{"id":12132,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/construcao-europeia-espera-novas-respostas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"construcao-europeia-espera-novas-respostas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/construcao-europeia-espera-novas-respostas\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o europeia espera novas respostas"},"content":{"rendered":"<p>O \u201cn\u00e3o\u201d franc\u00eas no referendo ao Tratado Constitucional Europeu veio travar a euforia gerada pelo alargamento\/reunifica\u00e7\u00e3o da Europa. Aquilo que Comiss\u00e3o dos Episcopados da UE (COMECE) j\u00e1 tinha classificado como perda de entusiasmo dos seus povos \u201cpela causa europeia e pela ideia de fraternidade entre todos\u201d \u00e9 confirmado pelo resultado deste Domingo. No seu recente documento \u201cO Futuro da UE e a responsabilidade dos cat\u00f3licos\u201d, a COMECE referia que o projecto da Uni\u00e3o Europeia tinha necessidade de ser vivificado segundo o esp\u00edrito que esteve na sua origem, em 1950. O voto franc\u00eas tem, neste contexto, de ser levado muito a s\u00e9rio, ficando por perceber como \u00e9 que se pode explicar, com sucesso, um texto t\u00e3o t\u00e9cnico como este Tratado Constitucional aos europeus, sob pena de todo o projecto sucumbir \u00e0s m\u00e3os do descontentamento e da desconfian\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es. As ideias pol\u00edticas, culturas e \u00e9ticas da Nova Europa, bem como modelos econ\u00f3micos e de protec\u00e7\u00e3o social t\u00eam de ser colocados sobre a mesa. Qual o figurino que preside \u00e0 constru\u00e7\u00e3o europeia, num momento em que a UE enfrenta grandes desafios mundiais, \u00e9 a discuss\u00e3o que se imp\u00f5e. Os secret\u00e1rios das 34 Confer\u00eancias Episcopais da Europa reuniram-se na Su\u00ed\u00e7a, de 26 a 30 de Maio, precisamente no momento em que todos estes temas fervilhavam na opini\u00e3o p\u00fablica. Para D. Carlos Azevedo, secret\u00e1rio da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP), \u00e9 importante compreender \u201cquais as implica\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas desse figurino e as suas consequ\u00eancias sociais para a Europa\u201d. O prelado mostra-se preocupado com o \u201cdesemprego crescente\u201d, numa espiral que n\u00e3o tem tend\u00eancia a parar. Nesse sentido, assegura que a Igreja ir\u00e1 \u201ccontinuar a fazer sentir junto de Bruxelas a sua vis\u00e3o do homem\u201d. O encontro promovido pelo Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa abordou o insucesso, no caso franc\u00eas, do processo de ratifica\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, esperando que o mesmo possa levar, apesar de tudo, a um despertar do esp\u00edrito que esteve na origem da Uni\u00e3o Europeia. \u201cPassados 50 anos, importa saber qual \u00e9 o modelo para a constru\u00e7\u00e3o da Europa: o que nos pareceu grave \u00e9 que os homens que lideram a UE n\u00e3o sabem o que fazer ap\u00f3s o \u2018n\u00e3o\u2019 franc\u00eas\u201d, revela D. Carlos Azevedo. \u201cOs cat\u00f3licos, cidad\u00e3os de pleno direito nesta Europa, devem propor perspectivas de compromisso com essa sociedade, marcando a sua forma de ver o ser humano\u201d, acrescenta.  Desafios O alargamento da UE a Leste foi considerado, por estes pa\u00edses, como uma verdadeira reunifica\u00e7\u00e3o do Velho Continente, em termos culturais, pol\u00edticos e espirituais. Os dois \u201cpulm\u00f5es\u201d da Europa, como Jo\u00e3o Paulo II gostava de lhes chamar, s\u00e3o indispens\u00e1veis para um bom funcionamento da Uni\u00e3o. A revis\u00e3o das perspectivas financeiras da UE representa, neste sentido, um texto decisivo. A j\u00e1 referida declara\u00e7\u00e3o da COMECE aborda esta quest\u00e3o de um ponto de vista \u00e9tico e social, alertando para a necessidade de esperar negocia\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Para al\u00e9m destas considera\u00e7\u00f5es de ordem econ\u00f3mica e pol\u00edtica, \u00e9 claro que falta ainda fazer muito para desenvolver os contactos entre os povos da \u201cvelha\u201d e da \u201cnova\u201d UE, rela\u00e7\u00f5es estas marcadas por bastante desconfian\u00e7a, sobretudo no cap\u00edtulo do emprego. Antes do referendo em Fran\u00e7a, o secret\u00e1rio-geral da COMECE, D. Noel Treanor, aludia \u00e0 \u201cidentidade viva\u201d da Europa, apelando a um reconhecimento claro da heran\u00e7a crist\u00e3. Sem esta for\u00e7a, percebe-se agora, n\u00e3o h\u00e1 nada mais que garanta que a Europa esteja ao servi\u00e7o do bem comum e n\u00e3o de interesses particulares. A COMECE defende a aprova\u00e7\u00e3o do Tratado, considerando que este \u201cconstitui um avan\u00e7o significativo\u201d e vai dar origem \u201ca um sentimento de cidadania europeia\u201d, mas o desafio da Europa parece n\u00e3o cativar os seus habitantes. As Igrejas crist\u00e3s em Fran\u00e7a, que desde cedo se colocaram ao lado do \u201csim\u201d, pediam aos seus fi\u00e9is que n\u00e3o esquecessem que \u201cesta Europa trouxe-nos, antes de mais, a paz que era o primeiro desejo dos seus fundadores\u201d.  A \u201creceita\u201d apresentada pelos organismos crist\u00e3os pode servir de inspira\u00e7\u00e3o a quem de direito: desenvolvimento econ\u00f3mico, mas tamb\u00e9m o desenvolvimento de um modelo social &#8211; cuidados de sa\u00fade, protec\u00e7\u00e3o social e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o acess\u00edveis a todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cn\u00e3o\u201d franc\u00eas no referendo ao Tratado Constitucional Europeu veio travar a euforia gerada pelo alargamento\/reunifica\u00e7\u00e3o da Europa. Aquilo que Comiss\u00e3o dos Episcopados da UE (COMECE) j\u00e1 tinha classificado como perda de entusiasmo dos seus povos \u201cpela causa europeia e pela ideia de fraternidade entre todos\u201d \u00e9 confirmado pelo resultado deste Domingo. 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