{"id":11605,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/igrejas-da-suica-e-do-brasil-assinam-declaracao-ecumenica-sobre-a-agua\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"igrejas-da-suica-e-do-brasil-assinam-declaracao-ecumenica-sobre-a-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igrejas-da-suica-e-do-brasil-assinam-declaracao-ecumenica-sobre-a-agua\/","title":{"rendered":"Igrejas da Su\u00ed\u00e7a e do Brasil assinam declara\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica sobre a \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p>Bem p\u00fablico e direito de todos <!--more--> As Igrejas Evang\u00e9licas e Cat\u00f3lica da Su\u00ed\u00e7a e do Brasil assinaram este m\u00eas uma declara\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica conjunta sobre a &#8220;\u00c1gua como direito humano e bem p\u00fablico&#8221;. Essa articula\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica e a proposta da declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o iniciativas da Igreja Reformada de Berna, cujo presidente visitou a Confer\u00eancia Nacional de Bispo do Brasil, para conhecer a \u201cCampanha da Fraternidade\u201d, sobre a \u00e1gua. A declara\u00e7\u00e3o defende a \u00e1gua como direito humano (e n\u00e3o s\u00f3 uma necessidade dos seres vivos), o que obriga os governos a tomarem sobre si a responsabilidade de garantir o acesso de todos \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel. A declara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m toma posi\u00e7\u00e3o contra a tend\u00eancia de privatiza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e manifesta-se a favor de uma Conven\u00e7\u00e3o Mundial da \u00c1gua, a ser negociada sob os ausp\u00edcios da ONU, convocando as Igrejas a envolverem-se na luta a favor da \u00e1gua para todos. Por ocasi\u00e3o do 3\u00ba F\u00f3rum Mundial sobre a \u00e1gua, que se realizou em Quioto (Jap\u00e3o) de 16 a 23 de Mar\u00e7o de 2003, a Santa S\u00e9 apresentou um documento, com o t\u00edtulo \u201cA \u00e1gua, elemento essencial para a vida\u201d, elaborado pelo Pontif\u00edcio Conselho \u201cJusti\u00e7a e Paz\u201d. O texto faz ressaltar que a \u00e1gua \u00e9 um elemento que desempenha um papel central em todos os aspectos da vida: para o ambiente, a economia, a seguran\u00e7a alimentar, a produ\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica. E acrescenta: \u201cA \u00e1gua, especialmente para as popula\u00e7\u00f5es que vivem na pobreza, tornou-se uma quest\u00e3o crucial para a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia e, portanto, para o direito \u00e0 vida. A \u00e1gua \u00e9 um factor fundamental em cada um dos tr\u00eas pilares do desenvolvimento sustent\u00e1vel: econ\u00f3mico, social e ambiental. O documento do Vaticano liga o problema da \u00e1gua a quest\u00f5es \u00e9ticas: o respeito da vida, a centralidade da pessoa humana, o destino universal dos bens, os princ\u00edpios de solidariedade e da subsidiariedade.\u201d A popula\u00e7\u00e3o global triplicou nos \u00faltimos 70 anos e o consumo de \u00e1gua cresceu seis vezes como resultado do desenvolvimento industrial e do aumento da irriga\u00e7\u00e3o. Mas a quantidade de \u00e1gua doce dispon\u00edvel mant\u00e9m-se. Para dificultar o cen\u00e1rio, apenas 2,5 por cento de toda a \u00e1gua no planeta \u00e9 doce e, dessa, s\u00f3 0,5 por cento est\u00e1 acess\u00edvel. E apenas 0,007% da \u00e1gua que cobre a Terra assegura a sobreviv\u00eancia da humanidade. As Na\u00e7\u00f5es Unidas consideram a gest\u00e3o de t\u00e3o escasso recurso um desafio vital para o mundo. De acordo com um relat\u00f3rio do Conselho Econ\u00f3mico para a Europa das Na\u00e7\u00f5es Unidas (CEE-ONU), lan\u00e7ado em Mar\u00e7o de 2002, 120 milh\u00f5es de europeus (um em cada sete) n\u00e3o t\u00eam acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel. Cerca de 460 milh\u00f5es de pessoas vivem em zonas de uma forma ou outra afectadas pela escassez de \u00e1gua. Em 2025 dois ter\u00e7os dos habitantes do planeta poder\u00e3o ter de lidar com problemas de falta de \u00e1gua. O mercado das \u00e1guas est\u00e1 concentrado em poucas empresas. Nos \u00faltimos anos come\u00e7aram a ser contestadas pela popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode pagar. A norte-americana Suez, dona de v\u00e1rias concess\u00f5es de \u00e1gua na Argentina, n\u00e3o conseguiu receber o pagamento em d\u00f3lar depois da crise nesse pa\u00eds. Em 2002, abandonou tamb\u00e9m as Filipinas e recebeu protestos em Jacarta e em Marrocos. At\u00e9 nos Estados Unidos, a Suez teve problemas com o maior contrato j\u00e1 feito para privatiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de \u00e1gua, na cidade de Atlanta.  O Presidente da SAUR, terceira multinacional francesa, expressou s\u00e9rias d\u00favidas a respeito da viabilidade do fornecimento privado de \u00e1gua com fins lucrativos nos pa\u00edses em desenvolvimento, e disse que \u201c&#8230; doa\u00e7\u00f5es e empr\u00e9stimos s\u00e3o inevit\u00e1veis para dar conta dos n\u00edveis de investimento necess\u00e1rios&#8230;\u201d. A Vivendi, tamb\u00e9m francesa, tem expressado d\u00favidas semelhantes a respeito da viabilidade financeira de servir aos pobres nos pa\u00edses em desenvolvimento, onde as exig\u00eancias de baixo risco e lucratividade limitam os investimentos \u00e0s \u201cgrandes cidades onde o PIB\/capita n\u00e3o seja muito baixo.\u201d  A Uni\u00e3o Europeia, pressionada pelos governos africanos e por ONG\u2019s, j\u00e1 come\u00e7ou a mudar a sua pol\u00edtica e abriu um financiamento de quinhentos milh\u00f5es de d\u00f3lares para os servi\u00e7os p\u00fablicos ou ONG\u2019s com projectos para fornecer \u00c1gua \u00e0 popula\u00e7\u00e3o Africana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem p\u00fablico e direito de 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