{"id":11832,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-brasao-do-papa-bento-xvi\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-brasao-do-papa-bento-xvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-brasao-do-papa-bento-xvi\/","title":{"rendered":"O Bras\u00e3o do Papa Bento XVI"},"content":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o oficial do Vaticano <!--more--> <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/brasaoxvi.jpg\" align=\"left\">Desde os tempos medievais, os bras\u00f5es tornaram-se de uso comum para os guerreiros e para a nobreza, e por conseguinte foi-se desenvolvendo uma linguagem bem articulada que regula e descreve a her\u00e1ldica civil. Paralelamente, tamb\u00e9m para o clero se formou uma her\u00e1ldica eclesi\u00e1stica. Ela segue as regras da civil para a composi\u00e7\u00e3o e a defini\u00e7\u00e3o do escudo, mas coloca em redor s\u00edmbolos de ins\u00edgnias de car\u00e1cter eclesi\u00e1stico e religioso, segundo os graus da Ordem sacra, da jurisdi\u00e7\u00e3o e da dignidade. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o, pelo menos de h\u00e1 oito s\u00e9culos para c\u00e1, que tamb\u00e9m os Papas tenham um seu bras\u00e3o pessoal, al\u00e9m dos simbolismos pr\u00f3prios da S\u00e9 Apost\u00f3lica. Particularmente no Renascimento e nos s\u00e9culos seguintes, era costume decorar com o bras\u00e3o do Sumo Pont\u00edfice felizmente reinante todas as principais obras por ele executadas. Bras\u00f5es papais aparecem de facto nas obras de arquitectura, em publica\u00e7\u00f5es, em decretos e documentos de v\u00e1rios tipos.   Com frequ\u00eancia os Papas adoptavam o escudo da pr\u00f3pria fam\u00edlia, se existia, ou ent\u00e3o compunham um escudo com simbolismos que indicavam um pr\u00f3prio ideal de vida, ou uma refer\u00eancia a factos ou experi\u00eancias passadas, ou a elementos relacionados com um pr\u00f3prio programa de pontificado. Por vezes acrescentavam algumas variantes ao escudo que tinham adoptado como Bispos. Tamb\u00e9m o Cardeal Joseph Ratzinger, eleito Papa e assumindo o nome de Bento XVI, escolheu um bras\u00e3o rico de simbolismos e de significados, para confiar \u00e0 hist\u00f3ria a sua personalidade e o seu Pontificado.   Como se sabe, um bras\u00e3o \u00e9 composto por um escudo que tem alguns s\u00edmbolos significativos e \u00e9 circundado por elementos, que indicam a dignidade, o grau, o t\u00edtulo, a jurisdi\u00e7\u00e3o, etc. O escudo adoptado pelo Papa Bento XVI tem uma composi\u00e7\u00e3o muito simples: tem a forma de c\u00e1lice, que \u00e9 a mais usada na her\u00e1ldica eclesi\u00e1stica (outra forma \u00e9 a cabe\u00e7a de cavalo, que foi adoptada por Paulo VI). No seu interior, variando a composi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao escudo cardinal\u00edcio, o escudo do Papa Bento XVI tornou-se: vermelho, com ornamentos dourados. De facto, o campo principal, que \u00e9 vermelho, tem dois relevos laterais nos \u00e2ngulos superiores em forma de &#8220;capa&#8221;, que s\u00e3o de ouro. A &#8220;capa&#8221; \u00e9 um s\u00edmbolo de religi\u00e3o. Ela indica um ideal inspirado na espiritualidade mon\u00e1stica, e mais tipicamente na beneditina. V\u00e1rias Ordens ou Congrega\u00e7\u00f5es religiosas adoptaram a forma &#8220;de revestimento&#8221; no seu bras\u00e3o, como por exemplo os Carmelitas e os Dominicanos, mesmo se estes \u00faltimos o usavam unicamente numa simbologia mais primitiva que a actual. Bento XIII, Pedro Francisco Orsini (1724-1730), da Ordem dos Pregadores, adoptou a &#8220;cabe\u00e7a dominicana&#8221;, que \u00e9 branca ornamentada de preto.   O escudo do Papa Bento XVI cont\u00e9m simbolismos que ele j\u00e1 tinha introduzido no seu bras\u00e3o de Arcebispo de Monast\u00e9rio e Frisinga e depois de Cardeal. Contudo, na nova composi\u00e7\u00e3o, eles est\u00e3o agora ordenados de modo diverso. O campo principal do bras\u00e3o \u00e9 o central, que \u00e9 vermelho. No ponto mais nobre do escudo, encontra-se uma grande concha de ouro, a qual tem uma tripla simbologia. Primeiro, ela tem um significado teol\u00f3gico: pretende recordar a lenda atribu\u00edda a Santo Agostinho, o qual encontrando um jovem na praia, que com uma concha procurava p\u00f4r toda a \u00e1gua do mar num buraco cavado na areia, lhe perguntou o que fazia. Ele explicou-lhe a sua v\u00e3 tentativa, e Agostinho compreendeu a refer\u00eancia ao seu in\u00fatil esfor\u00e7o de procurar fazer entrar a infinidade de Deus na limitada mente humana. A lenda possui um evidente simbolismo espiritual, para convidar a conhecer Deus, mesmo se na humildade das inadequadas capacidades humanas, haurindo da inexauribilidade do ensinamento teol\u00f3gico. Al\u00e9m disso, a concha \u00e9 usada h\u00e1 s\u00e9culos para indicar o peregrino: simbolismo que Bento XVI quer manter vivo, no seguimento das pegadas de Jo\u00e3o Paulo II, grande peregrino em todas as partes do mundo. A casula por ele usada na solene liturgia do in\u00edcio do seu Pontificado, no domingo, 24 de Abril, tinha bem evidenciado o desenho de uma grande concha. Ela \u00e9 tamb\u00e9m o s\u00edmbolo presente no bras\u00e3o do Antigo Mosteiro de Schotten, perto de Regensburgo, na Baviera, ao qual Joseph Ratzinger se sente espiritualmente muito ligado.   Na parte do escudo denominada &#8220;capa&#8221;, encontram-se tamb\u00e9m dois s\u00edmbolos provenientes da Tradi\u00e7\u00e3o da Baviera, que Joseph Ratzinger, ao tornar-se em 1977 Arcebispo de M\u00f3naco e Frisinga tinha introduzido no seu bras\u00e3o arquiepiscopal. No \u00e2ngulo direito do bras\u00e3o (\u00e0 esquerda de quem olha) est\u00e1 uma cabe\u00e7a de mouro (ou seja, de cor escura), com l\u00e1bios, coroa e colar vermelhos. \u00c9 o antigo s\u00edmbolo da Diocese de Frisinga, que surgiu no s\u00e9culo VIII, tornando-se Arquidiocese Metropolitana com o nome de M\u00f3naco e Frisinga em 1818, depois da Concordata entre Pio VII e o Rei Maximiliano Jos\u00e9 da Baviera (5 de Junho de 1817). A cabe\u00e7a de Mouro n\u00e3o \u00e9 rara na her\u00e1ldica europeia. Ela aparece ainda hoje em muitos bras\u00f5es da Sardenha e da C\u00f3rsega, e tamb\u00e9m em v\u00e1rios bras\u00f5es de fam\u00edlias nobres. Tamb\u00e9m no bras\u00e3o do Papa Pio VII, Barnab\u00e9 Greg\u00f3rio Chiaramonti (1800-1823), se encontravam tr\u00eas cabe\u00e7as de Mouro. Mas o Mouro na her\u00e1ldica it\u00e1lica em geral tem \u00e0 volta da cabe\u00e7a uma tira branca, que indica o escravo que foi libertado, e n\u00e3o \u00e9 coroado, enquanto que na her\u00e1ldica germ\u00e2nica \u00e9 coroado. De facto, na tradi\u00e7\u00e3o bavarese a cabe\u00e7a de Mouro aparece com muita frequ\u00eancia, e \u00e9 denominada caput ethiopicum, ou mouro de Frisinga.   No \u00e2ngulo esquerdo da parte superior, est\u00e1 representado um urso, de cor escura (ao natural), que carrega no seu dorso um fardo. Narra uma antiga tradi\u00e7\u00e3o que o primeiro Bispo de Frisinga, S\u00e3o Corbiniano (nascido por volta de 680 em Chartres, Fran\u00e7a, e falecido a 8 de Setembro de 730), tendo-se posto em viagem a cavalo rumo a Roma, ao atravessar uma floresta foi atacado por um urso, que lhe devorou o cavalo. Contudo, ele conseguiu n\u00e3o s\u00f3 aplacar o urso, mas carregar nele a sua bagagem fazendo-se acompanhar por ele at\u00e9 Roma. Por isso o urso \u00e9 representado com um fardo sobre o dorso. A f\u00e1cil interpreta\u00e7\u00e3o da simbologia quer ver no urso domado pela gra\u00e7a de Deus o pr\u00f3prio Bispo de Frisinga, e costuma ver no fardo o peso do episcopado por ele carregado.   Por conseguinte, o escudo do bras\u00e3o papal pode ser descrito (&#8220;nobre&#8221;) segundo a linguagem her\u00e1ldica do seguinte modo: &#8220;De vermelho, revestido de ouro, at\u00e9 \u00e0 concha do mesmo; o \u00e2ngulo direito, com a cabe\u00e7a de Mouro ao natural, coroada e com colar vermelho; o \u00e2ngulo esquerdo, com o urso ao natural, decorado e carregado com um fardo vermelho, cinturado de preto&#8221;.   O escudo tem no seu interior como descrevemos as simbologias ligadas \u00e0 pessoa que com ele se distingue, aos seus ideais, tradi\u00e7\u00f5es, programas de vida e aos princ\u00edpios que o inspiram e guiam. Os v\u00e1rios s\u00edmbolos do grau, da dignidade e da jurisdi\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo est\u00e3o colocados em volta do escudo. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o, desde tempos imemor\u00e1veis, que o Sumo Pont\u00edfice tenha no seu bras\u00e3o, em volta do escudo, as duas chaves &#8220;decussadas&#8221; (ou seja, colocadas em forma de cruz de Santo Andr\u00e9), uma de ouro e a outra de prata: interpretadas por v\u00e1rios autores como s\u00edmbolos do poder espiritual e do poder temporal. Elas est\u00e3o colocadas atr\u00e1s do escudo, ou acima dele, afirmando-se com certa evid\u00eancia. O Evangelho de Mateus narra que Cristo dissera a Pedro: &#8220;Dar-te-ei as chaves do reino dos c\u00e9us, e tudo o que ligares na terra ser\u00e1 ligado no c\u00e9u, e tudo o que desligares na terra, ser\u00e1 desligado no c\u00e9u&#8221; (cap. 16, v. 19). Por conseguinte, as chaves s\u00e3o o s\u00edmbolo t\u00edpico do poder dado por Cristo a S\u00e3o Pedro e aos seus sucessores. Portanto, elas encontram-se justamente em cada bras\u00e3o papal.   Na her\u00e1ldica civil existe sempre em cima do escudo um ornamento para a cabe\u00e7a, normalmente uma coroa. Tamb\u00e9m na her\u00e1ldica eclesi\u00e1stica acontece o mesmo, evidentemente de tipo eclesi\u00e1stico. No caso do Sumo Pont\u00edfice desde os tempos antigos representa-se uma &#8220;tiara&#8221;. No in\u00edcio, ela era um tipo de &#8220;barrete&#8221; fechado. Em 1130 foi acompanhado por uma coroa, s\u00edmbolo de soberania sobre os Estados da Igreja. Bonif\u00e1cio VIII, em 1301, acrescentou uma segunda coroa, na \u00e9poca do confronto com o Rei da Fran\u00e7a, Filipe, o Belo, para representar a sua autoridade espiritual superior \u00e0 civil. Foi Bento XII, em 1342 que acrescentou uma terceira coroa para simbolizar a autoridade moral do Papa sobre todos os monarcas civis, e reafirmar a posse de Avinh\u00e3o. Com o tempo, perdendo os seus significados de car\u00e1cter temporal, a tiara de prata com as tr\u00eas coroas de ouro permaneceu para representar os tr\u00eas poderes do Sumo Pont\u00edfice: de Ordem sagrada, de Jurisdi\u00e7\u00e3o e de Magist\u00e9rio. Nos \u00faltimos s\u00e9culos, os Papas usaram a tiara nos pontificados solenes, e em particular no dia da &#8220;coroa\u00e7\u00e3o&#8221;, no in\u00edcio do seu pontificado. Paulo VI usou para tal fun\u00e7\u00e3o uma preciosa tiara que lhe fora oferecida pela Diocese de Mil\u00e3o, como j\u00e1 tinha feito para Pio XI, que depois a destinou para obras de benefic\u00eancia e teve in\u00edcio o uso corrente de uma simples &#8220;mitra&#8221; (ou &#8220;mitria&#8221;), por vezes enriquecida com decora\u00e7\u00f5es ou gemas. Contudo ele deixou a &#8220;tiara&#8221; juntamente com as chaves decussadas como s\u00edmbolo da S\u00e9 Apost\u00f3lica.   Hoje a cerim\u00f3nia com a qual o Sumo Pont\u00edfice inaugura solenemente o seu Pontificado j\u00e1 n\u00e3o se chama &#8220;coroa\u00e7\u00e3o&#8221;, como se dizia no passado. A plena jurisdi\u00e7\u00e3o do Papa, de facto, inicia a partir do momento da sua aceita\u00e7\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o feita pelos Cardeais em Conclave e n\u00e3o por uma coroa\u00e7\u00e3o, como acontece com os monarcas civis. Por isso, essa cerim\u00f3nia chama-se simplesmente solene in\u00edcio do seu Minist\u00e9rio Petrino, como aconteceu para Bento XVI, a 24 de Abril passado.   O Santo Padre Bento XVI decidiu n\u00e3o usar mais a tiara no seu bras\u00e3o oficial pessoal, mas colocar s\u00f3 uma simples mitra, que n\u00e3o \u00e9 portanto encimada por uma pequena esfera e por uma cruz como era a tiara. A mitra pontif\u00edcia representada no seu bras\u00e3o, em recorda\u00e7\u00e3o das simbologias da tiara, \u00e9 de prata e tem tr\u00eas faixas de ouro (os tr\u00eas mencionados poderes de Ordem, Jurisdi\u00e7\u00e3o e Magist\u00e9rio), ligados verticalmente entre si no centro para indicar a sua unidade na mesma pessoa.   Um s\u00edmbolo totalmente novo no bras\u00e3o do Papa Bento XVI \u00e9 a presen\u00e7a do &#8220;p\u00e1lio&#8221;. N\u00e3o \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o, pelo menos recente, que os Sumos Pont\u00edfices o representem no seu bras\u00e3o. Contudo, o p\u00e1lio \u00e9 o distintivo lit\u00fargico t\u00edpico do Sumo Pont\u00edfice, e aparece com muita frequ\u00eancia em antigas representa\u00e7\u00f5es papais. Indica o cargo de ser pastor do rebanho que lhe foi confiado por Cristo. Nos primeiros s\u00e9culos os Papas usavam uma verdadeira pele de cordeiro apoiada sobre os ombros. Depois, passou a ser costume uma estola de l\u00e3 branca, tecida com l\u00e3 pura de cordeiros criados para essa finalidade. A estola tinha algumas cruzes, que nos primeiros s\u00e9culos eram pretas, ou por vezes vermelhas. J\u00e1 no IV s\u00e9culo o p\u00e1lio era um distintivo lit\u00fargico pr\u00f3prio e t\u00edpico do Papa. O conferimento do p\u00e1lio por parte do Papa aos Arcebispos metropolitas teve in\u00edcio no s\u00e9culo VI. A obriga\u00e7\u00e3o por parte deles de postular o p\u00e1lio depois da sua nomea\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada desde o s\u00e9culo IX. Na famosa longa s\u00e9rie iconogr\u00e1fica dos medalh\u00f5es que, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Paulo, reproduzem a ef\u00edgie de todos os Papas da hist\u00f3ria (mesmo se particularmente os mais antigos s\u00e3o de fei\u00e7\u00f5es idealizadas) muit\u00edssimos Sumos Pont\u00edfices s\u00e3o representados com o p\u00e1lio, particularmente todos os Pont\u00edfices entre os s\u00e9culos V e XIV. Por conseguinte, o p\u00e1lio \u00e9 o s\u00edmbolo n\u00e3o s\u00f3 da jurisdi\u00e7\u00e3o papal, mas tamb\u00e9m o sinal expl\u00edcito e fraterno da partilha desta jurisdi\u00e7\u00e3o com os Arcebispos metropolitas, e mediante eles com os Bispos seus sufrag\u00e2neos. Portanto ele \u00e9 sinal vis\u00edvel da colegialidade e da subsidiariedade. Tamb\u00e9m v\u00e1rios Patriarcas Orientais usam uma forma antiqu\u00edssima, muito semelhante ao p\u00e1lio, chamada omophorion.   Na her\u00e1ldica geral, quer civil, quer eclesi\u00e1stica (particularmente nos graus inferiores) \u00e9 costume colocar por baixo do escudo um nastro, ou cartaz, que tem gravado um mote, ou distintivo. Ele cont\u00e9m numa s\u00f3 ou em poucas palavras um ideal, ou um programa de vida. O Cardeal Joseph Ratzinger tinha no seu bras\u00e3o arquiepiscopal e cardinal\u00edcio o mote: &#8220;Cooperatores Veritatis&#8221;. Ele permanece como sua aspira\u00e7\u00e3o e programa pessoal, mas n\u00e3o est\u00e1 no bras\u00e3o papal, segundo a comum tradi\u00e7\u00e3o dos bras\u00f5es dos Sumos Pont\u00edfices nos \u00faltimos s\u00e9culos. Todos recordamos como Jo\u00e3o Paulo II citava com frequ\u00eancia o mote &#8220;Totus tuus&#8221;, mesmo se n\u00e3o estava no seu bras\u00e3o papal. A falta de um mote no bras\u00e3o papal n\u00e3o significa falta de um programa, mas simplesmente abertura sem exclus\u00f5es a todos os ideais que derivam da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade.   <i>D. Andrea Cordero di Montezemolo<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o oficial do Vaticano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,126,145,146,190,199,206,237,246],"class_list":["post-11832","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-carmelitas","tag-conclave","tag-concordata","tag-dominicanos","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11832"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11832\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}