{"id":11766,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/atender-as-pessoas-nao-e-um-problema-de-orcamento-mas-de-humanidade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"atender-as-pessoas-nao-e-um-problema-de-orcamento-mas-de-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/atender-as-pessoas-nao-e-um-problema-de-orcamento-mas-de-humanidade\/","title":{"rendered":"\u00abAtender as pessoas n\u00e3o \u00e9 um problema de or\u00e7amento mas de humanidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Alertou o Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias, presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas, no congresso \u00abEnvelhecimento &#8211; Novos desafios do s\u00e9culo XXI\u00bb <!--more--> A sociedade portuguesa confronta-se com um grave problema social: o fen\u00f3meno do envelhecimento. Para reflectir sobre \u00abEnvelhecimento \u2013 Novos desafios do s\u00e9culo XXI\u00bb, a Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas (UMP) organizou um congresso, de 5 a 7 de Maio, na Torre do Tombo, em Lisboa, para que se possam \u201cprevenir as situa\u00e7\u00f5es de degrada\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica dos idosos, a situa\u00e7\u00e3o de isolamento e a situa\u00e7\u00e3o de falta de sa\u00fade\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias, presidente da UMP.  Vindas de um \u201cglorioso passado\u201d com mais de 500 anos de respostas humanizadas \u00e0s necessidades de cada tempo e cada lugar, as miseric\u00f3rdias s\u00e3o \u201cum fen\u00f3meno especifico e exemplar da solidariedade portuguesa\u201d \u2013 sublinhou o Presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas. Associa\u00e7\u00f5es que resultam do \u201cvoluntariado\u201d e da \u201cboa vontade\u201d das popula\u00e7\u00f5es locais, estas s\u00e3o muitas vezes confundidas com a Miseric\u00f3rdia de Lisboa \u201cem rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es dos jogos\u201d \u2013 disseram alguns provedores de Miseric\u00f3rdias presentes no congresso. Esta confus\u00e3o \u2013 explica o Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias \u2013 deriva da \u201cfalsa ideia que as Miseric\u00f3rdias s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es do Estado ou do sector p\u00fablico\u201d. Embora, o Estado tenha \u201cobriga\u00e7\u00f5es\u201d com os cidad\u00e3os que as Miseric\u00f3rdias apoiam. O Estado \u201cdeve financiar\u201d as pessoas que s\u00e3o acolhidas nas chamadas \u201crespostas sociais\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o aos jogos sociais, o sacerdote franciscano real\u00e7a \u201cque existe a ideia que o resultado destes \u00e9 para as Miseric\u00f3rdias. N\u00e3o \u00e9 verdade\u201d. Uma parte do lucro \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 Miseric\u00f3rdia de Lisboa para exercer \u201ca ac\u00e7\u00e3o social\u201d na cidade. As outras Miseric\u00f3rdias \u201cn\u00e3o recebem directamente nenhuma participa\u00e7\u00e3o\u201d nesta \u00e1rea.  Para as v\u00e1rias miseric\u00f3rdias exercerem o seu trabalho social existem \u201cacordos negociados anualmente\u201d com as entidades governamentais.  Na negocia\u00e7\u00e3o nem sempre h\u00e1 sintonia de pontos de vista porque \u201co Estado rege-se muito por crit\u00e9rios financeiros\u201d \u2013 disse o Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias.  E avan\u00e7a: apesar de algumas diverg\u00eancias \u201ct\u00eam-se dado passos muitos positivos\u201d. Primeiro com o Pacto de Coopera\u00e7\u00e3o para a Solidariedade \u2013 estabelecem-se as grandes regras da coopera\u00e7\u00e3o \u2013 e, em segundo lugar, as Miseric\u00f3rdias t\u00eam protocolos com v\u00e1rios departamentos estatais para o financiamento, apoio e ajudas t\u00e9cnicas. Apesar dos acordos \u201c\u00e9 preciso rever os apoios prestados e ter como base as necessidades e n\u00e3o as capacidades do or\u00e7amento\u201d \u2013 disse o Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias. \u201cAtender as pessoas n\u00e3o \u00e9 um problema de or\u00e7amento mas de humanidade\u201d \u2013 salienta o director da UMP.  <b> A fotografia do Observat\u00f3rio<\/b> O Observat\u00f3rio de Idosos e Grandes Dependentes, organismo da UMP, produziu um estudo sobre a realidade do envelhecimento &#8211; \u00abAs Miseric\u00f3rdias Portuguesas na Assist\u00eancia aos Idosos\u00bb -,  ser\u00e1 apresentado amanh\u00e3, que \u201cnos leva a considerar a vantagem de valorizar uma nova dimens\u00e3o deste Observat\u00f3rio: dimens\u00e3o europeia ou comunit\u00e1ria\u201d. A UMP tem contactos avan\u00e7ados com outros pa\u00edses da Uni\u00e3o para \u201cque haja na Europa um observat\u00f3rio sobre envelhecimento\u201d \u2013 referiu o Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias.  E adianta: \u201cest\u00e1 provado que h\u00e1 um envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o portuguesa e agravar-se-\u00e1 at\u00e9 2050\u201d. \u00c9 preciso preparar o futuro.  Com a cria\u00e7\u00e3o deste organismo \u201ctir\u00e1mos uma fotografia da realidade\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Manuel Lemos, director do Observat\u00f3rio de Idosos e Grandes Dependentes da UMP. A fotografia da realidade das Miseric\u00f3rdias \u201cn\u00e3o \u00e9 negra\u201d o que \u00e9 mais negro \u00e8 a \u201cincapacidade que estas sentem junto da popula\u00e7\u00e3o de responderem ao desafio crescente das quest\u00f5es colocadas\u201d \u2013 disse. As pessoas \u201cn\u00e3o percebem bem\u201d o porqu\u00ea das Miseric\u00f3rdias \u201cn\u00e3o responderem mais\u201d. Com os dados recolhidos \u201cteremos de prepararmo-nos para responder melhor ao apoio domicili\u00e1rio; aos internamentos e o aumento das quest\u00f5es de sa\u00fade\u201d \u2013 disse Manuel Lemos.  Segundo dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) est\u00e3o cerca de 53 mil idosos em lares, \u201cdestes entre 50 a 60% est\u00e3o nas Miseric\u00f3rdias\u201d \u2013 conclui o referido director. Os n\u00fameros revelam a import\u00e2ncia que as Miseric\u00f3rdias exercem na sociedade portuguesa.    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alertou o Pe. 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