{"id":10787,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/carta-do-santo-padre-joao-paulo-ii-aos-sacerdotes-por-ocasiao-da-quinta-feira-santa-de-2005\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"carta-do-santo-padre-joao-paulo-ii-aos-sacerdotes-por-ocasiao-da-quinta-feira-santa-de-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carta-do-santo-padre-joao-paulo-ii-aos-sacerdotes-por-ocasiao-da-quinta-feira-santa-de-2005\/","title":{"rendered":"Carta do Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II aos sacerdotes por ocasi\u00e3o da Quinta-feira Santa de 2005"},"content":{"rendered":"<p>Queridos sacerdotes! 1. Neste Ano da Eucaristia, sinto uma particular alegria em encontrar-me espiritualmente convosco, como sucede anualmente, por ocasi\u00e3o da Quinta-feira Santa, o dia do amor de Cristo levado \u00abat\u00e9 ao extremo\u00bb (cf. Jo 13, 1), o dia da Eucaristia, o dia do nosso sacerd\u00f3cio. Dirijo-me a v\u00f3s, sacerdotes, durante um per\u00edodo de tratamento e recupera\u00e7\u00e3o que tive de passar no hospital, doente entre os doentes, unindo, na Eucaristia, o meu sofrimento ao de Cristo. Neste esp\u00edrito, quero reflectir convosco sobre alguns aspectos da nossa espiritualidade sacerdotal. Irei faz\u00ea-lo, deixando-me guiar pelas palavras da institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia, as mesmas que diariamente pronunciamos, <i>in persona Christi<\/i>, para tornar presente sobre os nossos altares o sacrif\u00edcio realizado uma vez por todas no Calv\u00e1rio; \u00e9 que de tais palavras brotam indica\u00e7\u00f5es de espiritualidade sacerdotal muito elucidativas: se toda a Igreja vive da Eucaristia, a exist\u00eancia sacerdotal deve a t\u00edtulo especial tomar \u00abforma eucar\u00edstica\u00bb. Por isso, as palavras da institui\u00e7\u00e3o devem ser, para n\u00f3s, n\u00e3o apenas uma f\u00f3rmula de consagra\u00e7\u00e3o, mas uma \u00abf\u00f3rmula de vida\u00bb.  <b>Uma exist\u00eancia profundamente \u00abagradecida \u00bb<\/b> 2. \u00abTibi gratias agens benedixit&#8230;\u00bb. Em cada Missa, recordamos e revivemos o primeiro sentimento expresso por Jesus quando partiu o p\u00e3o: o sentimento de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. O agradecimento \u00e9 a atitude que est\u00e1 na base do pr\u00f3prio termo \u00abEucaristia\u00bb. Dentro deste gesto de gratid\u00e3o, vem confluir toda a espiritualidade b\u00edblica do louvor pelas <i>mirabilia Dei<\/i>. Deus ama-nos, precede-nos com a sua Provid\u00eancia, acompanha-nos com interven\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas de salva\u00e7\u00e3o. Na Eucaristia, Jesus agradece ao Pai connosco e por n\u00f3s. Como poderia esta ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as de Jesus deixar de plasmar a vida do sacerdote? Este sabe que deve cultivar um esp\u00edrito constantemente agradecido pelos numerosos dons recebidos ao longo da sua exist\u00eancia, particularmente pelo dom da f\u00e9, da qual se tornou arauto, e pelo dom do sacerd\u00f3cio, que o consagra inteiramente ao servi\u00e7o do Reino de Deus. Temos as nossas cruzes &#8211; e n\u00e3o somos certamente os \u00fanicos a hav\u00ea-las! -, mas os dons recebidos s\u00e3o t\u00e3o grandes que n\u00e3o podemos deixar de cantar, do fundo do cora\u00e7\u00e3o, o nosso <i>Magnificat<\/i>.  <b>Uma exist\u00eancia \u00abdoada\u00bb<\/b> 3. <i>\u00abAccipite et manducate&#8230; Accipite et bibite&#8230;\u00bb<\/i>. A autodoa\u00e7\u00e3o de Cristo, que tem a sua fonte na vida trinit\u00e1ria do Deus-Amor, atinge a sua express\u00e3o mais alta no sacrif\u00edcio da Cruz, cuja antecipa\u00e7\u00e3o sacramental \u00e9 a \u00daltima Ceia. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel repetir as palavras da consagra\u00e7\u00e3o sem sentir-se implicado neste movimento espiritual. Em certo sentido, o sacerdote deve aprender a dizer, com verdade e generosidade, tamb\u00e9m de si pr\u00f3prio: \u00abtomai e comei\u00bb. De facto, a sua vida tem sentido, se ele souber fazer-se dom, colocando-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da comunidade e ao servi\u00e7o de qualquer pessoa que passe necessidade. Era isto precisamente que Jesus esperava dos seus ap\u00f3stolos, como sublinha o evangelista Jo\u00e3o ao narrar o lava-p\u00e9s. O mesmo espera do sacerdote o Povo de Deus. Pensando bem, a obedi\u00eancia, a que ele se comprometeu no dia da Ordena\u00e7\u00e3o e cuja promessa \u00e9 convidado a renovar na Missa Crismal, \u00e9 ilustrada por esta rela\u00e7\u00e3o com a Eucaristia. Obedecendo por amor, renunciando mesmo a leg\u00edtimos espa\u00e7os de liberdade quando se trata de aderir a um autorizado discernimento dos Bispos, o sacerdote realiza na pr\u00f3pria carne aquele \u00abtomai e comei\u00bb de Cristo, quando, na \u00daltima Ceia, Se entregou a Si pr\u00f3prio \u00e0 Igreja.  <b>Uma exist\u00eancia \u00ab salvada \u00bb para salvar<\/b> 4. <i>\u00abHoc est enim corpus meum quod pro vobis tradetur\u00bb<\/i>. O corpo e o sangue de Cristo s\u00e3o entregues para a salva\u00e7\u00e3o do homem, do homem todo e de todos os homens. \u00c9 uma salva\u00e7\u00e3o integral e simultaneamente universal, porque n\u00e3o h\u00e1 homem &#8211; salvo livre acto de recusa &#8211; que esteja exclu\u00eddo da for\u00e7a salvadora do sangue de Cristo: <i>\u00abqui pro vobis e pro multis effundetur\u00bb<\/i>. Trata-se dum sacrif\u00edcio oferecido por \u00abmuitos\u00bb, como se l\u00ea no texto b\u00edblico (Mc 14, 24; Mt 26, 28; cf. Is 53, 11-12) com uma t\u00edpica figura liter\u00e1ria semita que, aliando dois opostos &#8211; no nosso caso, a multid\u00e3o abrangida pela salva\u00e7\u00e3o e um s\u00f3, Cristo, que a realizou -, indica a totalidade do seres humanos aos quais a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 oferecida: \u00e9 sangue \u00abderramado por v\u00f3s e por todos\u00bb, como legitimamente se explicita nalgumas tradu\u00e7\u00f5es. A carne de Cristo \u00e9 realmente entregue \u00abpela vida do mundo\u00bb (Jo 6, 51; cf. 1 Jo 2, 2). Ao repetirmos, num silencioso recolhimento da assembleia lit\u00fargica, as venerandas palavras de Cristo, n\u00f3s, sacerdotes, tornamo-nos arautos privilegiados deste mist\u00e9rio de salva\u00e7\u00e3o. Mas como podemos s\u00ea-lo eficazmente, sem nos sentirmos n\u00f3s mesmos salvados? N\u00f3s somos os primeiros cujo \u00edntimo \u00e9 alcan\u00e7ado pela gra\u00e7a, que, libertando-nos das nossas fragilidades, nos faz gritar \u00ab Abb\u00e1, Pai \u00bb, com a confian\u00e7a pr\u00f3pria de filhos (cf. Gal 4, 6; Rm 8, 15). E isto obriga-nos a avan\u00e7ar no caminho da perfei\u00e7\u00e3o. De facto, a santidade \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o plena da salva\u00e7\u00e3o. S\u00f3 vivendo como salvados \u00e9 que nos tornamos arautos cred\u00edveis da salva\u00e7\u00e3o. Por outro lado, cada vez que tomamos consci\u00eancia da vontade de Cristo de oferecer a todos a salva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode deixar de se reavivar no nosso esp\u00edrito o ardor mission\u00e1rio, incitando cada um de n\u00f3s a fazer-se \u00ab tudo, para todos, para salvar alguns a todo o custo \u00bb (1 Cor 9, 22).  <b>Uma exist\u00eancia \u00abevocativa\u00bb<\/b> 5. <i>\u00abHoc facite in meam commemorationem\u00bb<\/i>. Estas palavras de Jesus foram conservadas por Lucas (22, 19) e tamb\u00e9m por Paulo (1 Cor 11, 24). O contexto em que foram pronunciadas &#8211; \u00e9 bom t\u00ea-lo presente &#8211; \u00e9 o da ceia pascal, que, para os hebreus, era precisamente um \u00abmemorial\u00bb (zikkar\u00f4n, em hebraico). Naquela circunst\u00e2ncia, os israelitas reviviam antes de mais nada o \u00caxodo, mas, com ele, lembravam tamb\u00e9m os outros acontecimentos importantes da sua hist\u00f3ria: a voca\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o, o sacrif\u00edcio de Isaac, a alian\u00e7a do Sinai, as numerosas interven\u00e7\u00f5es de Deus em defesa do seu povo. Tamb\u00e9m para os crist\u00e3os a Eucaristia \u00e9 \u00abmemorial\u00bb, e numa medida incompar\u00e1vel: n\u00e3o se limita a recordar, mas actualiza sacramentalmente a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor. Al\u00e9m disso queria sublinhar que Jesus disse: \u00abFazei isto em mem\u00f3ria de Mim\u00bb. Por isso, a Eucaristia n\u00e3o recorda simplesmente um facto; recorda-o a Ele! Para o sacerdote, o facto de repetir cada dia, <i>in persona Christi<\/i>, as palavras do \u00abmemorial\u00bb \u00e9 um convite a desenvolver uma \u00abespiritualidade da mem\u00f3ria\u00bb.  Num tempo de r\u00e1pidas mudan\u00e7as culturais e sociais que afrouxam o sentimento da tradi\u00e7\u00e3o e deixam, sobretudo as novas gera\u00e7\u00f5es, expostas ao risco de perderem a liga\u00e7\u00e3o com as pr\u00f3prias ra\u00edzes, o sacerdote \u00e9 chamado a ser, na comunidade que lhe est\u00e1 confiada, o homem com a mem\u00f3ria fiel de Cristo e de todo o seu mist\u00e9rio: a sua prefigura\u00e7\u00e3o no Antigo Testamento, a sua realiza\u00e7\u00e3o no Novo, o seu aprofundamento progressivo sob a guia do Esp\u00edrito, segundo esta promessa expl\u00edcita: Ele \u00abensinar-vos-\u00e1 todas as coisas e vos recordar\u00e1 tudo o que vos tenho dito\u00bb (Jo 14, 26).  <b>Uma exist\u00eancia \u00abconsagrada\u00bb<\/b> 6. <i>\u00abMysterium fidei!\u00bb<\/i>. Com esta exclama\u00e7\u00e3o, o sacerdote exprime, depois de cada vez que consagra o p\u00e3o e o vinho, o seu assombro sempre renovado pelo prod\u00edgio extraordin\u00e1rio que se realizou nas suas m\u00e3os. \u00c9 um prod\u00edgio que s\u00f3 os olhos da f\u00e9 podem enxergar. Os elementos naturais n\u00e3o perdem as suas caracter\u00edsticas externas, dado que as \u00abesp\u00e9cies\u00bb continuam a ser as do p\u00e3o e do vinho; mas a sua \u00absubst\u00e2ncia\u00bb, pelo poder da palavra de Cristo e da ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, converte-se na subst\u00e2ncia do corpo e do sangue de Cristo. Assim, sobre o altar, est\u00e1 \u00abverdadeira, real e substancialmente\u00bb presente Cristo morto e ressuscitado, com toda a sua humanidade e divindade. Trata-se, portanto, de realidade eminentemente sagrada! Por isso, a Igreja circunda de tanta rever\u00eancia este Mist\u00e9rio, e vigia atentamente por que sejam observadas as normas lit\u00fargicas que tutelam a santidade de t\u00e3o grande Sacramento. N\u00f3s, sacerdotes, somos os celebrantes, mas tamb\u00e9m os guardi\u00f5es deste sacrossanto Mist\u00e9rio. Da nossa rela\u00e7\u00e3o com a Eucaristia deriva tamb\u00e9m a exig\u00eancia da condi\u00e7\u00e3o \u00absagrada\u00bb da nossa vida, que deve transparecer em todo o nosso modo de ser, e primariamente no modo de celebrar. Para isso, vamos \u00e0 escola dos Santos! Este Ano da Eucaristia convida-nos a redescobrir os Santos que deram provas duma devo\u00e7\u00e3o particularmente intensa \u00e0 Eucaristia (cf. Carta Apost\u00f3lica <i>Mane nobiscum Domine<\/i>, 31). Disso mesmo, deram exemplar testemunho muitos sacerdotes beatificados e canonizados, suscitando grande fervor nos fi\u00e9is que presenciavam as suas Missas. Muitos se distinguiram por uma prolongada adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Permanecer diante de Jesus Eucaristia, valer-se, em certo sentido, das nossas \u00absolid\u00f5es\u00bb para ench\u00ea-las desta Presen\u00e7a, significa conferir \u00e0 nossa consagra\u00e7\u00e3o todo o calor da intimidade com Cristo, donde recebe alegria e sentido a nossa vida.  <b>Uma exist\u00eancia voltada para Cristo<\/b> 7. <i>\u00abMortem tuam annuntiamus, Domine, et tuam resurrectionem confitemur, donec venias\u00bb<\/i>. Sempre que celebramos a Eucaristia, a mem\u00f3ria de Cristo no seu mist\u00e9rio pascal torna-se anseio do encontro pleno e definitivo com Ele. Vivemos na expectativa da sua vinda. Na espiritualidade sacerdotal, esta tens\u00e3o deve ser vivida sob a forma pr\u00f3pria da caridade pastoral, que nos obriga a viver no meio do Povo de Deus para orientar o seu caminho e nutrir a sua esperan\u00e7a. Trata-se duma tarefa que requer do sacerdote uma atitude interior semelhante \u00e0 que o ap\u00f3stolo Paulo vivia dentro de si mesmo: \u00abEsquecendo-me do que fica para tr\u00e1s e avan\u00e7ando para o que est\u00e1 adiante, prossigo em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 meta&#8230;\u00bb (Fil 3, 13-14). O sacerdote \u00e9 algu\u00e9m que, n\u00e3o obstante o passar dos anos, continua a irradiar juventude, de certo modo \u00abcontagiando\u00bb com ela as pessoas que encontra no seu caminho. O seu segredo est\u00e1 na \u00abpaix\u00e3o\u00bb que sente por Cristo. S\u00e3o Paulo dizia: \u00ab Para mim, o viver \u00e9 Cristo \u00bb (Fil 1, 21). Sobretudo no contexto da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, as pessoas t\u00eam direito de dirigir-se aos sacerdotes com a esperan\u00e7a de \u00abver\u00bb a Cristo neles (cf. Jo 12, 21). Sentem necessidade disso particularmente os jovens, que Cristo continua a chamar a Si para fazer deles seus amigos e propor a alguns a doa\u00e7\u00e3o total \u00e0 causa do Reino. N\u00e3o h\u00e3o-de certamente faltar as voca\u00e7\u00f5es, se subirmos de tom a nossa vida sacerdotal, se formos mais santos, mais alegres, se nos mostrarmos mais apaixonados no exerc\u00edcio do nosso minist\u00e9rio. Um sacerdote \u00abconquistado\u00bb por Cristo (cf. Fil 3, 12) pode mais facilmente \u00ab conquistar \u00bb outros para a op\u00e7\u00e3o de fazerem a mesma aventura.  <b>Uma exist\u00eancia \u00abeucar\u00edstica\u00bb na escola de Maria<\/b> 8. Muito \u00edntima \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da Virgem Sant\u00edssima com a Eucaristia, como recordei na enc\u00edclica <i>Ecclesia de Eucharistia<\/i> (cf. nn. 53-58). Todas as an\u00e1foras eucar\u00edsticas, embora na sobriedade pr\u00f3pria da linguagem lit\u00fargica, sempre o sublinham. Assim, no C\u00e2none Romano, dizemos: \u00abEm comunh\u00e3o com toda a Igreja veneramos a mem\u00f3ria da gloriosa sempre Virgem Maria, M\u00e3e do nosso Deus e Senhor Jesus Cristo\u00bb. Noutras Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas, como por exemplo na II An\u00e1fora, a venera\u00e7\u00e3o transforma-se em s\u00faplica: \u00abDai-nos a gra\u00e7a de participar na vida eterna, com a Virgem Maria, M\u00e3e de Deus\u00bb. Ao insistir nestes anos sobre a contempla\u00e7\u00e3o do rosto de Cristo &#8211; especialmente nas cartas apost\u00f3licas <i>Novo millennio ineunte<\/i> (cf. nn. 23ss.) e <i>Rosarium Virginis Mari\u00e6<\/i> (cf. nn. 9ss.) &#8211; indiquei Maria como a mestra mais experimentada. Depois, na enc\u00edclica sobre a Eucaristia, apresentei-a como \u00abMulher eucar\u00edstica\u00bb (cf. n. 53). Quem pode, melhor do que Maria, fazer-nos saborear a grandeza do mist\u00e9rio eucar\u00edstico? Ningu\u00e9m pode, como Ela, ensinar-nos com quanto fervor devemos celebrar os santos Mist\u00e9rios e determo-nos em companhia do seu Filho escondido sob as esp\u00e9cies eucar\u00edsticas. Por isso, a Ela vos recordo a todos, entrego-Lhe especialmente os mais idosos, os doentes, quantos se encontram em dificuldade. Nesta P\u00e1scoa do Ano da Eucaristia, apraz-me fazer ressoar para cada um de v\u00f3s a doce e reconfortante declara\u00e7\u00e3o de Jesus: \u00abEis a tua M\u00e3e\u00bb (Jo 19, 27). Com estes sentimentos, de cora\u00e7\u00e3o vos aben\u00e7oo a todos, desejando-vos uma profunda alegria pascal.  Da Policl\u00ednica Gemelli em Roma, 13 de Mar\u00e7o \u2013 V domingo da Quaresma \u2013 do ano 2005, vig\u00e9simo s\u00e9timo de Pontificado.  <i>JO\u00c3O PAULO II<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queridos sacerdotes! 1. 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