{"id":10661,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-eucaristia-e-a-verdade-da-igreja\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-eucaristia-e-a-verdade-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-eucaristia-e-a-verdade-da-igreja\/","title":{"rendered":"A Eucaristia e a Verdade da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca no 5\u00ba Domingo da Quaresma <!--more--> 1. Todos os homens s\u00e3o peregrinos da verdade. Eles buscam aquela luz, que pode ser compreens\u00e3o ou intui\u00e7\u00e3o, que lhes revele o sentido do seu pr\u00f3prio mist\u00e9rio, o sentido da vida e da morte, a busca da felicidade, a raz\u00e3o de ser de todas as lutas e ideais, o ju\u00edzo sobre o bem e o mal, a beleza do amor. Nesta busca da verdade h\u00e1 uma quest\u00e3o primordial que se p\u00f5e a todos: onde procur\u00e1-la e encontr\u00e1-la? S\u00f3 nos dinamismos do pr\u00f3prio homem, reduzindo a verdade \u00e0s descobertas da intelig\u00eancia e \u00e0s decis\u00f5es da consci\u00eancia? Procur\u00e1-la fora do homem, na cultura, na hist\u00f3ria, nas ideologias? Ou Deus, fonte da vida, \u00e9 tamb\u00e9m, para o homem, a fonte da verdade? Nesse caso a verdade coincide com a descoberta da vida e a busca da verdade \u00e9, afinal, a busca de Deus e da contempla\u00e7\u00e3o do seu rosto. E quando a procura da verdade coincide com a busca de Deus, vamos descobrindo como \u00e9 importante e decisivo o termos sido criados por Ele, pois essa luz que procuramos, Ele deixou-a impressa, pronta a brilhar, irradiante de sentido, em cada uma das suas criaturas. \u201cO esplendor da verdade brilha em todas as obras do Criador, particularmente no homem criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus (cf. Gen. 1,26): a verdade ilumina a intelig\u00eancia e modela a liberdade do homem, que, deste modo, \u00e9 levado a conhecer e a amar o Senhor. Por isso reza o Salmista: \u00abFazei brilhar sobre n\u00f3s, Senhor, a luz da Vossa face\u00bb (Sal. 4, 7)\u201d[1].  <b>A Eucaristia \u00e9 mist\u00e9rio de luz[2]<\/b> 2. \u00c9 uma afirma\u00e7\u00e3o carregada de consequ\u00eancias existenciais na vida da Igreja. Trata-se de afirmar que aquela busca da verdade encontra um momento de resposta no mist\u00e9rio da Eucaristia, porque nela pode brilhar para a Igreja a luz de Cristo. Jesus designou-se a si mesmo como \u201ca luz do mundo\u201d (Jo. 8,12). A \u201cluz verdadeira que a todo o homem ilumina\u201d (Jo. 1,9). Ao participarem na sua P\u00e1scoa, os crist\u00e3os deixam-se inundar por essa luz, tornam-se \u201cluz no Senhor\u201d e \u201cfilhos da luz\u201d (Efes. 5,8). Esta luz de Cristo \u00e9 o esplendor da luz de Deus Criador, gravada no cora\u00e7\u00e3o de cada homem. Como diz Jo\u00e3o Paulo II, \u201ca luz da face de Deus resplandece em toda a sua beleza no rosto de Jesus Cristo, \u00abimagem do Deus invis\u00edvel\u00bb (Col. 1,15), \u00abresplendor da sua gl\u00f3ria\u00bb (Heb. 1,3), \u00abcheio de gra\u00e7a e de verdade (Jo. 1,14): Ele \u00e9 \u00abo caminho, a verdade e a vida\u00bb (Jo. 14,6). Por isso, a resposta decisiva a cada interroga\u00e7\u00e3o do homem, e particularmente \u00e0s suas quest\u00f5es religiosas e morais, \u00e9 dada por Jesus Cristo, mais, \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus Cristo\u201d[3]. A verdade, a Igreja encontra-a em Jesus Cristo, deixando-se iluminar pela sua luz. \u201cJesus Cristo, \u00abluz dos povos\u00bb, ilumina a face da sua Igreja, que Ele envia pelo mundo inteiro a anunciar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc. 16,15). Assim a Igreja, Povo de Deus no meio das na\u00e7\u00f5es, ao mesmo tempo que permanece atenta aos novos desafios da hist\u00f3ria e aos esfor\u00e7os que os homens realizam na procura do sentido da vida, oferece a todos a resposta que prov\u00e9m da verdade de Jesus Cristo e do seu Evangelho\u201d[4].  <b>A Eucaristia ilumina o cora\u00e7\u00e3o<\/b> 3. A Eucaristia \u00e9 o momento privilegiado de abertura do crente a esta luz de Cristo, a luz de Cristo ressuscitado que brilha, para n\u00f3s, no fulgor da ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. E a realidade do homem que pode ser penetrada por esta luz que brota do sacramento pascal, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o, entendido aqui como o mais \u00edntimo do homem, a sua interioridade, a sua consci\u00eancia. A luz de Cristo, que irradia da Eucaristia, desdobra o cora\u00e7\u00e3o humano, f\u00e1-lo desabrochar, reencontrando mensagens de verdade e de amor nele semeadas desde a Cria\u00e7\u00e3o e que fizeram dele imagem de Deus. A luz da verdade que Cristo encerra e irradia para n\u00f3s, na Eucaristia, n\u00e3o \u00e9 exterior ao homem. Faz parte da sua intimidade, desde o acto criador de Deus e a comunh\u00e3o com Cristo leva o homem a reencontrar-se com ela, captando-lhe a sua plenitude objectiva, na pr\u00f3pria verdade de Jesus Cristo. Porque Ele \u00e9 plenamente homem e na sua ressurrei\u00e7\u00e3o inaugura a plenitude da humanidade, revela ao homem a verdade profunda do seu cora\u00e7\u00e3o. Este desabrochar do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o acto redentor a acontecer em n\u00f3s, porque o pecado, embora tendo-a ofuscado, n\u00e3o apagou completamente essa luz da verdade no cora\u00e7\u00e3o do homem, como escreve o Santo Padre na Enc\u00edclica \u201cO Esplendor da Verdade\u201d: \u201cNenhuma sombra de erro e de pecado pode eliminar totalmente do homem a luz de Deus Criador. Nas profundezas do seu cora\u00e7\u00e3o, permanece sempre a nostalgia da verdade absoluta e a sede de chegar \u00e0 plenitude do seu conhecimento. Prova-o, de modo eloquente, a incans\u00e1vel pesquisa do homem em todas as \u00e1reas e sectores. Demonstra-o ainda mais a sua busca do sentido da vida. O progresso da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica, espl\u00eandido testemunho da capacidade da intelig\u00eancia e da tenacidade dos homens, n\u00e3o dispensa a humanidade de p\u00f4r-se as quest\u00f5es religiosas \u00faltimas, mas antes, estimula-a a enfrentar as lutas mais dolorosas e decisivas, que s\u00e3o as do cora\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia moral\u201d[5]. Este desabrochar do cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 um desabrochar para o amor. A luz da verdade desabrocha, ent\u00e3o, n\u00e3o tanto como certeza te\u00f3rica, mas como exig\u00eancia de amor e de bem. S\u00f3 o amor compromete e realiza definitivamente a liberdade. Participando na generosidade radical de Jesus Cristo que oferece a pr\u00f3pria vida, por amor, a verdade brilha no cora\u00e7\u00e3o do crente como exig\u00eancia de dom, de oferta, de servi\u00e7o e de louvor. O cora\u00e7\u00e3o humano manifesta-se como um cora\u00e7\u00e3o bom, que anseia comungar e partilhar e descobre no desejo de amar a sua verdade. A gra\u00e7a pr\u00f3pria da Eucaristia n\u00e3o \u00e9 esclarecer d\u00favidas ou resolver incertezas; \u00e9, antes, deixar libertar o cora\u00e7\u00e3o, que se torna o \u201ccora\u00e7\u00e3o novo\u201d prometido nos Profetas, capaz de amar e de conhecer o Senhor, o Deus Vivo. O que acontece na Eucaristia \u00e9 o desabrochar da consci\u00eancia moral, onde todas as concretiza\u00e7\u00f5es vitais do mist\u00e9rio que celebramos ganham a urg\u00eancia da fidelidade. Nunca, como na Eucaristia, percebemos a linguagem do Ap\u00f3stolo Paulo quando diz que a salva\u00e7\u00e3o vem pela f\u00e9 e n\u00e3o pela Lei e as suas obras. A comunh\u00e3o com Cristo, na Eucaristia, \u00e9 a plenitude da experi\u00eancia da f\u00e9, e s\u00f3 a\u00ed radica a exig\u00eancia da caridade em todas as suas express\u00f5es. A santidade de vida brota da Eucaristia como a \u00e1gua viva brota da nascente.  <b>A verdade e a caridade s\u00e3o a mesma realidade<\/b> 4. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o da sabedoria crist\u00e3, ou seja, da inteligibilidade da exist\u00eancia crist\u00e3: a harmonia entre a verdade e o amor. O que \u00e9 que \u00e9 mais importante no Cristianismo, a proclama\u00e7\u00e3o e a defesa da verdade ou o amor com as suas exig\u00eancias e loucuras? A resposta s\u00f3 a encontram aqueles que perceberam, no mais \u00edntimo do seu cora\u00e7\u00e3o, que, em Jesus Cristo, a verdade e o amor s\u00e3o a mesma realidade, que brota da comunh\u00e3o vital com Cristo. E a Eucaristia \u00e9 o caminho para essa descoberta e o sacramento dessa harmonia. O mesmo Senhor que afirmou \u201cEu sou a Verdade\u201d tamb\u00e9m nos disse que \u00e9 a Vida. Ele, a Palavra eterna, o Verbo do Pai, s\u00f3 \u00e9 verdade para n\u00f3s quando nos unimos a Ele na comunh\u00e3o de amor. Quando nos unimos a Ele nessa uni\u00e3o vital, brota para n\u00f3s uma luz nova sobre Deus, sobre o homem, sobre o caminho da vida. Para o crist\u00e3o, a verdade \u00e9 a luz que brilha no rosto de Cristo ressuscitado e nos faz ver de novo todas as coisas. Esta \u00e9 a luz da f\u00e9, que nos garante n\u00e3o nos desviarmos da Verdade. O Conc\u00edlio Vaticano II afirmou que o Povo de Deus, guiado pelo sentido da f\u00e9, nunca se desviar\u00e1 da verdade, de tal modo que esse \u201csensus fidei\u201d se torna crit\u00e9rio e refer\u00eancia na explicita\u00e7\u00e3o da Verdade vivida e acreditada pela Igreja[6]. Ora na Eucaristia s\u00f3 a luz da f\u00e9 nos conduz \u00e0 verdade que \u00e9 vivida e experimentada na densidade do amor. Na Eucaristia, a gl\u00f3ria de Cristo, que se manifestou na luminosidade da transfigura\u00e7\u00e3o e da ressurrei\u00e7\u00e3o, \u201cest\u00e1 velada\u201d. O sacramento eucar\u00edstico \u00e9 o \u201cmist\u00e9rio da f\u00e9\u201d por excel\u00eancia. E, todavia, precisamente atrav\u00e9s deste sacramento da sua total oculta\u00e7\u00e3o, Cristo torna-se mist\u00e9rio de luz, mediante o qual o fiel \u00e9 introduzido na profundeza da vida divina\u201d[7]. A Eucaristia, sacramento do amor, revela-nos a dimens\u00e3o m\u00edstica da verdade crist\u00e3. A verdade \u00e9 recebida e acolhida como revela\u00e7\u00e3o de Deus, que \u00e9 sempre uma express\u00e3o do seu amor infinito.  Quando digo que a Eucaristia \u00e9 momento de revela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quero sugerir que Deus pode revelar coisas novas. A sua revela\u00e7\u00e3o est\u00e1 completa no dom do seu Filho Jesus Cristo, Palavra eterna de Deus. Mas essa plenitude da revela\u00e7\u00e3o de Deus, em Jesus Cristo, pode ser acolhida, por n\u00f3s, na Eucaristia, como surpresa amorosa de Deus. Se a Eucaristia \u00e9 a actualiza\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, que se torna presente em cada celebra\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o o h\u00e1-de ser da revela\u00e7\u00e3o de Deus? A\u00ed podemos mergulhar, sempre de novo, no insond\u00e1vel abismo do cora\u00e7\u00e3o de Deus. A Eucaristia, enquanto momento de revela\u00e7\u00e3o da verdade e do amor, come\u00e7a na maneira como acolhemos, em cada celebra\u00e7\u00e3o, a Palavra de Deus. Nesse contexto, a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra tem uma especial densidade de amor pessoal de Jesus Cristo. \u201c\u00c9 o pr\u00f3prio Cristo que fala quando na Igreja se l\u00ea a Sagrada Escritura\u201d[8]. E isto \u00e9 poss\u00edvel, porque a assembleia eucar\u00edstica \u00e9 congregada pela f\u00e9 e pelo amor a Jesus Cristo. O Senhor que procuramos, para com Ele celebrar a P\u00e1scoa, abre-nos o seu cora\u00e7\u00e3o e revela-nos a Palavra do Reino e dos caminhos da vida. Esta dimens\u00e3o m\u00edstica da verdade, gra\u00e7a pr\u00f3pria da Eucaristia, n\u00e3o \u00e9 alheia a todos os outros caminhos de recep\u00e7\u00e3o e proclama\u00e7\u00e3o da verdade revelada. Ela ajudar\u00e1 os catequistas, os pregadores, os te\u00f3logos, a nunca isolarem a verdade do amor e a n\u00e3o ca\u00edrem em vis\u00f5es abstractas da verdade, que podem ser acolhidas como doutrina, mas n\u00e3o desencadeiam as exig\u00eancias da caridade. Toda a luz de Cristo que, na Eucaristia, ilumina o nosso cora\u00e7\u00e3o, vem carregada de sugest\u00f5es para a pr\u00e1tica da caridade, tanto como adora\u00e7\u00e3o de Deus, como amor dos irm\u00e3os. S\u00f3 a verdade de Deus, que resplandece no rosto eucar\u00edstico de Cristo, nos impede de confundir a caridade com as express\u00f5es naturais do amor, tantas vezes desfiguradas pelo pecado; s\u00f3 o amor exigir\u00e1 de n\u00f3s que n\u00e3o fa\u00e7amos da verdade revelada uma afirma\u00e7\u00e3o fria de princ\u00edpios, mas a luz que nos revela os caminhos da caridade e nos conduz ao amor.  S\u00e9 Patriarcal, 13 de Mar\u00e7o de 2005 <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; [1] Veritatis Splendor (V.S.), n. 1 [2] Mane Nobiscum Domine, n. 11 [3] V.S. n. 2 [4] Ibidem [5] Ibidem, n. 1 [6] Lumen Gentium [7] M.N.D. n. 11 [8] Ibidem, n. 12<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca no 5\u00ba Domingo da Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[295,127,144,237,275,91],"class_list":["post-10661","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-biblia","tag-catequese","tag-concilio-vaticano-ii","tag-joao-paulo-ii","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10661\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}