{"id":10809,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/pascoa-em-seguranca-nas-estradas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"pascoa-em-seguranca-nas-estradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pascoa-em-seguranca-nas-estradas\/","title":{"rendered":"P\u00e1scoa em seguran\u00e7a nas estradas"},"content":{"rendered":"<p>O Club Stella Maris de Peniche est\u00e1 a promover a campanha \u201cRaid Pastoral \u2013 P\u00e1scoa 2005\u201d, destinada a promover a seguran\u00e7a nas estradas portuguesas numa altura festiva em que, tradicionalmente, \u00e9 grande o n\u00famero de acidentes. A iniciativa procura divulgar a mensagem dos Bispos portugueses sobre esta mat\u00e9ria, assumida no n\u00famero 21 da Carta Pastoral \u201cResponsabilidade Solid\u00e1ria pelo Bem Comum\u201d, publicada pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa em Setembro de 2003.  <b>Os acidentes na estrada e o bem comum<\/b> Face ao n\u00famero gritante de mortos e feridos provocados pelos acidentes na estrada, 90% dos quais s\u00e3o devidos ao factor humano, queremos falar claramente sobre o drama dos sofrimentos por eles causados, apelando \u00e0 responsabilidade de todos na melhoria desta \u00e1rea do bem comum. Em todo o mundo, no s\u00e9culo XX morreram 35 milh\u00f5es de pessoas e um bili\u00e3o e meio de pessoas foram feridas em acidentes rodovi\u00e1rios. Tudo isto \u00e9 um desafio \u00e0 nossa preocupa\u00e7\u00e3o pastoral. Ainda recentemente, os participantes no primeiro encontro europeu da Pastoral da Estrada, organizado pela Santa S\u00e9, lan\u00e7aram a interpela\u00e7\u00e3o seguinte: \u201cDiante desta trag\u00e9dia deve tornar-se premente \u2013 dir\u00edamos urgente \u2013 o compromisso conjunto, por parte da sociedade civil, das Igrejas, das comunidades eclesiais e tamb\u00e9m dos \u2018l\u00edderes\u2019 dos crentes das diversas religi\u00f5es, em ordem a uma educa\u00e7\u00e3o sobre a estrada, e n\u00e3o s\u00f3, desde a primeira fase da inf\u00e2ncia, com vista a prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias das pessoas mortas nas estradas e aos feridos, com disponibilidade \u00e0 m\u00fatua compreens\u00e3o e ao perd\u00e3o\u201d  No nosso pa\u00eds, o elevado e cada vez maior \u00edndice de sinistralidade rodovi\u00e1ria coloca quest\u00f5es \u00e9ticas na perspectiva do direito \u00e0 vida, \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica, \u00e0 harmonia e bem-estar dos cidad\u00e3os, \u00e0 solidariedade. O bem-estar das pessoas e o direito \u00e0 vida implicam o dever das autoridades competentes de melhorar a rede de comunica\u00e7\u00f5es rodovi\u00e1rias, conservar constantemente os pr\u00f3prios pavimentos, manter uma sinaliza\u00e7\u00e3o adequada nas rodovias e um parque autom\u00f3vel seguro. Mesmo considerando o deficiente tra\u00e7ado e o mau estado de muitas vias rodovi\u00e1rias e ve\u00edculos ou a falta de sinaliza\u00e7\u00e3o correcta, sabemos que o grande respons\u00e1vel por este drama \u00e9 o pr\u00f3prio condutor. Sem forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e humana, sem consci\u00eancia c\u00edvica, sem responsabilidade solid\u00e1ria e respeito pelos outros, em suma, sem uma mudan\u00e7a de mentalidades, n\u00e3o h\u00e1 leis nem mecanismos poss\u00edveis que possam alterar o actual estado da situa\u00e7\u00e3o. As causas maiores de acidentes de via\u00e7\u00e3o situam-se quase sempre na irresponsabilidade do condutor: velocidade excessiva, ultrapassagens e outras manobras perigosas, condu\u00e7\u00e3o sob o efeito do \u00e1lcool e outras subst\u00e2ncias psicotr\u00f3pricas, uso de telem\u00f3veis e audi\u00e7\u00e3o de m\u00fasica em volume elevado, desrespeito pelas regras da ced\u00eancia de passagem, desrespeito pelos direitos dos pe\u00f5es. S\u00f3 numa muito reduzida percentagem os acidentes se devem a imponder\u00e1veis, n\u00e3o control\u00e1veis pelo condutor. Perante esta situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, as solu\u00e7\u00f5es devem procurar-se ao n\u00edvel da preven\u00e7\u00e3o, da interven\u00e7\u00e3o e da coordena\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias entidades envolvidas. Por\u00e9m, a medida principal est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o para a consci\u00eancia c\u00edvica colectiva, na forma\u00e7\u00e3o para a responsabilidade de todos (autoridades p\u00fablicas, comunica\u00e7\u00e3o social, estabelecimentos de ensino), procurando-se criar uma atitude colectiva de cidadania contra o estado eticamente inaceit\u00e1vel do comportamento de grande parte dos condutores em Portugal e contribuindo, assim, para a sua responsabiliza\u00e7\u00e3o. O condutor \u00e9 um ser livre, que deve conduzir como pessoa consciente e respons\u00e1vel, observando o c\u00f3digo da estrada. Nas suas regras, restri\u00e7\u00f5es e constrangimentos, o c\u00f3digo da estrada favorece o respeito pelo outro e a pr\u00f3pria liberdade do condutor. Este deve saber que, ao seguir as leis do c\u00f3digo, procura evitar ao m\u00e1ximo o risco de acidentes e de colis\u00f5es, al\u00e9m de diminuir, desse modo, o seu estado de preocupa\u00e7\u00e3o e ansiedade. Uma m\u00e1 condu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de manifestar um profundo desprezo pela vida, \u00e9 express\u00e3o de mero individualismo, trazendo ao de cima velhos instintos do ser humano, instinto do poder e da agressividade, da combatividade e seu esp\u00edrito concorrencial. Em termos evang\u00e9licos, podemos dizer que uma boa condu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de realiza\u00e7\u00e3o de um projecto pessoal, \u00e9 uma ocasi\u00e3o para despertar e amar os outros utentes da estrada, considerados irm\u00e3os e irm\u00e3s. <i>Carta Pastoral da CEP \u201cResponsabilidade Solid\u00e1ria pelo Bem Comum\u201d<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Club Stella Maris de Peniche est\u00e1 a promover a campanha \u201cRaid Pastoral \u2013 P\u00e1scoa 2005\u201d, destinada a promover a seguran\u00e7a nas estradas portuguesas numa altura festiva em que, tradicionalmente, \u00e9 grande o n\u00famero de acidentes. 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