{"id":115081,"date":"2018-09-24T09:30:49","date_gmt":"2018-09-24T08:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=115081"},"modified":"2018-09-29T11:59:08","modified_gmt":"2018-09-29T10:59:08","slug":"o-legado-social-de-d-manuel-martins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-legado-social-de-d-manuel-martins\/","title":{"rendered":"O legado social de D. Manuel Martins"},"content":{"rendered":"<p>Padre Constantino Alves<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Um legado\u2026 n\u00e3o \u00e9 para guardar no cofre. Mas \u00e9 para na fidelidade a esse legado, fazer render, frutificar<\/strong><\/p>\n<p><strong>O enquadramento: <\/strong><em>importa relembrar o contexto em que ele encontrou quando em 1975 veio para set\u00fabal, per\u00edodo quente de ac\u00e7\u00f5es e lutas transformadoras e revolucion\u00e1rias, hostilidades e desconfian\u00e7as sobre a igreja, fosso entre classe opera\u00b4ria e igreja e pouco depois, a partir de1980 o descalabro econ\u00f3mico, a crise dos sal\u00e1rios em atraso, a fome, o desemprego, o ruir do macro aparelho produtivo concentrado em grandes empresas e sectores de atividade\u2026 as not\u00edcias que encheiam as p\u00e1guians dos jornaios com dramas e trag\u00e9dias e as televis\u00f5es faziam chocar toda a gente pela crueza e dor das fam\u00edlias\u2026 <\/em><\/p>\n<p><strong>O seu legado em documentos, livros, hist\u00f3rias de vida, objectos, testemunhos \u00e9 muito importante mas o mais importante ser\u00e1 a heran\u00e7a que a todos nos deixou e que se torna vida em nossas vidas ou os desafios que nos levanta<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; O SEU LEGADO DO PONTO DO MEU PONTO DE VISTA E DA MINHA HIST\u00d3RIA PESSOA DE SACERDOTE <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Historial da minha rela\u00e7\u00e3o<\/strong>com D. Manuel, professor no Semin\u00e1rio diocesano do Porto, vinda para set\u00fabal em 1978, tr\u00eas anos, depois,<\/li>\n<li>Palavras marcantes na minha ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal em 1980: O mundo oper\u00e1rio apresenta-te \u00e1 Igreja para que a Igreja te fa\u00e7a padre e a igreja envia-te ao mundo oper\u00e1rio para a\u00ed anunciares a Boa Nova da liberta\u00e7\u00e3o de Jesus\u2026\u201d.<\/li>\n<li><strong>Ao longo destes 37 anos de padre<\/strong>ele tem sido um elemento inspirador fundamental, desde padre oper\u00e1rio e dirigente sindical e coordenador dos Metal\u00fargicos nesta zona de Set\u00fabal durante 8 anos, sendo simultaneamente vig\u00e1rio paroquial na par\u00f3quia do Lavradio, at\u00e9 \u00e0 minha vida de p\u00e1roco na N\u00aa Sr\u00aa da Concei\u00e7\u00e3o, desde h\u00e1 17 anos, tendo sido membro do Conselho presbiteral no seu tempo, procurando acolher e dar-me ao povo, encarnar e assumir a sua vida.<\/li>\n<li><strong>Nos \u00faltimos anos estava presente<\/strong>pela sua inspira\u00e7\u00e3o e palavras de encorajamento e felicita\u00e7\u00f5es em lutas sociais e ac\u00e7\u00f5es em favor do povo, de que a Comunica\u00e7\u00e3o Social se fazia eco, at\u00e9 \u00e0 recente constitui\u00e7\u00e3o do Centro Social paroquial D. Manuel Martins, e ainda com o seu acordo sobre o nome a dar, o Restaurante Social, Cl\u00ednica social dent\u00e1ria, val\u00eancias culturais e outras\u2026<\/li>\n<li>Recordo tantas conversas durante ao almo\u00e7o ou jantar com ele em que o punha ao corrente sobre o que se passava nas empresas atingidas pelos sal\u00e1rios em atraso, desemprego, fome\u2026<\/li>\n<li>Guardo e agrade\u00e7o o carinho que sentia nele.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>II \u2013 PERFIL DE D. MANUEL<\/strong><\/p>\n<p><strong>1 &#8211; Um bispo que vivia o carisma da profecia e da esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Voz de quem n\u00e3o tinha voz nem vez<\/li>\n<li>Acolhia trabalhadores, fam\u00edlias e representantes de trabalhadores, sindicatos, comiss\u00f5es de trabalhadores, descia \u00e0s f\u00e1bricas mesmo aquando estavam em conflito\u2026, procurava entendimentos ou exigia, pura e simplesmente, tudo em favor dos desgra\u00e7ados e v\u00edtimas da mis\u00e9ria.<\/li>\n<li>A suz voz forte denunciava a fome, a injusti\u00e7a, a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/li>\n<li>N\u00e3o tinha uma linguagem do politicamente correcto embora dialogasse com todos, empres\u00e1rios, governo, autarquia\u2026<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o ro\u00e7ava as saias do poder,<\/strong>mas era firme e corajoso:<em>\u201ch\u00e1 fome em Set\u00fabal ; Se Portugal \u00e9 Nanfarros ent\u00e3o em Portugal n\u00e3o h\u00e1 fome\u2026\u201d <\/em>desafia frontalmente o Dr. M\u00e1rio Soares que negava evid\u00eancias e caracterizava os Representantes dos trabalhadores de Set\u00fabal como agitadores profissionais<em>\u2026<\/em><\/li>\n<li>Bispo vermelho: se isso quer dizer que luto pela justi\u00e7a, ent\u00e3o tenho muito orgulho em que me chamem isso!<\/li>\n<li>Recordo emblematicamente a sua ida \u00e1 empresa Cl\u00e9rigo lda, no Alto da Guerra, por sinal a empresa onde eu era oper\u00e1rio e que tentou demover uma empresa de leasing a n\u00e3o aplicar o garrote da fal\u00eancia e o despedimento capitalismo e face \u00e0 sua intransig\u00eancia afirmava com enorme desgosto e indigna\u00e7\u00e3o: \u201c <em>O capitalismo \u00e9 um monstro\u2026\u201d<\/em><\/li>\n<li><strong>Ou ent\u00e3o: <\/strong><\/li>\n<li><em>O \u201cGovernador civil est\u00e1 desesperado porque n\u00e3o consegue esconder a fome\u2026\u201d <\/em>isto depois dele ter declarado \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social que \u201c\u00e9 preciso que se saiba que h\u00e1 padres na CGTP-IN, como se isso fosse um crime\u2026<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>H\u00e1 dois anos ele confidenciou-me: Sabes, um dia quando me cruzei com os trabalhadores em manifesta\u00e7\u00e3o continuei o meu caminho para a missa na S\u00e9. Hoje sinto que devia marchar com os trabalhadores\u2026.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m sofria com contradi\u00e7\u00f5es e sil\u00eancios na Igreja e seu distanciamento dos pobres<\/strong><em>: <\/em><\/p>\n<ul>\n<li>\u201cUma<em>igreja que n\u00e3o incomoda \u00e9 uma igreja que n\u00e3o serve<\/em>\u201d. E repetia muitas vezes: \u201c<em>\u00c9 preciso incomodar o poder e n\u00e3o pedir em esmola o que \u00e9 devido por direito. V\u00e3o incomodar quem governa e tem o poder de tomar decis\u00f5es\u2026\u201d<\/em><\/li>\n<li><strong>Por vezes, na catedral no final das Eucaristia dizia<\/strong><em>: \u201cN\u00e3o digo, ide em paz, mas ide e fazei a guerra contra\u2026.\u201d<\/em><\/li>\n<li><strong>A dignidade da pessoa humana, a solidariedade, a justi\u00e7a social, centrais na sua prega\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>2 \u2013 Um bispo do povo, entre o povo e para o povo<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Simples, vivendo modestamente<\/strong>, misturando-se com o povo, interessando-se pela vida do povo<\/li>\n<li><strong>Um bispo acolhedor dos trabalhadores<\/strong>, problemas e atitudes, consciente do valor do trabalho e da evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho acarinhava, valorizava os Movimentos de Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica oper\u00e1ria, Joc e Loc e a sua metodologia, a revis\u00e3o de Vida, Ver, Julgar e Agir, promotor da Justi\u00e7a e da paz, criando a respectiva Comiss\u00e3o<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o se ficava por palavras<\/strong>: organizou respostas de ac\u00e7\u00e3o social directa, Fundo Diocesano de solidariedade ou Centros Sociais Paroquiais, partilha financeira com fam\u00edlias com fome ou que n\u00e3o podiam pagar rendas de casa, \u00e1gua luz\u2026, mas n\u00e3o ficava pela ac\u00e7\u00e3o directa assistencial ou cooperava com o lan\u00e7amento da OID \u2013 Opera\u00e7\u00e3o integrada de desenvolvimento, Plano de Emerg\u00eancia de Set\u00fabal.<\/li>\n<li><strong>Clamava contra as causas geradoras da pobreza e pelos direitos humanos.<\/strong><\/li>\n<li>Um bispo que clamava justi\u00e7a e solidariedade e<strong>que antecipava j\u00e1 o papa<\/strong>Francisco quando escreve na Alegria do evangelho\u201d n\u00ba 189: \u201c <em>A<\/em><em>Igreja guiada pelo evangelho da Miseric\u00f3rdia <strong>e pelo amor ao homem escuta o clamor pela Justi\u00e7a e deseja responder com todas as suas for\u00e7as. Isso envolve tanto a coopera\u00e7\u00e3o para resolver as causas estruturais<\/strong>da pobreza e promover o desenvolvimento integral dos pobres, como os gestos mais simples e di\u00e1rios de solidariedade\u2026.\u201d E no n\u00ba 191: \u201c os crist\u00e3os s\u00e3o chamados em todo o lugar e circunst\u00e2ncia a ouvir o clamor dos pobres\u2026\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>3 \u2013 Um bispo com esp\u00edrito do Vaticano II<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Uma igreja aberta, arejada<\/strong>, em di\u00e1logo com o mundo, margens, periferias, sectores\u2026 n\u00e3o crist\u00e3os de sacristia como muitas vezes afirmava\u2026<\/li>\n<li><em>Uma igreja pobre e para os pobres e <\/em>que <strong>vive a dimens\u00e3o social do Evangelho e coloca os pobres no centro e na prioridade da evangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/li>\n<li>O papa Francisco em a Alegria no Evangelho escreve no n\u00ba 48: <em>\u201cN\u00e3o devem subsistir d\u00favidas\u2026<strong>Hoje e sempre os pobres s\u00e3o os destinat\u00e1rios privilegiados do Evangelho.<\/strong>H\u00e1 que afirmar sem rodeios que existe um v\u00ednculo indissol\u00favel entre a nossa f\u00e9 e os pobres. N\u00e3o os deixemos sozinhos\u201d.<\/em><\/li>\n<li><strong>Igreja de comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Assembleias, debates, confrontos e debates de ideias e n\u00e3o consensos cinzentos, promovia a unidade, mas n\u00e3o a confundia com o uniformidade, monoc\u00f3rdica.<\/li>\n<li><strong>Promotor da identidade e miss\u00e3o dos leigos que fazia<\/strong>j\u00e1 pensar no para Francisco no n\u00ba 102 da Alegria no Evangelho: \u201c <em>Apesar de se notar uma maior participa\u00e7\u00e3o nos minist\u00e9rios laicais este compromisso n\u00e3o se reflecte <strong>na penetra\u00e7\u00e3o dos valores crist\u00e3os no mundo social, pol\u00edtico e econ\u00f3mico<\/strong>; limita-se muitas vezes \u00e0s tarefas no seio da igreja sem empenhamento real pela aplica\u00e7\u00e3o do Evangelho na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>4-\u2013 <strong>Um bispo que atra\u00eda comunidades de vida religiosa<\/strong>de forte pendor prof\u00e9tico e op\u00e7\u00e3o pelos pobres,<\/p>\n<p>5 \u2013 Um <strong>bispo que estruturou os diferentes servi\u00e7os da diocese<\/strong>com meios humanos muito reduzidos e recursos muito prec\u00e1rios, lan\u00e7ou o Diaconado permanente ou o semin\u00e1rio diocesano.<\/p>\n<p>6 \u2013 Um bispo af\u00e1vel, mas com um esp\u00edrito cr\u00edtico, esp\u00edrito iluminador e acutilante, que continuou sempre a amar a diocese, alegrando-se ou sofrendo<\/p>\n<p><strong>7- A atualidade do seu legado social:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um bispo cujo legado permanece<\/strong>na vida e ac\u00e7\u00e3o de muitos crist\u00e3os ou n\u00e3o crist\u00e3os que rev\u00eaem na sua inspira\u00e7\u00e3o as suas vidas, valores e interven\u00e7\u00f5es, o trabalho, um direito, a defesa dos direitos dos desempregados.<\/p>\n<p>O papa Francisco no <strong>N\u00ba 52: <u>\u2026 <em>N\u00e3o podemos esquecer que a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive precariamente com funestas consequ\u00eancias.\u201d\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/u><\/strong><\/p>\n<p>O papa Francisco no n\u00ba 89 da \u201c<em>Alegria do Evangelho escreve: \u201cMais do que o ate\u00edsmo o desafio que hoje se nos apresenta \u00e9 responder adequadamente \u00e0 sede de Deus de muitas pessoas, para que n\u00e3o tenham de ir apag\u00e1-la com propostas alienantes ou com um Jesus Cristo desencarnado e sem compromisso com o outro\u201d.<\/em><\/p>\n<ol>\n<li><strong><em> Manuel nos desafia para: <\/em><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li><strong>Uma igreja que deve ter op\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas claras<\/strong>, firme e orientadoras que n\u00e3o se fique em boas inten\u00e7\u00f5es, mas que as transforme em projetos de libertadores e solid\u00e1rios e saiba priorizar e que o homem, os pobres e a sua vida seja o pondo de partida e o centro das suas op\u00e7\u00f5es pastorais.<\/li>\n<li><strong>Uma<\/strong><strong>igreja ou um cristianismo que n\u00e3o deve ser monocultural e monoc\u00f3rdic<\/strong>o onde se confunde unidade com uniformidade e que abafa as express\u00f5es culturais, religiosas e simb\u00f3licas dos povos.<\/li>\n<li><strong>Uma igreja que forme os seus fi\u00e9is n\u00e3o para as sacristias<\/strong>, mas para fermento no mundo da fam\u00edlia, da cultura, da educa\u00e7\u00e3o, da juventude, da economia, da pol\u00edtica do associativismo\u2026 A este prop\u00f3sito cito de novo o papa Francisco no n\u00ba 70 da Alegria no Evangelho: <strong><em>\u201cH\u00e1 um certo cristianismo feito de devo\u00e7\u00f5es &#8211; pr\u00f3prio duma viv\u00eancia individual e sentimental da f\u00e9 -.<\/em><\/strong><em>\u2026 <strong>Alguns promovem estas express\u00f5es sem se preocupar com a promo\u00e7\u00e3o social e a forma\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is\u2026\u201d<\/strong><\/em><\/li>\n<li><strong>Uma igreja que desperte e eduque para o compromisso social, c\u00edvico e pol\u00edtico<\/strong>que como escreve o papa Francisco em \u201cAlegria do Evangelho\u201d :<em>\u201cDeriva da nossa f\u00e9 em jesus Cristo que se fez pobre e sempre se aproximou dos pobres e marginalizados a preocupa\u00e7\u00e3o pelo desenvolvimento integral dos mais abandonados\u2026 Isto sup\u00f5es estar docilmente atento para ouvir o clamor do pobre e socorre-lo.\u201d<\/em>N\u00ba 186\u00a0 e 187.<\/li>\n<li>Um mundo onde 1% ficou com 80% da riqueza criada em 2017<\/li>\n<li><strong>Um mundo do trabalho onde as injusti\u00e7as<\/strong>e <strong>a viol\u00eancia sobre a dignidade e seguran\u00e7a dos trabalhadores s\u00e3o enormes<\/strong>e prevalece em muitos sectores da Igreja uma an\u00e1lise e olhar neoliberal da economia, do trabalho, daas transforma\u00e7\u00f5es e das lutas dos trabalhadores. Sobre esta realidade o Papa Francisco no n\u00ba 192 da \u201cAlegria do Evangelho\u201d escreve: <em>\u201cIsto engloba educa\u00e7\u00e3o, acesso aos cuidados de sas\u00fade e especialmente trabalho, porque no trabalho livre, criativo, participativo e solid\u00e1rio o ser humano exprime e engrandece a dignidade da sua vida. O sal\u00e1rio justo permite o acesso adequado aos outros bens\u2026\u201d<\/em><\/li>\n<li><strong>Um mundo onde a Casa Comum \u00e9 assaltada<\/strong>, e vilipendiada na voragem do lucro e os pobres s\u00e3o os mais sacrifk,icados<\/li>\n<li><strong>Um mundo que precisa duma alma solid\u00e1ria<\/strong>, fantasia da caridade, partilha de bens\u2026de esperan\u00e7a!<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u2026 A continuar a sonhar, a lutar e a acreditar \u2026e no fim de tudo a agradecer!<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a Deus pelo D. Manuel, nosso primeiro Bispo pastor em Set\u00fabal. Sejamos dignos do legado que nos deixou!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Constantino Alves<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":86514,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-115081","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115081"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115081\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}