{"id":1200,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/para-um-novo-profetismo-denunciar-propor-fazer\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"para-um-novo-profetismo-denunciar-propor-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-um-novo-profetismo-denunciar-propor-fazer\/","title":{"rendered":"Para um novo profetismo: denunciar &#8211; propor &#8211; fazer"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA Igreja pode denunciar [as op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds], mas o estilo da den\u00fancia perdeu efic\u00e1cia, porque as pessoas habituaram-se tanto a ser denunciadas por tudo, que aparecer uma voz a fazer mais uma&#8230; N\u00e3o, a den\u00fancia n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstica principal de um profeta\u00bb &#8211; disse D. Jos\u00e9 Policarpo numa entrevista conjunta \u00e0 Sic-not\u00edcias, TSF e P\u00fablico por ocasi\u00e3o do seu jubileu episcopal. Estas considera\u00e7\u00f5es suscitaram-nos uma breve reflex\u00e3o sobre tr\u00eas aspectos complementares numa atitude de compromisso crist\u00e3o pessoal e eclesialmente sintonizado com a voz do Esp\u00edrito de Deus, hoje:  * Denunciar exige aten\u00e7\u00e3o cr\u00edtica \u00e0quilo que nos envolve. Quem anda desatento ou conformado com as coisas que o rodeiam ter\u00e1 pouca capacidade de denunciar. Quem anda demasiado ocupado com as tricas do dia a dia ter\u00e1 pouca lucidez para ver aspectos desconformes com os valores \u00e9ticos. H\u00e1 quem viva sob a saga do \u2018dizer mal de tudo e de todos\u2019, deixando-se ficar imp\u00e1vido sob o pedestal da sua imagem intoc\u00e1vel. Quantas vezes vemos pessoas \u2013 bispos, sindicalistas, pol\u00edticos profissionais e \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social \u2013 de verbo f\u00e1cil e voz altissonante a denunciar coisas que est\u00e3o mal \u2013 e est\u00e3o de facto \u2013 mas cuja incid\u00eancia n\u00e3o passa(r\u00e1) de dizer mal ou criar mera reivindica\u00e7\u00e3o! * Propor exige coragem para avan\u00e7ar com ideias capazes de mobilizar outros, dar perspectivas e, sobretudo, comprometer-se naquilo que diz. Nota-se um certo desd\u00e9m das \u2018promessas\u2019, sobretudo, em mar\u00e9 eleitoral, pois muitos conjugam em tempos e formas verbais confusas, v\u00e1rios modos de fazer como Frei Tom\u00e1s, \u2018olhando o que ele diz e n\u00e3o o que ele faz\u2019! H\u00e1 imensos arquivos com propostas que nunca foram tentadas. H\u00e1, de facto, muitos programas pastorais, eleitorais, aut\u00e1rquicos, etc. que nunca sa\u00edram do papel, t\u00e3o irris\u00f3rios foram desde a nascen\u00e7a. Se houvesse mais tempero nas propostas talvez houve mais credibilidade em tantos sectores da vida p\u00fablica, seja pol\u00edtica, econ\u00f3mica, social ou eclesial.   * Fazer ou executar as propostas feitas, em atitude de coer\u00eancia, \u00e9 o m\u00ednimo que se exige aos proponentes. Diante da infla\u00e7\u00e3o da palavra, torna-se urgente viver noutra l\u00f3gica de vida: levar a cabo aquilo que se prop\u00f5e, tornando este mundo mais respir\u00e1vel.    Neste clima de neo-profetismo deve haver, sobretudo, lugar ao testemunho, isto \u00e9, ajudando cada um de n\u00f3s a que este mundo se torne mais humano porque mais crist\u00e3o. Profetas de vida coerente, precisa-se, com urg\u00eancia!  A. S\u00edlvio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA Igreja pode denunciar [as op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds], mas o estilo da den\u00fancia perdeu efic\u00e1cia, porque as pessoas habituaram-se tanto a ser denunciadas por tudo, que aparecer uma voz a fazer mais uma&#8230; N\u00e3o, a den\u00fancia n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstica principal de um profeta\u00bb &#8211; disse D. 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