{"id":10968,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/novos-olhares-sobre-as-migracoes-portuguesas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"novos-olhares-sobre-as-migracoes-portuguesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novos-olhares-sobre-as-migracoes-portuguesas\/","title":{"rendered":"Novos olhares sobre as Migra\u00e7\u00f5es Portuguesas"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas <!--more--> A perman\u00eancia e a intensifica\u00e7\u00e3o da mobilidade humana constitui um elemento marcante da sociedade contempor\u00e2nea que exige uma reconceptualiza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o migrante. Reconhecendo este facto, a Igreja em Portugal tomou a iniciativa de, ap\u00f3s tr\u00eas anos de visitas e encontros regionais, organizar o 1\u00ba Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas.  Uma reflex\u00e3o que, a partir das estruturas de participa\u00e7\u00e3o, solidariedade e integra\u00e7\u00e3o, teve como objectivos: responsabilizar &#8211; de forma renovada e urgente &#8211; as estruturas da Igreja em Portugal; identificar as mudan\u00e7as psico-sociais nas Comunidades; assumir a \u201cmem\u00f3ria sofrida\u201d de 5 milh\u00f5es de portugueses em di\u00e1spora pelo mundo\u201d; e, por fim, decidir sobre novas formas de acompanhamento e integra\u00e7\u00e3o social e eclesial.   Promovido pela Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo, com o apoio da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es e do Secretariado Diocesano da pastoral de migra\u00e7\u00f5es do Porto, e subordinado ao tema \u201cOusar a Mem\u00f3ria \u2013 Fortalecer a Cidadania\u201d, o Encontro contou com a presen\u00e7a de 150 participantes, delegados das Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas de 18 pa\u00edses. Presidiu aos trabalhos Sua Emin\u00eancia, Cardeal Stephen Fumio Hamao, presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes.   Dos trabalhos realizados no \u00e2mbito do Encontro desenharam-se tr\u00eas grandes \u00e1reas tem\u00e1ticas:  1. Novos olhares sobre as Migra\u00e7\u00f5es Portuguesas. 2. A Ac\u00e7\u00e3o da Igreja nas Migra\u00e7\u00f5es. 3. Perspectivas Futuras.  <b>Novos Olhares sobre as Migra\u00e7\u00f5es Portuguesas<\/b> \u00b7 Constatou-se que o fen\u00f3meno emigrat\u00f3rio continua a ser uma significativa realidade social em Portugal, mesmo se ainda muito ignorado e demasiadamente desconhecido pelo pa\u00eds; \u00b7 Reafirma-se a diversidade de percursos, lugares, situa\u00e7\u00f5es das diferentes comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, ao lado de tra\u00e7os comuns a diferentes gera\u00e7\u00f5es, como as raz\u00f5es de car\u00e1cter econ\u00f3mico e \u00e2mbito familiar; \u00b7 Regista-se uma maior mobilidade geogr\u00e1fica, interac\u00e7\u00e3o social, facilidade de desloca\u00e7\u00e3o das pessoas e de regressos reais e imagin\u00e1rios; \u00b7 Apresentaram-se novas formas hodiernas de viver a mobilidade (no espa\u00e7o europeu asseguradas pelo direito comunit\u00e1rio de livre circula\u00e7\u00e3o e pessoas e bens) que carecem, por parte de entidades competentes, de um maior aprofundamento cientifico e pastoral; \u00b7 Entre os \u201cnovos\u201d emigrantes verifica-se imprepara\u00e7\u00e3o para a partida, muita desinforma\u00e7\u00e3o, isolamento, e, de forma preocupante, novas formas de explora\u00e7\u00e3o e de desigualdade de tratamento.  <b>Quanto \u00e0 ac\u00e7\u00e3o da Igreja nas Comunidades Migrantes constatou-se que:<\/b> \u00b7 A Igreja tem tido um papel pioneiro e fundamental no acompanhamento dos migrantes e suas fam\u00edlias no processo de integra\u00e7\u00e3o nas sociedades de acolhimento; \u00b7 Os emigrantes, independentemente das suas viv\u00eancias religiosas encontraram na igreja uma voz prof\u00e9tica na defesa dos seus direitos e valores, um ambiente estruturante da pr\u00f3pria identidade e um espa\u00e7o de reconhecimento da cidadania; \u00b7 Os emigrantes, com os seus sucessos e insucessos, despertaram nas igrejas locais a consci\u00eancia da sua catolicidade\/universalidade e nas sociedades o apelo \u00e0 fraternidade universal;  \u00b7 As dificuldades enfrentadas pela Igreja, tanto em Portugal como nas dioceses das sociedades de acolhimento, obrigam a uma re-estrutura\u00e7\u00e3o dos modelos pastorais que, se n\u00e3o for bem acompanhada e participada por todos, pode comprometer a constru\u00e7\u00e3o da \u201csociedade integrada\u201d ; \u00b7 A interven\u00e7\u00e3o dos leigos e leigas na vida das comunidades deve ser facilitada e valorizada, pelo que urge continuar a apostar na sua forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o pastoral; \u00b7 Os actuais modelos de acompanhamento, alguns em profunda crise, t\u00eam que evoluir na consci\u00eancia de que as comunidades de l\u00edngua materna s\u00e3o parte integrante da Igreja local (n\u00e3o h\u00e1 Igrejas nacionais!) e devem manter e intensificar com esta o di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o.  <b>Perspectivas Futuras<\/b> \u00b7 Intensificar a forma\u00e7\u00e3o de adultos e de lideran\u00e7as competentes que possam assegurar o futuro da comunidade na falta de presb\u00edteros; \u00b7 Promo\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo ecum\u00e9nico, inter-religioso e intercultural \u00e0 luz da recente Instru\u00e7\u00e3o Pastoral \u201cA caridade de Cristo para com os migrantes\u201d;  \u00b7 Valorizar as duplas e m\u00faltiplas perten\u00e7as a n\u00edvel cultural, familiar e de cidadania (deveres e direitos), sobretudo, no que diz respeito \u00e0 2\u00aa e 3\u00aa gera\u00e7\u00f5es; \u00b7 Apoiar a fam\u00edlia nas suas fun\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, despertar dos valores, aprendizagem afectiva da l\u00edngua e transmiss\u00e3o da cultura portuguesa; \u00b7 Responsabilizar pelo acolhimento e acompanhamento solid\u00e1rio dos \u201cnovos migrantes\u201d as comunidades j\u00e1 consolidadas nomeadamente na vida religiosa, no apoio social e na evangeliza\u00e7\u00e3o; \u00b7 Procurar parcerias na sociedade civil (comunica\u00e7\u00e3o social, sindicatos, associa\u00e7\u00f5es, movimentos eclesiais, consulados, conselho das comunidades e outros organismos) para, em conson\u00e2ncia, desenvolver estrat\u00e9gias e boas pr\u00e1ticas de defesa da vida e dignifica\u00e7\u00e3o do trabalhador migrante;   \u00b7 Sensibilizar a Igreja em Portugal \u2013 dioceses e movimentos &#8211; para a necessidade de reavivar o contacto e proximidade com as Comunidades migrantes, e seus mission\u00e1rios, servindo de interlocutora permanente entre estas e a Igreja local;    \u00b7 Promover responsavelmente o processo da integra\u00e7\u00e3o &#8211; em todas as suas fases &#8211; sem descuidar o aprofundamento da identidade;  Enfim, os \u201cportugueses no mundo\u201d, conscientes de que o Pa\u00eds tem que decididamente entender a Emigra\u00e7\u00e3o e a Imigra\u00e7\u00e3o como facetas duma mesma mobilidade, unem-se solidariamente aos imigrantes em Portugal na exig\u00eancia de que Portugal ratifique a Conven\u00e7\u00e3o da ONU para a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e Membros de Suas Fam\u00edlias.  Porto, 31 de Mar\u00e7o de 2005 <i>Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[187,193,206,258,314,320],"class_list":["post-10968","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-familia","tag-migracoes","tag-solidariedade","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10968"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10968\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}