{"id":11289,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/homilia-do-cardeal-joseph-ratzinger-na-missa-exequial-de-joao-paulo-ii\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"homilia-do-cardeal-joseph-ratzinger-na-missa-exequial-de-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-joseph-ratzinger-na-missa-exequial-de-joao-paulo-ii\/","title":{"rendered":"Homilia do Cardeal Joseph Ratzinger na Missa exequial de Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p>Vaticano, 8 de Abril de 2005 <!--more--> &#8220;Segue-me\u201d \u2013 esta palavra lapidar de Cristo pode ser considerada a chave para compreender a mensagem que vem da vida do nosso saudoso e amado Papa Jo\u00e3o Paulo II, cujos restos hoje depomos na terra como semente de imortalidade, com o cora\u00e7\u00e3o cheio de tristeza, mas tamb\u00e9m de alegre esperan\u00e7a e de profunda gratid\u00e3o.  S\u00e3o estes os sentimentos da nossa alma, irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo, presentes na Pra\u00e7a de S. Pedro, nas ruas cont\u00edguas e em diversos outros lugares da cidade de Roma, povoada nestes dias por uma imensa multid\u00e3o silenciosa e orante. Sa\u00fado cordialmente a todos.  Em nome tamb\u00e9m do Col\u00e9gio dos Cardeais desejo dirigir o meu pensamento deferente aos Chefes de Estado, de Governo e \u00e0s delega\u00e7\u00f5es dos diversos pa\u00edses. Sa\u00fado as Autoridades e os Representantes das Igrejas  e das Comunidades crist\u00e3s como tamb\u00e9m das diversas religi\u00f5es. Sa\u00fado depois os Arcebispos, os Bispos, os sacerdotes, os religiosos, as religiosas e os fi\u00e9is provenientes de todos os continentes; de modo especial os jovens que Jo\u00e3o Paulo II gostava de definir como futuro e esperan\u00e7a da Igreja.  A minha sauda\u00e7\u00e3o dirige-se tamb\u00e9m a quantos em todas as partes do mundo est\u00e3o unidos a n\u00f3s atrav\u00e9s da r\u00e1dio e da televis\u00e3o nesta coral participa\u00e7\u00e3o no solene rito de despedida ao amado Pont\u00edfice.   &#8220;Segue-me\u201d \u2013 desde jovem estudante Karol Wojtyla era entusiasta da literatura, do teatro, da poesia. Trabalhando numa f\u00e1brica qu\u00edmica, circundado e amea\u00e7ado pelo terror nazi, ouviu a voz do Senhor: &#8216;segue-me!&#8217; Neste contexto muito particular come\u00e7ou a ler livros de filosofia e teologia, entrou depois no semin\u00e1rio clandestino criado pelo Cardeal Sapieha e depois da Guerra p\u00f4de completar os seus estudos na faculdade teol\u00f3gica da Universidade Jagueloniana de Crac\u00f3via. Tantas vezes nas suas cartas aos sacerdotes e nos seus livros autobiogr\u00e1ficos nos falou ele do seu sacerd\u00f3cio, para o qual foi ordenado em 1 de Novembro de 1946. Nestes textos interpreta o seu sacerd\u00f3cio particularmente a partir de tr\u00eas palavras do Senhor. Antes de mais esta: \u201cN\u00e3o fostes v\u00f3s que me escolhestes, mas eu que vos escolhi e vos constitu\u00ed para que vades e deis fruto e vosso fruto permane\u00e7a&#8221; (Jo. 15, 16).  A segunda palavra \u00e9: &#8220;O bom pastor oferece a vida pelas ovelhas&#8221; (Jo. 10, 11). E finalmente: &#8220;Como o Pai me amou, tamb\u00e9m eu vos amei. Permanecei no meu amor&#8221; (Jo. 15, 9). Nestas tr\u00eas palavras vemos toda a alma do nosso Santo Padre. Foi realmente a todo o lado e incansavelmente para levar fruto, um fruto que permanece. &#8220;Levantai-vos! Vamos!&#8221;, \u00e9 o t\u00edtulo do seu pen\u00faltimo livro. &#8220;Levantai-vos! Vamos!&#8221; &#8211; com estas palavras despertou-nos de uma f\u00e9 cansada, do sono dos disc\u00edpulos de ontem e de hoje.  &#8220;Levantai-vos ! Vamos!&#8221; \u2013 diz-nos tamb\u00e9m hoje. O Santo Padre foi depois sacerdote at\u00e9 ao fim, porque ofereceu a sua vida a Deus pelas suas ovelhas e por toda a fam\u00edlia humana numa doa\u00e7\u00e3o quotidiana ao servi\u00e7o da Igreja e sobretudo nas dif\u00edceis provas dos \u00faltimos meses. Tornou-se assim uma s\u00f3 coisa com Cristo, o bom pastor que ama as suas ovelhas.  E, por fim, \u201cpermanecei no meu amor\u201d: o Papa que procurou o encontro com todos, que teve uma capacidade de perd\u00e3o e de abertura do cora\u00e7\u00e3o a todos, tamb\u00e9m hoje com estas palavras do Senhor: &#8220;permanecendo no amor de Cristo, aprendemos na escola de Cristo, a arte do verdadeiro amor&#8221;. &#8220;Segue-me!\u201d Em Julho de 1958 come\u00e7a para o jovem sacerdote Karol Wojtyla uma nova etapa no caminho com o Senhor e atr\u00e1s do Senhor. Karol tinha-se dirigido como habitualmente com um grupo de jovens apaixonados por canoa aos lagos Masuri para umas f\u00e9rias juntos. Mas levava consigo uma carta que o convidava a apresentar-se ao Primaz da Pol\u00f3nia, Cardeal Wyszycinski e podia j\u00e1 adivinhar a finalidade do encontro: a sua nomea\u00e7\u00e3o para Bispo Auxiliar de Crac\u00f3via.  Deixar a carreira acad\u00e9mica, deixar aquela estimulante comunh\u00e3o com os jovens, deixar o desafio intelectual para conhecer e interpretar o mist\u00e9rio da criatura humana, para tornar presente no mundo de hoje a interpreta\u00e7\u00e3o crist\u00e3 do nosso ser \u2013 tudo lhe devia aparecer como um perder-se a si mesmo, perder mesmo aquilo que se tinha tornado a identidade humana deste jovem sacerdote. Segue-me &#8211; Karol Wojtyla aceitou, ouvindo no chamamento da Igreja a voz de Cristo. E deu-se depois conta de como \u00e9 verdadeira a palavra do Senhor: &#8220;Quem procurar salvar a pr\u00f3pria vida, perd\u00ea-la-\u00e1, quem a perder, salv\u00e1-la-\u00e1&#8221;. O nosso Papa \u2013 sabemo-lo todos \u2013 nunca quis salvar a pr\u00f3pria vida, t\u00ea-la para si; quis dar-se a si mesmo sem reservas at\u00e9 ao \u00faltimo momento, por Cristo e assim tamb\u00e9m por n\u00f3s. E deste modo p\u00f4de experimentar como quanto tinha entregue nas m\u00e3os do Senhor de novo lhe era dado: o amor \u00e0 palavra, \u00e0 poesia, \u00e0s cartas foi uma parte essencial da sua miss\u00e3o pastoral e deu nova frescura, nova actualidade, nova atrac\u00e7\u00e3o ao an\u00fancio do Evangelho, mesmo quando ele \u00e9 sinal de contradi\u00e7\u00e3o. &#8220;Segue-me!\u201d Em Outubro de 1978 o Cardeal Wojtyla ouviu de novo a voz do Senhor. Renova-se o di\u00e1logo com Pedro retomado no Evangelho desta celebra\u00e7\u00e3o: &#8220;Sim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o, tu amas-me? Apascenta as minhas ovelhas!&#8221; \u00c0 pergunta do Senhor: Karol, amas-me?, o Arcebispo de Crac\u00f3via respondeu do fundo do seu cora\u00e7\u00e3o: \u2018Senhor, tu sabes tudo: tu sabes que te amo\u2019. O amor de Cristo foi a for\u00e7a dominante do nosso amado Santo Padre; quem o viu rezar, quem o ouviu pregar, sabe-o. E assim, gra\u00e7as a este profundo enraizamento em Cristo pode levar um peso que vai para al\u00e9m das for\u00e7as puramente humanas: ser pastor do rebanho de Cristo, da sua Igreja universal. N\u00e3o \u00e9 o momento de falar dos conte\u00fados singulares deste Pontificado t\u00e3o rico. Gostaria s\u00f3 de ler duas passagens da liturgia de hoje, nos quais aparecem elementos centrais do seu an\u00fancio. Na primeira leitura diz-nos S\u00e3o Pedro \u2013 e diz-nos o Papa com S\u00e3o Pedro: &#8221;Na verdade dou-me conta de que Deus n\u00e3o tem prefer\u00eancias de pessoas mas quem o teme e pratica a justi\u00e7a, a qualquer povo que perten\u00e7a, \u00e9 por ele aceite. Esta \u00e9 a palavra que ele enviou aos filhos de Israel, levando a Boa Nova da paz, por meio de Jesus Cristo que \u00e9 Senhor de todos\u201d.   &#8221;E, na segunda carta, S\u00e3o Paulo &#8211; e com S\u00e3o Paulo o nosso Papa defunto \u2013 exorta-nos de viva voz: &#8216;Meus irm\u00e3os car\u00edssimos e t\u00e3o desejados, minha alegria e minha coroa, permanecei firmes no Senhor como aprendestes, car\u00edssimos&#8221;.   &#8221;Segue-me!\u201d Juntamente com o mandato de apascentar o seu rebanho, Cristo anunciou a Pedro o seu mart\u00edrio. Com esta palavra conclusiva e s\u00edntese do di\u00e1logo sobre o amor e sobre o mandato de pastor universal, o Senhor refere um outro di\u00e1logo, acontecido no contexto da \u00faltima Ceia. Aqui Jesus tinha dito: Para onde vou v\u00f3s n\u00e3o podeis vir\u201d. Disse Pedro: \u201cSenhor, para onde vais?\u201d Respondeu-lhe Jesus: \u201c Para onde vou tu, por enquanto n\u00e3o podes seguir-me; seguir-me-\u00e1s mais tarde\u201d.  Da Ceia, Jesus vai para a cruz, para a ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 entra no mist\u00e9rio pascal; Pedro ainda n\u00e3o o pode seguir. Agora &#8211; depois da ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 veio este momento, este \u201cmais tarde\u201d.   Apascentando o rebanho de Cristo, Pedro entra no mist\u00e9rio pascal, vai em direc\u00e7\u00e3o da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o. O Senhor di-lo com estas palavras: \u201c\u2026 quando eras mais jovem\u2026 ias para onde querias, mas fores velho estender\u00e1s as tuas m\u00e3os e um outro te cingir\u00e1 a veste e levar-te-\u00e1 para onde n\u00e3o queres\u201d. No primeiro per\u00edodo do seu Pontificado o Santo Padre, ainda jovem e cheio de for\u00e7as, sob a condu\u00e7\u00e3o de Cristo ia at\u00e9 aos confins do mundo. Mas depois entrou sempre mais na comunh\u00e3o dos sofrimentos de Cristo, compreendeu sempre mais a verdade das palavras: \u201cUm outro te cingir\u00e1\u201d   E mesmo nesta comunh\u00e3o com o Senhor sofredor, anunciou, incansavelmente e com renovada intensidade, o Evangelho, o mist\u00e9rio do amor que vai at\u00e9 ao fim. Ele interpretou para n\u00f3s o mist\u00e9rio pascal com mist\u00e9rio da divina miseric\u00f3rdia. Escreve no seu \u00faltimo livro: \u201cO limite imposto ao mal \u00e9 definitivamente a divina miseric\u00f3rdia\u201d (Mem\u00f3ria e Identidade\u201d) E reflectindo sobre o atentado diz: &#8221;Cristo, sofrendo por todos n\u00f3s, deu um novo sentido ao sofrimento; introduziu-o numa nova dimens\u00e3o, numa nova ordem: a dor amor\u2026 \u00c9 o sofrimento que queima e consuma o mal com a chama do amor e extrai at\u00e9 do pecado um enorme florescimento de bem\u201d. Animado por esta vis\u00e3o, o Papa sofreu e amou em comunh\u00e3o com Cristo e por isso a mensagem do seu sofrimento e do seu sil\u00eancio foi t\u00e3o eloquente e t\u00e3o fecundo.  &#8216;Divina Miseric\u00f3rdia: o Santo Padre encontrou o reflexo mais puro da miseric\u00f3rdia de Deus na M\u00e3e de Deus. Ele que tinha perdido a m\u00e3e em tenra idade, muito mais amou a M\u00e3e divina. Ouviu as palavras do Senhor crucificado como ditas mesmo a ele pessoalmente: \u201cEis a tua m\u00e3e\u201d E fez como disc\u00edpulo predilecto: acolheu-a no \u00edntimo do seu ser &#8211; Totus tuus. E da m\u00e3e aprendeu a conformar-se a Cristo.   Permanece inesquec\u00edvel para todos n\u00f3s como no \u00faltimo Domingo de P\u00e1scoa da sua vida, o Santo Padre, marcado pelo sofrimento, se abeirou mais uma vez da janela do Pal\u00e1cio Apost\u00f3lico e pela \u00faltima vez deu a B\u00ean\u00e7\u00e3o &#8221;Urbi et orbi&#8221;.  &#8221;Estejamos seguros que o nosso amado Papa est\u00e1 agora \u00e0 janela da casa do Pai, v\u00ea-nos e aben\u00e7oa-nos. Sim, aben\u00e7oa-nos, Santo Padre.  N\u00f3s confiamos a tua querida alma \u00e0 M\u00e3e de Deus, tua M\u00e3e que em cada dia te conduziu e agora te conduzir\u00e1 \u00e0 gl\u00f3ria eterna do Seu Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor.  Amen.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vaticano, 8 de Abril de 2005<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[206,211,237,246,275],"class_list":["post-11289","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-familia","tag-ferias","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11289"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11289\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}