3o foi ap\u00f3stola nem sacerdote. Devemos contudo dar mais espa\u00e7o ao g\u00e9nio feminino, \u00e0 sua criatividade e corresponsabilidade nas comunidades crist\u00e3s.  <i>Acesso dos divorciados recasados \u00e0 comunh\u00e3o sacramental? AM &#8211;<\/i> Um problema complexo, porque h\u00e1 que salvaguardar, ao mesmo tempo, a verdade do matrim\u00f3nio crist\u00e3o indissol\u00favel e a miseric\u00f3rdia divina para os falhan\u00e7os humanos. Por isso, a Igreja como m\u00e3e de miseric\u00f3rdia considera que eles continuam membros da Igreja, -podendo mesmo trabalhar em v\u00e1rios \u00e2mbitos como o da caridade- embora numa situa\u00e7\u00e3o irregular que n\u00e3o lhes permite o acesso \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica enquanto express\u00e3o plena da comunh\u00e3o eclesial. Esta \u00e9 a norma em vigor.  <i>O Ecumenismo? AM &#8211;<\/i> \u00c9 o futuro da Igreja e das Igrejas. N\u00e3o \u00e9 algo opcional, mas antes um imperativo evang\u00e9lico que Jesus nos deixou no discurso de despedida \u201cque todos sejam um \u201c. N\u00e3o pode haver um Cristo dividido; os crist\u00e3os t\u00eam que refazer a unidade que Cristo lhes deixou como dom e tarefa.  <i>Di\u00e1logo com os n\u00e3o crentes? AM &#8211;<\/i> Um crist\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m de cora\u00e7\u00e3o universal. Tem de dialogar com todos. A f\u00e9 \u00e9 um mist\u00e9rio no cora\u00e7\u00e3o de cada um. Dialogar com o testemunho \u00e0 maneira de Jesus Cristo como quem faz um proposta e n\u00e3o como quem imp\u00f5e algo.  <i>Di\u00e1logo com o mundo a cultura? AM &#8211;<\/i> A f\u00e9 deve ser geradora de uma cultura nova a dos grandes valores e dos grandes ideais do esp\u00edrito humano, capaz de construir a civiliza\u00e7\u00e3o do amor, da solidariedade e da paz.  <i>Cultura da morte e da vida\u2026 aborto, eutan\u00e1sia? AM &#8211;<\/i> \u00c9 outro dos grandes desafios com que a igreja se confronta. Vivemos num mundo em que se procura avaliar tudo pela efici\u00eancia, pelo econ\u00f3mico e pela felicidade imediata, uma felicidade de facilidade, a curto prazo e ao formato de cada um. O valor da vida vai descendo na cota\u00e7\u00e3o da cultura dominante. O aborto e a eutan\u00e1sia s\u00e3o actos de viol\u00eancia sobre o ser humano que nasce ou sobre o ser humano em fase terminal. \u00c9 preciso despertar de novo o amor \u00e0 vida humana, uma nova cultura da vida consciente de que toda a vida pede amor em qualquer fase da sua exist\u00eancia.  <i>Educa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es para a paz? AM &#8211;<\/i> A paz do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da paz. Essa paz constr\u00f3i-se a partir de dentro do cora\u00e7\u00e3o, das rela\u00e7\u00f5es humanas e extravasa para a sociedade e para a rela\u00e7\u00e3o entre os povos. De maneira que \u00e9 preciso acreditar na coragem do bem. Construir algo de bom entre pessoas e as culturas, valorizar o que nos une e como nos dizia o saudoso Papa Jo\u00e3o Paulo II: vencer o mal com o bem!  <i>Quais as maiores alegrias e decep\u00e7\u00f5es que experimentou, neste primeiro ano? AM &#8211;<\/i> De decep\u00e7\u00f5es n\u00e3o posso falar porque ainda n\u00e3o as tive. De alegrias s\u00e3o sobretudo duas. A alegria da comunh\u00e3o com o clero que comigo se manifestou sempre dispon\u00edvel e colaborador para al\u00e9m da amizade que dedica ao Bispo. Tamb\u00e9m a alegria da comunh\u00e3o com o povo humilde, simples, afectuoso, que sinto nas visitas que fa\u00e7o \u00e0s comunidades crist\u00e3s e que admiro imenso. Fico maravilhado com a espontaneidade com que as pessoas conversam com o Bispo e lhe abrem o cora\u00e7\u00e3o e com testemunhos de verdadeira santidade popular que me deixam comovido.  <i>Qual a mensagem que gostaria de deixar n\u00e3o s\u00f3 aos crist\u00e3os, mas tamb\u00e9m a todas as pessoas que habitam, lutam pela vida digna e trabalham na diocese de Viseu? AM &#8211;<\/i> A primeira coisa que diria aos crist\u00e3os \u00e9 que vivam a sua f\u00e9 com alegria, com entusiasmo e sem qualquer complexo de inferioridade. \u00c9 belo ser crist\u00e3o hoje, embora seja exigente. Vivemos num momento dif\u00edcil s\u00f3cio-econ\u00f3mico e cultural. Que todos se fa\u00e7am pr\u00f3ximos e solid\u00e1rios ajudando a levar o peso da vida uns aos outros.  <I>Diocese de Viseu<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em grande entrevista, D. Ant\u00f3nio Marto, que no pr\u00f3ximo dia 20 de Junho completa um ano como Bispo de Viseu, faz um balan\u00e7o da sua nova miss\u00e3o e fala das quest\u00f5es mais discutidas na vida da Igreja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[93,120,154,167,168,184,187,192,193,199,203,206,237,268,314],"class_list":["post-12450","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-aborto","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-dialogo-inter-religioso","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-viseu","tag-diocese-do-porto","tag-ecumenismo","tag-educacao","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-nova-evangelizacao","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12450\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}