{"id":118966,"date":"2018-11-08T11:00:09","date_gmt":"2018-11-08T11:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=118966"},"modified":"2018-11-08T21:34:37","modified_gmt":"2018-11-08T21:34:37","slug":"igreja-tem-de-valorizar-os-jovens-para-evitar-que-sinodo-seja-oportunidade-perdida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-tem-de-valorizar-os-jovens-para-evitar-que-sinodo-seja-oportunidade-perdida\/","title":{"rendered":"Igreja tem de valorizar os jovens para evitar que S\u00ednodo seja \u00aboportunidade perdida\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Ant\u00f3nio Augusto Azevedo, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Voca\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios, fala das principais marcas deixadas pela assembleia que o Papa dedicou \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es e do impacto desejado de uma nova cultural vocacional nas comunidades cat\u00f3licas.<\/em><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_118960\" aria-describedby=\"caption-attachment-118960\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-118960\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/20181027_sinodo_jovens_3365-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/20181027_sinodo_jovens_3365-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/20181027_sinodo_jovens_3365-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/20181027_sinodo_jovens_3365-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/20181027_sinodo_jovens_3365-1080x721.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/20181027_sinodo_jovens_3365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-118960\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Perna\/Fam\u00edlia Crist\u00e3<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entrevista realizada em parceria para a Ag\u00eancia Ecclesia, Fam\u00edlia Crist\u00e3, Flor de Lis, R\u00e1dio Renascen\u00e7a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Que experi\u00eancia o marcou mais neste S\u00ednodo?<\/em><\/p>\n<p>O s\u00ednodo em si pr\u00f3prio \u00e9 uma experi\u00eancia marcante para um bispo, porque sublinha e faz experimentar uma dimens\u00e3o importante no minist\u00e9rio dos bispos que \u00e9 a dimens\u00e3o da comunh\u00e3o episcopal. Muitas vezes ficamos s\u00f3 com a dimens\u00e3o de cada bispo na sua diocese, mas o bispo faz parte do col\u00e9gio episcopal.<\/p>\n<p>Um S\u00ednodo \u00e9 porventura das maiores experi\u00eancias de viv\u00eancia dessa comunh\u00e3o episcopal com os bispos de todo o mundo. Essa \u00e9 uma primeira experi\u00eancia que, de facto, \u00e9 inesquec\u00edvel e muito marcante.<\/p>\n<p>Uma tradu\u00e7\u00e3o concreta dessa comunh\u00e3o episcopal \u00e9 a proximidade com o bispo de Roma. \u00c9 o Papa que convoca o S\u00ednodo, mas o modo como ele pensa, prepara e est\u00e1 no S\u00ednodo \u00e9 muito importante. Ele esteve em cada dia a receber e cumprimentar as pessoas, e o modo como esteve em cada sess\u00e3o plen\u00e1ria, estando a ouvir a partilha e os contributos e as propostas de cada um dos bispos e n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um testemunho muito marcante, isto \u00e9, n\u00e3o basta dizer que se ouve, ou propor a escuta como caminho e exerc\u00edcio.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Impressionou-o a forma de estar do Papa?<\/em><\/p>\n<p>O Papa Francisco, para mim pessoalmente, foi um testemunho do que \u00e9 saber escutar. Ouvir as pessoas, ter tempo para ouvir as pessoas, e com aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o com enfado ou distra\u00e7\u00e3o. Um aspeto muito curioso deste S\u00ednodo foi o de haver pausas de sil\u00eancio entre as interven\u00e7\u00f5es, um sil\u00eancio que ajuda a profundar a escuta para que as experi\u00eancias e as palavras, de facto, toquem fundo.<\/p>\n<p>Essa presen\u00e7a do Papa e o modo como estava no meio dos bispos de facto foi um sinal, uma experi\u00eancia muito concreta da rela\u00e7\u00e3o que h\u00e1 dos bispos com o Papa Francisco e os que com ele colaboram na C\u00faria. Permitiu um maior conhecimento sobre o que \u00e9 a Igreja de Roma, que tem como miss\u00e3o ser sinal de unidade para a Igreja Universal.<\/p>\n<p>Depois, uma outra experi\u00eancia muito concreta foi a experi\u00eancia de di\u00e1logo com os outros bispos. Um s\u00ednodo, pela abrang\u00eancia que tem, permite conhecer a realidade da Igreja Universal, e esse conceito de Igreja universal \u00e9 um conceito que temos na teoria, mas que o s\u00ednodo nos permite experimentar na pr\u00e1tica, isto \u00e9, conhecer e ouvir o que \u00e9 a vida das v\u00e1rias igrejas pelo mundo.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Foi um s\u00ednodo mais preocupado em falar de realidades fora da Europa\u2026<\/em><\/p>\n<p>Para n\u00f3s, ou para mim pessoalmente, esta experi\u00eancia faz-nos muito bem, porque sentimos e percebemos que vivemos muito absorvidos por uma atitude e uma vis\u00e3o muito euroc\u00eantrica, e de facto a realidade da Igreja hoje \u00e9 uma realidade cada vez menos centrada na Europa. A vida, a experi\u00eancia e a for\u00e7a da Igreja noutras partes do mundo impressiona-nos. As lamenta\u00e7\u00f5es que temos, o realismo com que vamos vendo aquilo que se passa \u00e0 nossa volta contrasta muito com outras realidades.<\/p>\n<p>A realidade da \u00c1sia \u00e9 uma realidade que nos impressiona, \u00c1frica em muitas regi\u00f5es, a Am\u00e9rica Latina sobretudo\u2026 faz-nos muito bem ouvir o que \u00e9 a vida da Igreja nestes lugares, no caso concreto a vida da Igreja no que diz respeito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos jovens.<\/p>\n<p>S\u00e3o sociedades com mais jovens, maior presen\u00e7a de jovens na sociedade e na igreja, e ouvir esses testemunhos faz-nos muito bem at\u00e9 para percebermos qual \u00e9 a realidade da Igreja hoje. Alarga muito horizontes, e o s\u00ednodo permite isso, por um lado, e por outro lado a relativizar um bocadinho algumas das quest\u00f5es que nos v\u00e3o desgastando e ocupando, e que nos fazem perder algumas energias.<\/p>\n<p>Sob esse ponto de vista, o s\u00ednodo foi tamb\u00e9m uma experi\u00eancia muito concreta daquilo que o Papa Francisco tem dito desde a Evangelii Gaudium, que \u00e9 a convers\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja. Se h\u00e1 aspeto em que essa convers\u00e3o \u00e9 importante \u00e9 no acolhimento e trabalho com os jovens. Portanto, tamb\u00e9m esse aspeto foi muito marcante.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A assembleia contou com uma participa\u00e7\u00e3o in\u00e9dita dos pr\u00f3prios jovens\u2026<\/em><\/p>\n<p>O di\u00e1logo com jovens de tantas partes do mundo permitiu-me a mim, e aos meus irm\u00e3os bispos, conhecer n\u00e3o s\u00f3 a realidade dos jovens em muitos contextos. Dou s\u00f3 2 ou 3 exemplos que foram muito destacados. A quest\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es. Podemos falar do fen\u00f3meno dos migrantes de um modo geral, mas esse fen\u00f3meno, se virmos com aten\u00e7\u00e3o, diz respeito sobretudo a jovens.<\/p>\n<p>Os jovens, seja dentro dos pa\u00edses, seja esta migra\u00e7\u00e3o que vem de \u00c1frica para a Europa, \u00e9 feita sobretudo por jovens. Outros aspetos t\u00eam a ver com a pobreza, outros fen\u00f3menos que causam sofrimento noutras sociedades, como a viol\u00eancia, etc, e que afetam basicamente jovens. Portanto, quer esses aspetos mais preocupantes, quer, sobretudo, e deixe-me sublinhar isto, as experi\u00eancias mais positivas, de movimentos, grupos, iniciativas e projetos de v\u00e1ria ordem, sociais, eclesiais, mas tamb\u00e9m no que diz respeito \u00e0 escola e a universidade&#8230; tantas iniciativas interessantes que se v\u00e3o fazendo pelo mundo fora, iniciativas muito lideradas e propostas pelo jovens, onde eles est\u00e3o muito empenhados.<\/p>\n<p>Foi bom ouvir e conhecer tanta coisa boa que se vai fazendo. \u00c0s vezes s\u00f3 valorizamos as dificuldades, mas \u00e9 bom valorizar o que de muito bom se vai fazendo, sobretudo quando vivemos num contento como \u00e9 o nosso, e temos de perceber isso n\u00f3s, portugueses, em que h\u00e1 algum tipo de facilidades.<\/p>\n<p>Ouvir estes testemunho de jovens em contextos muito dif\u00edceis, em pa\u00edses onde a Igreja \u00e9 muito minorit\u00e1ria, em contextos de grande press\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria Igreja, contextos em que a situa\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica \u00e9 muito dif\u00edcil, como a Venezuela e outros pa\u00edses, de facto a\u00ed \u00e9 poss\u00edvel dar mais valor a jovens muito empenhados na sociedade, em v\u00e1rias causas, mas tamb\u00e9m na vida da Igreja. Foi tamb\u00e9m uma experi\u00eancia muito interessante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>De regresso ao Porto, de que forma \u00e9 que este contacto com diferentes realidades e iniciativas vai transformar a sua vis\u00e3o enquanto bispo?<\/em><\/p>\n<p>Para mim pessoalmente, e enquanto delegado da CEP, fica uma primeira preocupa\u00e7\u00e3o: este s\u00ednodo foi diferente, no sentido em que ainda estamos em pleno processo. Houve uma primeira fase de prepara\u00e7\u00e3o, em que os jovens tiveram uma grande interven\u00e7\u00e3o, e \u00e9 importante reler o que eles disseram, sobretudo em Portugal, nas dioceses, tivemos agora a fase da sua celebra\u00e7\u00e3o, mas o s\u00ednodo n\u00e3o termina com sua celebra\u00e7\u00e3o. Vamos entrar na \u00faltima fase do S\u00ednodo que \u00e9 a sua aplica\u00e7\u00e3o no terreno. Isto ainda \u00e9 s\u00ednodo.<\/p>\n<p>O Documento final \u00e9 um documento inspirador para que cada pa\u00eds e cada diocese o trabalhar no terreno com os jovens, para p\u00f4r em pr\u00e1tica, no seu contexto pr\u00f3prio, muitas daquelas inspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 como aplicar, como reunir as pessoas, que passos dar para aplicar este S\u00ednodo; um segundo aspeto \u00e9 que um s\u00ednodo, pelo menos no que j\u00e1 foi realizado, \u00e9 sempre um desafio a uma renova\u00e7\u00e3o. No caso concreto dos jovens, e na quest\u00e3o fundamental que \u00e9 a quest\u00e3o da f\u00e9 e com a sua consequ\u00eancia que \u00e9 o despertar para a dimens\u00e3o vocacional, digamos que tudo isso deve significar uma convers\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 importante e fundamental, e seria uma oportunidade perdida se assim n\u00e3o fosse, a Igreja em Portugal voltar a olhar para os jovens, nesta nova perspetiva que \u00e9, em primeiro lugar, valorizar o papel dos jovens como uma parte importante da Igreja, como sujeitos da a\u00e7\u00e3o pastoral. Muitas vezes s\u00f3 os vemos como algu\u00e9m que recebe, mas n\u00e3o; h\u00e1 felizmente muitos jovens na vida da Igreja, nos movimentos, nos grupos, nas atividades, muitos jovens que fazem o percurso de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 at\u00e9 ao crisma, e \u00e9 importante contar com eles.<\/p>\n<p>Este S\u00ednodo procurou refor\u00e7ar a confian\u00e7a nos jovens e dizer-lhes que podem confiar na Igreja. A Igreja reafirmou que confia nos jovens, este trabalho \u00e9 com eles. Por outro lado, deixar mais claro que a dimens\u00e3o mission\u00e1ria tamb\u00e9m conta muito com eles. \u00c9 importante que, com os jovens, a Igreja tenha um rosto mais belo e mais jovem, como disse o Papa em F\u00e1tima.<\/p>\n<p>N\u00f3s estamos habituados a um rosto mais idoso, mas este \u00e9 um rosto fundamental da Igreja. A presen\u00e7a dos jovens nos v\u00e1rios meios \u00e9 uma presen\u00e7a da Igreja. Tamb\u00e9m aqui h\u00e1 que afinar, atualizar, algumas perspetivas e algumas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os jovens crist\u00e3os s\u00e3o a grande presen\u00e7a da Igreja em v\u00e1rios \u00e2mbitos, na escola, na universidade, em v\u00e1rios grupos e associa\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m no ambiente digital, em que hoje os jovens vivem. O Evangelho e a presen\u00e7a da Igreja passam basicamente por eles, e no s\u00ednodo verific\u00e1mos que muitas das melhores coisas que se t\u00eam feito partem muito dos jovens que, junto dos seus amigos, s\u00e3o um grande sinal da presen\u00e7a de Deus, e h\u00e1 coisas muito bonitas nesse cap\u00edtulo. H\u00e1 muitas coisas a mudar, e o s\u00ednodo deu e continuar\u00e1 a dar um grande impulso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Depois do S\u00ednodo, vale a pena que a l\u00edngua portuguesa se mantenha como l\u00edngua de trabalho das assembleias sinodais?<\/em><\/p>\n<p>Eu acho que sim. Foi uma experi\u00eancia bonita, e foi sublinhada a gratid\u00e3o para com o Papa e a secretaria geral por se poder falar a l\u00edngua portuguesa. Importa destacar n\u00e3o s\u00f3 que somos muitos milh\u00f5es de crist\u00e3os a falar a l\u00edngua portuguesa, mas tamb\u00e9m que somos muitos bispos a falar a l\u00edngua portuguesa. Foi um sinal muito positivo, e descobrimos com grande agrado que h\u00e1 outras pessoas que falam portugu\u00eas, ou percebem portugu\u00eas, e sobretudo a marca do portugu\u00eas que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a l\u00edngua de um pa\u00eds, mas de v\u00e1rios.<\/p>\n<p>Um facto curioso foi o de percebermos em muitos bispos, sobretudo da \u00c1sia, apelidos portugueses. A nossa l\u00edngua n\u00e3o se esgota apenas numa l\u00edngua de trabalho, que permitiu ter um c\u00edrculo menor de l\u00edngua portuguesa, e foi muito interessante o debate, que permitiu estabelecer la\u00e7os mais fortes com os outros bispos, mas digamos assim, tamb\u00e9m nos ajudou a reconhecer muitos noves de bispos de l\u00edngua portuguesa. Sinal que os crist\u00e3os e os mission\u00e1rios portugueses estiveram em muitas partes do mundo, e isso \u00e9 muito bonito.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Sentiu a falta de ter um jovem portugu\u00eas no S\u00ednodo?<\/em><\/p>\n<p>Os jovens portugueses tiveram uma presen\u00e7a importante no pr\u00e9-s\u00ednodo. No S\u00ednodo, a interven\u00e7\u00e3o teria sido sempre mais limitada. Mas os jovens tiveram sempre presentes no S\u00ednodo, uns representantes, outros em ora\u00e7\u00e3o, outros em comunica\u00e7\u00e3o, estiveram sempre presentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Augusto Azevedo, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Voca\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios, fala das principais marcas deixadas pela assembleia que o Papa dedicou \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es e do impacto desejado de uma nova cultural vocacional nas comunidades cat\u00f3licas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":119006,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[71,421,6],"tags":[],"class_list":["post-118966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-manchetedupla","category-sinodo","category-entrevistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118966\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/119006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}