{"id":10967,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/balasar-comemorou-101o-aniversario-da-beata-alexandrina\/"},"modified":"2018-03-06T13:56:12","modified_gmt":"2018-03-06T13:56:12","slug":"balasar-comemorou-101o-aniversario-da-beata-alexandrina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/balasar-comemorou-101o-aniversario-da-beata-alexandrina\/","title":{"rendered":"Balasar comemorou 101\u00ba anivers\u00e1rio da Beata Alexandrina"},"content":{"rendered":"<p>Com uma missa solene celebrada \u00e0s 20h30 e exposi\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento ao longo de todo o dia, a par\u00f3quia de Balasar, P\u00f3voa de Varzim, assinalou ontem o 101.\u00ba anivers\u00e1rio do nascimento da Beata Alexandrina Maria da Costa.  As celebra\u00e7\u00f5es aconteceram em comunh\u00e3o espiritual com um grupo de irlandeses &#8211; a \u201cAlexandrina Society\u201d -, que esteve 24 horas ininterruptas em ora\u00e7\u00e3o. Esta associa\u00e7\u00e3o j\u00e1 anunciou uma visita a Portugal, entre os dias 11 e 18 de Agosto. Um ano depois da concelebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica comemorativa do primeiro centen\u00e1rio do nascimento de Alexandrina Maria da Costa, que foi presidida pelo N\u00fancio Apost\u00f3lico em Lisboa, a igreja paroquial de Balasar, onde Alexandrina est\u00e1 sepultada, voltou a ser pequena para acolher hoje tantos devotos da mulher que passou acamada os \u00faltimos treze anos da sua vida alimentando-se apenas com a h\u00f3stia consagrada que lhe era levada por um sacerdote.  A aflu\u00eancia de pessoas \u00e0 sepultura de Alexandrina nota-se mais \u00e0s quintas-feiras e domingos, em parte gra\u00e7as \u00e0 dinamiza\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia.  Aos domingos \u00e0 tarde, desde Outubro de 2004, h\u00e1 uma hora de adora\u00e7\u00e3o, \u00abcada vez mais\u00bb participada. A partir do pr\u00f3ximo domingo, come\u00e7a \u00e0s 16h00 &#8211; informou o padre Jos\u00e9 Granja. As missas s\u00e3o celebradas \u00e0s 07h00, 09h00, 10h30 e 12h00.  Entretanto, a par\u00f3quia de Balasar j\u00e1 est\u00e1 a preparar a celebra\u00e7\u00e3o do primeiro anivers\u00e1rio da beatifica\u00e7\u00e3o de Alexandrina Maria da Costa, no dia 25 de Abril.  Uma das tr\u00eas missas previstas ser\u00e1 presidida por D. Antonino Dias, Bispo Auxiliar de Braga. <i>Di\u00e1rio do Minho<\/i>  <b>Biografia<\/b> Alexandrina Maria da Costa nasceu em Balasar, P\u00f3voa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de Mar\u00e7o de 1904, e foi baptizada no dia 2 de Abril, S\u00e1bado Santo. A sua inf\u00e2ncia foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, por\u00e9m, adoeceu: uma grave infec\u00e7\u00e3o colocou-a quase \u00e0 morte. Superou a doen\u00e7a, mas a sua sa\u00fade ficou abalada para sempre. Aos 14 anos aconteceu um facto que seria decisivo para a sua vida e que foi recordado pelo cardeal Jos\u00e9 Saraiva Martins, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, na cerim\u00f3nia de promulga\u00e7\u00e3o do decreto que reconhece um milagre \u00e0 sua intercess\u00e3o: Alexandrina de Balasar ficou paral\u00edtica na sequ\u00eancia de uma queda aos 14 anos, ao saltar de uma janela para fugir a um homem que a pretendia molestar. At\u00e9 aos 19 anos p\u00f4de ainda arrastar-se at\u00e9 a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande admira\u00e7\u00e3o das pessoas. A paralisia foi avan\u00e7ando cada vez mais, at\u00e9 que as dores se tornaram insuport\u00e1veis; as articula\u00e7\u00f5es perderam qualquer movimento; e ela ficou completamente paralisada. Era o dia 14 de abril de 1925 quando Alexandrina ficou definitivamente de cama. At\u00e9 1928 n\u00e3o deixou de pedir a Deus, por intercess\u00e3o de Nossa Senhora, a gra\u00e7a da cura, prometendo que se sarasse partiria para as miss\u00f5es. Depois compreendeu que a sua voca\u00e7\u00e3o era o sofrimento.  O Cardeal Saraiva Martins considerou sobre este tempo que Alexandrina \u201cdesenvolveu, da sua cama, um precioso apostolado de ora\u00e7\u00e3o e aconselhamento a favor dos numerosos visitantes, atra\u00eddos pela sua virtude e carisma extraordin\u00e1rios, que exerceu na obedi\u00eancia \u00e0s autoridades eclesi\u00e1sticas\u201d. Depois de 27 de Mar\u00e7o de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Em 1943, por quarenta dias e quarenta noites, foram rigorosamente controlados por m\u00e9dicos o jejum absoluto e a an\u00faria, no hospital da Foz do Douro, no Porto. Em 1950, Alexandrina festejou o 25\u00ba ano de sua imobilidade. E em 7 de Janeiro de 1955 foi-lhe preanunciado que aquele seria o ano da sua morte: no dia 13 de Outubro, anivers\u00e1rio da \u00faltima apari\u00e7\u00e3o de N. Sra. de F\u00e1tima, ouviram-na exclamar: \u201cSou feliz porque vou para o c\u00e9u\u201d. \u00c0s 19h30 expirou. Foi proclamada Vener\u00e1vel por decreto da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos em 1995. No dia 26 de Abril de 2004, cerca de mil portugueses testemunharam, na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, o momento em que Jo\u00e3o Paulo II proclamou Beata a vener\u00e1vel Alexandrina Maria da Costa, conhecida popularmente como a Alexandrina de Balasar. O Papa apresentou a portuguesa como um modelo para as horas de maior sofrimento. \u201cPela esteira da Beata Alexandrina, expressa na trilogia \u2018sofrer, amar, reparar\u2019, os crist\u00e3os podem encontrar est\u00edmulo e motiva\u00e7\u00e3o para nobilitar tudo o que a vida tenha de doloroso e triste com a prova maior de amor: sacrificar a vida por quem se ama\u201d, recordou Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma missa solene celebrada \u00e0s 20h30 e exposi\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento ao longo de todo o dia, a par\u00f3quia de Balasar, P\u00f3voa de Varzim, assinalou ontem o 101.\u00ba anivers\u00e1rio do nascimento da Beata Alexandrina Maria da Costa. 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