{"id":10759,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/que-paz-para-angola\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"que-paz-para-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/que-paz-para-angola\/","title":{"rendered":"Que Paz para Angola?"},"content":{"rendered":"<p>Alegrias e ang\u00fastias da Igreja <!--more--> A Igreja Cat\u00f3lica em Angola vive tempos complicados. Primeiro, porque Cabinda \u00e9 um caso muito s\u00e9rio, sem solu\u00e7\u00f5es \u00e0 vista e a nomea\u00e7\u00e3o de um Bispo natural de Luanda foi mal recebida pelos c\u00edrculos pr\u00f3-independ\u00eancia. Nem as explica\u00e7\u00f5es oficiais que recordaram que dos 17 Bispos de Angola 14 n\u00e3o s\u00e3o oriundos da Diocese a que presidem, convenceram os que se manifestaram contra tal nomea\u00e7\u00e3o de Roma. Segundo, porque em alguns dos munic\u00edpios do interior, os respons\u00e1veis partid\u00e1rios querem exigir, \u00e1 for\u00e7a, que os l\u00edderes das comunidades crist\u00e3s (catequistas) sejam os respons\u00e1veis dos partidos nas aldeias. E mais: em alguns lugares, h\u00e1 quem force a substitui\u00e7\u00e3o do culto dominical por um com\u00edcio pol\u00edtico! Tamb\u00e9m sobre este assunto delicado se teve que pronunciar a Confer\u00eancia Episcopal. Terceiro, porque a feiti\u00e7aria e pr\u00e1ticas afins est\u00e3o de tal modo a ganhar terreno e a fazer barbaridades que a Igreja Cat\u00f3lica se viu obrigada a promover uma iniciativa nacional que permita uma reflex\u00e3o s\u00e9ria sobre este assunto. Quarto, porque a R\u00e1dio Ecclesia, muito bem cotada e escutada em Luanda, n\u00e3o tem licen\u00e7a do governo para emitir no resto do pa\u00eds. Os Bispos bem lutam por esta causa, mas o Governo sabe que se a Ecclesia for escutada em todo o pa\u00eds, a liberdade de express\u00e3o e de opini\u00e3o poder\u00e1 custar muito caro \u00e0 governa\u00e7\u00e3o actual, em tempo de pr\u00e9-campanha eleitoral. Mas, no meio deste \u2018tsunami\u2019, emerge o rosto mais brilhante da Igreja Cat\u00f3lica em Angola: a sua incans\u00e1vel luta pela paz e pela democracia, sempre em defesa dos direitos humanos. O II Congresso Pro-Pace (pela Paz), realizado na Universidade Cat\u00f3lica, de 2 a 6 de Mar\u00e7o, que levou o Professor Cavaco Silva a Luanda, apresentou dez conclus\u00f5es corajosas, sete das quais falam de democracia:1. Democracia e desenvolvimento; 2. Direitos humanos e democracia; 3. Elei\u00e7\u00f5es e democracia.; 4. Altern\u00e2ncia do poder e democracia; 5. Oposi\u00e7\u00e3o e democracia; 6. Liberdade de imprensa e democracia;7. Cidadania e democracia; 8.Unidade e pluralidade; 9. Doutrina Social da Igreja; 10. Congressos diocesanos. (ver texto integral das Conclus\u00f5es na p\u00e1gina 4). Foi um Congresso assente na esperan\u00e7a de que dias melhores est\u00e3o a ser preparados para o povo m\u00e1rtir de Angola. Para tal, h\u00e1 que combater a corrup\u00e7\u00e3o, investir no desenvolvimento e, sobretudo, cimentar a paz e construir a democracia. Por isso, o tema das elei\u00e7\u00f5es livres foi o mais repetido. Sem elas, n\u00e3o h\u00e1 governo que se apresente de cara lavada. D. Francisco da Mata Mourisca, o Presidente do Movimento Pro-Pace, foi claro ao apontar o grande objectivo do Congresso: \u2018preparar um ambiente de confian\u00e7a para as elei\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m para que as elei\u00e7\u00f5es se realizem de uma forma transparente, sem dar ocasi\u00e3o \u00e0 desconfian\u00e7a e \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o\u201d. Se o Congresso tiver ajudado a atingir este objectivo, o povo angolano poder\u00e1, um dia, respirar os ares da paz e da democracia. E bem o merece.  <i>Tony Neves<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alegrias e ang\u00fastias da Igreja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[106,189],"class_list":["post-10759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-angola","tag-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10759\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}