{"id":111861,"date":"2018-07-31T13:32:35","date_gmt":"2018-07-31T12:32:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=111861"},"modified":"2018-08-01T14:25:32","modified_gmt":"2018-08-01T13:25:32","slug":"solidariedade-nao-esquecemos-a-siria-servico-jesuita-a-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/solidariedade-nao-esquecemos-a-siria-servico-jesuita-a-refugiados\/","title":{"rendered":"Solidariedade: \u00abN\u00e3o esquecemos a S\u00edria\u00bb &#8211; Servi\u00e7o Jesu\u00edta a Refugiados"},"content":{"rendered":"<p><em>Padres Fouad Nakhaleh e Gon\u00e7alo Castro Fonseca testemunharam servi\u00e7o pela paz e esperan\u00e7a<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto_JRS-Portugal-Servi\u00e7o-Jesu\u00edta-aos-Refugiados.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-111866 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto_JRS-Portugal-Servi\u00e7o-Jesu\u00edta-aos-Refugiados-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto_JRS-Portugal-Servi\u00e7o-Jesu\u00edta-aos-Refugiados-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto_JRS-Portugal-Servi\u00e7o-Jesu\u00edta-aos-Refugiados-768x511.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto_JRS-Portugal-Servi\u00e7o-Jesu\u00edta-aos-Refugiados.jpg 958w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lisboa, 31 jul 2018 (Ecclesia) \u2013 O Servi\u00e7o Jesu\u00edta a Refugiados (JRS Portugal) dinamizou a confer\u00eancia \u2018N\u00e3o esquecemos a S\u00edria\u2019, onde se destacam os testemunhos de dois padres, um s\u00edrio e um portugu\u00eas, que no terreno tentam ajudar, levar esperan\u00e7a e promover a paz.<\/p>\n<p>\u201cNa Europa cada vez mais crescem vozes contra os migrantes, s\u00e3o poucas as vozes que lembram a import\u00e2ncia de cuidar destes mais vulner\u00e1veis\u201d, afirmou o diretor do JRS Portugal, esta segunda-feira.<\/p>\n<p>No Centro Universit\u00e1rio Padre Ant\u00f3nio Vieira, em Lisboa, Andr\u00e9 Costa Jorge explicou que quem fica na S\u00edria s\u00e3o \u201cos mais vulner\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>Aproveitando a presen\u00e7a em Portugal dos padres Jesu\u00edtas Fouad Nakhaleh e Gon\u00e7alo Castro Fonseca, organizaram a confer\u00eancia &#8216;N\u00e3o esquecemos a S\u00edria&#8217; porque n\u00e3o esquecem \u201ca situa\u00e7\u00e3o concreta que as pessoas vivem, as raz\u00f5es porque abandonam os seus pa\u00edses\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m escolhe ser refugiado\u201d, real\u00e7ou o diretor do JRS Portugal, observando que \u201cn\u00e3o basta s\u00f3 olhar para o problema\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio \u201cdar lugar \u00e0 esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>O padre Fouad Nakhaleh, diretor do JRS S\u00edria desde julho de 2016, explicou que este servi\u00e7o teve in\u00edcio em 2008 com o objetivo de \u201cacolher e ajudar, sobretudo no ensino do ingl\u00eas\u201d, refugiados iraquianos.<\/p>\n<p>Em 2011, quando come\u00e7ou o conflito, tiveram de direcionar o apoio para o pr\u00f3prio povo e \u201cfoi muito exigente\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_111867\" aria-describedby=\"caption-attachment-111867\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-111867 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto-Ricardo-Perna_revista-Fam\u00edlia-Crist\u00e3-1-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto-Ricardo-Perna_revista-Fam\u00edlia-Crist\u00e3-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Foto-Ricardo-Perna_revista-Fam\u00edlia-Crist\u00e3-1.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-111867\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ricardo Perna\/Fam\u00edlia Crist\u00e3<\/figcaption><\/figure>\n<p>Num pa\u00eds em guerra h\u00e1 7 anos, entre o regime do presidente Bashar al-Assad e a oposi\u00e7\u00e3o, promover a paz \u00e9 uma necessidade, um di\u00e1logo que come\u00e7a pelas crian\u00e7as, que \u201cn\u00e3o conhecem outra realidade\u201d, e \u201cajudam a que tenham mem\u00f3rias de paz\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, a S\u00edria vive uma \u201cfase de transi\u00e7\u00e3o\u201d, sem necessidade de resposta de emerg\u00eancia e a aposta \u201c\u00e9 o futuro\u201d, est\u00e3o a construir um centro comunit\u00e1rio, um espa\u00e7o para acolher muitas mais pessoas \u2013 para a \u201cpromo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, da paz\u201d, entre outros servi\u00e7o e apoio.<\/p>\n<p>O jesu\u00edta portugu\u00eas acrescentou que \u201cdesde a P\u00e1scoa as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais segura\u201d, \u201cn\u00e3o h\u00e1 risco de cair uma bomba ao lado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNunca me passou pela cabe\u00e7a vir embora\u201d, disse o padre Gon\u00e7alo Castro Fonseca que, est\u00e1 na S\u00edria desde outubro de 2017, e \u00e9 o respons\u00e1vel por um centro que recebe crian\u00e7as e fam\u00edlias em Damasco.<\/p>\n<p>\u201cFui aprendendo tanto de vida, a imensa for\u00e7a que as pessoas t\u00eam. Acho que a for\u00e7a que vou tento \u00e9 gra\u00e7as tamb\u00e9m ao que vou vendo e v\u00e3o transmitindo\u201d, desenvolveu.<\/p>\n<p>O portal &#8216;Ponto SJ&#8217;, da Companhia de Jesus em Portugal, entrevistou os dois sacerdotes que t\u00eam como motiva\u00e7\u00e3o \u201co mesmo desejo\u201d de \u201clevar esperan\u00e7a aos que sofrem com a guerra\u201d.<\/p>\n<p>Para o diretor do Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados da S\u00edria, \u201cagora a vida corre com alguma naturalidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEntre 2000 e 2002 houve uma grande evolu\u00e7\u00e3o em termos econ\u00f3micos; por volta de 2012 come\u00e7ou a crise e houve uma grande mudan\u00e7a que afetou toda a gente\u201d, desenvolveu o padre Fouad Nakhaleh, que nasceu numa pequena cidade montanhosa a norte de Damasco.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-111863\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/i-sl7mwfj-s-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/i-sl7mwfj-s-300x201.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/i-sl7mwfj-s.jpg 398w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A trabalhar \u201cmais na retaguarda\u201d, mas com experi\u00eancia de terreno, explica que \u201cn\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil integrar o que se vai sentido\u201d, no contacto com \u201cpessoas em grande vulnerabilidade e sofrimento\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o diretor do JRS S\u00edria, \u201ca crise quebrou\u201d la\u00e7os de confian\u00e7a entre 18 minorias religiosas e, tamb\u00e9m, nas pr\u00f3prias minorias porque \u201ctornou as pessoas mais desconfiadas\u201d, mas na sua g\u00e9nese, \u201ca sociedade s\u00edria \u00e9 de mistura e de rela\u00e7\u00f5es, de interconex\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNada se resolver\u00e1 sem justi\u00e7a, verdade e educa\u00e7\u00e3o\u201d, refere o padre Fouad Nakhaleh sobre a realidade atual mais pac\u00edfica num pa\u00eds h\u00e1 7 anos em guerra, uma situa\u00e7\u00e3o que \u201cdesafia muito\u201d a vida espiritual.<\/p>\n<p>O padre Gon\u00e7alo Castro Fonseca, que foi para a S\u00edria, \u201cdepois de um processo interior\u201d e de um apelo do superior-geral aos Jesu\u00edtas, revela que se \u201cn\u00e3o houvesse tantos interesses pol\u00edticos, a guerra j\u00e1 teria acabado\u201d.<\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/pontosj.pt\/especial\/abrir-a-siria-a-esperanca\/\">entrevista<\/a>, o sacerdote portugu\u00eas real\u00e7a que h\u00e1 mitos que \u201cn\u00e3o s\u00e3o culpa das pessoas\u201d e \u00e9 preciso ter cuidado, por isso, aconselha a \u201cn\u00e3o confiar nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social que s\u00e3o muito influenciados pelos meios americanos\u201d, a \u201cquestionar se a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente fi\u00e1vel\u201d e \u201cdeixar de pensar nos s\u00edrios como \u201ccoitadinhos\u201d\u201d.<\/p>\n<p>Em 2016, o JRS S\u00edria \u201cserviu e acompanhou cerca de 220 mil pessoas\u201d.<\/p>\n<p>A quarta oradora da confer\u00eancia foi a colaboradora s\u00edria Ghalia Taki, que faz um trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o e acompanha equipas da PAR \u2013 Plataforma de Apoio aos Refugiados em Portugal.<\/p>\n<p><em>CB\/OC<\/em><\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/jrsportugal.pt\/videos\/2196816733668841\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padres Fouad Nakhaleh e Gon\u00e7alo Castro Fonseca testemunharam servi\u00e7o pela paz e 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