{"id":12219,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-espirito-santo-no-misterio-trinitario\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-espirito-santo-no-misterio-trinitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-espirito-santo-no-misterio-trinitario\/","title":{"rendered":"O Esp\u00edrito Santo no Mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Bispo de Santar\u00e9m <!--more--> 1-Esp\u00edrito Santo, Fonte de \u00e1gua viva. Em v\u00e1rias comunidades crist\u00e3s da Diocese de Santar\u00e9m, perduram algumas antigas tradi\u00e7\u00f5es populares de devo\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito Santo, participadas com interesse pelas popula\u00e7\u00f5es. Entre todas destacam-se as festas dos tabuleiros (que na origem estariam ligadas \u00e0 partilha do p\u00e3o com os necessitados). Ser\u00e3o estas pr\u00e1ticas uma verdadeira express\u00e3o de f\u00e9 do povo crente, ou apenas uma tradi\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica que atrai visitantes?! Surgem da devo\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito Santo ou tornam-se iniciativas culturais promovidas por entidades p\u00fablicas, muitas vezes estranhas \u00e0 f\u00e9 que lhes deu origem?! As pr\u00e1ticas populares, consideradas apenas em si mesmas, desligadas da sua fonte, podem tornar-se incompreens\u00edveis ou ser consideradas como recorda\u00e7\u00e3o cultural de um passado sem significado para vida actual. Muitas vezes, de facto, s\u00e3o tratadas neste prisma, como se fossem objecto de museu. Esta perspectiva n\u00e3o nos permite compreender a riqueza do mist\u00e9rio que est\u00e1 na origem nem a influ\u00eancia que tiveram e poder\u00e3o ter ainda na vida dos crentes.  O Esp\u00edrito Santo continua vivo e actuante, \u00e9 fonte de vida, como confessamos no Credo, d\u00e1 vida e actualidade ao acontecimento crist\u00e3o. A f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo integra n\u00e3o apenas pr\u00e1ticas exteriores mas convic\u00e7\u00f5es, sentimentos e atitudes que geram uma forma de estar na vida e de se relacionar com o mundo e com os outros. O culto ao Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma experi\u00eancia interior que gera nos crentes sentimentos de caridade e partilha fraterna, conforto, esperan\u00e7a, espiritualidade. \u00c9 sobretudo na liturgia, na ora\u00e7\u00e3o e nas celebra\u00e7\u00f5es ao Esp\u00edrito Santo, que podemos descobrir o que a terceira pessoa da Trindade divina representa para os fi\u00e9is da Igreja. Na verdade, na liturgia se exprime a f\u00e9 e se orienta a vida: &#8220;Lex orandi, lex credendi, lex vivendi&#8221; (A regra da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a regra do que cremos e do que vivemos). Registo, como exemplo, um hino que continuamos a recitar ao Esp\u00edrito Santo: &#8220;Fonte de \u00e1gua viva, ilumina a nossa mente, acende em n\u00f3s a tua caridade, infunde em nosso peito a fortaleza, livra-nos das ciladas do inimigo, d\u00e1-nos a tua paz e evitaremos perigos e incertezas no caminho&#8221; (hino lit\u00fargico de v\u00e9speras) Neste hino descrevem-se os principais frutos que pedimos e esperamos do Esp\u00edrito Santo: luz, caridade, apoio nas dificuldades, fortaleza, paz. N\u00e3o s\u00e3o apenas teoria abstracta. Correspondem \u00e0 experi\u00eancia vivida por muitos crentes atrav\u00e9s de muitas gera\u00e7\u00f5es. Por detr\u00e1s dos ritos, existe a f\u00e9 que lhes d\u00e1 sentido e vida. N\u00e3o a f\u00e9 subjectiva, \u00e0 medida de cada um. Mas a f\u00e9 da Igreja, consistente, fundamentada na B\u00edblia, na Tradi\u00e7\u00e3o e na experi\u00eancia milenar da comunidade crist\u00e3. Os ritos e pr\u00e1ticas populares s\u00f3 ter\u00e3o significado e futuro se postos em contacto e revistos \u00e0 luz da f\u00e9. Quando tratados apenas como manifesta\u00e7\u00f5es culturais ou como cartaz tur\u00edstico, perdem o contacto com a fonte que lhes d\u00e1 vida e com o alicerce que os sustem ao longo dos tempos. As express\u00f5es populares de devo\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito Santo t\u00eam a cor de \u00e9pocas determinadas, s\u00e3o condicionadas pelas circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas em que surgiram. Organizam-se numa perspectiva popular diferente da religi\u00e3o oficial da Igreja. Frequentemente em tens\u00e3o m\u00fatua. A religi\u00e3o popular d\u00e1 relevo ao sentimento, \u00e0 exterioridade. A religi\u00e3o oficial faz apelo \u00e0 fidelidade aos dados da revela\u00e7\u00e3o ou ao dep\u00f3sito da f\u00e9. A popular ajuda a humanizar e a aproximar da sensibilidade do povo. At\u00e9 certo ponto completam-se. A religiosidade popular \u00e9 mais sens\u00edvel e apegada \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es exteriores, vis\u00edveis, emotivas. A religi\u00e3o oficial da Igreja mais interior e austera. Subjacente est\u00e1 o Esp\u00edrito como fonte de \u00e1gua viva como torrente subterr\u00e2nea, oculta, que irrompe, ao longo da hist\u00f3ria, em muitas manifesta\u00e7\u00f5es sem se esgotar em nenhuma delas.  V\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es da devo\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito Santo estar\u00e3o ligadas, na sua origem, \u00e0 influ\u00eancia do conhecido monge e abade cisterciense Joaquim Da Fiore (1130- 1202), m\u00edstico e poeta calabr\u00eas, que concebeu uma interpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria orientada para um futuro de paz e de amor, que seria o Reino do Esp\u00edrito Santo. De facto, as v\u00e1rias express\u00f5es t\u00eam a marca comum do amor, da partilha de bens, da uni\u00e3o fraterna e da esperan\u00e7a no futuro (Como, por exemplo, o &#8220;Banco do Santo Esp\u00edrito&#8221; para empr\u00e9stimo aos pobres e para obras de piedade; a constru\u00e7\u00e3o de pontes para unir popula\u00e7\u00f5es; as confrarias do Esp\u00edrito Santo para promover a vida comunit\u00e1ria entre os confrades e a caridade para com os necessitados; os hospitais do Esp\u00edrito Santo para cuidado dos doentes pobres, etc. S\u00e3o express\u00f5es que mostram como a f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo conduz \u00e0 partilha de bens e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os. Gera, portanto, uma cultura humanista, uma civiliza\u00e7\u00e3o do amor). Esta riqueza humana e espiritual poder\u00e1 ser uma raz\u00e3o importante da perdura\u00e7\u00e3o destas tradi\u00e7\u00f5es.  2- Descoberta progressiva do Esp\u00edrito Santo e do mist\u00e9rio trinit\u00e1rio. Como chegamos ao conhecimento do Esp\u00edrito Santo e \u00e0 confiss\u00e3o de f\u00e9 na Sant\u00edssima Trindade? N\u00e3o certamente pelas nossas capacidades racionais. Supera e coloca at\u00e9 dificuldades \u00e0 nossa racionalidade. No entanto, integra o Credo crist\u00e3o desde as origens como mostra o di\u00e1logo que antecede o Baptismo: Cr\u00eas em Deus Pai?! Cr\u00eas em Jesus Cristo Filho de Deus?! Cr\u00eas no Esp\u00edrito Santo?!. Esta f\u00f3rmula trinit\u00e1ria \u00e9 apresentada solenemente por S\u00e3o Mateus no final do seu evangelho como conclus\u00e3o e s\u00edntese teol\u00f3gica de toda a narrativa: &#8220;Foi-me dado todo o poder no c\u00e9u e na terra. Ide pois, fazei disc\u00edpulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo&#8221; (Mt 28, 19). Constitui, de facto, o resumo de todo o evangelho de S\u00e3o Mateus que nos narra a prega\u00e7\u00e3o e as curas de Jesus como uma revela\u00e7\u00e3o do amor do Pai (Cf Mt 11,27) que ser\u00e1 continuada at\u00e9 ao fim dos tempos pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Cf Mt 28,20). Professar a f\u00e9 na Trindade significa corresponder ao amor do Pai, viver por meio da gra\u00e7a do Filho e abrir-se ao dom do Esp\u00edrito. A salva\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a-se pela ades\u00e3o e correspond\u00eancia a este mist\u00e9rio admir\u00e1vel, ades\u00e3o selada pelo Baptismo. O mist\u00e9rio trinit\u00e1rio constitui uma grande novidade face \u00e0 f\u00e9 judaica que est\u00e1 na origem do cristianismo. O Juda\u00edsmo \u00e9 rigorosamente monote\u00edsta e n\u00e3o compreende a nossa f\u00e9 trinit\u00e1ria. O Novo Testamento enra\u00edza-se e continua o Antigo Testamento mas na f\u00e9 trinit\u00e1ria apresenta uma novidade inaudita. Esta convic\u00e7\u00e3o aparece, nas origens da Igreja, n\u00e3o tanto como doutrina teol\u00f3gica elaborada mas como experi\u00eancia vivida sobretudo no Mist\u00e9rio Pascal (em que Jesus Ressuscitado \u00e9 declarado como &#8220;Senhor e Deus&#8221;) e no Pentecostes (em que o Esp\u00edrito Santo se manifesta como for\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o divina). As primeiras comunidades crist\u00e3s sentem vivamente a presen\u00e7a do Esp\u00edrito nos muitos dons que enriquecem os crentes e as comunidades. Os primeiros crist\u00e3os s\u00e3o de origem judaica e ter\u00e3o experimentado dificuldades em aderir \u00e0 f\u00e9 em Deus trinit\u00e1rio. Digamos que a realidade por eles presenciada e vivida, explicitada pelo ensinamento dos ap\u00f3stolos, tamb\u00e9m eles de origem judaica, se imp\u00f4s \u00e0 sensibilidade dos crentes na ades\u00e3o ao Mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio. A f\u00e9 no Pai, no Filho e no Esp\u00edrito Santo, \u00e9 referida, de facto, explicitamente, no ensino dos Ap\u00f3stolos, registada nas Cartas de S\u00e3o Paulo, nos Evangelhos e integra a liturgia desde o in\u00edcio. O documento mais antigo do Novo Testamento (1\u00aa Carta aos Cor\u00edntios) exprime-a desta forma: &#8220;H\u00e1 diversidade dons, mas o Esp\u00edrito \u00e9 o mesmo; h\u00e1 diversidade de servi\u00e7os, mas o Senhor \u00e9 o mesmo; h\u00e1 diversos modos de agir mas \u00e9 o mesmo Deus que realiza tudo em todos&#8221; (1 Cor. 12, 4-6). A segunda Carta aos Cor\u00edntios, por sua vez, cont\u00e9m uma sauda\u00e7\u00e3o que ainda hoje empregamos no in\u00edcio da Eucaristia. &#8220;A Gra\u00e7a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam com todos v\u00f3s&#8221; (2 Cor. 13, 13). A reflex\u00e3o teol\u00f3gica dos primeiros s\u00e9culos e os primeiros conc\u00edlios ecum\u00e9nicos (sobretudo o de Constantinopla em 381) d\u00e3o, depois, forma mais sistem\u00e1tica \u00e0 f\u00e9 trinit\u00e1ria. No Antigo Testamento n\u00e3o havia formula\u00e7\u00e3o expl\u00edcita nem consci\u00eancia clara da f\u00e9 nas tr\u00eas pessoas divinas. Mas encontramos j\u00e1 acenos que preparavam esta vis\u00e3o de Deus. O Esp\u00edrito de Deus est\u00e1 presente na Cria\u00e7\u00e3o do mundo como promessa de vida, e na cria\u00e7\u00e3o do homem enquanto sopro divino (Ruah) que d\u00e1 vida a Ad\u00e3o feito do barro da terra. De forma mais conhecida, manifesta-se nos profetas de Israel como fonte da Palavra de Deus. Alguns eleitos recebiam o Esp\u00edrito de Deus como for\u00e7a especial para desempenho de uma miss\u00e3o em favor da comunidade: Os juizes, os reis e os profetas. Alguns profetas anunciam a promessa do envio do Esp\u00edrito sobre todas as criaturas (Ezequiel, Joel). No Pentecostes, Pedro v\u00ea o cumprimento da promessa de Joel. A reflex\u00e3o teol\u00f3gica dos primeiros Padres da Igreja, apoiando-se na B\u00edblia, serviu-se da linguagem da filosofia grega utilizando os termos natureza, subst\u00e2ncia e pessoa: Em Deus h\u00e1 tr\u00eas pessoas distintas, iguais numa s\u00f3 natureza ou subst\u00e2ncia. Esta vis\u00e3o filos\u00f3fica levou a uma doutrina especulativa, por vezes sem rela\u00e7\u00e3o com a vida. Mas a perspectiva da B\u00edblia, resumida no Credo, apresenta-nos o Esp\u00edrito Santo como um dom de Deus presente e actuante na vida das comunidades e das pessoas. Ainda hoje corremos o risco de considerar a Sant\u00edssima Trindade como um mist\u00e9rio abstracto, sem rela\u00e7\u00e3o com a vida real. Mas o Esp\u00edrito Santo continua a ser uma experi\u00eancia vivida com manifesta\u00e7\u00f5es vis\u00edveis, sempre novas e diversas, nos nossos dias. N\u00e3o foi apenas nos s\u00e9culos medievais que se notaram os dons do Esp\u00edrito Santo. Tamb\u00e9m nos nossos dias. Jo\u00e3o Paulo II e o ent\u00e3o cardeal Ratzinger referiram o florescimento de novos movimentos eclesiais, que apareceram na Igreja, na d\u00e9cada de setenta sem serem programados, como uma Primavera do Esp\u00edrito (Focolares, Renovamento Carism\u00e1tico, Neocatecumenais, para citar alguns presentes no nosso meio). Da mesma forma, foi tamb\u00e9m interpretado o Conc\u00edlio Vaticano II que ultrapassou todas as expectativas e c\u00e1lculos humanos na renova\u00e7\u00e3o da Igreja. De facto, estes acontecimentos despertaram novas energias e vida espiritual numa \u00e9poca que parecia de secura de valores religiosos e humanos. Que outros dons do Esp\u00edrito podemos descobrir nos nossos dias? Manifesta\u00e7\u00f5es de amor e dedica\u00e7\u00e3o, de f\u00e9 e de esperan\u00e7a que parecem ultrapassar as capacidades humanas e que marcam a vida das comunidades e da sociedade. Tamb\u00e9m a vida dos santos \u00e9 considerada uma manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito (Santos nossos contempor\u00e2neos como Teresa de Calcut\u00e1 e Jo\u00e3o Paulo II; Outros Santos do nosso tempo e de todos os tempos; tanta gente que pauta a sua vida pela dedica\u00e7\u00e3o desinteressada e gratuita aos outros). Para discernir os dons ou carismas concedidos pelo Esp\u00edrito \u00e0 Igreja actual, devemos ter em conta as manifesta\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito no Novo Testamento. \u00c9 o aspecto que abordo em seguida  3- Revela\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio na vida de Jesus. Com o Novo Testamento come\u00e7a o tempo do Esp\u00edrito que se manifesta de forma plena na pessoa de Jesus. A origem da sua vida \u00e9 fruto da interven\u00e7\u00e3o maravilhosa do Esp\u00edrito Santo que gera a vida no seio de Nossa Senhora e a transforma em M\u00e3e de Jesus. No Baptismo o Esp\u00edrito Santo desce como uma pomba sobre Jesus e estabelece a comunica\u00e7\u00e3o entre Deus e os homens (&#8220;Os c\u00e9us abriram-se&#8230;&#8221;narra o evangelho). Ap\u00f3s o Baptismo, \u00e9 o Esp\u00edrito quem toma a orienta\u00e7\u00e3o da vida de Jesus, como refere o ap\u00f3stolo Pedro no serm\u00e3o a Corn\u00e9lio: &#8220;Depois do Baptismo, pregado por Jo\u00e3o, Deus consagrou com o Esp\u00edrito Santo e com o poder a Jesus de Nazar\u00e9, o qual passou fazendo o bem e curando todos aqueles que estavam sob o poder do maligno, porque Deus estava com Ele&#8221; (Act 10,38). A vida p\u00fablica de Jesus \u00e9 a consequ\u00eancia desta presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Ele age por for\u00e7a do Esp\u00edrito e, por isso, faz recuar o reino de Satan\u00e1s. Logo a come\u00e7ar no deserto o\u00adnde foi conduzido pelo Esp\u00edrito e, por cuja for\u00e7a, vence as tenta\u00e7\u00f5es. Jesus entende-se e apresenta-se a si mesmo em rela\u00e7\u00e3o com o Pai e com o Esp\u00edrito Santo. A Sua identidade nasce desta rela\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 o Filho bem amado que nos revela e nos conduz ao Pai. Define a sua exist\u00eancia a partir da rela\u00e7\u00e3o com o Pai. Por isso, O designamos como &#8220;Filho&#8221;, o Filho por excel\u00eancia e paradigma de toda a filia\u00e7\u00e3o. O Pai, por Sua vez, entrega-nos o Filho como caminho de salva\u00e7\u00e3o (&#8220;De tal modo amou o mundo que entregou o Seu Filho \u00danico&#8221;). Mas Jesus identifica-se igualmente a partir da Sua rela\u00e7\u00e3o com O Esp\u00edrito Santo. Na apresenta\u00e7\u00e3o que faz de si mesmo na sua aldeia de Nazar\u00e9, perante uma grande curiosidade e expectativa dos presentes, Ele fundamenta-se no texto de Isa\u00edas e proclama: &#8220;O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre Mim, porque Me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres&#8221; (Lc 4, 18).Ele \u00e9 por excel\u00eancia o Ungido do Esp\u00edrito, que no original grego se diz &#8220;Cristo&#8221;. Ao design\u00e1-lo como &#8220;Jesus O Cristo&#8221; ou &#8220;Jesus o Ungido&#8221; n\u00f3s reconhecemos que a sua exist\u00eancia \u00e9 um fruto do Esp\u00edrito, que a sua identidade brota da un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. O Mist\u00e9rio trinit\u00e1rio \u00e9 o mist\u00e9rio da rela\u00e7\u00e3o profunda e total entre as tr\u00eas pessoas que formam um s\u00f3 Deus. Mas Jesus est\u00e1 tamb\u00e9m orientado para a humanidade, \u00e9 o Filho primog\u00e9nito de muitos irm\u00e3os a quem revela o Pai e a quem comunica o Dom do Esp\u00edrito. O Mist\u00e9rio trinit\u00e1rio \u00e9 o mist\u00e9rio da proximidade de Deus. A liturgia apresenta- O como resposta ao pedido de Mois\u00e9s: &#8220;Digne-se o Senhor caminhar no meio de n\u00f3s.&#8221; (Ex 34, 6-9). O Senhor relaciona-se connosco como um Pai, como um Filho e Irm\u00e3o em Jesus, como luz e for\u00e7a reconfortante no Esp\u00edrito. Haver\u00e1 uma s\u00f3 palavra que possa exprimir toda esta riqueza da rela\u00e7\u00e3o? S\u00e3o Jo\u00e3o encontra a forma mais simples e mais profunda de definir este mist\u00e9rio: &#8220;Deus \u00e9 amor&#8221;. O verdadeiro rosto de Deus \u00e9 o amor. Ao manifestar-se como amor, Deus quer afirmar-nos que est\u00e1 comprometido profundamente com a nossa vida. Por isso, nos envia o Seu Filho como caminho para a vida e nos comunica o Seu Esp\u00edrito para que possamos viver em \u00edntima uni\u00e3o com Ele, como filhos adoptivos e livres: &#8220;Recebestes um Esp\u00edrito que vos torna Filhos adoptivos e nos permite clamar &#8220;Abba&#8221; quer dizer Pai&#8221; (Rom. 8,15). O crist\u00e3o vive uma exist\u00eancia trinit\u00e1ria pela f\u00e9 em Jesus, pela esperan\u00e7a que vem do Esp\u00edrito, pelo amor do Pai. Esse \u00e9 o significado do gesto que todos os dias aprendemos a tra\u00e7ar sobre n\u00f3s: o sinal da cruz ou a b\u00ean\u00e7\u00e3o, pelo qual consagramos \u00e0 Trindade divina tudo o que pensamos (tocamos na testa ao referir o Pai), o que pretendemos (tocamos o cora\u00e7\u00e3o ao pronunciar o Filho) e o que fazemos (tocamos nos ombros o\u00adnde est\u00e1 a nossa for\u00e7a ao mencionar o Esp\u00edrito). Pela habita\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo nos nossos cora\u00e7\u00f5es, Deus n\u00e3o \u00e9 um ser long\u00ednquo ou estranho. Deus est\u00e1 em n\u00f3s: &#8220;Se algu\u00e9m me ama, tamb\u00e9m meu Pai o amar\u00e1, viremos a ele e faremos nele a nossa morada&#8221; (Jo 14,23). Como reconheceu Santo Agostinho depois de muita procura: &#8220;Meu Deus eu buscava- Te fora de mim enquanto Tu estavas dentro de mim&#8221;. Pela ben\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria, acompanhada com o sinal da cruz, o Mist\u00e9rio da Trindade torna-se presente na nossa vida quotidiana. No amor trinit\u00e1rio est\u00e1 perfei\u00e7\u00e3o. Segundo a filosofia grega, a perfei\u00e7\u00e3o da realidade est\u00e1 em formar um todo em que a unidade se conjugue com a riqueza da diversidade. N\u00f3s acreditamos num s\u00f3 Deus em tr\u00eas pessoas t\u00e3o profundamente unidas pela rela\u00e7\u00e3o que s\u00e3o uma s\u00f3 natureza. Como escreveu Santo Hil\u00e1rio, Bispo do Sec. IV: &#8220;Um s\u00f3 poder do qual tudo procede, um s\u00f3 Filho por quem tudo come\u00e7a, um s\u00f3 Dom que \u00e9 penhor da esperan\u00e7a perfeita. Nenhuma defici\u00eancia pode encontrar-se nesta perfei\u00e7\u00e3o infinita. Tudo \u00e9 perfeit\u00edssimo na Trindade&#8221;). Por isso, a Sant\u00edssima Trindade \u00e9 o modelo da vida da Igreja e dos crentes. Vou referir-me brevemente \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da Igreja a partir do \u00edcone da Trindade.  4- A Trindade fonte e modelo da Igreja e refer\u00eancia para a sociedade. De h\u00e1 quarenta anos para c\u00e1, a Igreja conheceu uma renova\u00e7\u00e3o profunda na sua vida interna e na sua miss\u00e3o no mundo. Afirma-se uma vis\u00e3o nova da Igreja, inspirada na f\u00e9 das origens mas diferente do per\u00edodo anterior. De facto, a eclesiologia renovada do Conc\u00edlio Vaticano II apresenta a Igreja como um mist\u00e9rio de comunh\u00e3o: de comunh\u00e3o com Deus e de comunh\u00e3o dos homens entre si. Este conceito \u00e9 o que afirmamos no Credo com a express\u00e3o: &#8220;Creio na comunh\u00e3o dos santos&#8221;. No per\u00edodo anterior era entendida sobretudo como sociedade. Esta vis\u00e3o renovada da Igreja alcan\u00e7ou-se com a reflex\u00e3o eclesiol\u00f3gica fundamentada na Trindade. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Igreja fundada por Jesus e confiada aos ap\u00f3stolos. \u00c9 a Igreja do Pai, realiza\u00e7\u00e3o do Seu des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o, preparado e anunciado j\u00e1 no Antigo Testamento. \u00c9, tamb\u00e9m, a Igreja do Filho, nasce da sua entrega por n\u00f3s na cruz. \u00c9, igualmente, a Igreja do Esp\u00edrito Santo que, desde o Pentecostes a guia e enriquece com os seus dons. \u00c9 chamada a manifestar na sua vida e miss\u00e3o a comunh\u00e3o \u00e0 imagem da Trindade: &#8220;\u00c9 um povo unido na unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo&#8221;(Cf LG 2-4). A origem trinit\u00e1ria da Igreja leva-nos ao cora\u00e7\u00e3o do seu mist\u00e9rio. N\u00e3o \u00e9 apenas uma associa\u00e7\u00e3o de crentes ou uma sociedade religiosa organizada pelos nossos crit\u00e9rios. N\u00e3o depende dos nossos programas e capacidades. Vive da for\u00e7a do Esp\u00edrito que \u00e9 a alma da Igreja, alimenta-se da gra\u00e7a de Jesus Cristo Ressuscitado que \u00e9 o Seu Senhor, apoia-se na Provid\u00eancia de Deus. Os que a avaliam apenas por crit\u00e9rios humanos n\u00e3o captam este mist\u00e9rio que a identifica. E n\u00e3o acertam nos seus progn\u00f3sticos sobre o futuro e as capacidades da Igreja. A Igreja vive da for\u00e7a do alto. Renova-se quando parece cansada e ultrapassada. Enfrenta as crises e, como a pequena barca do Evangelho, continua o seu percurso contra ventos e mar\u00e9s. S\u00f3 nesta f\u00e9 se entende o cumprimento da promessa de Cristo de que as portas do inferno n\u00e3o prevalecer\u00e3o sobre ela (Cf Mt 16,18). A Igreja de Jesus inicia oficialmente a sua miss\u00e3o evangelizadora no dia do Pentecostes com a for\u00e7a do Esp\u00edrito que se manifesta como vento impetuoso e como l\u00ednguas de fogo. O Esp\u00edrito mostra-se como fonte de unidade e entendimento: No Pentecostes, congregam-se povos provenientes de todos os cantos do mundo na unidade da mesma l\u00edngua ou cultura, fruto da mesma f\u00e9. A comunh\u00e3o no Esp\u00edrito n\u00e3o nivela nem anula a riqueza das diferen\u00e7as, mas respeita- as e integra-as na comunidade. H\u00e1 uma igual dignidade de todos e uma participa\u00e7\u00e3o comum anterior a todas as diferen\u00e7as de responsabilidade. O Esp\u00edrito Santo fonte de comunh\u00e3o com o Pai e o Filho \u00e9 tamb\u00e9m fonte uni\u00e3o entre os crentes Depois da descida do Esp\u00edrito Santo, na comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m, reinava a uni\u00e3o de almas e cora\u00e7\u00f5es e a partilha fraterna de bens, a amizade profunda traduzida na partilha fraterna (CF Act 2, 42-47; 4,32-35). A vinda do Esp\u00edrito gera comunidade e impulsiona para a evangeliza\u00e7\u00e3o. A unidade da Igreja apresenta-se orientada para fora para a miss\u00e3o, como no mist\u00e9rio trinit\u00e1rio. A Igreja, mist\u00e9rio de comunh\u00e3o no seu interior, \u00e9 chamada a ser tamb\u00e9m no mundo, um sinal e um instrumento de unidade entre todos os homens (Cf LG 1).A comunh\u00e3o \u00e9 mission\u00e1ria. Como o Pai envia o Filho e o Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m a Igreja \u00e9 enviada a construir a fam\u00edlia universal das na\u00e7\u00f5es.  A Sant\u00edssima Trindade \u00e9 um mist\u00e9rio invis\u00edvel. Ser\u00e1 permitido represent\u00e1-lo? O cristianismo, de modo especial o catolicismo, sempre venerou as imagens enquanto sinais vis\u00edveis do mist\u00e9rio invis\u00edvel. Com fundamento s\u00f3lido na Encarna\u00e7\u00e3o de Jesus pela qual assumiu a nossa natureza humana e se tornou presente e vis\u00edvel na carne. A representa\u00e7\u00e3o de Jesus, da Virgem e dos Ap\u00f3stolos sempre se praticou na Igreja. A representa\u00e7\u00e3o da Trindade, apesar de algumas retic\u00eancias, fez tamb\u00e9m tradi\u00e7\u00e3o recorrendo \u00e0 simb\u00f3lica e \u00e0 perspectiva antropom\u00f3rfica. A imagem mais divulgada entre n\u00f3s real\u00e7a a figura respeit\u00e1vel do Pai, de idade vener\u00e1vel, que apresenta o Filho na Cruz, como quem o entrega pela nossa salva\u00e7\u00e3o (&#8220;De tal forma Deus amou o mundo que lhe deu o Seu Filho Unig\u00e9nito&#8221;(Jo 3,16). O Esp\u00edrito Santo, figurado pela pomba, \u00e9 enviado ao nosso encontro como um sopro ou for\u00e7a divina para nos comunicar o amor de Deus e nos renovar interiormente. \u00c9 a Trindade no Seu mist\u00e9rio de comunh\u00e3o num s\u00f3 Deus e de miss\u00e3o do Filho e do Esp\u00edrito.  5- Portadores do Esp\u00edrito Santo. Verifica-se hoje maior abertura e sensibilidade ao Esp\u00edrito Santo por parte dos crentes. Sentem necessidade e procuram a sua luz e a sua for\u00e7a. O mundo n\u00e3o o conhece. Aos olhos da carne, ou seja numa vis\u00e3o puramente natural e imanente, fechada nas capacidades e perspectivas humanas n\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel a ac\u00e7\u00e3o e a esperan\u00e7a no Esp\u00edrito Santo. O agnosticismo \u00e9 um sinal da aus\u00eancia do Esp\u00edrito. &#8220;A alma humana se n\u00e3o recebe pela f\u00e9 o Dom que \u00e9 o Esp\u00edrito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento&#8230;Esse Dom do Esp\u00edrito est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos e encontra-se em toda a parte; mas \u00e9 dado na medida do desejo e dos m\u00e9ritos de cada um. Ele est\u00e1 connosco at\u00e9 ao fim do mundo; Ele \u00e9 o consolador no tempo da nossa expectativa; Ele pela actividade dos seus dons, \u00e9 o penhor da nossa esperan\u00e7a futura; Ele \u00e9 a luz do nosso esp\u00edrito. Ele \u00e9 o resplendor das nossas almas&#8221; (Santo Hil\u00e1rio). Na pr\u00e1tica crist\u00e3, como recebemos o dom do Esp\u00edrito Santo? De forma sacramental, quando a Igreja celebra os sacramentos que tornam vis\u00edvel eficaz a comunica\u00e7\u00e3o dos dons da salva\u00e7\u00e3o. Merecem especial destaque os sacramentos da confirma\u00e7\u00e3o e da Eucaristia. No Sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o recebemos uma maior abund\u00e2ncia dos dons dos Esp\u00edrito Santo. A f\u00f3rmula do Sacramento mostra o que o sacramento realiza:&#8221; Recebe por este sinal, o Esp\u00edrito Santo, o dom de Deus&#8221;. Na Eucaristia, Ele que transforma o P\u00e3o e o vinho em Corpo e Sangue de Jesus, d\u00e1 tamb\u00e9m nova vida ao nosso esp\u00edrito, renova o nosso interior, d\u00e1-nos sua luz e a sua paz. A Eucaristia torna presente no meio de n\u00f3s o Senhor Ressuscitado que, como na tarde de P\u00e1scoa, quando se apresentou vivo aos ap\u00f3stolos, tamb\u00e9m a n\u00f3s nos comunica o dom da Paz e o dom do Esp\u00edrito. O Esp\u00edrito orienta \u00e0 miss\u00e3o e ao testemunho &#8220;Recebereis uma for\u00e7a e sereis minhas testemunhas&#8221; (Act. 1,8). Recebemos o Esp\u00edrito para ser portadores do esp\u00edrito para os outros. Como Maria de Nazar\u00e9 foi visitar sua prima Isabel e lhe comunicou a alegria e o louvor do Esp\u00edrito bem como o dom da profecia. Segundo Santo Atan\u00e1sio: &#8220;O Verbo assumiu carne para que o homem pudesse tornar-se portador do Esp\u00edrito&#8221;. Somos portadores do Esp\u00edrito quando cultivamos a esperan\u00e7a e a alegria interior, quando crescemos na caridade e na espiritualidade e testemunhamos estas atitudes na vida quotidiana. Quando vivemos uma exist\u00eancia agradecida e irradiamos a benevol\u00eancia e o louvor.  <i>D. Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Bispo de Santar\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[144,180,199,206,212,237,246,275,292,293,294],"class_list":["post-12219","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-concilio-vaticano-ii","tag-diocese-de-santarem","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-focolares","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-pascoa","tag-religiosidade-popular","tag-renovamento-carismatico","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12219\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}