{"id":111927,"date":"2018-08-01T10:30:04","date_gmt":"2018-08-01T09:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=111927"},"modified":"2018-08-01T16:02:18","modified_gmt":"2018-08-01T15:02:18","slug":"refugiados-o-ocidente-deve-comecar-a-ajudar-na-origem-e-nao-no-destino-final-d-ignace-dogbo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-o-ocidente-deve-comecar-a-ajudar-na-origem-e-nao-no-destino-final-d-ignace-dogbo\/","title":{"rendered":"Refugiados: \u00abO Ocidente deve come\u00e7ar a ajudar na origem e n\u00e3o no destino final\u00bb &#8211; D. Ignace Dogbo"},"content":{"rendered":"<p><em>Presidente da Confer\u00eancia Episcopal da Costa do Marfim abordou situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds depois da guerra civil<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_111928\" aria-describedby=\"caption-attachment-111928\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-111928 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio.jpg 998w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-111928\" class=\"wp-caption-text\">Foto Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 01 ago 2018 (Ecclesia) \u2013 A conviv\u00eancia pacifica entre crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos na Costa do Marfim \u00e9 um exemplo e um sinal de uma nova era para aquele pa\u00eds africano, depois de v\u00e1rios anos de guerra civil e de instabilidade social e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Numa entrevista publicada hoje pela Funda\u00e7\u00e3o Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), o presidente da Confer\u00eancia Episcopal da Costa do Marfim destaca o facto de \u201caqui as religi\u00f5es coexistirem pacificamente\u201d, como \u201cuma grande fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Isto apesar da diversidade que marca o territ\u00f3rio (mais de 60 etnias presentes), com uma maioria dividida entre o Cristianismo e o Isl\u00e3o, tamb\u00e9m com uma faixa, embora menor, de cat\u00f3licos, no norte do pa\u00eds, e \u201cmuitos seguidores de religi\u00f5es tribais\u201d, explica D. Ignace Dogbo.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que esta conviv\u00eancia foi atingida? E sobretudo, como \u00e9 que ela n\u00e3o tem sido amea\u00e7ada pelos conflitos ao longo dos \u00faltimos anos?<\/p>\n<p>De acordo com o tamb\u00e9m bispo da Diocese de Katiola, a chave do sucesso esteve em primeiro lugar no plano pol\u00edtico, com a a\u00e7\u00e3o do primeiro presidente da Costa do Marfim, depois de conquistada a independ\u00eancia do dom\u00ednio franc\u00eas.<\/p>\n<p>F\u00e9lix Houphou\u00ebt-Boigny, que governou o pa\u00eds entre 1960 e 1993, \u201cfez muito a favor do di\u00e1logo inter-religioso. Certificou-se de que fosse constru\u00edda uma mesquita e tamb\u00e9m uma igreja no mesmo lugar. Isso promoveu a coexist\u00eancia pac\u00edfica\u201d, salienta D. Ignace Dogbo.<\/p>\n<p>Um trabalho que tem tido continuidade ao longo dos anos, tamb\u00e9m depois da guerra civil, com respons\u00e1veis pol\u00edticos a implementarem \u201cduas comiss\u00f5es de reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d e a nomearem \u201cbispos para cargos importantes\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, ainda \u00e9 preciso trabalhar mais na recetividade destes esfor\u00e7os, junto das popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>\u201cAs comiss\u00f5es, formadas por membros das v\u00e1rias partes em conflito, etnias e religi\u00f5es, trabalharam muito e fizeram v\u00e1rias sugest\u00f5es. Mas foram ignoradas. Deste modo, a Igreja teve que intervir. Sozinhos n\u00e3o podemos alcan\u00e7ar a reconcilia\u00e7\u00e3o, mas talvez possamos iniciar um processo na sociedade\u201d, sustenta o presidente da Confer\u00eancia Episcopal da Costa do Marfim.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a Igreja Cat\u00f3lica local preparou \u201cum novo plano pastoral\u201d para o per\u00edodo entre 2019 e 2023, com \u201calguns passos concretos\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-111930 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bispo_ignatio2.jpg 1800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cO primeiro passo para a reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 a uni\u00e3o. Unidade para dentro e para fora \u2013 esse \u00e9 o caminho que os marfinenses devem seguir agora. Queremos formar 30 padres em todo o pa\u00eds para que sejam mediadores e possam ajudar quando houver conflitos nas regi\u00f5es ou comunidades. Um outro passo \u00e9 intensificar o contacto com outras denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s e com os Mu\u00e7ulmanos\u201d, real\u00e7a D. Ignace Dogbo.<\/p>\n<p>No di\u00e1logo com este respons\u00e1vel cat\u00f3lico, dois outros pontos sobressa\u00edram: a crise dos refugiados e a amea\u00e7a dos extremismos religiosos e<\/p>\n<p>Sobre a quest\u00e3o dos refugiados, aquele respons\u00e1vel defende que \u201co Ocidente deve come\u00e7ar a ajudar na origem e n\u00e3o no destino final\u201d destas pessoas, ou seja, \u00e9 preciso ajudar as pessoas em \u00c1frica e n\u00e3o apenas quando chegam \u00e0 Europa\u201d.<\/p>\n<p>Muitos jovens da Costa do Marfim tamb\u00e9m t\u00eam batido \u00e0 porta do Velho Continente, lan\u00e7ando-se numa \u201cviagem perigosa, primeiro atrav\u00e9s da L\u00edbia, depois atravessando o Mar Mediterr\u00e2neo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAlguns deles s\u00e3o pequenos agricultores que n\u00e3o conseguem pre\u00e7os justos para os seus produtos, como o cacau. S\u00e3o tratados como escravos. O Ocidente poderia fazer a diferen\u00e7a pagando pre\u00e7os justos para que essas pessoas vivessem do seu trabalho. Ent\u00e3o n\u00e3o emigrariam. Uma pol\u00edtica de com\u00e9rcio justo \u00e9 a melhor forma de ajuda aos pa\u00edses em desenvolvimento!\u201d, aponta o bispo de Katiola.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 quest\u00e3o dos extremismos religiosos, D. Ignace Dogbo destaca a tend\u00eancia isl\u00e2mica que come\u00e7a a fazer-se notar na Costa do Marfim, de forma mais evidente, vinda de territ\u00f3rios vizinhos \u201ccomo o Mali e a Nig\u00e9ria\u201d.<\/p>\n<p>Verifica-se \u201cpor exemplo esfor\u00e7os para garantir que haja mais casamentos entre homens mu\u00e7ulmanos e mulheres crist\u00e3s\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres, ent\u00e3o, s\u00e3o obrigadas a converter-se e as crian\u00e7as recebem uma educa\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana\u201d, contextualiza.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u201cmuitos empres\u00e1rios de Marrocos come\u00e7aram a investir no pa\u00eds e a privilegiar os parceiros mu\u00e7ulmanos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m tentam atrair os jovens crist\u00e3os com dinheiro: Damos-te trabalho mas, em troca, deves converter-te ao Isl\u00e3o\u201d, <a href=\"https:\/\/www.fundacao-ais.pt\/noticias\/detail\/id\/4997\/\">sublinha<\/a> D. Ignace Dogbo, que frisa o esfor\u00e7o que a Igreja Cat\u00f3lica tem feito para \u201ctravar esse tipo de campanha, apoiando projetos que permitam aos jovens criar redes entre eles e encarregar-se da sua pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A falta de mais voca\u00e7\u00f5es e de melhores infraestruturas, igrejas, semin\u00e1rios e outras instala\u00e7\u00f5es pastorais, s\u00e3o outros desafios da Igreja Cat\u00f3lica naquele pa\u00eds africano.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da Confer\u00eancia Episcopal da Costa do Marfim abordou situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds depois da guerra civil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":111928,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[56,4],"tags":[101,215],"class_list":["post-111927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-internacional","tag-africa","tag-fundacao-ais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/111928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}