{"id":116709,"date":"2018-10-15T10:47:58","date_gmt":"2018-10-15T09:47:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=116709"},"modified":"2018-10-15T13:09:58","modified_gmt":"2018-10-15T12:09:58","slug":"evangelizar-os-algoritmos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evangelizar-os-algoritmos\/","title":{"rendered":"Evangelizar os Algoritmos"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Autor<\/a><\/em><!--more--><\/p>\n<p><em>Sabias que a informa\u00e7\u00e3o que aparece no teu mural do Facebook, ou perfil do YouTube, \u00e9 controlada por um algoritmo? Quando falamos em evangelizar atrav\u00e9s das redes sociais, dev\u00edamos pensar mais nos algoritmos do que nas pessoas, o que \u00e9 um contra-senso.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_116712\" aria-describedby=\"caption-attachment-116712\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-116712 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/algoritmos-1080x720.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-116712\" class=\"wp-caption-text\">Photo by Markus Spiske on Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cruzei-me recentemente com um livro de <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/jaron_lanier_how_we_need_to_remake_the_internet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jaron Lanier<\/a>, um escritor americano de filosofia computacional, e considerado em Silicon Valley como o pai fundador da realidade virtual. O livro intitula-se \u201cOs Dez Argumentos para Apagares as Tuas Contas nas Redes Sociais\u201d (tradu\u00e7\u00e3o minha) e deixou-me intrigado pelo modo como essas redes funcionam sem nos darmos conta disso. Em primeiro lugar, os nossos dados pessoais e, sobretudo, comportamentais, n\u00e3o s\u00e3o controlados por cientistas de bata branca, mas algoritmos.<\/p>\n<p>Algoritmos s\u00e3o um conjuntos de instru\u00e7\u00f5es em linguagem inform\u00e1tica que possuem a capacidade de analisar uma quantidade elevad\u00edssima de dados e \u201creagir\u201d em fun\u00e7\u00e3o dessa an\u00e1lise. Por exemplo, quando nos ligamos \u00e0s redes sociais, quanto tempo ficamos ligados, o que compramos, ou fazemos \u201cLike\u201d, compara esse comportamento com o de milh\u00f5es de outras pessoas, de modo a prever como agimos e o que nos leva a agir. Sabiam?<\/p>\n<p>Toda essa informa\u00e7\u00e3o sobre os nossos comportamentos \u00e9, depois, vendida. Pois, apesar de pensarmos que somos utilizadores, na realidade somos apenas utilizados como produto a vender \u00e0s companhias publicit\u00e1rias, que n\u00e3o t\u00eam outro objectivo sen\u00e3o o de aproveitar a parte viciante das redes sociais para venderem os seus produtos. Apesar de subtil, \u00e9 clara a manipula\u00e7\u00e3o do nosso comportamento. Podes n\u00e3o aceitar que \u00e9s manipulado por estes algoritmos, mas o efeito estat\u00edstico \u00e9 real e fi\u00e1vel. Mas os algoritmos n\u00e3o se ficam por aqui.<\/p>\n<figure><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/redes_sociais.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-116713 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/redes_sociais.jpg\" alt=\"\" width=\"461\" height=\"297\" \/><\/a><\/figure>\n<p>Pelo facto de incorporarem alguma aleatoriedade, os algoritmos tornam-se adaptativos, ajustando-se no tempo de modo a envolver-nos cada vez mais nas redes sociais. O efeito emotivo dos \u201c<em>Likes<\/em>\u201d, ou coment\u00e1rios e interac\u00e7\u00e3o com as pessoas \u00e9 um verdadeiro consumidor da nossa aten\u00e7\u00e3o e libertador de hormonas de realiza\u00e7\u00e3o e prazer como a dopamina. O efeito viciante \u00e9 de tal ordem que Sean Parker, um dos fundadores do Facebook, chegou mesmo a afirmar,<\/p>\n<blockquote><p>\u201cS\u00f3 Deus sabe o que est\u00e1 [o algoritmo] a fazer ao c\u00e9rebro das nossas crian\u00e7as. (Sean Parker, co-fundador do Facebook)\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00f3 Deus sabe. E s\u00f3 numa forte e profunda uni\u00e3o com Ele \u00e9 que vir\u00e3o as respostas a dar a este desafio que a humanidade atravessa sem se dar conta. Por\u00e9m, vislumbro de uma poss\u00edvel sa\u00edda que gostaria de partilhar. As redes sociais vieram para ficar e mais importante do que determinar o seu fim \u00e9 dar um novo rumo \u00e0 sua <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-fim-das-redes-sociais\/\">finalidade<\/a>.<\/p>\n<p>Como crist\u00e3os n\u00e3o estamos desatentos em rela\u00e7\u00e3o a este fen\u00f3meno, naquilo de positivo que tem (reencontrar amigos de longa data, retomar contacto com parentes distantes, etc), ou de negativo (not\u00edcias falsas, aumento de ansiedade, manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, incentivo excessivo ao consumo, superficialidade nos relacionamentos, etc). Mas quando se fala de evangelizar atrav\u00e9s das redes sociais, embora tenhamos em mente as pessoas, na realidade, o que determina se a mensagem chega, ou n\u00e3o, \u00e9 um algoritmo.<\/p>\n<p>O desafio da evangeliza\u00e7\u00e3o digital n\u00e3o est\u00e1 em levar a Boa Nova \u00e0s pessoas, mas em influenciar o algoritmo. Como?<\/p>\n<p>Aqui est\u00e3o 4 sugest\u00f5es inspiradas nos argumentos de Jaron Lanier.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>1. Focar a aten\u00e7\u00e3o no positivo<\/h3>\n<p>De acordo com Lanier, as redes sociais est\u00e3o estruturadas para dar voz aos que falam mais alto e s\u00e3o mais desagrad\u00e1veis. Quanto mais pol\u00e9mica for a pessoa, mais as pessoas lhe prestam aten\u00e7\u00e3o, e aparecem mais vezes nos nossos murais. Se focarmos a aten\u00e7\u00e3o somente no que \u00e9 positivo e edifica o ser humano, denunciando, ou rejeitando no nosso mural o que n\u00e3o edifica, estou convencido que iremos, no tempo, alterar o algoritmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>2. Diminuir a actividade online<\/h3>\n<p>As empresas como o Facebook e a Google est\u00e3o 24 sobre 24h a observar o nosso comportamento. E se lhes restring\u00edssemos o tempo que passamos nas redes sociais a n\u00e3o mais do que 15 minutos por dia? Assim, limitamos tamb\u00e9m o bombardeamento de conte\u00fados personalizados que pretendem apenas estimular o v\u00edcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>3. Nunca comprar nada que a rede social sugira<\/h3>\n<p>\u00c9 preciso coragem e determina\u00e7\u00e3o, mas de cada vez que compramos algo sugerido por uma rede social \u201cdes-educamos\u201d o algoritmo. Quem possui uma elevada capacidade de auto-controle n\u00e3o ter\u00e1 problema com isto. Mas quem reconhece ter menos pode encarar esta como uma oportunidade de amadurecimento pessoal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>4. N\u00e3o ceder \u00e0 superficialidade<\/h3>\n<p>Muitas das pessoas, aparentemente, online, que pedem amizade ou seguem outras, n\u00e3o existem na realidade. H\u00e1 empresas que criam personagens fict\u00edcias para aumentar a popularidade daqueles que est\u00e3o dispostos a pagar por isso. Quando algo semelhante for aliado a sistemas de Intelig\u00eancia Artificial, o resultado pode ficar completamente descontrolado. N\u00e3o ceder \u00e0 superficialidade implica o prop\u00f3sito de interagir com cada pessoa em maior profundidade, procurando mais palavras do que emojis.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mas estas 4 sugest\u00f5es n\u00e3o chegam para evangelizar os algoritmos porque existe um contexto mais profundo onde as redes sociais constituem um verdadeiro desafio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O contexto espiritual<\/h3>\n<p>Com plataformas estupefacientes como s\u00e3o, actualmente, as redes sociais, as empresas que as det\u00eam mant\u00eam-nos grudados nas pequenas jaulas dos nossos <em>smartphones<\/em>, usando a ci\u00eancia comportamental para analisar e manipular os nossos comportamentos. Mas o facto dessa manipula\u00e7\u00e3o ir para al\u00e9m do indiv\u00edduo e atingir a sociedade como um todo, acaba por ter o mesmo efeito que um fen\u00f3meno religioso.<\/p>\n<p>Deus quer-nos livres e sempre que uma experi\u00eancia espiritual n\u00e3o nos liberta para uma uni\u00e3o cada vez maior e mais profunda com Ele, h\u00e1 algo de errado. Pelo facto das redes sociais serem j\u00e1 consideradas como um \u201cnovo enquadramento espiritual,\u201d deix\u00e1-las entrar na vida espiritual enraizada na realidade pode-nos desvirtuar das quest\u00f5es mais profundas. E, em vez de procurarmos juntos respostas no relacionamento comunit\u00e1rio com Deus, cedemos \u00e0 superficialidade do novo enquadramento.<\/p>\n<p>As empresas donas das redes sociais, que rentabilizam os seus lucros \u00e0 custa da nossa privacidade e comportamentos, pretendem responder \u00e0s quest\u00f5es profundas com a optimiza\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o de viver, organizando a informa\u00e7\u00e3o do mundo como modo de \u201corganizar a realidade.\u201d Por esse motivo, a \u201c<em>Espiritualidade Optimizada<\/em>,\u201d vivida digitalmente, tem como finalidade melhorar o nosso <em>ranking<\/em> nos \u201c<em>Likes<\/em>\u201d e n\u00famero de visualiza\u00e7\u00f5es. Esta \u00e9tica n\u00e3o deixa qualquer espa\u00e7o \u00e0 espiritualidade enraizada na verdadeira realidade, e retira qualquer possibilidade de envolvimento em mist\u00e9rios inef\u00e1veis como&#8230; Deus.<\/p>\n<p>Neste contexto digital, o corpo, a mente e o nosso comportamento passam a ser vulner\u00e1veis aos <em>hackers<\/em>, colocando a nossa natureza humana ao n\u00edvel de programas de computador, robots, ou dispositivos. Os algoritmos permitem, em duras palavras, matar a totalidade do nosso ser humano, a nossa alma. Estamos dispostos a isso?<\/p>\n<p>A <em>pessoalidade<\/em> que nos faz verdadeiramente humanos acontece no face-a-face. A <em>espiritualidade<\/em> que nos faz experimentar a profundidade de um relacionamento inigual\u00e1vel com Deus, acontece, tamb\u00e9m, num face-a-face. Mas se a realidade das redes sociais \u00e9 a que temos, e entrou na cultura humana para ficar, ent\u00e3o, importa estarmos conscientes de que devem servir para elevar a dignidade de cada ser humano e, no caso da vida espiritual, ser meramente placas que apontem para os modos que permitem aprofundar o nosso relacionamento com Deus, n\u00e3o substitu\u00ed-Lo. Como tudo isto depende dos algoritmos, falar de evangelizar atrav\u00e9s das redes sociais, talvez passe por evangelizar primeiro os algoritmos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-116709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116709\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}