{"id":10938,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/defender-a-santidade-da-eucaristia\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"defender-a-santidade-da-eucaristia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/defender-a-santidade-da-eucaristia\/","title":{"rendered":"Defender a santidade da Eucaristia"},"content":{"rendered":"<p>Pediram os bispos portugueses na Quinta-Feira Santa <!--more--> O dia da institui\u00e7\u00e3o da Sagrada Eucaristia \u201c\u00e9 o momento prop\u00edcio para nos interrogarmos sobre a autenticidade das nossas celebra\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 sublinhou D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, na celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor, na \u00faltima Quinta-Feira Santa, na S\u00e9 de Braga. Pela santidade de que se reveste, \u201ca Eucaristia exige a pureza e a perfei\u00e7\u00e3o daqueles que a celebram. Na Eucaristia tudo deveria ser puro e perfeito\u201d \u2013 completa D. Jos\u00e9 Policarpo, Patriarca de Lisboa, na liturgia da Ceia do Senhor, que iniciou o Tr\u00edduo Pascal.  Obedecer ao mandato de Cristo de \u00abFazei isto em mem\u00f3ria de mim\u00bb, deve \u201cser um encargo que nos responsabiliza. Importa \u00abrepetir\u00bb mas urge reexaminar o conte\u00fado das celebra\u00e7\u00f5es com os desafios que nos coloca\u201d \u2013 adianta o arcebispo de Braga. Em pleno Ano da Eucaristia, D. Jos\u00e9 Policarpo referiu na mesma celebra\u00e7\u00e3o que a \u201csantidade da Eucaristia continua a exigir \u00e0queles que se preparam para a celebrar, o rito da purifica\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 n\u00e3o se exprime na lavagem dos p\u00e9s, mas na gra\u00e7a do sacramento do perd\u00e3o. Entre o sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o e a Eucaristia h\u00e1 uma converg\u00eancia necess\u00e1ria\u201d. Se o crist\u00e3o tem na consci\u00eancia \u201co peso dum pecado grave, ent\u00e3o o itiner\u00e1rio da penit\u00eancia atrav\u00e9s do sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o torna-se caminho obrigat\u00f3rio para se abeirar e participar plenamente do sacrif\u00edcio eucar\u00edstico\u201d  &#8211; disse o Patriarca de Lisboa. Esta exig\u00eancia de convers\u00e3o e de purifica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o para poder participar, plenamente, na comunh\u00e3o eucar\u00edstica, \u201c\u00e9 a mais s\u00e9ria interpela\u00e7\u00e3o posta \u00e0 consci\u00eancia dos crist\u00e3os\u201d. O sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 elemento \u201cimportante na forma\u00e7\u00e3o progressiva da pr\u00f3pria consci\u00eancia\u201d \u2013 real\u00e7ou. Quando existem casos que, devido \u00e0 mat\u00e9ria, a situa\u00e7\u00e3o de pecado \u00e9 p\u00fablica, o acesso \u00e0 Eucaristia torna-se \u201cnuma profana\u00e7\u00e3o p\u00fablica da santidade desse sacramento\u201d. E acentua: \u201ccompete \u00e0 Igreja defender, tamb\u00e9m publicamente, a santidade da Eucaristia, n\u00e3o admitindo \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica aqueles que se mant\u00eam publicamente numa situa\u00e7\u00e3o moral, claramente definida nas normas morais, incompat\u00edvel com a santidade deste sacramento\u201d. Por sua vez, D. Jorge Ortiga aconselha alguns caminhos eucar\u00edsticos: \u201cPorque n\u00e3o fazer ent\u00e3o deste Ano da Eucaristia um per\u00edodo em que as comunidades diocesanas e paroquiais se comprometam de modo especial a ir, com fraterna solicitude, ao encontro de alguma das tantas pobrezas do nosso mundo? Penso no drama da fome que atormenta centenas de milh\u00f5es de seres humanos, penso nas doen\u00e7as que flagelam os Pa\u00edses em vias de desenvolvimento, na solid\u00e3o dos idosos, nas dificuldades dos desempregados, nas adversidades dos imigrantes\u201d. A Eucaristia ter\u00e1 de ser um verdadeiro \u201cprojecto de solidariedade\u201d em prol daqueles que \u201cnos rodeiam e das car\u00eancias da humanidade\u201d \u2013 mencionou. Na missa Crismal, D. Armindo Lopes Coelho, bispo do Porto, disse ao presbit\u00e9rio que \u201csendo express\u00e3o da Comunh\u00e3o, a Eucaristia \u00abcria comunh\u00e3o e educa para a comunh\u00e3o\u00bb. Se criasse rupturas e provocasse divis\u00f5es, a Eucaristia seria atingida na sua pr\u00f3pria ess\u00eancia e contradit\u00f3ria nos efeitos ou consequ\u00eancias\u201d. Neste sentido, a Eucaristia n\u00e3o \u00e9 express\u00e3o de comunh\u00e3o apenas na vida da Igreja; \u201c\u00e9 tamb\u00e9m projecto de solidariedade em prol da humanidade inteira\u201d \u2013 refere o bispo do Porto na celebra\u00e7\u00e3o. E concluiu: \u201cfonte de solidariedade universal e escola de paz, a Eucaristia e o Sacerd\u00f3cio s\u00e3o na Igreja as grandes coordenadas da espiritualidade sacerdotal, que deve por isso assumir uma \u00abforma eucar\u00edstica\u00bb\u201d. A miss\u00e3o do sacerdote leva-o a comunicar \u00e0 sua volta \u201ca consola\u00e7\u00e3o aos que andam amargurados, a derramar o \u00f3leo da alegria sobre os que se encontram abatidos, a coroar a vida humana de honra e dignidade\u201d \u2013 apelou o bispo de Santar\u00e9m, D. Manuel Pelino, na missa Crismal. No ano da Eucaristia \u201csomos convidados a meditar no nosso minist\u00e9rio a partir deste centro\u201d que \u201cconfigura a nossa exist\u00eancia e a nossa ac\u00e7\u00e3o\u201d. Apesar de se notar \u201calguma quebra na pr\u00e1tica dominical\u201d, D. Manuel Pelino salienta que \u201cpossivelmente ser\u00e1 consequ\u00eancia das actuais circunst\u00e2ncias de dispers\u00e3o e mobilidade das fam\u00edlias\u201d. A facilidade com que se falta \u00e0 Missa dominical \u201cn\u00e3o deixa de estar relacionada com a debilidade da f\u00e9, com a aus\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o pessoal forte com o Senhor Jesus. A Missa \u00e9, muitas vezes, entendida apenas pela roupagem exterior de um cerimonial repetitivo e mon\u00f3tono\u201d \u2013 afirmou o prelado de Santar\u00e9m. \u201cN\u00e3o h\u00e3o-de certamente faltar as voca\u00e7\u00f5es, se subirmos de tom a nossa vida sacerdotal, se formos mais santos, mais alegres, se nos mostrarmos mais apaixonados no exerc\u00edcio do nosso minist\u00e9rio\u201d \u2013 desafia Jo\u00e3o Paulo II. O que leva D. Jacinto Botelho, bispo de Lamego a sublinhar na Missa Crismal que \u201cdeve ser esta a preocupa\u00e7\u00e3o a animar o nosso trabalho de pastores, por isso mesmo um trabalho sempre de conjunto e de comunh\u00e3o\u201d. Na diocese de Viseu, D. Ant\u00f3nio Marto reflectiu, na Missa Crismal, sobre a beleza do sacerd\u00f3cio. Neste tempo \u201cde certo desencanto e cansa\u00e7o que caracteriza a nossa cultura e afecta a todos, temos necessidade de redescobrir esta beleza, de reaprend\u00ea-la, de diz\u00ea-la, de novo e de maneira nova, uns aos outros e ao mundo. Ela \u00e9 t\u00e3o bela como no primeira dia em que nos foi dada, porque Deus n\u00e3o envelhece\u201d. Por isso, convidou o seu presbit\u00e9rio \u201ca contemplar a beleza do nosso sacerd\u00f3cio, na sua face humano-divina, que \u00e9 um reflexo da beleza de Deus em n\u00f3s\u201d. A beleza deste servi\u00e7o vive-se nas rela\u00e7\u00f5es humanas porque \u201c\u00e9 importante compreender o caminho das pessoas e fazer compreender a cada pessoa que o seu caminho n\u00e3o \u00e9 in\u00fatil, banal e doloroso, mas tamb\u00e9m santificante, que ela \u00e9 amada e objecto de aten\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 real\u00e7ou o prelado de Viseu. \u201cAs missas tradicionais, particularmente se dominam a sua aplica\u00e7\u00e3o de sufr\u00e1gio pelos defuntos, s\u00e3o pobres em sinais da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; alertou o Bispo de Viana do Castelo, D. Jos\u00e9 Pedreira, durante a celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal, que se celebrou na S\u00e9 Catedral, na qual se faz mem\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio ministerial. No ano da Eucaristia, D. Jos\u00e9 Pedreira, diante dos seus padres que  foram convidados a renovarem \u201cas promessas sacerdotais, feitas no dia da ordena\u00e7\u00e3o presbiteral\u201d, sublinhou que a express\u00e3o \u00abCeia do Senhor\u00bb, t\u00e3o cara aos movimentos ecum\u00e9nicos hodiernos, configura uma \u201ctr\u00edplice raiz\u201d que constitui \u201co fundamento cristol\u00f3gico permanente da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e da pr\u00f3pria vida da Igreja: a centralidade cristol\u00f3gica, a presen\u00e7a do Ressuscitado, a comensalidade\u201d. Na medida em que o sacerdote se deixa \u201cenvolver por esse enlevo eucar\u00edstico, conduz toda a assembleia celebrante a esse encantamento do mist\u00e9rio e \u00e0 entrega generosa da vida\u201d. O presidente de uma assembleia eucar\u00edstica \u201ctransforma um conjunto de pessoas que se congregaram, em assembleia oferente e em povo sacerdotal\u201d \u2013 mencionou o Patriarca de Lisboa, na Missa Crismal. Uma celebra\u00e7\u00e3o que tem um \u201cencanto especial\u201d porque acontece \u201cno ano da Eucaristia e no final do tri\u00e9nio que Set\u00fabal dedicou a descobrir a Eucaristia e a aprender a prepar\u00e1-la e a viver de forma eucar\u00edstica\u201d \u2013 disse D. Gilberto dos Reis, bispo de Set\u00fabal. E acentua: \u201cfeliz o que tem a possibilidade de se reunir na Eucaristia e se organiza para participar nela e se deixa moldar pela palavra e pelo alimento que \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus\u201d. Para dar significado \u201c\u00e0 nossa presen\u00e7a num mundo onde a f\u00e9 vai desaparecendo e os valores se vaporizam ou s\u00e3o ridicularizados, teremos de contemplar o dom da voca\u00e7\u00e3o que nunca nos torna donos da vida nem permite que sejamos n\u00f3s a estipular a meta\u201d \u2013 finaliza o arcebispo de Braga, na homilia da Missa Crismal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pediram os bispos portugueses na Quinta-Feira Santa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[108,160,161,172,176,180,181,182,184,187,199,206,237,246,314],"class_list":["post-10938","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-ano-da-eucaristia","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-d-jose-policarpo","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-lamego","tag-diocese-de-santarem","tag-diocese-de-setubal","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-diocese-de-viseu","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10938"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10938\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}