{"id":12137,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-sentido-da-peregrinacao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-sentido-da-peregrinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-sentido-da-peregrinacao\/","title":{"rendered":"O sentido da peregrina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Nunca como hoje houve entre os humanos tanta mobilidade: povos da \u00c1frica, da \u00c1sia e do leste da Europa partem em demanda de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida; o turismo deixou de ser uma pr\u00e1tica de privilegiados e universalizou-se; diferentemente de como era h\u00e1 50 anos, com enorme facilidade muda-se de na\u00e7\u00e3o, de cidade, de aldeia, de emprego, de forma de vida. Neste contexto vital, o exerc\u00edcio religioso da peregrina\u00e7\u00e3o poderia aparecer como caracter\u00edstico dos nossos dias. Os soci\u00f3logos registam sinais de expans\u00e3o desse fen\u00f3meno religioso, constatando que, em grupos mais ou menos pequenos, s\u00e3o cada vez mais os que se p\u00f5em a caminho e desaparecem por uns dias. E tratam o fen\u00f3meno com muito cuidado, dizendo que cabe l\u00e1 muita coisa, que se pode misturar a peregrina\u00e7\u00e3o com o turismo e que surgiu a categoria interm\u00e9dia do turismo religioso. Dizem que h\u00e1 nisso uma radicalidade, uma esp\u00e9cie de \u00abdesporto\u00bb mais ou menos religioso: as pessoas s\u00e3o atra\u00eddas para uma experi\u00eancia extra-ordin\u00e1ria, que provoque um choque de adrenalina. Mas acrescentam que o fen\u00f3meno surpreende um olhar mais racional.  Seja como for, o peregrino deve saber dar sentido \u00e0 sua peregrina\u00e7\u00e3o, independentemente do que os soci\u00f3logos pensam do fen\u00f3meno em geral. Certo \u00e9 que ela n\u00e3o \u00e9 de agora: desde os tempos b\u00edblicos \u2013 com Abra\u00e3o, Jacob, o \u00caxodo dos hebreus para a terra prometida, o regresso do Ex\u00edlio, as peregrina\u00e7\u00f5es de Jesus a Jerusal\u00e9m \u2013 foi sendo e est\u00e1 carregada de sentido humano e espiritual por uma longa tradi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um s\u00edmbolo da vida, uma imagem que interpreta e compreende a fundo a nossa vida. Quem faz o exerc\u00edcio sagrado da peregrina\u00e7\u00e3o proclama \u00edntima e socialmente a sua condi\u00e7\u00e3o de caminhante sobre a terra, na dureza e nas alegrias da vida; d\u00e1 testemunho de sentir-se atra\u00eddo por \u201cum novo c\u00e9u e uma nova terra\u201d; declara-se insatisfeito com o j\u00e1 realizado e desejoso de subir mais na vida do esp\u00edrito. A peregrina\u00e7\u00e3o amplia e enriquece com uma experi\u00eancia de Deus mais intensa, festiva e emotiva, os limites da nossa habitual vis\u00e3o do mundo. Pessoas de v\u00e1rias culturas, etnias, l\u00ednguas, idades e proced\u00eancias, marcadas por m\u00faltiplas situa\u00e7\u00f5es humanas de sofrimento e de esperan\u00e7a, convergem para um ponto comum, ao encontro do outro, para partilhar peda\u00e7os de vida e procurar na peregrina\u00e7\u00e3o algo que est\u00e1 para al\u00e9m do ordin\u00e1rio e finito da exist\u00eancia humana. Assim antecipam a humanidade ideal e a fraternidade universal, reunida no Esp\u00edrito do \u00fanico Deus. A peregrina\u00e7\u00e3o exprime simbolicamente a grandiosa realidade do povo de Deus, que se mobiliza na procura do Deus vivo. Num mundo informatizado, sob o signo do indiferentismo, do relativismo e do imprevis\u00edvel, vem proporcionar a rocha firme para a constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida da interioridade, que confere harmonia e peso a todo o nosso ser. Em linha com o trecho do evangelho de Mt 7,24-29, o Cardeal Ratzinger, na missa de 18.4.05, imediatamente antes de os cardeais entrarem para o conclave, sustentava: Continuamente \u201csurgem novas seitas, tornando verdades os truques dos humanos\u2026 \u00c9 fundamental ter uma f\u00e9 esclarecida, baseada no credo da Igreja, em vez de andar ao sabor de cada ventania ou de cada sopro. Quantos ventos de doutrina conhecemos ao longo dos \u00faltimos dec\u00e9nios, quantas correntes ideol\u00f3gicas, quantas modas do pensamento\u2026 A pequena barca do pensamento de muitos crist\u00e3os foi agitada por estas ondas \u2013 atirada de um lado para o outro: do marxismo ao liberalismo, at\u00e9 ao libertinismo, do colectivismo ao individualismo radical, do ate\u00edsmo a um vago misticismo religioso, do agnosticismo ao sincretismo\u201d. E conclu\u00eda: \u201ca \u00fanica coisa que permanece para a eternidade \u00e9 tudo aquilo que de nobre semeamos na alma humana \u2013 o amor, o conhecimento, o gesto capaz de tocar o cora\u00e7\u00e3o, a palavra que abre a alma \u00e0 alegria do Senhor\u201d. Neste alerta, a peregrina\u00e7\u00e3o eleva-se a desmentido do desmazelo relativamente aos valores imut\u00e1veis e inegoci\u00e1veis, apontando especialmente para a total gratuidade do relacionamento com Deus, n\u00e3o negoci\u00e1vel. Dando lastro \u00e0 exist\u00eancia, a peregrina\u00e7\u00e3o \u00e9 um tempo privilegiado do conhecimento pr\u00f3prio e dos nossos semelhantes; \u00e9 oportunidade para a descoberta, o discernimento, a ilumina\u00e7\u00e3o e a purifica\u00e7\u00e3o interiores, sob o acolhimento e com o aval da Igreja. A peregrina\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria ser ocasi\u00e3o para a catequese moralizante, mas para a catequese do cora\u00e7\u00e3o, sob o signo da contempla\u00e7\u00e3o, do gozo e da paz de esp\u00edrito; n\u00e3o \u00e9 propriamente uma solu\u00e7\u00e3o para os problemas da vida, mas uma inicia\u00e7\u00e3o libertadora ao misterioso itiner\u00e1rio da alma para Deus. Assim, a peregrina\u00e7\u00e3o vem colmatar uma necessidade profunda da alma. Ela est\u00e1 impregnada de uma simbologia particular no cristianismo, pelo facto de a vida de Jesus emergir qual caminhada que, no monte Calv\u00e1rio, culmina no monte do perd\u00e3o e da salva\u00e7\u00e3o universais, em que a morte \u00e9 seguida e superada pela ressurrei\u00e7\u00e3o. O peregrino crist\u00e3o assume na sua vida a peculiar espiritualidade do evangelho de Lucas, que apresenta a mensagem e a obra de salva\u00e7\u00e3o de Jesus no \u00e2mbito de uma longa peregrina\u00e7\u00e3o do Mestre desde a Galileia at\u00e9 Jerusal\u00e9m, anunciando a boa nova e realizando prod\u00edgios ao longo da caminhada e sugerindo que a salva\u00e7\u00e3o teve o seu ponto culminante e plenitude na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o em Jerusal\u00e9m. Lucas vai cadenciando insistentemente cada epis\u00f3dio do minist\u00e9rio de Jesus com a frase \u201cia a caminho de Jerusal\u00e9m\u201d, como se essas reiteradas indica\u00e7\u00f5es ao leitor fossem marcos mili\u00e1rios que marcam o sentido e o alcance espiritual dessa longa caminhada. Para Lucas, Jerusal\u00e9m, a cidade mais elevada de Israel e lugar tradicional obrigat\u00f3rio de peregrina\u00e7\u00e3o, simboliza a realiza\u00e7\u00e3o das mais altas aspira\u00e7\u00f5es do crist\u00e3o. Por isso, tamb\u00e9m est\u00e1 cheia de simbolismo a caminhada dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas que Lucas descreve tr\u00eas dias depois da morte de Jesus. Ele d\u00e1 o m\u00e1ximo relevo \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o operada \u201cpelo caminho\u201d nos dois actores. \u00c9 no caminho de Jerusal\u00e9m para Ema\u00fas que encontram Jesus vivo e o reconhecem como tal, ficando a saber que, desde a sua morte, o verdadeiro Jesus n\u00e3o se pode reconhecer com os olhos da carne mas s\u00f3 com os da f\u00e9, \u201cno partir do p\u00e3o\u201d eucar\u00edstico e na partilha do p\u00e3o do amor fraterno, que pode consistir no \u201cconversar sobre tudo o que tinha acontecido\u201d (Lc 24,13-15). Aquela caminhada \u00e9 na mente do narrador Lucas o suporte simb\u00f3lico de outra caminhada, atrav\u00e9s das Escrituras, peregrina\u00e7\u00e3o interior necess\u00e1ria para que a f\u00e9 iluminada com a presen\u00e7a misteriosa de Jesus abra o cora\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia dos disc\u00edpulos. A leitura das Sagradas Escrituras com a f\u00e9 projecta luz no caminho, \u00e0s vezes tenebroso, da vida. De facto, os dois de Ema\u00fas, ao regressarem a Jerusal\u00e9m no fim da peregrina\u00e7\u00e3o estavam completamente transformados: de tristes passaram a ser felizes. Quando um crist\u00e3o sobe como peregrino a um santu\u00e1rio deseja voltar de l\u00e1 mais identificado com o mist\u00e9rio representado simbolicamente por esse lugar sagrado, onde a cruz, que l\u00e1 nunca falta, est\u00e1 a apontar para a vida sem fim. Nos eventuais videntes que l\u00e1 tiveram uma vis\u00e3o fundadora, Deus aparece e fala a cada peregrino, se o souber ver e ouvir. At\u00e9 o sacrif\u00edcio, que alguns fazem nesse peregrinar, se entende como algo que gratuitamente querem dar de si para chegar ao fim que se prop\u00f5em e quase para consagrar a vida inteira a Deus. O s\u00edmbolo da peregrina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m exprime a inelut\u00e1vel realidade da transitoriedade da vida e da relatividade das coisas com que o ser humano lida diariamente. Mais do que puro exerc\u00edcio de ascese que exige esfor\u00e7o, mortifica\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia, a peregrina\u00e7\u00e3o \u2018diz\u2019 que o seguidor de Jesus Cristo n\u00e3o pode \u2018prender-se\u2019 a coisas passageiras e olhar para tr\u00e1s, porque o \u2018atr\u00e1s\u2019 para ele j\u00e1 passou. Se olha para tr\u00e1s, para a tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 para iluminar o presente. De resto, a peregrina\u00e7\u00e3o \u00e9 para o crist\u00e3o a afirma\u00e7\u00e3o de que a vida humana \u00e9 sempre diferente e n\u00e3o pode ser vivida tal e qual como no passado. A sua meta est\u00e1 sempre mais adiante, na realiza\u00e7\u00e3o sempre mais perfeita do itiner\u00e1rio tra\u00e7ado e vivido por aquele que se apresentou como \u201co Caminho\u201d que na Verdade leva \u00e0 Vida (Jo 14,6). Precisamente nesta tens\u00e3o entre o \u2018j\u00e1 andado\u2019 e o \u2018ainda n\u00e3o alcan\u00e7ado\u2019 \u00e9 que se situa o fasc\u00ednio por n\u00e3o se contentar com o \u2018j\u00e1 feito\u2019 e por tender para o \u2018mais adiante\u2019 que est\u00e1 ao alcance do viandante. Dirigir-se em peregrina\u00e7\u00e3o a um lugar considerado como sagrado \u00e9, simbolicamente, demandar a terra prometida, a Jerusal\u00e9m celeste, onde \u201cn\u00e3o haver\u00e1 morte, nem pranto, nem gritos, nem fadigas, porque o mundo velho j\u00e1 passou\u201d (Ap 21,1.4). Al\u00e9m disso, o s\u00edmbolo da peregrina\u00e7\u00e3o subentende outra inten\u00e7\u00e3o: a de n\u00e3o dar import\u00e2ncia ao sup\u00e9rfluo e de concentrar-se no essencial. Quem faz o exerc\u00edcio de peregrina\u00e7\u00e3o entende que a vida \u00e9 breve e n\u00e3o h\u00e1 tempo para fazer tudo, muito menos o mal, mas s\u00f3 o bom e o melhor. Nem h\u00e1 aut\u00eantica peregrina\u00e7\u00e3o se o peregrinar f\u00edsico n\u00e3o realiza uma peregrina\u00e7\u00e3o ao interior do meu ser e da minha vida, para perceber que sentido e que orienta\u00e7\u00e3o lhe devo dar. Uma peregrina\u00e7\u00e3o \u00e9 um retiro espiritual, um subir ao monte de Deus, como Mois\u00e9s, Elias e Jesus, para a\u00ed contemplar a gl\u00f3ria de Deus sob \u2018a nuvem do n\u00e3o-saber\u2019 mas do crer, para de Deus receber \u201cas t\u00e1buas com as leis e os mandamentos\u201d para a minha vida. A\u00ed o peregrino fica a saber que hoje a lei para si \u00e9 a \u201clei do Esp\u00edrito\u201d (Rm 8,2) e o mandamento novo do amor: \u201co que ama o pr\u00f3ximo cumpriu a lei\u201d (Rm 13,8). Quando se v\u00ea assim que a peregrina\u00e7\u00e3o tem sentido e d\u00e1 sentido \u00e0 vida, tamb\u00e9m fazem sentido as raz\u00f5es tradicionais da peregrina\u00e7\u00e3o: subir ao monte para rezar, como diz de Jesus o epis\u00f3dio da sua transfigura\u00e7\u00e3o (Lc 9,28-36), pedir perd\u00e3o e adquirir a indulg\u00eancia dos pecados e a bondade de Deus, haurir do tesouro da gra\u00e7a divina, que \u00e9 tesouro espiritual da Igreja de Jesus Cristo, cuja ess\u00eancia reside no princ\u00edpio da \u2018comunh\u00e3o dos santos\u2019; \u00e9 na abund\u00e2ncia deste tesouro espiritual que a Igreja se apoia para conceder a indulg\u00eancia do pecado, distribuindo aos fi\u00e9is as riquezas nele contidas, tendo em vista a remiss\u00e3o das culpas (n\u00e3o se trata de pagar d\u00edvidas nem de comprar o perd\u00e3o, mas antes de receber de gra\u00e7a a salva\u00e7\u00e3o j\u00e1 adquirida de gra\u00e7a). Esta atitude de rezar e pedir perd\u00e3o a Deus visa a convers\u00e3o e mudan\u00e7a de vida em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, portugueses, temos como padroeira aquela que \u00e9 modelo perfeito de peregrina, Maria de Nazar\u00e9 que foi a Bel\u00e9m dar \u00e0 luz e dar ao mundo o Filho de Deus. Maria, para al\u00e9m de ter peregrinado fisicamente at\u00e9 \u00e0 montanha e caminhado com Jesus no seu interior para levar a promessa da Vida ao seu semelhante, \u00e0 parenta Isabel (Lc 1,39-56), foi peregrina na f\u00e9, na medida em que foi aprofundando o mist\u00e9rio de Jesus ao longo da sua vida. Maria \u00e9 estrela e guia segura para cada peregrino caminhar em grupo em direc\u00e7\u00e3o a seu Filho. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca como hoje houve entre os humanos tanta mobilidade: povos da \u00c1frica, da \u00c1sia e do leste da Europa partem em demanda de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida; o turismo deixou de ser uma pr\u00e1tica de privilegiados e universalizou-se; diferentemente de como era h\u00e1 50 anos, com enorme facilidade muda-se de na\u00e7\u00e3o, de cidade, de aldeia, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[101,127,145,187,199,203,320],"class_list":["post-12137","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-africa","tag-catequese","tag-conclave","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12137"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12137\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}