{"id":10819,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/eucaristia-e-o-novo-sentido-da-historia\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"eucaristia-e-o-novo-sentido-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/eucaristia-e-o-novo-sentido-da-historia\/","title":{"rendered":"Eucaristia e o novo sentido da Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Catequese Quaresmal do Cardeal-Patriarca no Domingo de Ramos <!--more--> 1. A Eucaristia \u00e9 para a Igreja, enquanto comunidade de crentes e Povo de Deus e para cada crente, na individualidade da sua liberdade e do seu projecto de vida, o momento mais forte de encontro com Jesus Cristo morto e ressuscitado. Toda a novidade recriadora que brota dessa comunh\u00e3o com Cristo vivo, renova-se na Eucaristia, porque a\u00ed se actualiza, em cada momento do tempo e da hist\u00f3ria, toda a esperan\u00e7a e o sentido novo que, para o homem e para a humanidade, a P\u00e1scoa de Cristo encerra. Tudo o que Jesus Cristo significa, como novidade, para o homem e para o sentido da hist\u00f3ria humana, reaviva-se, concretiza-se e ganha densidade presente, na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Jo\u00e3o Paulo II, ao proclamar o Ano da Eucaristia, recorda a toda a Igreja a doutrina do Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cCristo est\u00e1 no centro, n\u00e3o s\u00f3 da hist\u00f3ria da Igreja, mas tamb\u00e9m da hist\u00f3ria da humanidade. Tudo \u00e9 recapitulado n\u2019Ele\u201d (cf. Efs. 1,10; Col. 1,15-20) . De facto o Conc\u00edlio tinha desenvolvido essa verdade de Jesus Cristo como fonte de sentido para o homem e para a hist\u00f3ria, presente e futura. Na Gaudium et Spes, afirma-se: \u201cO Verbo de Deus, por quem todas as coisas foram feitas, Ele pr\u00f3prio se fez carne, afim de que, homem perfeito, salve todos os homens e recapitule todas as coisas em si. O Senhor \u00e9 o termo da hist\u00f3ria humana, o ponto para que convergem os desejos da hist\u00f3ria e da civiliza\u00e7\u00e3o, o centro do g\u00e9nero humano, a alegria de todos os cora\u00e7\u00f5es e a plenitude das suas aspira\u00e7\u00f5es; Ele que o Pai ressuscitou dos mortos, exaltou e fez sentar-Se \u00e0 sua direita, constituindo-O juiz dos vivos e dos mortos. Vivificados e reunidos no seu Esp\u00edrito, caminhamos para a consuma\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria humana, que corresponde plenamente ao seu des\u00edgnio de amor: reunir todas as coisas, tanto as do c\u00e9u como as da terra, sob um \u00fanico Chefe, Cristo\u201d (Efs. 1,10) . Esta perspectiva que nos leva a descobrir o verdadeiro e definitivo sentido da hist\u00f3ria humana em Cristo ressuscitado, brota da nossa f\u00e9, mas sobretudo da nossa experi\u00eancia viva de comunh\u00e3o com Cristo vivo, renova-se e actualiza-se em cada Eucaristia, tem consequ\u00eancias pr\u00e1ticas na nossa maneira de viver e de definir o objectivo para onde caminhamos. Como diz Jo\u00e3o Paulo II \u201cabre o cora\u00e7\u00e3o dos crentes a uma compreens\u00e3o mais atenta dos mist\u00e9rios da f\u00e9 e das pr\u00f3prias realidades terrestres, na luz de Cristo. N\u2019Ele, Verbo feito carne, revelou-se realmente, n\u00e3o s\u00f3 o mist\u00e9rio de Deus, mas tamb\u00e9m o pr\u00f3prio mist\u00e9rio do homem. N\u2019Ele, o homem encontra reden\u00e7\u00e3o e plenitude\u201d . Tudo isto nos diz que a experi\u00eancia viva de comunh\u00e3o com Cristo nos alarga o horizonte da vis\u00e3o cultural da nossa vida e da vida da humanidade, que \u00e9 fonte de sentido, fundamento \u00faltimo da exig\u00eancia moral, base objectiva da esperan\u00e7a. Os membros da Igreja, Corpo de Cristo, que fazem na Eucaristia essa experi\u00eancia viva de comunh\u00e3o com Cristo, podem renovar, em cada dia, as raz\u00f5es profundas do seu viver, pessoal e colectivo, e serem no seio da humanidade de cada tempo, o \u201cfermento\u201d de um mundo novo, semente de uma \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u201d. Tocamos, aqui, o sentido mais profundo, da presen\u00e7a e da miss\u00e3o da Igreja no mundo, e da for\u00e7a transformadora da cultura, isto \u00e9, da compreens\u00e3o da vida e da hist\u00f3ria, que os crist\u00e3os podem ser, se celebram continuamente a P\u00e1scoa. Toda a f\u00e9 vivida tende a torna-se cultura, porque redefine continuamente o sentido da vida.  Na Eucaristia, a renova\u00e7\u00e3o do sentido da hist\u00f3ria assume-se como miss\u00e3o. 2. A Eucaristia enquanto viv\u00eancia da humanidade renovada em Cristo, \u00e9 o ponto de partida para a miss\u00e3o da Igreja no mundo. A Igreja \u00e9 enviada para estar e para ser, no meio da sociedade, esse fermento de renova\u00e7\u00e3o, de uma humanidade reencontrada com a sua dignidade e com o seu destino. Ou\u00e7amos o Santo Padre na Mane Nobiscum Domine: \u201cEntrar em comunh\u00e3o com Cristo, no memorial da P\u00e1scoa, significa experimentar o dever de se fazer mission\u00e1rio do acontecimento que este rito actualiza. A despedida no final de cada missa constitui um mandato, que impele o crist\u00e3o para o dever de propaga\u00e7\u00e3o do Evangelho e de anima\u00e7\u00e3o crist\u00e3 da sociedade\u201d .  O Santo Padre acrescenta que o crist\u00e3o encontra na Eucaristia a for\u00e7a interior e o projecto desta miss\u00e3o. \u201cPara tal miss\u00e3o a Eucaristia oferece, n\u00e3o apenas a for\u00e7a interior, mas tamb\u00e9m, em certo sentido, o projecto\u201d. A for\u00e7a interior \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o nos sentimentos de Jesus Cristo, que o Esp\u00edrito Santo actua em n\u00f3s e de que nos faz participantes. Esta miss\u00e3o, a Igreja s\u00f3 a pode realizar com a for\u00e7a de Jesus Cristo, que lhe \u00e9 comunicada ao vivo e abundantemente na Eucaristia. \u201cEsta \u00e9 um modo de ser que passa de Jesus para o crist\u00e3o e, atrav\u00e9s do seu testemunho, tende a irradiar-se na sociedade e na cultura\u201d . O projecto desta miss\u00e3o s\u00f3 pode ser o de Jesus Cristo, mas s\u00f3 os crist\u00e3os o podem concretizar na realidade da sociedade, em cada lugar e em cada tempo. \u00c9 uma miss\u00e3o que prolonga o dinamismo da encarna\u00e7\u00e3o. Para que isso aconte\u00e7a, continua o Santo Padre, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio que cada fiel assimile, na medita\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria, os valores que a Eucaristia exprime, as atitudes que ela inspira, os prop\u00f3sitos de vida que suscita\u201d . Nesta presen\u00e7a da Igreja na cidade dos homens, como fermento na massa, porque prim\u00edcias de um mundo novo, a primeira atitude tem de ser contemplativa, isto \u00e9, orante e adorante. \u00c9 preciso deixar que a novidade da P\u00e1scoa nos repasse o cora\u00e7\u00e3o e aprofunde em n\u00f3s essa experi\u00eancia de vida em Cristo, para poder ser vida nova com os outros homens.  Os valores que a Eucaristia encerra 3. Trata-se, \u00e9 evidente, de valores pessoais e sociais, isto \u00e9, de atitudes e perspectivas pessoais que s\u00f3 encontram a sua verdade no nosso agir em sociedade. \u00c9 j\u00e1 um lugar comum afirmar que as crises de civiliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o crises de valores, isto \u00e9, de express\u00f5es da vida, pessoal e comunit\u00e1ria, que realizam a dignidade do homem e os mais profundos anseios do seu cora\u00e7\u00e3o, de verdade, de liberdade, de justi\u00e7a e de paz, de amor e fraternidade. Que valores \u00e9 que a Eucaristia encerra? Todos, pois como express\u00e3o total da plenitude de Jesus Cristo, da sua fidelidade ao Pai e solidariedade com os homens, seus irm\u00e3os, a Eucaristia, enquanto sacramento da P\u00e1scoa, encerra toda a plenitude humana, realizada e prometida em Jesus Cristo. Por isso a Eucaristia \u00e9, tamb\u00e9m, um momento de descoberta e de an\u00fancio dessa plenitude que ainda se h\u00e1-de realizar em cada um de n\u00f3s e na hist\u00f3ria como um todo. Podemos explicitar alguns desses valores que a Eucaristia encerra e que s\u00e3o fonte de sentido para a nossa exist\u00eancia hist\u00f3rica concreta: o primeiro e mais decisivo \u00e9, certamente, a certeza experimentada e vivida, da presen\u00e7a de Cristo Vivo no meio do seu Povo. Na Eucaristia, Cristo ressuscitado convive com a Igreja, Povo de Deus e \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o mais completa e radical da presen\u00e7a de Deus no seio do Povo que escolheu, e da sua pr\u00f3pria promessa de ficar com os Seus disc\u00edpulos at\u00e9 ao fim do mundo. E este \u00e9 um dado que influencia profundamente o sentido da nossa vida e da constru\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria: uma vida vivida em interac\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria ac\u00e7\u00e3o de Deus, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito de Cristo ressuscitado, \u00e9 diferente da vida vivida sem Deus ou com um Deus distante e ausente, que n\u00e3o interfere no nosso esfor\u00e7o de viver a nossa vida com dignidade. Esta interac\u00e7\u00e3o com o Esp\u00edrito de Deus \u00e9 sempre importante, mas \u00e9 decisiva nas dimens\u00f5es mais exigentes contidas na Eucaristia, como \u00e9 o desafio de viver a vida como um dom e n\u00e3o tanto como frui\u00e7\u00e3o de uma posse. A Eucaristia \u00e9 o mist\u00e9rio da vida, oferecida e restitu\u00edda em plenitude por Aquele a Quem foi oferecida. Essa foi a mensagem mais exigente de Jesus, que Ele aplicou radicalmente a Si Mesmo: s\u00f3 quem aceita perder a sua vida, a ganhar\u00e1. Esta atitude perante a vida, aceitando-a como dom a Deus e aos irm\u00e3os, transforma profundamente a cultura e a civiliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 o segredo de uma verdadeira cultura da vida. A sociedade seria diferente se todos vivessem, assim, a sua vida: o sentido de que cada um de n\u00f3s vive com os outros e para que os outros vivam. S\u00f3 esta perspectiva generosa na maneira de viver nos levar\u00e1 a descobrir a dignidade sagrada da nossa vida e da vida dos outros. A Eucaristia encerra ainda outro valor importante: a confian\u00e7a e a humildade com que nos emprenhamos na constru\u00e7\u00e3o de um mundo novo. Na Eucaristia estamos todos como pecadores convertidos e em busca de convers\u00e3o. As nossas fragilidades n\u00e3o impedem a grandeza do dom. Isso leva-nos a acreditar que, a partir da P\u00e1scoa de Jesus Cristo, o futuro da humanidade tem de ser positivo, sejam quais forem os males que ainda tem de sofrer. Em cada Eucaristia experimentamos e celebramos as prim\u00edcias de um mundo novo. E a esperan\u00e7a \u00e9 um valor decisivo na constru\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria.  As atitudes que a Eucaristia inspira 4. Por tudo isto, a Eucaristia impele-nos \u00e0 ac\u00e7\u00e3o; h\u00e1 atitudes concretas do nosso agir sugeridas pela Eucaristia. Antes de mais, a experi\u00eancia da vida como comunh\u00e3o de amor, com Deus e com os irm\u00e3os. Da Eucaristia partimos decididos a vencer a solid\u00e3o e os ego\u00edsmos, e a confiar, partilhando. Como diz a Escritura, essa comunh\u00e3o \u00e9, antes de mais, com Deus Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. A experi\u00eancia da f\u00e9 ganha densidade na comunh\u00e3o trinit\u00e1ria e a pr\u00f3pria vida torna-se desafio de radicalidade e de profundidade progressivas. Na celebra\u00e7\u00e3o da morte do Senhor, que se resolve na ressurrei\u00e7\u00e3o, n\u00f3s descobrimos a fecundidade do sofrimento e come\u00e7amos a viver a nossa pr\u00f3pria morte. A sociedade transformar-se-ia positivamente se se descobrisse esta fecundidade misteriosa do sofrimento, momento de oferta da pr\u00f3pria vida, o que n\u00e3o nos dispensa de procurar resolver ou mitigar o sofrimento dos irm\u00e3os. Sobretudo a Eucaristia reconduz \u00e0 sua densidade de experi\u00eancia presente a esperan\u00e7a na vida eterna. A Igreja celebra sempre a Eucaristia \u201cat\u00e9 que Ele venha\u201d. A consci\u00eancia de uma unidade entre o presente hist\u00f3rico e o futuro escatol\u00f3gico, podemos aprend\u00ea-la na Eucaristia. Torna-se t\u00e3o pesado viver a nossa vida como se estiv\u00e9ssemos prisioneiros do tempo e da hist\u00f3ria, sem a alegria de pressentir que agora estamos j\u00e1 a construir o futuro definitivo que, em Cristo, pode ser radioso e plenamente feliz!  Os prop\u00f3sitos de vida que a Eucaristia suscita 5. Da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, pelos valores que ela encerra e pelas atitudes que inspira, os crist\u00e3os partem animados pelos prop\u00f3sitos de vida, que significam, em cada momento, o novo chamamento de Deus. Podem ser tantos, quantas as exig\u00eancias da santidade, que v\u00e3o desde a exig\u00eancia do amor fraterno, de uma maior disponibilidade para a ora\u00e7\u00e3o, sobretudo sob a forma de adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, e a determina\u00e7\u00e3o de viverem a sua vida com a pureza e autenticidade exigidas pelo mist\u00e9rio que celebram. Mas h\u00e1 um prop\u00f3sito que, na sequ\u00eancia de quanto acabamos de dizer sobre a Eucaristia e a transforma\u00e7\u00e3o da cultura e da hist\u00f3ria, merece ser suscitado e valorizado: o prop\u00f3sito de ser corajosamente, no meio do mundo, testemunhas activas desse mundo novo, realiza\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, que a Eucaristia celebra e anuncia. Numa palavra, o prop\u00f3sito da miss\u00e3o no meio do mundo. A miss\u00e3o evangelizadora da Igreja no mundo, realiza-se, quer atrav\u00e9s de ac\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de pastoral evangelizadora, quer atrav\u00e9s da presen\u00e7a, porventura silenciosa, dos crist\u00e3os inseridos no conjunto da sociedade, vivendo o desafio da vida colectiva, com as dimens\u00f5es \u00e9ticas que a inspiram, movidos pelo Esp\u00edrito de Jesus e em coer\u00eancia com a Eucaristia que celebram. A pr\u00f3pria vida no mundo pode e deve ser um testemunho de f\u00e9. Todos n\u00f3s sabemos que a nossa sociedade tem mudado neste aspecto os valores e os crit\u00e9rios \u00e9ticos que inspiram e justificam as atitudes. E algumas concretiza\u00e7\u00f5es dessa mudan\u00e7a chocam-nos, a n\u00f3s os crist\u00e3os, quando tocam em dimens\u00f5es da vida que n\u00f3s sempre consider\u00e1mos a partir da verdade que nos vem de Deus e da sua cria\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o devemos reagir a essas situa\u00e7\u00f5es como se elas fossem apenas o resultado da fraqueza dos homens. O que verdadeiramente est\u00e1 a mudar \u00e9 a cultura da nossa sociedade. E a cultura, que \u00e9 a alma da hist\u00f3ria, harmonia resultante do pensamento livremente expresso e do conjunto de decis\u00f5es da liberdade, quer das pessoas, quer das institui\u00e7\u00f5es, \u00e9 o quadro de refer\u00eancia que inspira as atitudes, os comportamentos e as decis\u00f5es. Ora a muta\u00e7\u00e3o cultural e a qualidade da evolu\u00e7\u00e3o da cultura n\u00e3o se decidem por decreto. S\u00e3o o resultado das atitudes e op\u00e7\u00f5es de todos os cidad\u00e3os, embora reconhecendo que h\u00e1 interven\u00e7\u00f5es mais marcantes do que outras. Todos os cidad\u00e3os s\u00e3o agentes da muta\u00e7\u00e3o cultural. Foi atrav\u00e9s dessa maneira crist\u00e3 de reagir \u00e0 vida que, ao longo dos s\u00e9culos, surgiram culturas de matriz crist\u00e3. Os crist\u00e3os constituem, ainda hoje, uma parte significativa da nossa sociedade. Se eles n\u00e3o abdicarem de estar na vida com os mesmos valores e atitudes com que celebram a Eucaristia, a sua influ\u00eancia na muta\u00e7\u00e3o cultural pode ser decisiva. Dada a matriz crist\u00e3 da cultura da nossa sociedade, nem ser\u00e3o previs\u00edveis choques culturais entre os valores em que se inspira o todo da sociedade e essa coer\u00eancia dos crist\u00e3os com uma vis\u00e3o da hist\u00f3ria que brota do mist\u00e9rio pascal. Na Eucaristia descobre-se a plenitude desses valores e a fonte da sua harmonia, que \u00e9 Cristo ressuscitado, Senhor da Hist\u00f3ria. E esta coer\u00eancia dos crist\u00e3os \u00e9 a sua miss\u00e3o no meio da cidade dos homens. Em cada Eucaristia eles s\u00e3o enviados para o mundo para continuarem a lutar por essa nova inspira\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria.  S\u00e9 Patriarcal, 20 de Mar\u00e7o de 2005, \u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese Quaresmal do Cardeal-Patriarca no Domingo de Ramos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[108,127,144,221,223,237,275,91,314],"class_list":["post-10819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-da-eucaristia","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-historia-da-igreja","tag-igreja-na-cidade","tag-joao-paulo-ii","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10819\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}