{"id":122827,"date":"2018-12-28T11:54:07","date_gmt":"2018-12-28T11:54:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=122827"},"modified":"2018-12-28T11:54:07","modified_gmt":"2018-12-28T11:54:07","slug":"as-mensagens-e-a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/as-mensagens-e-a-palavra\/","title":{"rendered":"As mensagens e a PALAVRA"},"content":{"rendered":"<p><em>Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca natal\u00edcia multiplicam-se as mensagens: de bispos, de pol\u00edticos, de organiza\u00e7\u00f5es, de pessoas em particular. E h\u00e1 mensagens belas no conte\u00fado e na forma de as apresentar. Falam quase sempre de acolhimento do outro, de solidariedade, de proximidade, de alegria. Ent\u00e3o na forma de comunicar \u00e9 uma variedade infinita! At\u00e9 pelas possibilidades que a tecnologia nos oferece hoje. Mas cabe-nos perguntar se nessas mensagens vai a PALAVRA, o VERBO feito CARNE, o Filho de Deus feito homem.<\/p>\n<p>O Natal n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma experi\u00eancia humanit\u00e1ria, \u00e9 tamb\u00e9m encontro com Deus, feito homem. E sem esta experi\u00eancia a passar pelo cora\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s, as nossas mensagens n\u00e3o passam de palavras, pois n\u00e3o comunicam a PALAVRA. Acolher o outro \u00e9 mais do que acolher o pobre, o desempregado, o faminto, o doente, o deficiente, o estrangeiro. \u00c9 acolher Jesus Cristo presente no pobre, no desempregado, no faminto, no doente, no deficiente, no estrangeiro: \u201cO que fizerdes ao meu irm\u00e3o, \u00e9 a Mim que o fazeis\u201d. Experiencias e emo\u00e7\u00f5es fortes que contam a beleza da aventura humana que o mesmo Deus quis compartilhar e abra\u00e7ar&#8230;<\/p>\n<p>Jesus continua a nascer na vida de cada um de n\u00f3s e no mundo actual, mundo em ruptura, dizem alguns, mundo em constante muta\u00e7\u00e3o, dizem outros. Comunicar a PALAVRA \u00e9, pois, crer e convidar a crer, amando este mundo em mudan\u00e7a. \u201cDeus amou de tal modo o mundo\u2026\u201d, este mundo! Diante do pres\u00e9pio, \u00e9 necess\u00e1rio meditar que Deus se fez homem por amor-dos-homens, vindo viver a nossa vida.<\/p>\n<p>As palavras s\u00e3o muitas, as mensagens deslumbram, mas s\u00f3 ser\u00e3o significativas se indicarem um caminho, uma op\u00e7\u00e3o fundamental, se comunicarem a PALAVRA, se fizerem nascer algo de novo, se provocarem um caminho de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O encontro com Deus feito homem \u00e9 uma PALAVRA de alento, ajuda a erguer e a p\u00f4r-se em marcha. Marcha para a liberta\u00e7\u00e3o, marcha pela dignidade. Marcha feita de ESPERAN\u00c7A. O caminho de liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma marcha complexa e dif\u00edcil ao mesmo tempo, um empreendimento quase imposs\u00edvel, um combate desigual. V\u00ea-se entre quem trabalha e as suas organiza\u00e7\u00f5es, por um lado, e o aparelho do poder do imp\u00e9rio do dinheiro, por outro. V\u00ea-se entre o Norte e o Sul. V\u00ea-se entre os grandes \u201clobbys\u201d ideol\u00f3gicos e o povo simples com menos instru\u00e7\u00e3o. V\u00ea-se entre gera\u00e7\u00f5es no uso das novas tecnologias.<\/p>\n<p>Contemplamos esta marcha nos nossos dias em tantos povos no meio da ang\u00fastia, da viol\u00eancia, da guerra, da fome e da mis\u00e9ria. Tomam o duro caminho da imigra\u00e7\u00e3o, do ex\u00edlio, atravessando o mar ou o deserto, atravessando pa\u00edses e continentes em condi\u00e7\u00f5es extremamente prec\u00e1rias, divididos entre a esperan\u00e7a e o desespero.<\/p>\n<p>Contemplamos esta marcha nos movimentos de trabalhadores, nos nossos bairros, em movimentos espont\u00e2neos, nas nossas pequenas comunidades.<\/p>\n<p>Muitas vezes parece imposs\u00edvel. Ainda mais quando somos n\u00f3s pr\u00f3prios a colocar obst\u00e1culos: dando acolhimento a ideologias contr\u00e1rias aos movimentos migrat\u00f3rios e fomentando grupos de crist\u00e3os que v\u00eaem nos estrangeiros um perigo, uma amea\u00e7a. Mas para quem acolhe a PALAVRA, como Maria, o imposs\u00edvel realiza-se. A PALAVRA s\u00f3 encontrou obst\u00e1culos no imperador de Roma e seus bra\u00e7os pol\u00edticos e nas pessoas que habitavam em Bel\u00e9m, entre os seus,\u2026 a ponto de O conduzirem \u00e0 morte. Mas de Deus veio, novamente, o imposs\u00edvel. A PALAVRA crucificada, ressuscita, vence a morte.<\/p>\n<p>Habitados pela PALAVRA \u00e9 tamb\u00e9m esta a marcha que os trabalhadores crist\u00e3os vivem e prop\u00f5em aos seus semelhantes, nestes tempos de incerteza, da era digital e \u00a0da revolu\u00e7\u00e3o industrial 4.0.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":107044,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-122827","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122827\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}