{"id":11947,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/criancas-carentes-desprotegidas-e-exploradas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"criancas-carentes-desprotegidas-e-exploradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/criancas-carentes-desprotegidas-e-exploradas\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as carentes, desprotegidas e exploradas"},"content":{"rendered":"<p>Trabalho for\u00e7ado e perigoso, escravatura, soldados, explora\u00e7\u00e3o sexual com fins comerciais e outras actividades il\u00edcitas s\u00e3o algumas das formas de explora\u00e7\u00e3o infantil, que afectam 180 milh\u00f5es de crian\u00e7as no mundo. As crian\u00e7as s\u00e3o arrastadas para o mundo do trabalho e da explora\u00e7\u00e3o devido \u00e0 pobreza e \u00e0 falta de uma educa\u00e7\u00e3o adequada, factores que s\u00e3o exacerbados pelos efeitos das epidemias. As crian\u00e7as tornam-se vulner\u00e1veis a este tipo de explora\u00e7\u00e3o quando o ambiente que as rodeia &#8211; fam\u00edlia, comunidade, Estado &#8211; n\u00e3o foi capaz de as proteger devidamente. Uma em cada doze crian\u00e7as do mundo \u00e9 vitima das piores formas de trabalho infantil, como escravatura e explora\u00e7\u00e3o sexual, devido \u00e0 pobreza e \u00e0 falta de instru\u00e7\u00e3o. Destas crian\u00e7as, 97 por cento vivem nos pa\u00edses em desenvolvimento, alerta a UNICEF. A n\u00edvel mundial, cerca de 114 milh\u00f5es de crian\u00e7as em idade escolar n\u00e3o est\u00e3o matriculadas na escola, o que as torna mais vulner\u00e1veis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e abusos e as impede de adquirirem conhecimentos que lhes permitiriam ter melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e as ajudasse a romper com o ciclo da pobreza. Para erradicar as piores formas de explora\u00e7\u00e3o infantil, devem ser tomadas medidas urgentes para ultrapassar o problema da pobreza infantil, como o refor\u00e7o e a melhor aplica\u00e7\u00e3o da ajuda internacional. H\u00e1 mais de 30 anos, os pa\u00edses mais ricos comprometeram-se a atribuir 0,7 por cento do Produto Nacional Bruto \u00e0 ajuda aos pa\u00edses em desenvolvimento, por\u00e9m, apenas cinco cumprem: Dinamarca, Holanda, Luxemburgo, Noruega e Su\u00e9cia. Outros pa\u00edses assumiram o compromisso de atingir o objectivo dos 0,7 por cento a m\u00e9dio prazo. Era importante esse prazo fosse encurtado, o que faria uma enorme diferen\u00e7a para as crian\u00e7as, e seria um bom contributo para atingir os Objectivos de Desenvolvimento Mil\u00e9nio. Hoje em dia, os consumidores dos pa\u00edses desenvolvidos est\u00e3o bem informados sobre os produtos dispon\u00edveis no mercado. Todavia, raramente t\u00eam consci\u00eancia de um importante factor. Aquele que est\u00e1 escondido: a explora\u00e7\u00e3o do trabalho infantil e a pobreza. Um n\u00famero crescente de crian\u00e7as, t\u00eam de trabalhar para que a sua fam\u00edlia sobreviva. Quando as crian\u00e7as perdem os pais, devido \u00e0 guerra ou a epidemias, muitas vezes t\u00eam de trabalhar para a sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. Muitas destas crian\u00e7as, desempenham trabalhos duros e perigosos colocando em risco a sua sa\u00fade, a sua educa\u00e7\u00e3o, o seu desenvolvimento pessoal e social e as suas pr\u00f3prias vidas. Pior ainda, estima-se que mais de um milh\u00e3o de crian\u00e7as s\u00e3o vendidas ou traficadas, dentro e entre pa\u00edses. Muitas delas s\u00e3o obrigadas a viver em condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas da escravatura. As crian\u00e7as s\u00e3o frequentemente empregues por serem mais baratas, mais flex\u00edveis e menos aptas a exigir sal\u00e1rios mais altos ou melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. A Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a reconhece \u00e0 crian\u00e7a o direito de ser protegida contra a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica ou a sujei\u00e7\u00e3o a trabalhos perigosos ou capazes de comprometer a sua educa\u00e7\u00e3o, prejudicar a sua sa\u00fade ou o seu desenvolvimento. Institui\u00e7\u00f5es, empresas e cidad\u00e3os deviam estar seriamente com a pr\u00e1tica generalizada e cont\u00ednua do turismo sexual, \u00e0 qual as crian\u00e7as s\u00e3o especialmente vulner\u00e1veis, na medida em que promove directamente a venda de crian\u00e7as, prostitui\u00e7\u00e3o infantil e pornografia infantil. Deve reconhecer-se que as raparigas, se encontram em maior risco de explora\u00e7\u00e3o sexual, uma vez que se regista um n\u00famero elevado de raparigas entre as v\u00edtimas de explora\u00e7\u00e3o sexual. O combate \u00e0 pornografia infantil na Internet deve ser criminalizada em todos os pa\u00edses, medida acompanhada de sensibiliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica para reduzir a procura que est\u00e1 na origem da venda de crian\u00e7as, prostitui\u00e7\u00e3o infantil e pornografia infantil. As crian\u00e7as merecem mais. O mais carente e desprote-gido grupo et\u00e1rio \u00e9 a melhor garantia do futuro da nossa sociedade.  Carlos Reis <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho for\u00e7ado e perigoso, escravatura, soldados, explora\u00e7\u00e3o sexual com fins comerciais e outras actividades il\u00edcitas s\u00e3o algumas das formas de explora\u00e7\u00e3o infantil, que afectam 180 milh\u00f5es de crian\u00e7as no mundo. 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