{"id":10572,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-seca-problema-politico\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-seca-problema-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-seca-problema-politico\/","title":{"rendered":"A seca, problema pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>O sol, nosso amigo, fonte de luz, tem sido nestes \u00faltimos tempos, olhado (nunca de frente) como um concorrente da m\u00e3e \u00e1gua, fonte de vida. Duas vidas, afinal, em harmonia e em permanente tens\u00e3o. Como a terra e o ar. A terra, ventre que nos envia e nos recebe. Ar que nos sustenta cada segundo e nos fustiga em ciclones avassaladores. Como os ventos e mar\u00e9s, rios e mares, frio e calor. E os planetas vizinhos, gal\u00e1xias e anos de luz de mir\u00edades que nos rodeiam, nossos companheiros distantes em mil\u00e9nios e espa\u00e7os que ro\u00e7am o infinito.  Chegam-nos, quando muito, hip\u00f3teses sobre esta glaciar seca que n\u00e3o \u00e9 do sul nem do norte. Que nem sabemos se foi gerada pelos erros de gest\u00e3o da terra, se por mil acasos que se converteram em lei ou nunca, na verdade, foram acasos. Nem nos dizem se Quioto tivesse chegado antes e cumprido depois, a terra e o c\u00e9u, o mar e o ar, a \u00e1gua e o fogo estariam cada qual no seu carril perfeito, a cumprir o que lhe \u00e9 devido. Talvez seja bom ir mais atr\u00e1s. Dizem os s\u00e1bios das profundezas que a terra j\u00e1 esteve mais desordenada que hoje. Sismos, maremotos, degelos, convuls\u00f5es e cataclismos aconteceram para que a terra melhor se ajustasse, como um esf\u00e9rico bloco desgarrado precisa de estremecimentos para que os sucessivos segmentos ocupem o espa\u00e7o que lhes compete. Assim dizem. O que parece claro \u00e9 que o problema da \u00e1gua cada vez se coloca com maior prem\u00eancia. Nos desertos que, como inunda\u00e7\u00e3o, se espalham a partir do sul, no sufoco de muita floresta esbanjada, no ar que os vapores industriais v\u00e3o envenenando, nos ventos, frio e calor que podemos descoordenar. \u00c1gua e floresta geram-se mutuamente e cruzam-se na recria\u00e7\u00e3o exuberante da vida. Ou se excluem sem piedade deixando o planeta como na secura do dia seguinte a uma bomba de neutr\u00f5es &#8211; ou no canto do abismo dos p\u00e1ssaros, de Messiaen. E como tratar os grandes \u201cPo\u00e7os de Jacob\u201d do nosso tempo: albufeiras, barragens, len\u00e7\u00f3is subterr\u00e2neos, nascentes indefesas? Nada disto se entende fora do projecto de Deus no acto da cria\u00e7\u00e3o do mundo. Onde aparentemente nada parece estar nas nossas m\u00e3os. Onde, afinal, tudo depende de n\u00f3s. Seja qual for a interpreta\u00e7\u00e3o preferida para Livro do G\u00e9nesis, nenhuma nos tira a responsabilidade da gest\u00e3o da terra: \u201dEnchei a terra e dominai-a.\u201d   Ant\u00f3nio Rego  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sol, nosso amigo, fonte de luz, tem sido nestes \u00faltimos tempos, olhado (nunca de frente) como um concorrente da m\u00e3e \u00e1gua, fonte de vida. Duas vidas, afinal, em harmonia e em permanente tens\u00e3o. Como a terra e o ar. A terra, ventre que nos envia e nos recebe. 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