{"id":10587,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/imigrantes-discriminados-pela-justica-portuguesa\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"imigrantes-discriminados-pela-justica-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/imigrantes-discriminados-pela-justica-portuguesa\/","title":{"rendered":"Imigrantes discriminados pela justi\u00e7a portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo financiado pelo Alto-Comissariado para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas (ACIME), ontem apresentado, concluiu que existe uma maior representa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os estrangeiros nos tribunais e nas pris\u00f5es portuguesas comparativamente com os cidad\u00e3os portugueses.  As estat\u00edsticas indicam que a taxa de criminalidade entre a popula\u00e7\u00e3o estrangeira (11 por mil) \u00e9 maior do que entre a portuguesa (7 por mil). O estudo diz que isso se deve ao tipo de crime, \u00e0 fraca defesa de advogados oficiosos e ao preconceito do sistema judici\u00e1rio. Uma an\u00e1lise dos dados relativos aos processos julgados em tribunal, entre 1997 e 2003, mostrou que 11 em cada 1000 estrangeiros foram condenados criminalmente, enquanto a taxa relativa aos portugueses \u00e9 de sete condenados por cada 1000 habitantes. A pris\u00e3o preventiva \u00e9 mais aplicada aos estrangeiros (oito por cento dos arguidos) do que aos portugueses (dois por cento), o mesmo se passando com a pris\u00e3o efectiva. Segundo o estudo &#8211; intitulado &#8220;A criminalidade de estrangeiros em Portugal, um inqu\u00e9rito cient\u00edfico&#8221; -, tamb\u00e9m o tempo de cumprimento da pena \u00e9 maior entre a comunidade estrangeira. Em 2003, a m\u00e9dia, para os estrangeiros, era de 54 meses, mais dez meses do que a m\u00e9dia dos condenados portugueses. Integrado no plano de estudos do Observat\u00f3rio da Imigra\u00e7\u00e3o, o presente estudo utilizou dados constantes das Estat\u00edsticas da Justi\u00e7a, facultados pelo Gabinete de Pol\u00edtica Legislativa e Planeamento do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Partindo da constata\u00e7\u00e3o de que existe um discurso na sociedade portuguesa &#8211; por vezes veiculado pelos media, por algumas organiza\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas e pelo senso comum &#8211; que relaciona imigra\u00e7\u00e3o e criminalidade, o presente estudo procurou proceder a uma abordagem sistem\u00e1tica e teoricamente fundamentada sobre a correla\u00e7\u00e3o existente entre estrangeiros e criminalidade.  O recurso a metodologias que melhor permitam o controlo da influ\u00eancia de diferentes vari\u00e1veis independentes que concorrem para explicar o fen\u00f3meno da criminalidade procura elucidar a complexidade da quest\u00e3o em an\u00e1lise e desconstruir algumas ideias-feitas sobre a criminalidade de estrangeiros em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo financiado pelo Alto-Comissariado para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas (ACIME), ontem apresentado, concluiu que existe uma maior representa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os estrangeiros nos tribunais e nas pris\u00f5es portuguesas comparativamente com os cidad\u00e3os portugueses. 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