{"id":115557,"date":"2018-10-01T12:22:05","date_gmt":"2018-10-01T11:22:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=115557"},"modified":"2018-10-01T12:22:05","modified_gmt":"2018-10-01T11:22:05","slug":"a-cruz-escondida-27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-27\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Brasil: O ref\u00fagio de Madre Aparecida onde a monotonia n\u00e3o existe<\/em><!--more--><\/p>\n<h3><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-115558 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"528\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/carnaval_convento.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><\/a>Do carnaval para o convento<\/strong><\/h3>\n<p>Chegou a ter casamento marcado. Quem a conheceu, alegre e divertida, nunca diria que aquela jovem, amante de cinema, das praias do Rio de Janeiro e do carnaval, alguma vez se deixaria deslumbrar pela vida mon\u00e1stica. E, 54 anos depois de ter atravessado a porta do mosteiro beneditino pela primeira vez, a Madre Maria Aparecida conta a sua hist\u00f3ria. E sorri\u2026<\/p>\n<p>Madre Maria Aparecida \u00e9 uma das 15 religiosas beneditinas que vivem na Abadia de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, no interior do Cear\u00e1, no imenso Brasil. \u00c9 um convento de clausura, mas pela alegria que estas irm\u00e3s colocam nos mais pequenos gestos do dia-a-dia, d\u00e1 para entender que se trata de um espa\u00e7o de verdadeira liberdade. A Madre Aparecida j\u00e1 foi a abadessa deste mosteiro. Com o avan\u00e7ar da idade, passou a em\u00e9rita, entregando o testemunho a outra irm\u00e3. \u201cSou a Bento XVI da comunidade\u201d, diz, a brincar, mostrando que a alegria da juventude nunca a abandonou, mesmo quando decidiu que a sua voca\u00e7\u00e3o significaria ter de abra\u00e7ar a vida religiosa. Desses anos, a Madre Aparecida recorda as idas \u00e0 praia, as sess\u00f5es de cinema, as festas em Niter\u00f3i, no Rio de Janeiro, e, claro, o carnaval! \u201cCarnaval? Era comigo mesmo!\u201d Mas a sua vida iria mudar. \u201cJesus estava \u00e0 minha espera\u201d. Maria namorava. Chegou at\u00e9 a ter casamento marcado. Mas alguma coisa a inquietou. Um dia, decidiu que precisava de repensar toda a sua vida. Entrou numa igreja, sentou-se num banco e as l\u00e1grimas come\u00e7aram a correr-lhe pelo rosto. O cora\u00e7\u00e3o sobressaltou-se. Era ainda algo de impercept\u00edvel, mas uma grande revolu\u00e7\u00e3o estava j\u00e1 em marcha\u2026 A sua vida estava prestes a mudar. Aos poucos, as festas perderam brilho, os passeios junto ao mar deixaram de ter aquele encanto e come\u00e7ou a frequentar a igreja do bairro onde morava. A m\u00e3e notou logo que alguma coisa estava a acontecer, pois o cora\u00e7\u00e3o das m\u00e3es v\u00ea mais fundo do que o pr\u00f3prio olhar. Para a ajudar, convenceu-a a ir a uma consulta com um psiquiatra. Ela obedeceu. A resposta do m\u00e9dico foi certeira. \u201cOlhe \u2013 disse o psiquiatra \u00e0 m\u00e3e de Maria Aparecida \u2013 sou ateu, mas o que a sua filha tem \u00e9 aquilo a que se chama voca\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong>A descoberta<\/strong><\/h3>\n<p>Embalada pelo diagn\u00f3stico do m\u00e9dico, Maria Aparecida decidiu conhecer as irm\u00e3s beneditinas em Minas Gerais. Entrou no mosteiro, olhou em redor, escutou o sil\u00eancio enamorado de Deus que h\u00e1 naqueles claustros e desistiu de procurar mais. \u201c\u00c9 aqui!\u201d O pior, o mais dif\u00edcil, seria dizer \u00e0 fam\u00edlia que a voca\u00e7\u00e3o de que falava o psiquiatra estava a empurr\u00e1-la para um mosteiro de clausura. Sabendo que seria um choque para\u00a0todos, Maria fez as malas \u00e0s escondidas e saiu de casa dizendo que\u00a0ia visitar a irm\u00e3 que tinha acabado de se casar. N\u00e3o teve coragem para dizer, cara a cara, que a sua felicidade estava numa vida dedicada a Deus. Por isso, escreveu uma carta. Quando passou a porta de casa pela \u00faltima vez, rumo ao mosteiro, estava quase a chegar \u00e0 caixa de correio uma carta onde Maria explicava tudo. Inspiradas em S\u00e3o Bento, as irm\u00e3s beneditinas rezam e trabalham. S\u00e3o a retaguarda orante da Igreja. Hoje, quando a Madre Aparecida lembra esses dias em que fez a mala \u00e0s escondidas e partiu para o Mosteiro, para a grande \u201caventura da f\u00e9\u201d em que se transformou a sua vida, reconhece que essa decis\u00e3o foi dif\u00edcil de entender em sua casa, junto da fam\u00edlia. \u201cFoi\u00a0uma trag\u00e9dia, mas como foi por Jesus, Ele cuidou de tudo.\u201d Sorrindo, a Abadessa Em\u00e9rita diz que j\u00e1 n\u00e3o tem saudades da praia, nem do cinema, nem do carnaval. \u201cAqui, na clausura, nunca senti essa coisa da monotonia.\u201d A Abadia de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, onde a Madre Maria Aparecida vive h\u00e1 54 anos, foi edificada com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Sabia que a Funda\u00e7\u00e3o AIS colabora tamb\u00e9m, todos os dias, para o sustento destas irm\u00e3s que, na sua simplicidade, s\u00e3o a retaguarda da Igreja, sustentando-a com as suas ora\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil: O ref\u00fagio de Madre Aparecida onde a monotonia n\u00e3o existe<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":95189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-115557","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115557"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115557\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}