{"id":12249,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/episcopados-da-ue-recusam-abandono-do-projecto-europeu\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"episcopados-da-ue-recusam-abandono-do-projecto-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/episcopados-da-ue-recusam-abandono-do-projecto-europeu\/","title":{"rendered":"Episcopados da UE recusam abandono do projecto europeu"},"content":{"rendered":"<p>Resultados na Fran\u00e7a e Holanda requerem discernimento comum <!--more--> A Comiss\u00e3o dos Episcopados da UE (COMECE) lan\u00e7ou hoje um apelo aos pol\u00edticos e cidad\u00e3os da Uni\u00e3o, pedindo \u201cdiscernimento\u201d sobre a responsabilidade de todos pelo \u201cn\u00e3o\u201d nos referendos sobre o Tratado Constitucional em Fran\u00e7a e na Holanda. Esta dupla rejei\u00e7\u00e3o do Tratado, em menos de uma semana, \u00e9 considerada pelo secret\u00e1rio-geral da COMECE como \u201cum voto com m\u00faltiplos efeitos\u201d. D. No\u00ebl Treanor rejeita, contudo, que esses resultados impliquem \u201ca rejei\u00e7\u00e3o absoluta do projecto europeu\u201d. O Tratado j\u00e1 foi ratificado pelos parlamentos da \u00c1ustria, Alemanha, Gr\u00e9cia, Hungria, It\u00e1lia, Litu\u00e2nia, Eslov\u00e1quia, Eslov\u00e9nia e Let\u00f3nia, para al\u00e9m da Espanha, atrav\u00e9s de referendo. Aquilo que a COMECE j\u00e1 tinha classificado como perda de entusiasmo dos seus povos \u201cpela causa europeia e pela ideia de fraternidade entre todos\u201d foi confirmado, por\u00e9m, pelos resultados negativos em dois pa\u00edses fundadores da UE. D. No\u00ebl Treanor observa que a vit\u00f3ria do \u201cn\u00e3o\u201d na Fran\u00e7a e na Holanda \u201ctraduz verdadeiras inquieta\u00e7\u00f5es no que diz respeito a problemas sociais, econ\u00f3micos e de seguran\u00e7a no seio dos Estados-membros\u201d. O secret\u00e1rio-geral da COMECE interroga-se sobre a capacidade real das pol\u00edticas comunit\u00e1rias para responder a essas inquieta\u00e7\u00f5es e alerta para as consequ\u00eancias negativas de um \u201calargamento ilimitado\u201d da UE. \u201cOs temores dos cidad\u00e3os exigem coragem e respostas coerentes por parte dos respons\u00e1veis pol\u00edticos, a n\u00edvel nacional e europeu\u201d, declara. Este respons\u00e1vel admite que uma parte dos votos negativos se ficou a dever \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o e a falhas de comunica\u00e7\u00e3o sobre os fins e conte\u00fados do Tratado Constitucional, sublinhando a necessidade de desenvolver \u201ca transpar\u00eancia, a legitimidade e a participa\u00e7\u00e3o no interior do sistema de governo\u201d. \u201c\u00c9 preciso inventar novos modos de fazer conhecer as inten\u00e7\u00f5es do projecto europeu e as ac\u00e7\u00f5es dos pol\u00edticos europeus\u201d, sugere. Os resultados do referendo ser\u00e3o discutidos pela COMECE na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do comit\u00e9-executivo do organismo episcopal, que decorrer\u00e1 entre 9 e 10 de Junho.  <b>Responsabilidade dos Cat\u00f3licos<\/b> No seu recente documento \u201cO Futuro da UE e a responsabilidade dos cat\u00f3licos\u201d, a COMECE referia que o projecto da Uni\u00e3o Europeia tinha necessidade de ser vivificado segundo o esp\u00edrito que esteve na sua origem, em 1950. O voto franc\u00eas e holand\u00eas tem, neste contexto, de ser levado muito a s\u00e9rio, ficando por perceber como \u00e9 que se pode explicar, com sucesso, um texto t\u00e3o t\u00e9cnico como este Tratado Constitucional aos europeus, sob pena de todo o projecto sucumbir \u00e0s m\u00e3os do descontentamento e da desconfian\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es. D. No\u00ebl Treanor convida a n\u00e3o esquecer que 10 pa\u00edses j\u00e1 ratificaram o Tratado, pedindo que \u201ctodos os cidad\u00e3os, crist\u00e3os em primeiro lugar, manifestem com vigor o seu apre\u00e7o pela import\u00e2ncia pol\u00edtica e social do projecto europeu, com o sucesso que este j\u00e1 teve at\u00e9 hoje\u201d. \u201cO projecto europeu permanece vital para a promo\u00e7\u00e3o da paz, o desenvolvimento econ\u00f3mico e a manuten\u00e7\u00e3o da coes\u00e3o e da integra\u00e7\u00e3o social, hoje como h\u00e1 50 anos\u201d, acrescenta. O alargamento da UE a Leste foi considerado, pelos novos Estados-membros, como uma verdadeira reunifica\u00e7\u00e3o do Velho Continente, em termos culturais, pol\u00edticos e espirituais. Os dois \u201cpulm\u00f5es\u201d da Europa, como Jo\u00e3o Paulo II gostava de lhes chamar, s\u00e3o indispens\u00e1veis para um bom funcionamento da Uni\u00e3o. A revis\u00e3o das perspectivas financeiras da UE representa, neste sentido, um momento decisivo. A j\u00e1 referida declara\u00e7\u00e3o da COMECE aborda esta quest\u00e3o de um ponto de vista \u00e9tico e social, alertando para a necessidade de esperar negocia\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Para al\u00e9m destas considera\u00e7\u00f5es de ordem econ\u00f3mica e pol\u00edtica, \u00e9 claro que falta ainda fazer muito para desenvolver os contactos entre os povos da \u201cvelha\u201d e da \u201cnova\u201d UE, rela\u00e7\u00f5es estas marcadas por bastante desconfian\u00e7a, sobretudo no cap\u00edtulo do emprego. A COMECE defende a aprova\u00e7\u00e3o do Tratado, considerando que este \u201cconstitui um avan\u00e7o significativo\u201d e vai dar origem \u201ca um sentimento de cidadania europeia\u201d, mas o desafio da Europa parece n\u00e3o cativar os seus habitantes. A \u201creceita\u201d apresentada pelos organismos crist\u00e3os pode servir de inspira\u00e7\u00e3o a quem de direito: desenvolvimento econ\u00f3mico, mas tamb\u00e9m o desenvolvimento de um modelo social &#8211; cuidados de sa\u00fade, protec\u00e7\u00e3o social e educa\u00e7\u00e3o acess\u00edveis a todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultados na Fran\u00e7a e Holanda requerem discernimento comum<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[193,203,237],"class_list":["post-12249","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-educacao","tag-europa","tag-joao-paulo-ii"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12249"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12249\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}