{"id":10858,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/as-raizes-da-agencia-ecclesia\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"as-raizes-da-agencia-ecclesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/as-raizes-da-agencia-ecclesia\/","title":{"rendered":"As ra\u00edzes da Ag\u00eancia Ecclesia"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Franco Falc\u00e3o, Bispo Em\u00e9rito de Beja <!--more--> No dia 16 de Janeiro de 1959, a Assembleia Plen\u00e1ria do Episcopado Portugu\u00eas, reunida no Pal\u00e1cio dos Olivais, discutiu a necessidade de um centro de informa\u00e7\u00f5es e de estudos pastorais ao servi\u00e7o da Igreja em Portugal. Dias depois, a 29, o Papa Jo\u00e3o XXIII anunciou a convoca\u00e7\u00e3o dum conc\u00edlio ecum\u00e9nico, o que por raz\u00f5es \u00f3bvias veio refor\u00e7ar essa necessidade. O Cardeal Patriarca D. Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira, em nome dos Bispos, por Decreto de 7 de Maio do mesmo ano de 1929, institu\u00edu o Secretariado de Informa\u00e7\u00e3o Religiosa (SIR), confiando a sua direc\u00e7\u00e3o ao Pe. Manuel Franco Falc\u00e3o, do Patriarcado. Sem delongas, no mesmo m\u00eas de Maio, o SIR come\u00e7ou a publicar o Boletim de Informa\u00e7\u00e3o Pastoral (BIP), que nas palavras iniciais se apresentava com a inten\u00e7\u00e3o de \u00abfornecer aos pastores sagrados e a todos quantos t\u00eam responsabilidades (na Igreja) as informa\u00e7\u00f5es (estat\u00edsticas e outras) que lhes permitam fundamentar em conhecimento seguro das situa\u00e7\u00f5es e for\u00e7as dispon\u00edveis a sua actua\u00e7\u00e3o pastoral ou apost\u00f3lica\u00bb. \u00c9 bem conhecido o papel importante que o BIP desempenhou ao longo de 15 anos, acompanhando a prepara\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II. Coincidiu este per\u00edodo com o interesse nas Igrejas sobretudo da Europa Ocidental pela Sociologia Religiosa, do que o BIP se fez repetidamente eco, nomeadamente publicando alguns estudos feitos em Portugal na \u00e1rea da estat\u00edstica (como os primeiros recenseamentos da pr\u00e1tica dominical e a expans\u00e3o da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa) e da investiga\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de comportamentos religiosos. O BIP publicou-se de 1955 a 1970. De certo modo o seu servi\u00e7o formativo e informativo foi prolongado pelo Boletim Diocesano de Pastoral (BDP) do Patriarcado, que iniciou a publica\u00e7\u00e3o em Janeiro de 1968, divulgando como se processou a aplica\u00e7\u00e3o do Vaticano II na diocese de Lisboa. Em 1975, em pleno clima de revolu\u00e7\u00e3o de Abril, a Comiss\u00e3o Episcopal dos meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social, entretanto criada pela Confer\u00eancia Episcopal, de colabora\u00e7\u00e3o com o Secretariado Geral do Episcopado, passou a publicar, atrav\u00e9s do seu Centro Cat\u00f3lico de Informa\u00e7\u00e3o (CCI), o Boletim Informativo de Publica\u00e7\u00f5es (mesma sigla BIP) destinado aos Bispos, saindo semanalmente com a s\u00edntese do que a grande imprensa ia publicando, quer referente directamente \u00e1 Igreja quer de especial interesse para a sua ac\u00e7\u00e3o pastoral. Este boletim interno publicou-se de 17 de Novembro de 1975 a Abril de 1977. Entretanto, a Comiss\u00e3o Episcopal das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais sentindo a necessidade de enriquecer a imprensa cat\u00f3lica de conte\u00fados mais actuais e vivos, come\u00e7ou a editar, pelo CCI, um modesto boletim semanal reduzido a algumas folhas policopiadas com artigos de opini\u00e3o, informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias. Este boletim, publicou-se sem t\u00edtulo nem numera\u00e7\u00e3o todas as semanas de 4 de Outubro de 1974 a 30 de Dezembro de 1976. Com o n\u00ba. de 6 de Janeiro de 1977 come\u00e7ou a ter numera\u00e7\u00e3o. A partir do n\u00ba. 244 (Abril de 1982) passou a mensal e a ter cabe\u00e7alho com as indica\u00e7\u00f5es de CCI (Centro Cat\u00f3lico de Informa\u00e7\u00e3o) e SAI (Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Imprensa), assim se publicando at\u00e9 ao n\u00ba. 282 (Fev.1983). Em Fevereiro de 1983, sob a direc\u00e7\u00e3o de J. M. Reis Ribeiro, director do Secretariado Geral do Episcopado, o boletim voltou a semanal, aparecendo com novo aspecto gr\u00e1fico, novo t\u00edtulo (Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, mesma sigla SAI) e nova numera\u00e7\u00e3o, dando-se como edi\u00e7\u00e3o do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Igreja. Com o n\u00ba 18 (16 de Junho de 1973), Reis Ribeiro cedeu o lugar a Joaquim Cardozo Duarte, a trabalhar no Secretariado Geral da CEP, o qual se manteve \u00e0 frente do SAI at\u00e9 ao seu n\u00ba 231 (Abril de 1988). De Maio de 1988 at\u00e9 finais de 1990 foi director do SAI Vicente Ferreira, ao qual sucedeu Ant\u00f3nio Rego e, a partir de Setembro de 1992 Jo\u00e3o Cani\u00e7o.  A este se ficou a dever a evolu\u00e7\u00e3o do Centro Cat\u00f3lico de Informa\u00e7\u00e3o (CCI) para Ag\u00eancia Ecclesia como editora do boletim especialmente destinado a apoiar a imprensa cat\u00f3lica. O primeiro boletim semanal da Ag\u00eancia Ecclesia saiu no dia 5 de Janeiro de 1994 com o n\u00ba. 475, melhorado graficamente e aparecendo como propriedade do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00e3o Sociais. Jo\u00e3o Cani\u00e7o manteve-se como director at\u00e9 ao n\u00ba 606 (13 de Novembro de 1996), cedendo ent\u00e3o o lugar a Ant\u00f3nio Rego, que se mant\u00e9m \u00e0 frente do boletim at\u00e9 aos dias de hoje, publicando semanalmente um dos textos que \u00e9 mais reproduzido na imprensa cat\u00f3lica de todo o Pa\u00eds. Esta longa evolu\u00e7\u00e3o deveu-se, por um lado, ao desejo de ser \u00fatil aos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social no contexto bastante vol\u00favel do ambiente cultural, e por outro lado, aos recursos dispon\u00edveis em pessoal e meios. O predom\u00ednio da internet como via de comunica\u00e7\u00e3o para os \u00f3rg\u00e3os de informa\u00e7\u00e3o levou a Ag\u00eancia Ecclesia a transmitir o conte\u00fado do seu boletim atrav\u00e9s dessa via, pondo-se o problema do interesse, nomeadamente para outro p\u00fablico, do boletim escrito, mantendo ou alterando o actual esquema. Que esta recorda\u00e7\u00e3o do passado leve a agradecer a quantos dedicaram o seu melhor \u00e0 causa da informa\u00e7\u00e3o na Igreja e a contribuir para que, no presente e no futuro, n\u00e3o faltem os trabalhadores l\u00facidos e generosos que a essa causa se dediquem para bem da Igreja e da Sociedade portuguesa.  D. Manuel Franco Falc\u00e3o, Bispo Em\u00e9rito de Beja <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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