{"id":10728,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/carta-apostolica-o-rapido-desenvolvimento-do-sumo-pontifice-joao-paulo-ii-aos-responsaveis-pelas-comunicacoes-sociais\/"},"modified":"2019-07-11T16:05:14","modified_gmt":"2019-07-11T15:05:14","slug":"carta-apostolica-o-rapido-desenvolvimento-do-sumo-pontifice-joao-paulo-ii-aos-responsaveis-pelas-comunicacoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carta-apostolica-o-rapido-desenvolvimento-do-sumo-pontifice-joao-paulo-ii-aos-responsaveis-pelas-comunicacoes-sociais\/","title":{"rendered":"Carta Apost\u00f3lica \u00abO R\u00e1pido Desenvolvimento\u00bb do Sumo Pont\u00edfice Jo\u00e3o Paulo II aos respons\u00e1veis pelas comunica\u00e7\u00f5es sociais"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>1. O r\u00e1pido desenvolvimento das tecnologias no campo dos media \u00e9 certamente um dos sinais do progresso da sociedade de hoje. Olhando para estas novidades em constante evolu\u00e7\u00e3o, torna-se ainda mais actual o que se l\u00ea no Decreto do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II Inter mirifica, promulgado pelo meu venerado predecessor, o servo de Deus Paulo VI, a 4 de Dezembro de 1963: &#8220;Entre os maravilhosos inventos da t\u00e9cnica que, principalmente nos nossos dias, o engenho humano extraiu, com a ajuda de Deus, das coisas criadas, a Santa Igreja acolhe e fomenta aqueles que dizem respeito, principalmente, ao esp\u00edrito humano e abriram novos caminhos para comunicar facilmente not\u00edcias, ideias e ordens&#8221;[1].<\/p>\n<p><b>I. Um caminho fecundo no seguimento do Decreto Inter mirifica<\/b><\/p>\n<p>2. A mais de quarenta anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o daquele documento \u00e9 muito oportuno voltar a reflectir sobre os &#8220;desafios&#8221; que as comunica\u00e7\u00f5es sociais constituem para a Igreja, a qual, como real\u00e7ou o Papa Paulo VI, &#8220;se sentiria culp\u00e1vel diante do seu Senhor se n\u00e3o usasse estes poderosos meios&#8221;[2] . Com efeito, a Igreja n\u00e3o est\u00e1 chamada unicamente a usar os mass media para difundir o Evangelho mas, hoje como nunca, est\u00e1 chamada tamb\u00e9m a integrar a mensagem salv\u00edfica na &#8220;nova cultura&#8221; que os poderosos instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o criam e amplificam. Ela sente que o uso das t\u00e9cnicas e das tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea \u00e9 parte integrante da sua miss\u00e3o no terceiro mil\u00e9nio. Movida por esta consci\u00eancia, a comunidade crist\u00e3 deu passos significativos no uso dos instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o na informa\u00e7\u00e3o religiosa, na evangeliza\u00e7\u00e3o e na catequese, na forma\u00e7\u00e3o dos operadores pastorais do sector e na educa\u00e7\u00e3o para uma responsabilidade madura dos usufruidores e destinat\u00e1rios dos v\u00e1rios instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3. S\u00e3o numerosos os desafios para a nova evangeliza\u00e7\u00e3o num mundo rico de potencialidades comunicativas como o nosso. Tendo isto em considera\u00e7\u00e3o, na Carta enc\u00edclica Redemptoris missio quis real\u00e7ar que o primeiro are\u00f3pago do tempo moderno \u00e9 o mundo da comunica\u00e7\u00e3o, capaz de unificar a humanidade tornando-a como se costuma dizer &#8220;uma aldeia global&#8221;. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social alcan\u00e7aram tal import\u00e2ncia que se tornaram para muitos o principal instrumento de guia e de inspira\u00e7\u00e3o para os comportamentos individuais, familiares e sociais. Trata-se de um problema complexo, visto que esta cultura nasce, ainda antes do que dos conte\u00fados, do pr\u00f3prio facto que existem novos modos de comunicar com t\u00e9cnicas e linguagens in\u00e9ditas. A nossa \u00e9poca \u00e9 uma \u00e9poca de comunica\u00e7\u00e3o global, onde muitos momentos da exist\u00eancia humana se desenrolam atrav\u00e9s de processos medi\u00e1ticos, ou pelo menos, se devem confrontar com eles. Limito-me a recordar a forma\u00e7\u00e3o da personalidade e da consci\u00eancia, a interpreta\u00e7\u00e3o e a estrutura\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos afectivos, o desenvolvimento das fases educativas e formativas, a elabora\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o de fen\u00f3menos culturais, o desenvolvimento da vida social, pol\u00edtica e econ\u00f3mica. Numa vis\u00e3o org\u00e2nica e correcta do desenvolvimento do ser humano, os media podem e devem promover a justi\u00e7a e a solidariedade, comunicando cuidadosa e verdadeiramente os acontecimentos, analisando de maneira completa as situa\u00e7\u00f5es e os problemas, dando voz \u00e0s diversas opini\u00f5es. Os crit\u00e9rios supremos da verdade e da justi\u00e7a, na pr\u00e1tica maduro da liberdade e da responsabilidade, constituem o horizonte em cujo \u00e2mbito se situa uma aut\u00eantica deontologia na frui\u00e7\u00e3o dos modernos e poderosos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>II. Discernimento evang\u00e9lico e compromisso mission\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p>4. Tamb\u00e9m o mundo dos media tem necessidade da reden\u00e7\u00e3o de Cristo. Para analisar com os olhos da f\u00e9 os processos e o valor das comunica\u00e7\u00f5es sociais pode servir de ajuda evidente o aprofundamento da Sagrada Escritura, a qual se apresenta como um &#8220;grande c\u00f3digo&#8221; de comunica\u00e7\u00e3o de uma mensagem n\u00e3o ef\u00e9mera nem ocasional, mas fundamental devido ao seu valor salv\u00edfico. A hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o narra e documenta a comunica\u00e7\u00e3o de Deus com o homem, comunica\u00e7\u00e3o que utiliza todas as formas e modula\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o. O ser humano foi criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, para receber a revela\u00e7\u00e3o divina e para estabelecer um di\u00e1logo de amor com Ele. Devido ao pecado, esta capacidade de di\u00e1logo a n\u00edvel quer pessoal quer social alterou-se, e os homens fizeram e continuam a fazer a experi\u00eancia amarga da incompreens\u00e3o e do afastamento. Mas Deus n\u00e3o os abandonou e enviou-lhes o seu Filho (cf. Mc 12, 1-11). No Verbo feito carne o acontecimento comunicativo assume o seu m\u00e1ximo poder salv\u00edfico: assim, \u00e9 oferecida ao homem, no Esp\u00edrito Santo, a capacidade de receber a salva\u00e7\u00e3o e de a anunciar e testemunhar aos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>5. Por conseguinte, a comunica\u00e7\u00e3o entre Deus e a humanidade alcan\u00e7ou a sua perfei\u00e7\u00e3o no Verbo feito homem. O acto de amor atrav\u00e9s do qual Deus se revela, juntamente com a resposta de f\u00e9 da humanidade, gera um di\u00e1logo fecundo. Precisamente por isto, fazendo nosso, de certa forma, o pedido dos disc\u00edpulos &#8220;ensinai-nos a rezar&#8221; (Lc 11, 1), podemos pedir ao Senhor que nos guie para compreendermos a comunicar com Deus e com os homens atrav\u00e9s dos maravilhosos instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o social. Reconduzidos ao horizonte desta comunica\u00e7\u00e3o \u00faltima e decisiva, os mass media revelam-se uma oportunidade providencial para alcan\u00e7ar os homens em todas as latitudes, superando barreiras de tempo, de espa\u00e7o e de l\u00edngua, formulando nas modalidades mais diversas os conte\u00fados da f\u00e9 e oferecendo, a todos os que as procuram, metas seguras que permitam entrar em di\u00e1logo com o mist\u00e9rio de Deus plenamente revelado em Jesus Cristo. O Verbo encarnado deixou-nos o exemplo para comunicar com o Pai e com os homens, quer vivendo momentos de sil\u00eancio e de recolhimento, quer pregando em todos os lugares e com as v\u00e1rias linguagens poss\u00edveis. Ele explica as Escrituras, exprime-se em par\u00e1bolas, dialoga na intimidade das casas, fala nas pra\u00e7as, ao longo dos caminhos, nas margens do lago, nos cimos dos montes. O encontro pessoal com Ele n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente, mas estimula a imit\u00e1-lo: &#8220;O que vos digo \u00e0s escuras, dizei-o \u00e0 luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os telhados&#8221; (Mt 10, 27). H\u00e1 depois um momento culminante no qual a comunica\u00e7\u00e3o se faz comunh\u00e3o plena: \u00e9 o encontro eucar\u00edstico. Reconhecendo Jesus ao &#8220;partir do p\u00e3o&#8221; (cf. Lc 24, 30-31), os crentes sentem-se estimulados a anunciar a Sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o e a tornar-se testemunhas corajosas e alegres do seu Reino (cf. Lc 24, 35).<\/p>\n<p>6. Gra\u00e7as \u00e0 reden\u00e7\u00e3o, a capacidade comunicativa dos crentes \u00e9 sanada e renovada. O encontro com Cristo constitui-os novas criaturas, permite que entrem a fazer parte daquele povo que Ele conquistou com o seu sangue morrendo na Cruz, e introdu-los na vida \u00edntima da Trindade, que \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e circular de amor perfeito e infinito entre o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo. A comunica\u00e7\u00e3o permeia as dimens\u00f5es essenciais da Igreja, chamada a anunciar a todos a Boa Nova da salva\u00e7\u00e3o. Por isso, ela assume as oportunidades oferecidas pelos instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o social como percursos dados providencialmente por Deus nos dias de hoje para aumentar a comunica\u00e7\u00e3o e tornar o an\u00fancio mais incisivo[3] . Os mass media permitem manifestar o car\u00e1cter universal do Povo de Deus, favorecendo um interc\u00e2mbio mais intenso e imediato entre as Igrejas locais, alimentando o conhecimento rec\u00edproco e a colabora\u00e7\u00e3o. Damos gra\u00e7as a Deus pela presen\u00e7a destes poderosos meios que, se forem usados pelos crentes com o g\u00e9nio da f\u00e9 e na docilidade \u00e0 luz do Esp\u00edrito Santo, podem contribuir para facilitar a difus\u00e3o do Evangelho e para tornar mais eficazes os v\u00ednculos de comunh\u00e3o entre as comunidades eclesiais.<\/p>\n<p><b>III. Mudan\u00e7a de mentalidade e renova\u00e7\u00e3o pastoral<\/b><\/p>\n<p>7. Nos meios da comunica\u00e7\u00e3o a Igreja encontra um apoio precioso para difundir o Evangelho e os valores religiosos, para promover o di\u00e1logo e a coopera\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica e inter-religiosa, assim como para difundir aqueles princ\u00edpios s\u00f3lidos que s\u00e3o indispens\u00e1veis para construir uma sociedade respeitadora da dignidade da pessoa humana e atenta ao bem comum. Ela compromete-os de bom grado a fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre si mesma e a dilatar as fronteiras da evangeliza\u00e7\u00e3o, da catequese e da forma\u00e7\u00e3o e considera o seu uso como uma resposta ao mandamento do Senhor: &#8220;Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura&#8221; (Mc 16, 15). Trata-se de uma miss\u00e3o certamente n\u00e3o f\u00e1cil nesta nossa \u00e9poca, na qual se vai difundindo a convic\u00e7\u00e3o de que o tempo das certezas tenha irremediavelmente passado: para muitos o homem deveria aprender a viver num horizonte de total aus\u00eancia de sentido, perseguindo o que \u00e9 provis\u00f3rio e passageiro [4] . Neste contexto, os instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o podem ser usados &#8220;para proclamar o Evangelho ou para o reduzir ao sil\u00eancio nos cora\u00e7\u00f5es dos homens&#8221; [5] . Isto representa um desafio s\u00e9rio para os crentes, sobretudo para os pais, as fam\u00edlias e para quantos s\u00e3o respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia e da juventude. Devem ser encorajados na comunidade eclesial, com prud\u00eancia e sabedoria pastoral, aqueles que t\u00eam particulares capacidades para trabalhar no mundo das comunica\u00e7\u00f5es sociais, para que se tornem profissionais capazes de dialogar com o vasto mundo dos mass media.<\/p>\n<p>8. N\u00e3o compete unicamente aos &#8220;trabalhadores&#8221; no sector valorizar os media, mas tamb\u00e9m a toda a Comunidade eclesial. Se, como j\u00e1 foi revelado, as comunica\u00e7\u00f5es sociais dizem respeito a diversos \u00e2mbitos da express\u00e3o da f\u00e9, os crist\u00e3os devem ter em considera\u00e7\u00e3o a cultura medi\u00e1tica na qual vivem: da liturgia, m\u00e1xima e fundamental express\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o com Deus e com os irm\u00e3os, \u00e0 catequese que n\u00e3o pode prescindir do facto que se destina a sujeitos que s\u00e3o influenciados pela linguagem e pela cultura contempor\u00e2neas. O actual fen\u00f3meno das comunica\u00e7\u00f5es sociais impulsiona a Igreja a fazer uma esp\u00e9cie de revis\u00e3o pastoral e cultural, a fim de ser capaz de enfrentar de maneira apropriada a passagem de \u00e9poca que estamos a viver. Desta exig\u00eancia devem fazer-se int\u00e9rpretes em primeiro lugar os Pastores: de facto, \u00e9 importante empenhar-se para que se realize o an\u00fancio do Evangelho de modo decisivo, que estimule a sua escuta e favore\u00e7a o seu acolhimento [6] . Neste campo, t\u00eam uma particular responsabilidade as pessoas consagradas, que est\u00e3o orientadas pelo seu carisma institucional ao compromisso no \u00e2mbito das comunica\u00e7\u00f5es sociais. Formadas espiritual e profissionalmente, elas &#8220;quando surgirem oportunidades pastorais [&#8230;] prestem de boa vontade o seu servi\u00e7o [&#8230;] a fim de que, por um lado, se evitem os danos provocados pelo uso viciado de tais meios e, por outro, seja promovida uma qualidade superior das transmiss\u00f5es, com mensagens respeitadoras da lei moral e ricas de valores humanos e crist\u00e3os&#8221; [7] .<\/p>\n<p>9. Foi precisamente considerando a import\u00e2ncia dos mass media que h\u00e1 quinze anos julguei ser inoportuno deix\u00e1-los \u00e0 iniciativa de pessoas individuais ou de pequenos grupos, e sugeri que fossem inseridos com evid\u00eancia na programa\u00e7\u00e3o pastoral [8] . Sobretudo as novas tecnologias, criam ulteriores oportunidades para uma comunica\u00e7\u00e3o entendida como servi\u00e7o ao governo pastoral e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das numerosas tarefas da comunidade crist\u00e3. Basta pensar, por exemplo, no facto de como a internet n\u00e3o s\u00f3 forne\u00e7a recursos para uma maior informa\u00e7\u00e3o, mas habitue as pessoas a uma comunica\u00e7\u00e3o interactiva [9] . Muitos crist\u00e3os j\u00e1 usam de maneira criativa este novo instrumento, explorando as suas potencialidades na evangeliza\u00e7\u00e3o, na educa\u00e7\u00e3o, na comunica\u00e7\u00e3o interna, na administra\u00e7\u00e3o e no governo. Mas paralelamente com Internet devem ser usados outros novos mass media e verificadas todas as poss\u00edveis valoriza\u00e7\u00f5es de instrumentos tradicionais. Quotidianos e jornais, publica\u00e7\u00f5es de todos os tipos, televis\u00e3o e r\u00e1dio cat\u00f3licas permanecem muito \u00fateis num programa completo da comunica\u00e7\u00e3o eclesial. Enquanto os conte\u00fados devem ser adaptados \u00e0s necessidades dos diferentes grupos, a sua finalidade deveria ser a de tornar as pessoas conscientes da dimens\u00e3o \u00e9tica e moral da informa\u00e7\u00e3o [10] . Do mesmo modo, \u00e9 importante garantir forma\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o pastoral aos profissionais da comunica\u00e7\u00e3o. Com frequ\u00eancia estes homens e mulheres encontram-se perante press\u00f5es particulares e dilemas \u00e9ticos que emergem do trabalho quotidiano; muitos deles &#8220;sentem o desejo sincero de conhecer e praticar o que \u00e9 justo no campo \u00e9tico e moral&#8221;, e esperam da Igreja orienta\u00e7\u00f5es e apoio [11] .<\/p>\n<p><b>IV. Os media, encruzilhada das grandes quest\u00f5es sociais<\/b><\/p>\n<p>10. A Igreja, que em virtude da mensagem de salva\u00e7\u00e3o que lhe foi confiada pelo seu Senhor \u00e9 tamb\u00e9m mestra em humanidade, sente o dever de oferecer o seu contributo para uma melhor compreens\u00e3o das perspectivas e das responsabilidades relacionadas com os actuais progressos das comunica\u00e7\u00f5es sociais. Precisamente porque influenciam a consci\u00eancia dos indiv\u00edduos, formam a sua mentalidade e determinam a sua vis\u00e3o das coisas, \u00e9 necess\u00e1rio recordar de maneira vigorosa e clara que os instrumentos da comunica\u00e7\u00e3o social constituem um patrim\u00f3nio a ser tutelado e promovido. \u00c9 necess\u00e1rio que tamb\u00e9m as comunica\u00e7\u00f5es sociais entrem num quadro de direitos e deveres organicamente estruturados, sob o ponto de vista quer da forma\u00e7\u00e3o e da responsabilidade \u00e9tica, quer da refer\u00eancia \u00e0s leis e \u00e0s compet\u00eancias institucionais. O desenvolvimento positivo dos media ao servi\u00e7o do bem comum \u00e9 uma responsabilidade de todos e de cada um [12] . Devido aos fortes v\u00ednculos que os mass media t\u00eam com a economia, com a pol\u00edtica e com a cultura, \u00e9 necess\u00e1rio um sistema de gest\u00e3o que seja capaz de salvaguardar a centralidade e a dignidade da pessoa, a primazia da fam\u00edlia, c\u00e9lula fundamental da sociedade, e a correcta rela\u00e7\u00e3o entre os diversos sujeitos.<\/p>\n<p>11. Imp\u00f5em-se algumas escolhas que s\u00e3o reconduz\u00edveis a tr\u00eas op\u00e7\u00f5es fundamentais: forma\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo. Em primeiro lugar, \u00e9 necess\u00e1rio uma vasta obra formativa para fazer com que os media sejam conhecidos e usados de maneira consciente e apropriada. As novas linguagens por ela introduzidas modificam os processos de aprendizagem e a qualidade das rela\u00e7\u00f5es humanas, raz\u00e3o pela qual sem uma adequada forma\u00e7\u00e3o se corre o risco que ela, em vez de estar ao servi\u00e7o das pessoas, as instrumentalize e condicione com grande incisividade. Isto \u00e9 v\u00e1lido, de modo especial, para os jovens que manifestam uma tend\u00eancia natural para as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, e tamb\u00e9m por isto t\u00eam ainda mais necessidade de ser educados para o uso respons\u00e1vel e cr\u00edtico dos mass media. Em segundo lugar, gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o para o acesso aos mass media e para a participa\u00e7\u00e3o co-respons\u00e1vel na sua gest\u00e3o. Se as comunica\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o um bem destinado a toda a humanidade, devem ser encontradas sempre formas actualizadas para tornar poss\u00edvel uma ampla participa\u00e7\u00e3o na sua gest\u00e3o, mesmo atrav\u00e9s de disposi\u00e7\u00f5es legislativas oportunas. \u00c9 necess\u00e1rio fazer crescer a cultura da co-responsabilidade. Por fim, n\u00e3o se devem esquecer as grandes potencialidades que os mass media t\u00eam ao favorecer o di\u00e1logo, tornando-se ve\u00edculos de conhecimento rec\u00edproco, de solidariedade e de paz. Eles constituem um recurso positivo e poderoso, se forem postos ao servi\u00e7o da compreens\u00e3o entre os povos; se forem usados para alimentar injusti\u00e7as e conflitos, tornam-se ao contr\u00e1rio uma &#8220;arma&#8221; destruidora. J\u00e1 o meu venerado Predecessor, o Beato Jo\u00e3o XXIII, na Enc\u00edclica Pacem in terris, advertiu de modo prof\u00e9tico a humanidade para estes poss\u00edveis riscos [13] .<\/p>\n<p>12. Desperta grande interesse a reflex\u00e3o sobre o papel &#8220;da opini\u00e3o p\u00fablica na Igreja&#8221; e &#8220;da Igreja na opini\u00e3o p\u00fablica&#8221;. Ao encontrar os editores dos peri\u00f3dicos cat\u00f3licos, o meu venerado predecessor Pio XII disse que faltaria algo na vida da Igreja se nela n\u00e3o estivesse inclu\u00edda a opini\u00e3o p\u00fablica. Este mesmo conceito foi recordado noutras ocasi\u00f5es [14] , e \u00e9 reconhecido no C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, sob determinadas condi\u00e7\u00f5es, o direito de express\u00e3o da pr\u00f3pria opini\u00e3o [15] . Ora, se as verdades de f\u00e9 n\u00e3o est\u00e3o abertas a interpreta\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias e o respeito pelos direitos dos outros gera limites intr\u00ednsecos \u00e0 express\u00e3o das pr\u00f3prias avalia\u00e7\u00f5es, \u00e9 igualmente verdade que noutros campos existe entre os cat\u00f3licos um espa\u00e7o para o interc\u00e2mbio de opini\u00f5es, num di\u00e1logo respeitoso da justi\u00e7a e da prud\u00eancia. Quer a comunica\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da comunidade eclesial quer a da Igreja com o mundo exigem transpar\u00eancia e uma nova forma de enfrentar as quest\u00f5es relacionadas com o universo dos mass media. Esta comunica\u00e7\u00e3o deve tender para um di\u00e1logo construtivo a fim de promover na comunidade crist\u00e3 uma opini\u00e3o publica rectamente informada e capaz de discernimento. A Igreja tem a necessidade e o direito de fazer conhecer as pr\u00f3prias actividades, como outras institui\u00e7\u00f5es e grupos, mas ao mesmo tempo, quando for necess\u00e1rio, deve poder garantir uma adequada discri\u00e7\u00e3o, sem que isso prejudique uma comunica\u00e7\u00e3o pontual e suficiente sobre os factos eclesiais. Este \u00e9 um dos \u00e2mbitos onde \u00e9 exigida em maior medida a colabora\u00e7\u00e3o entre fi\u00e9is leigos e Pastores, dado que, como real\u00e7a oportunamente o Conc\u00edlio, &#8220;desta conviv\u00eancia familiar entre os leigos e os Pastores h\u00e1 que esperar muitas vantagens para a Igreja; na verdade, assim se robustece nos leigos o sentido da responsabilidade pr\u00f3pria, se favorece o entusiasmo e mais facilmente se conjugam as suas for\u00e7as com a operosidade dos Pastores. Estes, por sua vez, ajudados pela experi\u00eancia dos leigos, ficam com possibilidade de julgar com maior clareza e exactid\u00e3o tanto das coisas espirituais como das temporais. E assim a Igreja, recebendo for\u00e7as de todos os seus membros, realiza com maior efic\u00e1cia a sua miss\u00e3o para a vida do mundo&#8221; [16] .<\/p>\n<p><b>V. Comunicar com a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo<\/b><\/p>\n<p>13. Para os crentes e para as pessoas de boa vontade o grande desafio deste nosso tempo \u00e9 manter uma comunica\u00e7\u00e3o ver\u00eddica e livre, que contribua para consolidar o progresso integral do mundo. \u00c9 pedido a todos que saibam cultivar um atento discernimento e uma constante vigil\u00e2ncia, maturando uma capacidade sadia perante a for\u00e7a persuasiva dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m neste campo os crentes em Cristo sabem que podem contar com a ajuda do Esp\u00edrito Santo. Ajuda que se torna ainda mais necess\u00e1ria se considerarmos como podem ser grandes as dificuldades intr\u00ednsecas da comunica\u00e7\u00e3o devido \u00e0s ideologias, \u00e0 sede de lucro e de poder, \u00e0s rivalidades e aos conflitos entre indiv\u00edduos e grupos, assim como devido \u00e0s fragilidades humanas e aos males sociais. As modernas tecnologias aumentam de maneira impressionante a velocidade, a quantidade e o alcance da comunica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o favorecem de igual modo aquele interc\u00e2mbio fr\u00e1gil entre uma mente e outra, entre um cora\u00e7\u00e3o e outro, que deve caracterizar qualquer forma de comunica\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o da solidariedade e do amor. Na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o Cristo apresentou-se-nos como &#8220;comunicador&#8221; do Pai: &#8220;Nestes dias&#8230; falou-nos por meio do Filho&#8221; (Hb 1, 2). Palavra eterna que se fez carne, Ele, ao comunicar-se, manifesta sempre respeito por todos os que o escutam, ensina a compreens\u00e3o da sua situa\u00e7\u00e3o e das suas necessidades, estimula \u00e0 compaix\u00e3o pelo seu sofrimento e \u00e0 resoluta determina\u00e7\u00e3o ao dizer-lhes aquilo que eles precisam de ouvir, sem imposi\u00e7\u00f5es nem constri\u00e7\u00f5es, engano nem manipula\u00e7\u00e3o. Jesus ensina que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um acto moral: &#8220;O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas; e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas m\u00e1s. Ora, Eu digo-vos: de toda a palavra ociosa que os homens disserem, prestar\u00e3o contas no dia do ju\u00edzo. Porque pelas tuas palavras ser\u00e1s justificado e pelas tuas palavras ser\u00e1s condenado&#8221; (Mt 12, 35-37).<\/p>\n<p>14. O ap\u00f3stolo Paulo tem uma mensagem clara para quantos est\u00e3o comprometidos na comunica\u00e7\u00e3o social pol\u00edticos, comunicadores profissionais, espectadores: &#8220;despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu pr\u00f3ximo, pois somos membros uns dos outros [&#8230;] Nenhuma palavra desagrad\u00e1vel saia da vossa boca, mas apenas a que for boa, que edifique, sempre que necess\u00e1rio, para que seja uma gra\u00e7a para aqueles que a escutam&#8221; (Ef 4, 25.29). Aos trabalhadores da comunica\u00e7\u00e3o, e principalmente aos crentes comprometidos neste importante \u00e2mbito da sociedade, repito o convite que desde o in\u00edcio do meu minist\u00e9rio de Pastor da Igreja Universal quis fazer ao mundo inteiro: &#8220;N\u00e3o tenhais medo!&#8221;. N\u00e3o tenhais medo das novas tecnologias! Elas incluem-se &#8220;entre as coisas maravilhosas&#8221; &#8220;inter mirifica&#8221; que Deus p\u00f4s \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o para as descobrirmos, usarmos, fazer conhecer a verdade, tamb\u00e9m a verdade acerca do nosso destino de filhos seus, e herdeiros do seu Reino eterno. N\u00e3o tenhais medo da oposi\u00e7\u00e3o do mundo! Jesus disse-nos: &#8220;Eu venci o mundo!&#8221; (Jo 16, 33). N\u00e3o tenhais medo tamb\u00e9m das vossas fraquezas e da vossa inaptid\u00e3o! O Mestre divino disse: &#8220;Eu estarei sempre convosco, todos os dias, at\u00e9 ao fim do mundo&#8221; (Mt 28, 20). Comunicai a mensagem de esperan\u00e7a, de gra\u00e7a e de amor de Cristo, mantendo sempre viva, neste mundo passageiro, a eterna perspectiva do C\u00e9u, perspectiva que nenhum meio de comunica\u00e7\u00e3o jamais poder\u00e1 alcan\u00e7ar directamente: &#8220;O que os olhos n\u00e3o viram, os ouvidos n\u00e3o ouviram, o cora\u00e7\u00e3o do homem n\u00e3o pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que o amam&#8221; (1 Cor 2, 9). Confio a Maria, que nos deu o Verbo da vida e guardou no seu cora\u00e7\u00e3o as suas palavras que n\u00e3o perecem, o caminho da Igreja no mundo de hoje. A Virgem Santa nos ajude a comunicar com todos os meios a beleza e a alegria da vida em Cristo nosso Salvador. Concedo a todos a minha B\u00ean\u00e7\u00e3o! Vaticano, 24 de Janeiro de 2005, mem\u00f3ria de S\u00e3o Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. IOANNES PAULUS II<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p>[1] Decr. Inter mirifica, 1.<\/p>\n<p>[2] Exort. Apost. Evangelii nuntiandi (8 de Dezembro de 1975): AAS 68 (1976), 35.<\/p>\n<p>[3] Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Exort. Apost. p\u00f3s-sinodal Christifideles laici (30 de Dezembro de 1988), 18, 24: AAS 81 (1989), 421-435; cf. Pont. Cons. para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Inst. past. Aetatis novae (22 de Fevereiro de 1992), 10: AAS (1992), 454-455.<\/p>\n<p>[4] Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Carta enc. Fides et ratio (14 de Setembro de 1998), 91: AAS 91 (1999), 76-77.<\/p>\n<p>[5] Pont. Cons. para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Instr. past. Aetatis novae (22 de Fevereiro de 1992), 4: AAS 84 (1992), 450. [6] Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Exort. Apost. p\u00f3s-sinodal, Pastores gregis, 30; L&#8217;Osservatore Romano, 17 de Outubro de 2003, p\u00e1g. 6.<\/p>\n<p>[7] Jo\u00e3o Paulo II, Exort. Apost. p\u00f3s-sinodal, Vita consecrata (25 de Mar\u00e7o de 1996), 99: AAS 88 (1996), 476.<\/p>\n<p>[8] Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio (7 de Dezembro de 1990), 37: AAS 83 (1991), 282-286.<\/p>\n<p>[9] Cf. Pont. Cons. para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, A Igreja e a Internet (22 de Fevereiro de 2002), 6, Cidade do Vaticano, 2002, pp. 13-15.<\/p>\n<p>[10] Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Decreto Inter mirifica, 15-16; Pont. Comiss\u00e3o para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Instr. past. Communio et progressio (23 de Maio de 1971), 107: AAS 63 (1971), 631-632; Pont. Cons. para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Instr. past. Aetatis novae (22 de Fevereiro de 1992), 18: AAS 84 (1992), 460.<\/p>\n<p>[11] Cf. Pont. Cons. para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Instr. past. Aetatis novae (22 de Fevereiro de 1992), 19: AAS 84 (1992), 460.<\/p>\n<p>[12] Cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, n. 2494.<\/p>\n<p>[13] Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Mensagem para o 37\u00aa Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais (24 de Janeiro de 2003): L&#8217;Osservatore Romano, 25 de Janeiro de 2003, p. 6.<\/p>\n<p>[14] Cf. Conc. Ecum. Vat. II Lumen gentium, 37; Pont. Comiss\u00e3o para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Instr. past. Communio et progressio, 23 de Maio de 1971), 114-117: AAS 63 (1971), 634-635.<\/p>\n<p>[15] C\u00e2n. 212, \u00a73: &#8220;Os f\u00e9is, segundo a ci\u00eancia, a compet\u00eancia e a proemin\u00eancia de que desfrutam, t\u00eam o direito e mesmo por vezes o dever, de manifestar aos sagrados Pastores a sua opini\u00e3o acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja, e de a exporem aos restantes fi\u00e9is, salva a integridade da f\u00e9 e dos costumes, a rever\u00eancia devida aos Pastores, e tendo em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas&#8221;; cf. C\u00f3digo dos C\u00e2nones das Igrejas Orientais, c\u00e2n. 15 \u00a73.<\/p>\n<p>[16] Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 37. Copyright \u00a9 Libreria Editrice Vaticana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,127,139,140,168,188,191,193,206,237,238,246,261,268,272,285,314],"class_list":["post-10728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-catequese","tag-communio","tag-comunicacoes-sociais","tag-diocese-da-guarda","tag-direito-canonico","tag-economia","tag-educacao","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-joao-xxiii","tag-liturgia","tag-missoes","tag-nova-evangelizacao","tag-pacem-in-terris","tag-patrimonio","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10728\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}