{"id":113564,"date":"2018-08-31T23:21:40","date_gmt":"2018-08-31T22:21:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=113564"},"modified":"2018-08-31T23:21:40","modified_gmt":"2018-08-31T22:21:40","slug":"homilia-de-d-antonio-couto-na-celebracao-de-homenagem-a-d-antonio-francisco-dos-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-couto-na-celebracao-de-homenagem-a-d-antonio-francisco-dos-santos\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Couto na celebra\u00e7\u00e3o de homenagem a D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->D. Ant\u00f3nio Francisco:<br \/>\nO amor verdadeiro est\u00e1 l\u00e1 sempre primeiro!<\/p>\n<p>1. A nossa rocha firme, o nosso aux\u00edlio sempre pronto, o nosso rochedo seguro, o nosso Montemuro, \u00e9s Tu, Senhor! \u00abPorque Eu estou contigo\u00bb, dizes Tu, Senhor, a Jeremias (Jr 1,19), e arranca-lo do lodo, da m\u00e3o das turbas, do turbilh\u00e3o das \u00e1guas turvas, das areias \u00e1ridas do Nilo. Nem Deus saiu do c\u00e9u, nem Jeremias subiu deste ch\u00e3o \u00e1spero e agreste, como \u00e9, muitas vezes, o nosso empedernido cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o! Com carinho, dobrou Deus o c\u00e9u como um colarinho, e com ele teceu uma mortalha que, como uma toalha, envolveu o corpo de Jeremias. De Jeremias e de Jo\u00e3o, a quem o tirano e aldrab\u00e3o Herodes Antipas mandou cortar a cabe\u00e7a, mas j\u00e1 antes Jo\u00e3o Batista lhe tinha lancetado o cora\u00e7\u00e3o! Preso ou n\u00e3o, na fortaleza de Maqueronte, ou simplesmente neste ch\u00e3o embotado e enlodado, Jeremias e Jo\u00e3o saber\u00e3o sempre que Deus est\u00e1 com eles, do lado deles, e que Sedecias e Herodes n\u00e3o passam de canas agitadas pelo vento, que apenas sabem fazer jogos palacianos, com cabe\u00e7as \u00e0 venda e passos de dan\u00e7a \u00e0 vista, saias rodadas como espadas, e servi\u00e7o \u00e0 lista!<\/p>\n<p>2. \u00abN\u00e3o fostes v\u00f3s que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a v\u00f3s\u00bb (Jo 15,16). Sim, escolhidos desde antes do seio materno (Jr 1,5), desde antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo (Ef 1,4), desde antes de antes. E acrescentemos, sempre guiados pela Escritura Santa, aberta e lida, desde sempre escolhidos, amados, predestinados, agraciados, redimidos, mortos, sepultados, ressuscitados, vivificados, cristificados, glorificados (cf. Rm 6,1-11; Cl 2,12-13), para sermos \u00abfilhos no Filho\u00bb, filia\u00e7\u00e3o divina (hyiothes\u00eda) por gra\u00e7a recebida (cf. Rm 8,15-16; Gl 4,5; Ef 1,5; Gaudium et spes, n.\u00ba 22), feitos semelhantes a Deus e vendo-o como Ele \u00e9 (cf. 1 Jo 3,1-2). Eis o que constitui o verdadeiro cume da vida dos filhos de Deus, em sentido muito expl\u00edcito, denso e misterioso. De maior e de mais belo, nada! A nossa maneira de viver e de fazer n\u00e3o \u00e9 o corol\u00e1rio da vis\u00e3o de Deus; \u00e9 a pr\u00f3pria vis\u00e3o de Deus. Ai de n\u00f3s se os nossos olhos j\u00e1 n\u00e3o veem Deus! Ai de n\u00f3s se n\u00e3o mostramos Deus, se n\u00e3o damos Deus a ver, se n\u00e3o pomos Deus \u00e0 vista. N\u00e3o \u00e0 lista.<\/p>\n<p>3. Tudo isto para dizer o que penso ser poss\u00edvel dizer e dever dizer do \u00abservo bom e fiel\u00bb (cf. Mt 24,45), pr\u00f3ximo, humanado, dedicado, humilde e humilhado, portanto, exaltado (cf. Is 52,13), at\u00e9 ao ponto de se sentir com todos irmanado, que foi e \u00e9 o bom filho desta terra de Santa Cristina de Tendais e da Diocese de Lamego, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos. Aqui nasceu em 29 de agosto de 1948, filho \u00fanico de Ernesto Francisco, e de Donzelina dos Santos. Por que nasceu a este casal este menino, com esta alma, este cora\u00e7\u00e3o, esta paix\u00e3o? Sim, j\u00e1 estou a contar com a heran\u00e7a gen\u00e9tica dos seus pais e de outras gera\u00e7\u00f5es ascendentes que o precederam. Mas mantenho a quest\u00e3o: por que nasceu este menino, e n\u00e3o outro, com outras carater\u00edsticas, outra maneira de ser, de pensar, de dizer, de sentir, de viver? Sim, porqu\u00ea este D. Ant\u00f3nio Francisco, e n\u00e3o outro, porventura com o mesmo nome, mas diferente no modo de ser e de viver? Vergam aqui todas as perguntas, e caem por terra todas as respostas, e \u00e9 no umbral do mist\u00e9rio que ficamos, quer queiramos quer n\u00e3o, amados irm\u00e3os e irm\u00e3s. Ficamos, pois, \u00e0 porta da casa de Deus, e ficamos bem. Deu Deus este D. Ant\u00f3nio Francisco aos seus pais, \u00e0 sua comunidade paroquial, \u00e0s suas Dioceses, \u00e0 Igreja, a todos. Era dotado de uma intelig\u00eancia ing\u00e9nua, quero dizer, intuitiva e penetrante, r\u00e1pida, desarmante, como uma crian\u00e7a. N\u00e3o era dif\u00edcil p\u00f4r D. Ant\u00f3nio Francisco a apanhar gambozinos! Como uma crian\u00e7a deslumbrada, e sempre levada pela m\u00e3o de Deus, e tendo disso plena consci\u00eancia, Ant\u00f3nio Francisco traduziu entre n\u00f3s o amor verdadeiro de que fala S. Paulo: \u00abtudo desculpa, tudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta\u00bb (1 Cor 13,7). E \u00e9 sabido: o amor verdadeiro est\u00e1 l\u00e1 sempre primeiro!<\/p>\n<p>4. Em boa verdade, sou dos que penso que poucas coisas nos \u00e9 dado verdadadeiramente escolher. Sou cada vez mais levado a ver que o veio mais fundo e fecundo que vai urdindo a nossa identidade e unicidade \u2013 que \u00e9 aquilo que s\u00f3 eu posso fazer, e ningu\u00e9m pode fazer em vez de mim! \u2013, n\u00e3o depende das nossas heran\u00e7as gen\u00e9ticas ou outras nem de nenhuma das nossas escolhas, pois vem de antes de n\u00f3s, de antes de a nossa mem\u00f3ria registar qualquer sinal, de antes de podermos avan\u00e7ar algum ato merit\u00f3rio, de antes do ventre materno, de antes de antes. Vem do \u00abamor fontal\u00bb de Deus, nosso Pai (Ad gentes, n.\u00ba 2). N\u00f3s n\u00e3o escolhemos Deus nem o Amor nem o Bem. Deus entra-nos pela casa adentro, sem bater \u00e0 porta e sem pedir licen\u00e7a, e elege-nos, sem previamente nos ouvir, marca-nos com uma elei\u00e7\u00e3o que n\u00e3o prescreve nunca, confia-nos uma miss\u00e3o que n\u00e3o podemos rescindir, entrega-nos um Amor a que n\u00e3o nos podemos subtrair.<\/p>\n<p>5. Penso que foi assim que viveu e morreu o meu irm\u00e3o, D. Ant\u00f3nio Francisco. Dia-a-dia vivendo, saboreando e respondendo a Deus e ao pr\u00f3ximo mais pr\u00f3ximo com um amor imenso e intenso, uma liberdade dada, recebida e agradecida, uma responsabilidade bela e integral, que \u00e9 o dom de responder tamb\u00e9m por aquilo que n\u00e3o foi ele que fez. Amor, liberdade, responsabilidade que n\u00e3o p\u00f4de parar e de que n\u00e3o p\u00f4de fugir. Caiu-lhe nas m\u00e3os e no cora\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o de uma impossibilidade a que n\u00e3o se p\u00f4de subtrair. Impossibilidade mais imposs\u00edvel do que sair da pr\u00f3pria pele, dever imprescrit\u00edvel e irrecus\u00e1vel que amorosa, livre, respons\u00e1vel e traumaticamente para sempre o marcou. Sim, h\u00e1 em D. Ant\u00f3nio Francisco uma proximidade nova, que n\u00e3o se mede a metro, entenda-se, pela dist\u00e2ncia, muita ou pouca, entre as pessoas. \u00c9 assim que nos atinge a responsabilidade pelo outro (verdadeiro sentido da proximidade), responsabilidade na ace\u00e7\u00e3o nova que me obriga a responder ao outro e pelo outro, portanto, por aquilo que n\u00e3o fui eu que fiz, e n\u00e3o apenas na ace\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, filos\u00f3fica, jur\u00eddica, social e cultural do \u00abeu\u00bb, como senhor mais ou menos civilizado, que responde apenas pelo que faz. Esta transforma\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o da proximidade em responsabilidade pelo outro deixa-nos no terreno da socialidade, que \u00e9 ver o rosto do outro, e n\u00e3o o transformar num conte\u00fado que eu posso absover, integrar, dominar, controlar. Sim, o rosto do outro, de qualquer outro, mas sobretudo do pobre e do desvalido, est\u00e1 a uma altura tal a que eu n\u00e3o posso chegar nem apanhar! S\u00f3 me posso ajoelhar e responder: \u00abEis-me aqui\u00bb, dispon\u00edvel para te servir e para te amar. Esse rosto enrugado, esse olhar nu que se fixa em mim, \u00e9 a verdadeira c\u00e1tedra de onde Deus me ordena amar e servir!<\/p>\n<p>6. O que fica dito, de teor muito b\u00edblico e levinasiano, \u00e9 para deixar o meu irm\u00e3o, D. Ant\u00f3nio Francisco, completamente na m\u00e3o de Deus, ao dispor de Deus, ao sabor de Deus. E a viagem em que h\u00e1 70 anos embarcou, mas que j\u00e1 vinha muito de tr\u00e1s e que continua, ao mesmo tempo transitiva e intransitiva, mais intransitiva do que transitiva, \u00e9 sempre escrita fina de Deus, com ponta de diamante, na tabuinha do nosso cora\u00e7\u00e3o. Quero dizer, para sempre escrita e oferecida ao esfor\u00e7o da leitura, como aquela viagem para Ema\u00fas e de Ema\u00fas, com os nossos olhos esbugalhados de espanto perante aquele ignorado companheiro que aparece sempre no nosso meio, quer quando faz perguntas f\u00e1ceis para as nossas respostas sempre erradas e mirradas por m\u00edngua de leitura e compreens\u00e3o, quer quando nos prega um bom par de fintas pedag\u00f3gicas, quer quando bendiz e parte o p\u00e3o, quer quando parece que desaparece, e nos deixa finalmente a contempl\u00e1-lo bem presente nessa aus\u00eancia. Est\u00e1 c\u00e1 sempre no meio de n\u00f3s. Mas \u00e0s vezes s\u00f3 nos apercebemos de que estava e est\u00e1 connosco, quando parece que desaparece, e deixa de estar connosco! Aqui tenho de parar um bocadinho para rezar, e para Te dizer: obrigado, Senhor, pelas tuas in\u00fameras fintas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>7. V\u00ea-lo n\u00e3o \u00e9, nunca foi, m\u00e9rito nosso. \u00c9 Ele que se faz ver a n\u00f3s, por gra\u00e7a. \u00c9 por isso que muitas vezes s\u00f3 reparamos n\u2019Ele quando Ele desaparece da nossa vista, mas j\u00e1 de h\u00e1 muito, desde sempre, est\u00e1 instalado no hardware do nosso cora\u00e7\u00e3o. O Centuri\u00e3o de Cafarnaum viu bem e rezou bem: \u00abSenhor, eu n\u00e3o sou digno de que entres em minha casa, mas diz uma Palavra e o meu servo ser\u00e1 salvo!\u00bb. Na verdade, em nenhum outro Nome h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o. Bem o sabia tamb\u00e9m D. Ant\u00f3nio Francisco, por quem e com quem rezamos hoje, nesta encosta do Montemuro, \u00e0 volta deste Altar e daquele tal Senhor, que est\u00e1 sempre no meio de n\u00f3s. Hoje, meu irm\u00e3o Ant\u00f3nio Francisco, pedimos-te perd\u00e3o por esta ousadia! N\u00e3o leves a mal: as Igrejas que tu, generosa e dedicadamente serviste (Lamego, Braga, Aveiro, Porto), quiseram deixar ficar aqui este testemunho de gratid\u00e3o, para falar de ti a quem quer que por aqui passe. Hoje, meu irm\u00e3o Ant\u00f3nio Francisco, pensamos, tamb\u00e9m porque tu nos ensinaste, que o amor vale a pena, que a generosidade vale a pena, que a paix\u00e3o vale a pena, que a ternura vale a pena. Hoje, meu irm\u00e3o Ant\u00f3nio Francisco, falamos ao Senhor de ti. Fala tu ao Senhor de n\u00f3s. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>S.ta Cristina de Tendais, 29 de agosto de 2018<br \/>\n+ Ant\u00f3nio Couto, Bispo de Lamego<\/p>\n<p>[foogallery id=&#8221;113466&#8243;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":5,"featured_media":113476,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-113564","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=113564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113564\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/113476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=113564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=113564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=113564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}