{"id":10870,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/mil-novos-rostos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"mil-novos-rostos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mil-novos-rostos\/","title":{"rendered":"Mil novos rostos"},"content":{"rendered":"<p>Do \u00abvelho\u00bb SAI \u00e0 milenar Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> \u201cO velho \u00abSAI\u00bb&#8230; sai hoje com um novo rosto\u201d \u2013 assim escrevia a Irm\u00e3 Maria Isabel Coutinho, a 10 de Fevereiro de 1983, no n\u00famero 1 do Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (SAI). Para tr\u00e1s ficaram algumas centenas de boletins do CCI (Centro Cat\u00f3lico de Informa\u00e7\u00e3o) e SAI (Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Imprensa).  O aspecto gr\u00e1fico sofreu altera\u00e7\u00f5es, a periodicidade voltou a semanal e o pre\u00e7o de capa era de 10 escudos. O novo rosto manifestava, \u201cde forma impl\u00edcita, um desejo de maior alargamento de horizontes\u201d \u2013 frisava a referida irm\u00e3. O primeiro n\u00famero tinha oito folhas mas s\u00f3 utilizava a frente das mesmas. As duas \u00faltimas correspondiam, na linguagem actual, a um suplemento \u2013 resumo da Nota Pastoral sobre a Regulamenta\u00e7\u00e3o dos Nascimentos.  Ao olharmos para o conte\u00fado dos boletins nota-se que, nessa altura, as preocupa\u00e7\u00f5es eram semelhantes. \u201c150 mil jovens esperam o primeiro emprego\u201d; \u201cNovo C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico\u201d; \u201cA Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es de Fam\u00edlia em Congresso\u201d e \u201cII Jornadas de Pastoral Universit\u00e1ria\u201d eram alguns dos t\u00edtulos do boletim de 17 de Fevereiro de 1983. Tem\u00e1ticas dos nossos dias mas sem a chamada linguagem apelativa t\u00e3o caracter\u00edstica das not\u00edcias actuais. Na altura, o director do Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o era o Pe. Jos\u00e9 Maria Reis Ribeiro. Ao folhearmos o arquivo reparamos que o corpo do boletim era ocupado com mensagens dos bispos portugueses, o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima e not\u00edcias vindas de Roma. O velhinho SAI continuou o caminho mas o n\u00famero 18 recebeu um novo director &#8211; Pe. Joaquim Cardozo Duarte \u2013 que faz um resumo da Mensagem dos bispos ao Povo de Deus. \u201cUma proposta  de evangelizar a muta\u00e7\u00e3o que se est\u00e1 a dar nesta nossa sociedade portuguesa, em marcha acelerada para o ano 2000\u201d \u2013 salienta nesse boletim. Grande parte dos boletins tinha 8 p\u00e1ginas mas o n\u00famero aumentava se um documento do Papa ou dos bispos portugueses n\u00e3o era resumido. O Pe. Cardozo Duarte chegou a afirmar que \u201cesta apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o dispensa a leitura\u201d dos documentos. O SAI era o divulgador dos documentos pontif\u00edcios e da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. A 14 de Julho de 1983 sai o n\u00famero 22 do Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o com pequenas altera\u00e7\u00f5es. O nome do director aparece pela primeira vez na capa tal como o propriet\u00e1rio do boletim \u2013 Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Igreja. O pre\u00e7o de capa mant\u00e9m-se tal como o grafismo. Ainda era \u00abmenino\u00bb mas crescia a olhos vistos: publicou durante algumas semanas um suplemento sobre o \u00abAno Santo da Reden\u00e7\u00e3o\u00bb. Um extra formativo policopiado em papel de cor. N\u00e3o existiam temas centrais nem comentadores mas, de tempos a tempos, publicava extractos de livros ou de artigos de revistas estrangeiras.  As semanas passavam e as novidades apareciam. No n\u00famero 88, publicado a 16 de Janeiro de 1985, surge a sec\u00e7\u00e3o \u00abeditorial\u00bb. A primeira p\u00e1gina \u00e9 destinada ao coment\u00e1rio do director. O primeiro editorial tem como tema de fundo as \u201cLinhas de For\u00e7a do PTE (Plano Trienal de Educa\u00e7\u00e3o) para os Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social\u201d. Na reflex\u00e3o, o director afirma que \u201ca recristianiza\u00e7\u00e3o que o PTE prop\u00f5e n\u00e3o significa regresso ao passado nem lan\u00e7amento de qualquer esp\u00edrito de cruzada\u201d.  Entra na casa dos tr\u00eas algarismos e as preocupa\u00e7\u00f5es tornam-se mais abrangentes porque Portugal passa a integrar a Uni\u00e3o Europeia. \u201cO modo de vida de Portugal vai ser inevitavelmente alterado\u201d \u2013 sublinha o editorial do n\u00famero 106 que cont\u00e9m tamb\u00e9m a Nota Pastoral do Conselho Permanente sobre a Integra\u00e7\u00e3o de Portugal na Comunidade Econ\u00f3mica Europeia. Esse SAI de Maio, na p\u00e1gina 5, divulga tamb\u00e9m uma Nota do Servi\u00e7o Nacional de Protec\u00e7\u00e3o Civil sobre \u201cOs inc\u00eandios florestais\u201d.  Passados mais de quatro anos, 8 de Abril de 1987, o Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o passa a custar 20 Escudos e esse n\u00famero cont\u00e9m 9 p\u00e1ginas sendo 7 delas dedicadas ao comunicado dos Presidentes das Confer\u00eancias Episcopais da Europa. Apesar de n\u00e3o conhecer \u201ca guerra desde h\u00e1 40 anos\u201d, a Europa \u201ctamb\u00e9m n\u00e3o conhece a paz\u201d. Diferen\u00e7as \u00e9tnicas, sociais, pol\u00edticas ou religiosas causam graves tens\u00f5es em muitos Estados Europeus\u201d \u2013 dizem os bispos europeus, reunidos a 8 de Mar\u00e7o desse ano, em Dieburg. Se repararmos nas datas, o SAI publica o comunicado um m\u00eas depois do encontro. As novas tecnologias ainda n\u00e3o tinham chegado&#8230; Ao fazermos uma an\u00e1lise dos temas abordados hoje e naquela altura chegamos \u00e1 conclus\u00e3o que estes est\u00e3o interligados. Ecumenismo, Justi\u00e7a Social, Pastoral Familiar e Juvenil, Papel dos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social  e assuntos do Vaticano dominam as not\u00edcias. Todos os editoriais do m\u00eas de Junho de 1987 faziam uma reflex\u00e3o sobre a actualidade pol\u00edtica: \u201cElei\u00e7\u00f5es; Pol\u00edtica e Linguagem, Co-Responsabilidade e Elei\u00e7\u00f5es\u201d. Em Julho desse ano realizavam-se elei\u00e7\u00f5es e um destes editoriais refere mesmo que \u201cA Igreja n\u00e3o pode deixar de intervir na pol\u00edtica\u201d. Com o aproximar do n\u00famero duzentos, verifica-se o aparecimento de coment\u00e1rios sobre assuntos vigentes. Um dos colaboradores mais ass\u00edduos \u00e9 o c\u00f3n. Carlos Paes, actual p\u00e1roco de S. Jo\u00e3o de Deus, em Lisboa. Uma dessas reflex\u00f5es aborda a \u201cSIDA: o que todos devem fazer\u201d.  Ano novo vida nova. Com o primeiro n\u00famero de 1988 desaparece a sec\u00e7\u00e3o \u00abeditorial\u00bb do boletim e a primeira p\u00e1gina passa a ser ocupada pelo sum\u00e1rio das not\u00edcias e pela novidade \u201cPalavra da Semana\u201d. Uma reflex\u00e3o sobre uma cita\u00e7\u00e3o b\u00edblica. A \u00faltima p\u00e1gina do boletim era reservada \u00e0 programa\u00e7\u00e3o religiosa nos grandes Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social. Para antecipar o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais de 1988, celebrado a 15 de Maio, o SAI fez um n\u00famero especial, 4 de Maio, dedicado ao tema desse ano: \u201cAs comunica\u00e7\u00f5es Sociais e a promo\u00e7\u00e3o da solidariedade e da Fraternidade entre os homens e os povos\u201d. Esse boletim passa a contar com um novo director \u2013 Jos\u00e9 Vicente Ferreira \u2013 e com novo visual. No topo, em tom azulado, est\u00e3o representadas quatro pessoas a lerem jornais. As folhas passam a ter o logotipo do SAI e utiliza-se a frente e verso das mesmas. A 4 de Outubro de 1989, boletim 284, o SAI faz nova remodela\u00e7\u00e3o. A primeira p\u00e1gina tem apenas os destaques. O seman\u00e1rio passa a ter uma assinatura anual de mil e oitocentos escudos a 4 de Abril de 1990. Jos\u00e9 Vicente Ferreira esteve como director do Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o do n\u00famero 232 ao 335. O ano de 1991 trouxe uma nova equipa redactorial para o SAI. O Pe. Ant\u00f3nio Rego assume o cargo de director a 9 de Janeiro. Voltam os editoriais &#8211; na p\u00e1gina 3 -, o sum\u00e1rio das not\u00edcias e um destaque na capa. A \u00faltima p\u00e1gina fica enriquecida com o \u00abCinema na Televis\u00e3o\u00bb. A sec\u00e7\u00e3o das not\u00edcias nacionais come\u00e7a a ganhar relevo e o seman\u00e1rio passa a ter 10 p\u00e1ginas. Com o an\u00fancio do 2\u00ba recenseamento da pr\u00e1tica dominical, realizado em Mar\u00e7o de 1991, o Pe. Ant\u00f3nio Rego sublinha no editorial que este \u201cn\u00e3o ter\u00e1 uma fun\u00e7\u00e3o triunfalista ou de marketing religioso. \u00c9 um indicador, entre outros, da procura e da resposta, da rela\u00e7\u00e3o real da Igreja-mundo\u201d. As reflex\u00f5es sobre quest\u00f5es vigentes come\u00e7am a ganhar o seu espa\u00e7o e o SAI convida, regularmente, colunistas. O actual ministro da presid\u00eancia, Pedro Silva Pereira, escrevia no seman\u00e1rio n.\u00ba345 que \u201cos jovens parecem neste tempo de morte anunciada das ideologias, mais preocupados de facto, com a efic\u00e1cia do sistema \u2013 no plano pessoal, primeiro, depois talvez, no plano social \u2013 do que com a quest\u00e3o do sentido\u201d. Em Mar\u00e7o de 1991, novo rosto do Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e novo pre\u00e7o da assinatura anual: dois mil escudos. A 30 de Outubro de 1991 mudan\u00e7a de nome mas com a mesma sigla. O Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o d\u00e1 lugar ao Servi\u00e7o de Ag\u00eancia Informativa. \u201cEmissora Cat\u00f3lica em Cabo Verde\u201d foi o destaque do seman\u00e1rio de 8 de Julho de 1992. Uma not\u00edcia que colocou de lado a velha m\u00e1quina de escrever e aprisionou um computador na redac\u00e7\u00e3o. Um progresso tecnol\u00f3gico&#8230; hoje \u00e9 uma pe\u00e7a de museu.  Depois das f\u00e9rias &#8211; o SAI n\u00e3o se publicava no m\u00eas de Agosto &#8211; o Servi\u00e7o de Ag\u00eancia Informativa acolheu um novo director. O Pe. Jo\u00e3o Cani\u00e7o na tomada de posse \u2013 dia 15 de Setembro &#8211; como director da publica\u00e7\u00e3o referiu que \u201capercebo-me facilmente que para muitas entidades e pessoas, ele constitui o ponto de partida da informa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 forma\u00e7\u00e3o no campo religioso e guia de comportamento individual, familiar e social\u201d. No Natal desse ano, o Servi\u00e7o de Ag\u00eancia Informativa utiliza pela primeira vez a fotografia. Um brinde natal\u00edcio publicado no n.\u00ba 429. No n\u00famero anterior, a publica\u00e7\u00e3o passa a ter 12 p\u00e1ginas. Depois de muitos anos com a cor azul, o primeiro SAI de 1993 veio para a rua com tons de esperan\u00e7a (verde). L\u00e1 dentro surge mais \u00abarrumado\u00bb e com sec\u00e7\u00f5es novas: livros e breves. A assinatura anual aumenta para os tr\u00eas mil escudos. Com o passar dos meses, o seman\u00e1rio come\u00e7a a ter um tema central e os respectivos coment\u00e1rios. O n\u00famero de p\u00e1ginas \u00e9 reduzido novamente para as dez. Na P\u00e1scoa desse ano, o editorial passou para a parte superior da capa e o sum\u00e1rio na parte inferior. Alternadamente passa a utilizar imagens na capa e come\u00e7a a ter publicidade, de tempos a tempos, \u00e0 R\u00e1dio Renascen\u00e7a.  No grafismo, os t\u00edtulos come\u00e7am a ganhar sali\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s not\u00edcias. A \u00faltima p\u00e1gina \u00e9 dedicada ao \u00abCinema na Televis\u00e3o\u00bb. O Boletim Cinematogr\u00e1fico faz uma classifica\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e \u00e9tica dos filmes que passam ao longo da semana nos quatro canais portugueses. O verde mant\u00e9m-se mas o velhinho SAI que saiu centenas de vezes para a rua deu lugar \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA (AE). 5 de Janeiro de 1994 com o n.\u00ba 475, a AE chama para primeira p\u00e1gina \u201cDomingo numa sociedade em mudan\u00e7a\u201d e \u201cGrande Exposi\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria\u201d foi o in\u00edcio de mais uma caminhada que tinha na chefia do pelot\u00e3o o Pe. Jo\u00e3o Cani\u00e7o. Dentro do \u00abembrulho\u00bb havia tamb\u00e9m um presente: a disposi\u00e7\u00e3o dos textos eram a duas colunas. Anualmente, o leitor passava a desembolsar os antigos 4 contos. Como estava \u00e0 venda nalgumas livrarias cat\u00f3licas, a AE avulso custava cem escudos.  A edi\u00e7\u00e3o especial de 14 de Abril de 1994, para comemorar os 20 anos do 25 de Abril, saiu com 20 p\u00e1ginas. Essa publica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com o n\u00famero 490 tinha apenas an\u00e1lises, depoimentos e coment\u00e1rios sobre a \u00abrevolu\u00e7\u00e3o dos cravos\u00bb. Ant\u00f3nio Sousa Franco, D. Eurico Dias Nogueira, Teresa Costa Macedo, D. Manuel Martins, D. Ant\u00f3nio Marcelino, Manuela Silva, Manuel Braga da Cruz, entre outros, contribu\u00edram para enriquecer o pensamento sobre a Igreja e o 25 de Abril.  Tr\u00eas n\u00fameros depois, o editorial do director passa a figurar numa coluna da primeira p\u00e1gina. \u201cFactos e Ideias\u201d; \u201cIgreja em Portugal\u201d; \u201cReportagem\u201d; \u201cPelas Dioceses\u201d; \u201cComent\u00e1rios\u201d; \u201cDossier\u201d; \u201cNot\u00edcias de Roma\u201d; \u201cInternacional\u201d; \u201cS\u00edntese\u201d; \u201cLivros e Audiovisuais\u201d; \u201cAgenda\u201d; \u201cPrograma\u00e7\u00e3o religiosa nos Media\u201d e \u201cCinema na televis\u00e3o\u201d constituem as v\u00e1rias sec\u00e7\u00f5es da AE que tem 14 p\u00e1ginas. \u201cE j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o 500\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do editorial da edi\u00e7\u00e3o quinhentos. 22 de Junho de 1994 foi a data da efem\u00e9ride. Nos v\u00e1rios depoimentos pedidos, D. Manuel Falc\u00e3o confessou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que foi \u201catacado pelo v\u00edrus do jornalismo desde os 14 anos\u201d. Como vision\u00e1rio real\u00e7ou que \u201cprevejo que, num futuro n\u00e3o muito long\u00ednquo, a Ag\u00eancia ECCLESIA passe a fornecer, al\u00e9m da not\u00edcia, coment\u00e1rio, reportagem, entrevista, material gr\u00e1fico, publicidade especializada e divulga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da estat\u00edstica e investiga\u00e7\u00e3o das competentes inst\u00e2ncias da Igreja. E se, como \u00e9 ainda de prever, ela se abra ao mundo televisivo e audiovisual, ent\u00e3o muito mais se pode esperar dela&#8230;\u201d Ainda nesse ano, a AE deixou o agrafo na parte superior esquerda do boletim e passou a caderno com 12 p\u00e1ginas. A apresenta\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica no interior tamb\u00e9m conheceu novidades. O pagemaker \u2013 programa de pagina\u00e7\u00e3o \u2013 entrou na redac\u00e7\u00e3o e a est\u00e9tica das p\u00e1ginas melhorou substancialmente.  Depois de muitos anos com o azul a predominar e dois de verde, a AE aparece no in\u00edcio de 1995 com o logotipo vermelho. A equipa \u00e9 a mesma tal como as preocupa\u00e7\u00f5es deste \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o social: alertar para o esp\u00edrito de solidariedade. Neste Ano Internacional da Toler\u00e2ncia, a Ag\u00eancia ECCLESIA n\u00e3o se esquecia dos timorenses \u2013 \u201cTimor \u2013 Leste: vinte anos de sofrimento e morte\u201d \u2013 e dos mais desprotegidos \u2013 \u201cN\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para os problemas sociais\u201d. Manchetes do m\u00eas de Janeiro desse ano. A infla\u00e7\u00e3o aumentava e o pre\u00e7o da assinatura anual subiu 500 escudos.  Em Maio desse ano, a AE publicou um suplemento de 4 p\u00e1ginas sobre cinema e o centen\u00e1rio da primeira sess\u00e3o p\u00fablica desta arte de comunicar. A mensagem de Jo\u00e3o Paulo II para o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es centrava-se nesse tema. Apesar de muitos leitores da AE estarem a gozar as merecidas f\u00e9rias, em Julho desse ano dois assuntos mereciam destaque: \u201cEutan\u00e1sia n\u00e3o tem justifica\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cImigra\u00e7\u00e3o\u201d. Estamos em 1995 ou em 2005? Estamos ainda no s\u00e9culo XX mas as tem\u00e1ticas s\u00e3o as mesmas. Nos \u00faltimos meses desse ano, o boletim passou a ter somente oito p\u00e1ginas. Durante o m\u00eas de Outubro s\u00f3 se publicou duas vezes.  Volta azul. Est\u00e1s perdoado&#8230; No in\u00edcio de 1996, os leitores receberam o seman\u00e1rio novamente em tons azulados e a assinatura anual passa para os 5 mil escudos.  N\u00e3o foi o voltar \u00e0s origens mas \u00e0 garra inicial. Em Mar\u00e7o desse ano, D. Augusto C\u00e9sar denuncia  a \u201cmis\u00e9ria encontrada\u201d em Castelo Branco. Apesar da sede da Ag\u00eancia ECCLESIA estar situada em Lisboa, as not\u00edcias surgem de todos os pontos do pa\u00eds e do mundo. \u201cEm 1995, a Ilha do Corvo n\u00e3o teve baptismos\u201d e \u201c bispo do Funchal compara os donos das grandes superf\u00edcies aos fara\u00f3s eg\u00edpcios\u201d. Ainda nesse ano, D. Ant\u00f3nio Ribeiro, Cardeal \u2013 Patriarca de Lisboa, falou da futura \u201cbas\u00edlica de Santo Ant\u00f3nio\u201d.  Apesar do bispo de Viana (na altura era D. Armindo Lopes Coelho), estar \u201cdescontente com a sociedade actual\u201d, a AE dava um passo tecnol\u00f3gico. Na ficha t\u00e9cnica do seman\u00e1rio n.\u00ba 593 (17 de Julho de 1996) aparecia, pela primeira vez, o endere\u00e7o electr\u00f3nico da Ag\u00eancia ECCLESIA, assim como o respectivo email.  Entrou-se no dom\u00ednio cibern\u00e1utico. A 30 de Outubro de 1996, a AE noticiava que o Pe. Jo\u00e3o Cani\u00e7o deixa o cargo de director. O leme da AE passa para Paulo Rocha que no primeiro seman\u00e1rio entra com a \u201cPol\u00e9mica deixa N\u00fancio Apost\u00f3lico \u00e0s escuras\u201d. Estamos a 20 de Novembro de 1996, e o novo director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Pe. Ant\u00f3nio Rego, escreveu no \u00abReflexo\u00bb &#8211; substitui o \u00abEditorial\u00bb &#8211;  \u201cquem sabe \u00absarfar\u00bb nessas vagas s\u00e3o os jovens. Da\u00ed a aposta nesta equipa apoiada por adultos\u201d.  Numa \u00abcaixa\u00bb na parte inferior da primeira p\u00e1gina do seman\u00e1rio de 29 de Janeiro de 1997, informava-se os leitores que \u201ca Ag\u00eancia ECCLESIA disponibiliza em http:\/\/www.ecclesia.pt um servi\u00e7o di\u00e1rio de informa\u00e7\u00f5es bastante mais completo do que a edi\u00e7\u00e3o semanal\u201d. Um passo de gigante&#8230; Um seman\u00e1rio em papel e um di\u00e1rio on-line. Olha-se para o topo da primeira p\u00e1gina e vemos \u201cComunicar o Evangelho de Jesus Cristo\u201d. No fundo s\u00e3o os objectivos da Ag\u00eancia ECCLESIA em contraste com o tema do reflexo desse dia \u201cO aborto do referendo\u201d. Uns nascem e outros tentam matar&#8230;  As 8 p\u00e1ginas mant\u00eam-se mas o interior sofre pequenas arruma\u00e7\u00f5es. T\u00edtulos mais apelativos e uma org\u00e2nica na coloca\u00e7\u00e3o das not\u00edcias porque \u201co Teatro \u00e9 o da vida\u201d \u2013 dizia Ruy de Carvalho, na AE de 2 de Abril de 1997. \u201cConfiem em n\u00f3s\u201d \u2013 dizia um jovem Timorense \u2013 e \u201cDeus est\u00e1 na RTP\u201d foram manchetes do n.\u00ba 633. Com a ida do Pai para a esta\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o nome ECCLESIA ganhou mais visibilidade. Outro passo na longa caminhada que teve o exemplo de Jo\u00e3o Paulo II &#8211; \u201c77 viagens aos 77 anos\u201d. O primeiro AE de 1998 avaliava o ano anterior e perspectivava o ano que come\u00e7ava. Portugal recebeu a Expo 98 e a AE aumentou o n\u00famero de p\u00e1ginas (passou novamente a 12) . Mais acontecimentos eclesiais redigidos num \u201cAno Novo com mais informa\u00e7\u00e3o\u201d. O grafismo leva alguns retoques e as not\u00edcias s\u00e3o servidas com outra \u00abpomposidade\u00bb. Nesse ano alguns assuntos mereceram destaque e ocuparam algumas p\u00e1ginas da AE: falecimento de D. Ant\u00f3nio Ribeiro, Expo 98, Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Jo\u00e3o Paulo II em F\u00e1tima, Timor-Leste, Bodas de Diamante do CNE e o valor da vida. \u201c2000 anos que mudaram o mundo\u201d \u2013 foi apenas um dos subs\u00eddios que AE ofereceu aos leitores para prepararem o Jubileu do Ano 2000. Com cerca de 40 artigos, a edi\u00e7\u00e3o n.\u00ba 752 (21 de Dezembro de 1999) levava consigo um livro jubilar. Na Internet disponibilizava www.ecclesia.pt\/jubileu. No ano seguinte, as noticias da Igreja tinham o seu alicerce no Jubileu. A Igreja portuguesa e do mundo celebrou os 2000 anos do nascimento  de Jesus Cristo. A Ag\u00eancia ECCLESIA notou que j\u00e1 navegava em \u00e1guas profundas e, no in\u00edcio de 2001, coloca um \u00abpeixe\u00bb no seu logotipo. As not\u00edcias da AE s\u00e3o a boca e os olhos desse \u201cpeixe cristol\u00f3gico\u00bb. Um logotipo novo e um grafismo mais moderno. Consequ\u00eancia do Jubileu do ano 2000 para servir mais e melhor o leitor. Com novo rosto, a AE dava os parab\u00e9ns aos cardeais portugueses (20 de Fevereiro de 2001) e divulgou muitas actividades do Ano Internacional do Voluntariado.  N\u00e3o existe nenhum livro que conte a hist\u00f3ria desta Ag\u00eancia mas uma certeza temos: muitas not\u00edcias e coment\u00e1rios serviram para formar e informar os crist\u00e3os. A sec\u00e7\u00e3o \u00abReflexo\u00bb &#8211; escrito semanalmente pelo Pe. Ant\u00f3nio Rego \u2013 j\u00e1 passou o \u00abcircuito\u00bb da AE e aportou no livro \u201cDeus na cidade\u201d, editado pela editora Paulus, em 2003. O caminho faz-se de etapas e a AE galopava at\u00e9 ao n\u00famero 1000. Deixou de ser centen\u00e1rio e passou \u00e0 classe milenar. 22 de Mar\u00e7o de 2005 foi a data&#8230; Estamos no princ\u00edpio, no meio ou na parte final da maratona?   Luis Filipe Santos    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do \u00abvelho\u00bb SAI \u00e0 milenar Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[92,93,123,140,147,160,172,182,186,187,188,192,193,203,206,207,211,232,237,267,275,283,314,329],"class_list":["post-10870","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-25-de-abril","tag-aborto","tag-cabo-verde","tag-comunicacoes-sociais","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-diocese-do-funchal","tag-diocese-do-porto","tag-direito-canonico","tag-ecumenismo","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-fatima","tag-ferias","tag-incendios","tag-joao-paulo-ii","tag-natal","tag-pascoa","tag-pastoral-universitaria","tag-solidariedade","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10870"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10870\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}