{"id":120910,"date":"2018-12-03T16:18:33","date_gmt":"2018-12-03T16:18:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=120910"},"modified":"2018-12-11T10:37:59","modified_gmt":"2018-12-11T10:37:59","slug":"a-cruz-escondida-34","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-34\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Egipto: Jihadistas atacam peregrinos em viagem para o mosteiro de S\u00e3o Samuel<!--more--><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-120911 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/egipto.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Morrer outra vez<\/h3>\n<p>Foi h\u00e1 um m\u00eas. Um autocarro que se dirigia para o mosteiro de S\u00e3o Samuel, situado numa regi\u00e3o des\u00e9rtica no Egipto, foi atacado por terroristas. Morreram sete pessoas. Quando soube da not\u00edcia, Nadia voltou a lembrar-se do seu filho, assassinado mesmo \u00e0 sua frente, h\u00e1 ano e meio, quando se dirigiam tamb\u00e9m em peregrina\u00e7\u00e3o para aquele mosteiro. Quando soube da not\u00edcia, Nadia voltou a chorar\u2026<\/p>\n<p>Sete crist\u00e3os morreram trespassados por balas num atentado reivindicado pelo Daesh, no Egipto. Foi na sexta-feira, dia 2 de Novembro. Os crist\u00e3os eram peregrinos. Dirigiam-se num autocarro para o mosteiro de S\u00e3o Samuel. A viagem era arriscada. Por mais vigil\u00e2ncia que o ex\u00e9rcito possa colocar na estrada, \u00e9 imposs\u00edvel garantir a seguran\u00e7a de todos os que procuram aquele o\u00e1sis de Deus no meio do deserto. Naquela sexta-feira, um pequeno grupo de peregrinos fez-se \u00e0 estrada, quando o mini-bus foi bloqueado por um grupo armado. Tudo aconteceu num instante. As marcas das balas na carca\u00e7a do autocarro s\u00e3o a prova da viol\u00eancia do ataque. Foram todos apanhados naquela armadilha fatal. N\u00e3o havia por onde fugir. Sete morreram logo ali. Dezanove ficaram feridos. O Daesh reivindicou o atentado. A not\u00edcia do ataque depressa chegou aos jornais. Horas depois, Nadia sabia j\u00e1 de tudo. A not\u00edcia do ataque f\u00ea-la viajar no tempo at\u00e9 ao dia 26 de Maio do ano passado em que viveu uma experi\u00eancia semelhante. Tal como agora, os autocarros em que viajavam os peregrinos tamb\u00e9m foram imobilizados. Depois, aos gritos e com as armas empunhadas, os terroristas entraram nos ve\u00edculos e obrigaram todos os passageiros a sair. Nadia, o seu filho, a filha e o genro. E todos os outros. Mais de 50 crist\u00e3os. Foram momentos de caos absoluto. Debaixo da amea\u00e7a das armas, os terroristas ordenaram aos homens que renunciassem a Cristo e que se convertessem ao Isl\u00e3o. O primeiro a quem apontaram a metralhadora \u00e0 cabe\u00e7a foi Sameh, o genro de Nadia. \u201cEle foi o primeiro a ser martirizado.\u201d Sameh levantou um bra\u00e7o, arrega\u00e7ou a manga e mostrou a Cruz tatuada no pulso. Nadia voltou a recordar as palavras do genro: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o o farei!\u201d N\u00e3o renunciou a Cristo. Foram as suas \u00faltimas palavras. Mataram-no imediatamente. A todos os outros homens foi colocada a mesma quest\u00e3o. Um a um, todos foram interrogados. Um a um, todos deram a mesma resposta. Antes a morte, o mart\u00edrio, do que renegar Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Persegui\u00e7\u00e3o sem fim<\/h3>\n<p>Agora, com este novo ataque a um autocarro de peregrinos, a mem\u00f3ria do que aconteceu h\u00e1 ano e meio regressou com a for\u00e7a de um pesadelo. \u00c9 dif\u00edcil esconder as l\u00e1grimas, \u00e9 dif\u00edcil esconder as saudades. \u00c9 dif\u00edcil esconder-se de tantas recorda\u00e7\u00f5es carregadas de dor, de afli\u00e7\u00e3o, de tristeza. No entanto, apesar de tudo, Nadia tem um orgulho imenso sempre que lembra a forma como o genro, o filho e todos os outros se sacrificaram por fidelidade a Deus. Que orgulho! O Papa Francisco ficou tamb\u00e9m profundamente consternado com mais este ataque. No domingo seguinte, lembrou ao mundo que aqueles peregrinos foram \u201cmortos apenas por serem crist\u00e3os\u201d. A persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os no Egipto parece n\u00e3o abrandar. A comunidade, que n\u00e3o ultrapassa os 10% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, tem sido uma das mais martirizadas em todo o M\u00e9dio Oriente. Nos \u00faltimos anos, multiplicaram-se os ataques a igrejas e s\u00e3o in\u00fameros os exemplos de intimida\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia contra os coptas. S\u00f3 no ano passado, calcula-se que mais de 120 crist\u00e3os tenham sido assassinados no Egipto por causa da sua f\u00e9. Dos sete crist\u00e3os mortos no ataque ao autocarro de peregrinos que se dirigia para o mosteiro de S\u00e3o Samuel, no dia 2 de Novembro, seis eram da mesma fam\u00edlia\u2026<\/p>\n<p>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Egipto: Jihadistas atacam peregrinos em viagem para o mosteiro de S\u00e3o Samuel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-120910","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120910\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}