{"id":11096,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/d-jacinto-botelho-evoca-joao-paulo-ii\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"d-jacinto-botelho-evoca-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-jacinto-botelho-evoca-joao-paulo-ii\/","title":{"rendered":"D. Jacinto Botelho evoca Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p>A morte do Santo Padre que mergulhou a Igreja no mais respeitoso recolhimento, congrega-nos neste momento e faz que tamb\u00e9m n\u00f3s, aqui e agora, \u201csejamos um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma\u201d, nos sentimentos que nos irmanam e mutuamente nos solidarizam. De todos os quadrantes da vida religiosa e da vida s\u00f3cio-pol\u00edtica chegam impress\u00f5es divers\u00edssimas, mas todas a testemunhar a profunda admira\u00e7\u00e3o que este Homem de Deus, vindo de muito longe, como ele pr\u00f3prio se apresentou, deixou bem marcada em toda a humanidade.  ***  Se a hora \u00e9 de pesar, \u00e9 igualmente uma hora de muita confian\u00e7a e grande serenidade. A Igreja tem promessas de vida eterna. Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela ressurrei\u00e7\u00e3o de Seu divino Filho de entre os mortos, fez-nos renascer para uma esperan\u00e7a viva, para uma heran\u00e7a que n\u00e3o se corrompe, nem se mancha, nem desaparece, como nos disse o primeiro Papa, S. Pedro, na carta h\u00e1 pouco proclamada e sempre o afirmou o \u00faltimo que agora nos deixou desde o princ\u00edpio do seu Pontificado: N\u00e3o tenhais medo. Poderemos dizer que no s\u00e9culo passado, o s\u00e9culo XX, a Igreja foi servida por grandes Pont\u00edfices, cada um deles o providencial para a hora que se vivia, a comprovar a promessa do Senhor e a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo que a acompanha at\u00e9 ao fim dos tempos. Mas o Pontificado de Jo\u00e3o Paulo II, dos mais longos de toda a hist\u00f3ria da Igreja, \u00e9 verdadeiramente a coroa esplendorosa desta s\u00e9rie not\u00e1vel de Bispos de Roma.  Temos ouvido a v\u00e1rias pessoas que o futuro o cognominar\u00e1 de Magno, \u00e0 imita\u00e7\u00e3o do que aconteceu com outros Sumos Pont\u00edfices. Independentemente do que venha a acontecer, ele \u00e9 efectivamente o gigante que aos ombros conduziu a Igreja para o novo mil\u00e9nio, como profeticamente o vaticinara o seu conterr\u00e2neo, o Cardeal Wisinsky, sempre fiel ao Senhor que o encarregou da miss\u00e3o, numa doa\u00e7\u00e3o plena at\u00e9 ao limite das for\u00e7as, pr\u00f3ximo de todos na preocupa\u00e7\u00e3o pela justi\u00e7a, pela paz, pela vida e pela felicidade dos homens de qualquer parte do mundo.   ***  Providencialmente Sua Santidade passou deste mundo para o Pai, ao  cair da noite do primeiro s\u00e1bado do m\u00eas,  dia eminentemente mariano. Foi como uma car\u00edcia da M\u00e3e do C\u00e9u, a quem totalmente se consagrou \u2013 Totus tuus. Mas igualmente, compareceu diante do Pai,  quando a Igreja na sua liturgia entrava j\u00e1 no segundo Domingo de P\u00e1scoa que Jo\u00e3o Paulo II dedicou \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da miseric\u00f3rdia divina. Esta devo\u00e7\u00e3o foi difundida arreigadamente por  Jo\u00e3o Paulo II, ao longo do seu pontificado, inspirado numa religiosa polaca, cuja causa de beatifica\u00e7\u00e3o tinha introduzido como Bispo de Crac\u00f3via, e que ele levou aos altares. Deixemos que seja Jo\u00e3o Paulo II a falar-nos. \u201cA Liturgia de hoje convida-nos a encontrar na miseric\u00f3rdia divina a fonte da paz aut\u00eantica, que Cristo ressuscitado nos oferece. As chagas do Senhor ressuscitado e glorioso constituem o sinal permanente do amor misericordioso de Deus pela humanidade. Delas sai uma luz espiritual que ilumina as consci\u00eancias e infunde conforto e esperan\u00e7a nos cora\u00e7\u00f5es. Jesus, confio em Ti! Repitamo-lo, conscientes de que temos necessidade desta Miseric\u00f3rdia divina. Quando as prova\u00e7\u00f5es e as dificuldades s\u00e3o mais \u00e1speras, torne-se mais insistente a invoca\u00e7\u00e3o do Senhor Ressuscitado, mais premente a implora\u00e7\u00e3o do dom do Seu Esp\u00edrito Santo, manancial de amor e de paz&#8221;.  ***  O texto proclamado de S. Pedro recorda, a par da alegria que enche os nossos cora\u00e7\u00f5es, as diversas prova\u00e7\u00f5es a que \u00e9 submetida a nossa f\u00e9, e por que tem de passar o disc\u00edpulo do Senhor. Tamb\u00e9m neste ponto Jo\u00e3o Paulo II \u00e9 modelar. O rosto de dor e de afli\u00e7\u00e3o, impossibilitado de articular qualquer palavra, na manh\u00e3 do passado dia de P\u00e1scoa, quando teimava em saudar na sua pr\u00f3pria l\u00edngua as pessoas de todo o mundo,  que as c\u00e2maras da Televis\u00e3o registaram, foi a mais eloquente prova do afecto por quem quer que fosse, com especial predilec\u00e7\u00e3o pelos pobres, pelos abandonados, pelos doentes, pelas v\u00edtimas das atrocidades, das injusti\u00e7as e das guerras, por quantos a sociedade marginaliza. Aquele gesto sofredor foi o seu abra\u00e7o mais cordial e como que a sua despedida, mas tamb\u00e9m um apelo impressionant\u00edssimo, sem palavras, \u00e0 fidelidade da nossa vida. Amigos motociclistas, j\u00e1 tive oportunidade de manifestar-vos a admira\u00e7\u00e3o que me deixais pelo risco em que permanentemente vos encontrais, particularmente pela acrobacia e velocidade da vossa condu\u00e7\u00e3o.  Que a vossa per\u00edcia e destreza no modo de conduzir, habituados como estais a superar os obst\u00e1culos, sejam para n\u00f3s uma li\u00e7\u00e3o neste dia de P\u00e1scoa e de luto, e nos sacudam de todas as indol\u00eancias, de todas as atitudes de pregui\u00e7a, de desinteresse e indiferen\u00e7a, \u201cpara que a prova a que \u00e9 submetida a nossa f\u00e9 \u2013 muito mais preciosa do que o ouro perec\u00edvel, que se prova pelo fogo \u2013 seja digna de louvor, gl\u00f3ria e honra quando Cristo se manifestar\u201d.  Que a B\u00ean\u00e7\u00e3o sobre v\u00f3s e sobre as vossas Motos v\u00f3s acompanhe pelas estradas da vida, como anunciadores da Paz. Regressai \u00e0s vossas terras e \u00e0s vossas fam\u00edlias, sob a protec\u00e7\u00e3o da M\u00e3e, Senhora dos Rem\u00e9dios. E que S. Rafael, vosso padroeiro, que para aqui trouxestes em prociss\u00e3o antes da Missa, mantenha no vosso cora\u00e7\u00e3o a alegria saud\u00e1vel que partilhastes nesta peregrina\u00e7\u00e3o.   Que Jo\u00e3o Paulo II interceda junto de Deus por todos n\u00f3s e nos obtenha a gra\u00e7a da comunh\u00e3o com aquele Senhor Jesus que se n\u00e3o cansou de anunciar a todos, e em todas as latitudes. Como sentinela da Igreja, pela qual consumou a sua vida, providencie para que muito em breve tenhamos o Papa que nos oriente na peregrina\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao Pai.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte do Santo Padre que mergulhou a Igreja no mais respeitoso recolhimento, congrega-nos neste momento e faz que tamb\u00e9m n\u00f3s, aqui e agora, \u201csejamos um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma\u201d, nos sentimentos que nos irmanam e mutuamente nos solidarizam. 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