{"id":122122,"date":"2018-12-19T11:23:03","date_gmt":"2018-12-19T11:23:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=122122"},"modified":"2018-12-19T11:23:03","modified_gmt":"2018-12-19T11:23:03","slug":"a-cruz-escondida-36","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-36\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Campanha de Natal da Funda\u00e7\u00e3o AIS pela paz na S\u00edria<!--more--><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-122123 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/vela_siria.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Uma vela pelo filho de Lina<\/h3>\n<p>Oito anos de guerra, mais de 500 mil mortos. A S\u00edria transformou-se num campo de batalha onde ningu\u00e9m foi poupado. Nem as crian\u00e7as. A pensar nelas e na urg\u00eancia de uma verdadeira paz, a Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7ou neste Natal uma campanha muito especial. T\u00e3o especial que come\u00e7ou em pleno Vaticano com o Papa Francisco a acender uma vela. Uma vela especial, claro\u2026<\/p>\n<p>Foi em Damasco, na Pra\u00e7a de Bab Touma, que Lina Hazim encontrou o seu filho deitado numa po\u00e7a de sangue, depois de a cidade ter sido bombardeada. Desde ent\u00e3o, Lina n\u00e3o consegue mais esquecer a imagem do seu filho moribundo, no ch\u00e3o j\u00e1 tingido do vermelho do seu pr\u00f3prio sangue. \u201cEncontrei o meu filho no ch\u00e3o, havia sangue no rosto e no corpo. Levei-o ao hospital, mas ele morreu antes de l\u00e1 chegarmos\u2026\u201d Lina Hazim seguiu seguramente com emo\u00e7\u00e3o o momento em que <a href=\"https:\/\/youtu.be\/fNalplvi3yc\">o Santo Padre acendeu, no primeiro Domingo do Advento, a vela da Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/a>, lembrando que nunca devemos desistir do sonho da paz e que este \u00e9 precisamente um tempo de esperan\u00e7a. Lina sabe, depois de chorar a morte do seu filho, que s\u00f3 a f\u00e9 consegue alimentar o sentido do verdadeiro perd\u00e3o de que falou o Papa Francisco quando acendeu a vela da campanha da AIS. \u201cPreciso de f\u00e9 para aguentar\u201d \u2013 diz-nos Lina. A norte de Damasco, fica a aldeia de Maaloula. \u00c9 uma aldeia crist\u00e3 que foi ocupada pelos jihadistas logo nos primeiros dias de Setembro de 2013. Nesta aldeia ainda se fala aramaico, a l\u00edngua de Jesus. Talvez por isso, a ocupa\u00e7\u00e3o de Maaloula tenha sido t\u00e3o importante para os jihadistas. Mais do que a aldeia, mais do que a pequena povoa\u00e7\u00e3o, procuraram conquistar um s\u00edmbolo crist\u00e3o, uma presen\u00e7a viva da mem\u00f3ria de Jesus que tem passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Safir Sark lembra-se bem quando os jihadistas entraram na aldeia aos gritos, de madrugada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O ataque a Maaloula<\/h3>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos a dormir, quando eles chegaram. Come\u00e7aram a gritar: <em>Allah-u-Akbhar<\/em>, Deus \u00e9 grande! Atacaram os guardas e entraram no centro de Maaloula. Eu estava muito assustada porque estava gr\u00e1vida do meu primeiro filho. Tinha mais medo por ele do que por mim.\u201d Mas o pior ainda estava para vir. Safir ficou com o cora\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os, dias mais tarde, quando o seu telefone tocou e do outro lado da linha uma voz masculina disse que o seu marido tinha sido raptado por um grupo jihadista. \u201cPedi para falar com ele mas n\u00e3o deixaram.\u201d O marido de Safir Sark foi raptado por ser crist\u00e3o e por apoiar o Governo s\u00edrio. E foi torturado por isso. \u201cPenduraram-no no tecto pelas m\u00e3os e come\u00e7aram a bater-lhe.\u201d Quando foi libertado, a fam\u00edlia fugiu logo de Maaloula. Ningu\u00e9m estava ali em seguran\u00e7a. Quando acendeu a vela da Funda\u00e7\u00e3o AIS, o Papa Francisco estava tamb\u00e9m a pensar em Safir Sark, em Lina Hazim e em todas as m\u00e3es s\u00edrias que nunca deixaram de chorar a viol\u00eancia que se abateu sobre as suas fam\u00edlias durante estes intermin\u00e1veis oito anos de guerra. Acender uma vela pela paz na S\u00edria \u00e9 um gesto simb\u00f3lico. Para Lina Hazim e Safir Sark \u00e9 mais do que isso. \u00c9 a certeza de que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas, de que n\u00e3o foram abandonadas. Como disse o Santo Padre, ao <a href=\"https:\/\/youtu.be\/fNalplvi3yc\">acender a vela da Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/a> \u201cvamos rezar e ajudar os Crist\u00e3os a permanecer na S\u00edria e no M\u00e9dio Oriente como testemunhas de miseric\u00f3rdia, perd\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0Vamos tamb\u00e9m n\u00f3s acender uma vela e rezar pelo filho de Lina Hazim e por todas as crian\u00e7as que morreram nestes oito anos de guerra.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha de Natal da Funda\u00e7\u00e3o AIS pela paz na S\u00edria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-122122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122122\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}