{"id":11033,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bispos-portugueses-rezam-por-joao-paulo-ii\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bispos-portugueses-rezam-por-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispos-portugueses-rezam-por-joao-paulo-ii\/","title":{"rendered":"Bispos portugueses rezam por Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p>Ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D. Carlos Azevedo sob o signo do Papa <!--more--> Os Bispos portugueses est\u00e3o em ora\u00e7\u00e3o pelo Papa e pedem aos cat\u00f3licos do nosso pa\u00eds que aguardem com \u201cserenidade\u201d o desenrolar da situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de Jo\u00e3o Paulo II. Vinte e oito prelados estiveram presentes esta tarde, na Igreja da Trindade (Porto), para a ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D. Carlos Azevedo, novo Bispo Auxiliar de Lisboa. D. Carlos Azevedo disse na alocu\u00e7\u00e3o final da cerim\u00f3nia que \u201c\u00e9 em comunh\u00e3o muito viva e gratid\u00e3o imensa ao Santo Padre que aqui estamos\u201d, para depois assegurar que \u201cser Bispo torna-se mais f\u00e1cil quando temos diante de n\u00f3s o testemunho modelar do Bispo de Roma\u201d. \u201cAcontece esta ordena\u00e7\u00e3o em clima de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as a Deus pelo dom de Jo\u00e3o Paulo II, at\u00e9 ao fim irradiando a proximidade de Cristo a todos os povos, culturas e situa\u00e7\u00f5es como pastor peregrino. Como n\u00e3o ser envolvida pela vida da for\u00e7a comunicativa de Cristo, anunciada com determina\u00e7\u00e3o e coragem, como profeta do absoluto, vida transparente de uma f\u00e9 vigorosa\u201d, acrescentou. A cerim\u00f3nia de ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D, \u00e9 um &#8220;momento de reflex\u00e3o&#8221;, disse D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, face ao estado de sa\u00fade do Papa. D. Jos\u00e9 Policarpo repetiu aos jornalistas o que tinha dito ontem em confer\u00eancia de imprensa, apelando \u00e0 ora\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Paulo II num clima de serenidade e proximidade, como acontece um pouco por todo o mundo. O Cardeal-Patriarca de Lisboa saleintou que a forma como &#8220;gentes de todas as religi\u00f5es&#8221; est\u00e3o a rezar no mundo pelo Papa \u00e9 &#8220;um ex-libris do seu mandato, de uni\u00e3o da humanidade&#8221;. &#8220;\u00c9 um grande sinal da unidade da humanidade&#8221;, apontou.  <b>Unidade e humildade<\/b> O Patriarca de Lisboa foi o Bispo sagrante e disse na homilia da cerim\u00f3nia que \u00e9 indispens\u00e1vel aos Bispos \u201co testemunho da humildade e de um certo apagamento individual, para servir a unidade de ensino, para bem da unidade da Igreja\u201d. &#8220;Qual de n\u00f3s n\u00e3o sentir\u00e1, por vezes, o direito ou, porventura, a tenta\u00e7\u00e3o de ter uma visa pessoal diferente da do magist\u00e9rio do Col\u00e9gio e da sua cabe\u00e7a? Com que coragem e amor \u00e9 preciso saber silenciar aquilo que se situa ao n\u00edvel da opini\u00e3o pessoal, para estarmos sempre e em tudo ao servi\u00e7o da verdade da Igreja, alicerce da sua unidade? Nada enfraquece tanto a Igreja como as diverg\u00eancias de magist\u00e9rio na proclama\u00e7\u00e3o daquela verdade que deve guiar o povo de Deus pelos caminhos da fidelidade&#8221;, assinalou. D. Jos\u00e9 Policarpo frisou ainda que \u201cesta fidelidade sup\u00f5e vigil\u00e2ncia cont\u00ednua, numa sociedade mediatizada em que os meios de informa\u00e7\u00e3o e correntes de opini\u00e3o procuram detectar e sublinhar as diferen\u00e7as e as diverg\u00eancias&#8221;. A homilia lembrou que o primeiro efeito da ordena\u00e7\u00e3o episcopal \u201c\u00e9 tornar-nos membros do col\u00e9gio episcopal, sucessor do col\u00e9gio apost\u00f3lico, a cuja unidade preside o Santo Padre, cabe\u00e7a do Col\u00e9gio e condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o exerc\u00edcio do minist\u00e9rio colegial\u201d.  \u201cO Bispo precisa de escutar, compreender, perdoar, abrir cada um para que saia da sua perspectiva pessoal e deixe brilhar o mist\u00e9rio da Igreja. O Bispo n\u00e3o pertence a grupos ou tend\u00eancias, n\u00e3o alimenta dimens\u00f5es ou disputas, n\u00e3o se identifica com carismas, com exclus\u00e3o dos outros. Na imensa variedade dos carismas na Igreja de hoje, o Bispo \u00e9 aquele que tudo integra e faz convergir para a unidade\u201d, frisou. Nomeado Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa e Titular de Belali, no dia 4 de Fevereiro, D. Carlos Azevedo era, desde 2003, o Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Museus da Igreja e Postulador da Causa de Canoniza\u00e7\u00e3o da Irm\u00e3 Rita de Jesus. O docente da Faculdade de Teologia da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa nasceu no dia 4 de Setembro de 1953, em Milheiros de Poiares, Santa Maria da Feira, e foi ordenado sacerdote no dia 10 de Julho de 1977, depois de estudar nos Semin\u00e1rios do Porto e no Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Teol\u00f3gicas.  Doutorou-se, em 1986, na Faculdade de Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica da Universidade Gregoriana, em Roma, e estudou Teologia Espiritual nos Institutos romanos da Companhia de Jesus e da Ordem do Carmo. Presidente da Direc\u00e7\u00e3o do C\u00edrculo Dr. Jos\u00e9 Figueiredo do Museu Nacional de Soares dos Reis, entre 1994 e 1996, D. Carlos Azevedo foi eleito Vice-Reitor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, em 2000. Realce-se a multiplicidade de trabalhos publicados em revistas e livros. A n\u00edvel pastoral, o Presidente da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica para a Documenta\u00e7\u00e3o Cr\u00edtica de F\u00e1tima destacou-se como director espiritual do Semin\u00e1rio do Porto, de 1981 a 1993, e Delegado Episcopal para o Diaconado Permanente da Diocese do Porto. Em 1988 tornou-se o Secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Episcopal do Clero, Semin\u00e1rio e Voca\u00e7\u00f5es, cargo que ocupou at\u00e9 assumir, em 1992, a Direc\u00e7\u00e3o do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa. P\u00e1roco da Senhora da Concei\u00e7\u00e3o no Porto, at\u00e9 2000, foi nomeado, em 2001, o representante da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa no Conselho Consultivo do Instituto Portugu\u00eas de Museus.  O novo Bispo Auxiliar de Lisboa considerou, numa entrevista concedida \u00e0 ag\u00eancia ECCLESIA, a miss\u00e3o confiada pelo Papa como \u201cum grande desafio\u201d.  \u201cN\u00e3o tenho medo do trabalho, de anunciar uma palavra que n\u00e3o agrade ou de corrigir uma vis\u00e3o que n\u00e3o considere certa, nem de ir ao encontro dos mais long\u00ednquos\u201d, assegurou D. Carlos Azevedo, que classificou a \u201cexig\u00eancia da miss\u00e3o\u201d como a preocupa\u00e7\u00e3o primeira do seu servi\u00e7o. No final da cerim\u00f3nia, o prelado falou da sua condi\u00e7\u00e3o de filho do Porto. \u201cLisboa n\u00e3o me levar\u00e1 a mal que tenha saudades do Porto, h\u00e1 nesta cidade um peda\u00e7o de mim e em mim uma marca deste estilo de ser gente. Vou partilh\u00e1-lo na simplicidade e acolher a riqueza das din\u00e2micas e s\u00f3lida experi\u00eancia da Igreja que est\u00e1 em Lisboa, em unidade fiel \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o do seu Bispo\u201d. D. Jos\u00e9 Policarpo, por seu lado, vincou que o servi\u00e7o de D. Carlos Azevedo \u201cvai come\u00e7ar por servir a Diocese de Lisboa, num momento em que ela est\u00e1 empenhada num grande projecto evangelizador\u201d.  \u201cContamos consigo e agradecemos a Deus o dom do seu episcopado. Em Lisboa h\u00e1 v\u00e1rios bispos, mas um \u00fanico minist\u00e9rio episcopal. A nossa unidade ser\u00e1 semente fecunda, nesta Igreja que queremos seja cada vez mais a Igreja de Jesus Cristo\u201d, assegurou-lhe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D. 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